segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Como são lapidados os diamantes?


Como são lapidados os diamantes?






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O processo – que, além de aperfeiçoar o formato do diamante, serve para poli-lo – é feito de maneira artesanal. A qualidade da lapidação não apenas é fundamental para determinar o valor de uma jóia, como dá brilho e beleza à pedra.
Como o diamante é o material mais duro que se conhece na natureza, lapidá-lo não é moleza – sem contar o alto risco de estragar a caríssima pedra. “Quase sempre os lapidários a quem se confiam pedras maiores têm mais de 50 anos de idade. Isso porque leva muito tempo para aprender todos os macetes do processo”, afirma o lapidário Renato Santos, presidente da Brasil Comércio de Diamantes.
Há duas formas de cortar o diamante bruto: na clivagem, o método mais comum, o diamante é partido com um rápido golpe. Em algumas pedras, porém, essa técnica não funciona. Usa-se, então, a serragem, processo longo e tedioso, feito com uma serra elétrica rotatória ou, mais recentemente, com raios laser.
Depois do corte, vem a etapa do bloqueamento, em que o diamante é raspado em outro até que se aproxime do formato desejado. As facetas (como são chamadas as várias pequenas faces de um diamante) são feitas na etapa seguinte, chamada de abrilhantamento. A pedra é encaixada na ponta de uma vareta chamada dop e pressionada contra um disco giratório forrado de pó de diamante. O processo lembra um pouco o de uma agulha riscando um disco de vinil na vitrola.
Em geral, os brilhantes pequenos são lapidados em um único dia. Já nas pedras grandes (acima de 20 gramas) esse trabalho pode levar até mais de um ano!



Fonte: Redação Mundo Estranho

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Novo mineral é encontrado dentro de diamante nas profundezas da Terra

Diamante que escondia o mineral nunca visto antes (Foto: Nicole Meyer / Universidade de Alberta)
Encontrado a centenas de quilômetros abaixo da Terra, em uma mina na África do Sul, um novo mineral com uma composição química misteriosa foi achado dentro de um diamante. O corpo cristalino foi chamado de “goldschmidtite”, em homenagem ao fundador da geoquímica moderna, Victor Moritz Goldschmidt. 
Ele foi identicado no manto terrestre, camada localizada entre a crosta e núcleo da Terra, que é rico em magnésio e ferro. No caso do goldschmidtite, no entanto, predominam nióbio, potássio e elementos raros, como lantânio e cério. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, e da Universidade de Newcastle, na Inglaterra.
Segundo Nicole Meyer, principal autora do estudo, para que o potássio e o nióbio façam parte de um mesmo mineral, o sólido tem que se formar a partir de “processos excepcionais". Os cientistas estimam que o diamante contendo goldschmidtite se formou a 170 quilômetros abaixo da superfície, em uma temperatura de 1200ºC.
“Essa descoberta nos dá uma noção dos processos fluidos que afetam as raízes profundas dos continentes durante o processo de formação dos diamantes”, comenta Graham Pearson, professor do departamento de Terra e Ciências Atmosféricas da Universidade de Alberta, que orientou a investigação. 

Fonte: GALILEU

Garimpo ilegal é descoberto no meio de floresta em MT

Garimpo ilegal é descoberto no meio de floresta em MT






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Quatro pessoas foram presas nessa quarta-feira em uma área de garimpo no meio de uma floresta, a aproximadamente 30 km da zona urbana de Apiacás, a 1.005 km de Cuiabá. Os garimpeiros foram autuados em flagrante por crime ambiental, entre eles, a extração ilegal de minério em uma área rural do município, segundo a Polícia Civil.

De acordo com a polícia, o caso já vinha sendo investigado pela delegacia de Apiacás e, durante a investigação, foi descoberto que havia uma área que estava sendo explorada, sem permissão legal, por um grupo de pessoas.
Os quatro homens foram conduzidos à delegacia municipal de Apiacás onde foram autuados em flagrante por crime ambiental, configurando destruição da natureza e lavra e extração de recursos minerais sem autorização.
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Os detidos têm idades entre 37 e 63 anos.
De acordo com a polícia, uma parte do sítio que fica na Gleba Raposo Tavares foi possivelmente invadida. Uma casa de madeira e um barraco foram construídos no local.
Os policiais localizaram ainda uma área desmatada e queimada.
A polícia constatou a extração ilegal de ouro, além de assoreamento do riacho na área.
Na extração do outro trabalhavam três pessoas, que afirmaram ter sido contratadas por um dos detidos. No garimpo foram encontrados materiais usados na exploração de minério, entre eles uma draga, 30 metros de mangueira, canos e uma caixa para extração de ouro.


Fonte: Portal Rondônia

Homem é preso com 160 esmeraldas no retorno de viagem a Capital

Homem é preso com 160 esmeraldas no retorno de viagem a Capital

Corretor de imóveis foi levado para a delegacia da Polícia Federal de Jataí por não apresentar nota fiscal

Aline dos San
15/02/2020 15:44


PRF apreendeu 160 pedras de esmeraldas em Goiás.   (Foto: Divulgação/PRF)PRF apreendeu 160 pedras de esmeraldas em Goiás. (Foto: Divulgação/PRF)
No retorno de viagem a Campo Grande, um corretor de imóveis de 34 anos foi preso em Goiás com 160 pedras brutas de esmeralda sem documentação. Ele disse à PRF (Polícia Rodoviária Federal) que as pedras preciosas pertencem a um amigo, morador em Brasília. No entanto, contou que se deslocou até à Capital de Mato Grosso do Sul para avaliar as esmeraldas.
O corretor foi preso quando seguia para o Distrito Federal. O flagrante aconteceu na noite de sexta-feira (dia 14), na BR-364, em Jataí. Conforme o G1 Goiás, ele viajava em um Renault Sandero com placas de Campo Grande.
O homem disse que as pedras não têm valor comercial. Segundo o Jornal Anhanguera, da Rede Globo, a PRF informou que as pedras valeriam R$ 1,5 milhão, quando lapidadas. O minério era transportado numa mochila.
O corretor foi levado para a delegacia da Polícia Federal de Jataí por não apresentar nota fiscal e autorização para transportá-las. O caso pode ser classificado como crime de usurpação de bens da União, que tem pena prevista de até cinco anos de prisão.

Fonte: Campo Grande News

Opala, o mineral que não é um cristal.


Opala, o mineral que não é um cristal.






Você cava o buraco e dá uma olhada lá pra dentro. O que você vê parece saído de um filme de sci-fi (malfeito) dos anos 50:
Opala, o mineral que não é um cristal.

Não. Trata-se da Opala. Curiosamente, esse mineralóide, como é chamado, só é encontrado com qualidade em dois lugares do mundo: Austrália e… Piauí! Isso mesmo, aqui no Brasil, na cidade de Pedro II está uma das maiores e mais importantes jazidas de Opala (claro que existem outras jazidas e Opala no mundo, sobretudo na África) da Terra.
Segundo a wikipedia:
O mineralóide Opala é sílica amorfa hidratada. Neste material, o percentual de água pode chegar a 20%. Por ser amorfo, ele não tem formato de cristal, ocorrendo em veios irregulares, massas, e nódulos. Tem a fratura conchoidal, brilho vítreo, dureza na escala de Mohs de 5,5-6,6, gravidade específica 2,1-2,3, e uma cor altamente variável. A opala pode ser branca, incolor, azul-leitosa, cinza, vermelha, amarela, verde, marrom e preta. Frequentemente muitas dessas cores podem ser vistas simultaneamente, em decorrência de interferência e difração da luz que passa por aberturas regularmente arranjadas dentro do microestructura do opala, fenômeno conhecido como jogo de cores ou difração de Bragg. A estrutura da opala é formada por esferas de cristobalita ou de sílica amorfa, regularmente dispostas, entre as quais há água, ar ou geis de sílica. Quando as esferas têm o mesmo tamanho e um diâmetro semelhante ao comprimento de onda das radiações da luz visível, ocorre difração da luz e surge o jogo de cores da opala nobre. Se as esferas variam de tamanho, não há difração e tem-se a opala comum. O termo opalescência é usado geral e erroneamente para descrever este fenômeno original e bonito, que é o jogo da cores. Na verdade, opalescência é o que mostra opala leitosa, de aparência turva ou opala do potch, sem jogo de cores. As veias de opala que mostram jogo de cores são frequentemente muito finas, e isso leva à necessidade de lapidar a pedra de modos incomuns. Um doublet de opala é uma camada fina de opala colorida sobre um material escuro como basalto ou obsidiana. A base mais escura ressalta o jogo de cores, resultando numa aparência mais atraente do que um potch mais claro. O triplet de opala é obtido com uma base escura e com um revestimento protetor de quartzo incolor (cristal de rocha), útil por ser a opala relativamente delicada. Dada a textura das opalas, pode ser difícil obter um brilho razoável. As variedades de opala que mostram jogo de cores, as opalas preciosas, recebem diversos nomes; do mesmo modo, há vários tipos de opala comum, tais como: opala leitosa (um azulado leitoso a esverdeado); opala resina (amarelo-mel com um bilho resinoso); opala madeira (formada pela substituição da madeira com opala); Menilite (marrom ou cinza) e hialite, uma rara opala incolor chamada às vezes Vidro de Müller. A opala é um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todo tipo de rocha, geralmente sendo encontrado nas formações ferro-manganesíferas, arenito, e basalto. Pode se formar também em outros tipos de materiais, como nós de bambus. A palavra opala vem do sânscrito upala, do grego opallos e do latim opalus, significando “pedra preciosa.” A opala é um dos minerais que podem formar fósseis, por substituição. Os fósseis resultantes, embora possam não ser especialmente valiosos do ponto de vista científico, atraem colecionadores por sua beleza. A maior parte da opala produzida no mundo (98%) vem da Austrália. A cidade de Coober Pedy, em particular, é uma das principais fontes. As variedades terra comum, água, geléia, e opala de fogo são encontradas na maior parte no México e Mesoamérica. Existem opalas sintéticas, que estão disponíveis experimental e comercialmente. O material resultante é distinguível da opala natural por sua regularidade; sob ampliação, as áreas com diferentes cores são arranjadas em forma de “pele de lagarto” ou padrão “chicken wire”. As opalas sintéticas são distinguidas das naturais mais pela falta de fluorescência sob luz UV. São também geralmente de densidade mais baixa e frequentemente mais porosas. Dois notáveis produtores do opala sintética são as companhias Kyocera e Inamori do Japão. A maioria das opalas chamadas sintéticas, entretanto, são denominadas mais corretamente de imitações, porque contêm substâncias não encontradas na opala natural (por exemplo, estabilizadores plásticos). As opalas Gilson vistas frequentemente em jóias vintage são, na realidade, um vidro laminado. fonte
Dá uma olhada na beleza desse material sensacional:
Opala, o mineral que não é um cristal.

Esta é uma amostra de opala assim que é escavada numa jazida asutraliana.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Então as amostras são ensacadas em estado bruto e enviadas para lavagem e posterior lapidação. É aqui que a verdadeira  “mágica” acontece. 

Opala, o mineral que não é um cristal.

É após a lapidação que o material passa a ser vendido para os artistas que farão jóias com ele.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Algumas opalas bem legais:


Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Os aborígines da Austrália têm uma lenda. Eles dizem que o Criador veio para a Terra em um arco-íris para dar uma mensagem de paz para toda a humanidade. O lugar onde o pé do Criador tocou a terra era repleto de rochas e tornou-se vivo, começou a brilhar em todas as cores do arco-íris. E é assim que Opalas foram criadas.
Talvez isso explique porque o nome Opala é derivado da palavra sânscrita “upala”, que significa “pedra preciosa”. Esta provavelmente é a raiz da palavra para o termo grego “opallios”, que se traduz como “mudança de cor”. Até 1920 as Opalas eram bastante incomuns. Antes da descoberta da jazida da Austrália de 1849, as únicas fontes de opala eram o Brasil e a Hungria. Quando as Opalas australianas surgiram, elas eram tão espetaculares e sua diferença foi tão marcante que os donos das minas na Hungria espalharam o boato que opalas australianas não eram opalas reais.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Graças ao boato, a opala australiana não apareceu no mercado mundial até 1890. Ninguém comprava porque acreditaram nos boatos.
Por muito tempo ninguém sabia porque as opalas da Austrália eram tão lindas. Na década de 1960 uma equipe de cientistas australianos analisaram as amostras de Opalas com um microscópio eletrônico. Eles descobriram que pequenas esferas de gel de sílica produziam interferência na passagem da luz, causando as incríveis refrações, que são responsáveis ??pelo jogo fantástico de cores dentro do material.
Em outras palavras, como a opala é formada de sílica, ela deixa a luz atravessar, e é essa entrada de luz e consequente divisão dela em micro-prismas, que dá às Opalas sua cor.
Entre as diversas formas de opala existente, (há as mais transparentes, as leitosas, as esverdeadas, é uma quantidade enorme de variações) estão as Opalas negras.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.


A opala negra é a mais rara e valiosa de todas as opalas. Estas gemas sempre tem a cor de fundo escura, que contrasta lindamente com os brilhos multicoloridos naturais da Opala.
Quanto mais brilhante e mais nítidas as cores contrastantes, o mais valiosa a amostra de Opala negra.
A opala negra é rara, ao ponto de algumas pessoas colecionadoras de gemas a considerarem como “o Santo Graal da Opalas”.
Por sua inacreditável variação visual e beleza, as opalas são muito usadas para a produção de jóias. Algumas opalas de jazidas no México, chamadas Opalas de fogo,  são tão sensacionais que lembram até rubis:
Opala, o mineral que não é um cristal.
Há também a opala azul peruana, que é a pedra nacional do Peru. Eles dizem que ela tem a cor do mar do Caribe.
Opala, o mineral que não é um cristal.