quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Ibovespa encosta em terreno “sobrevendido” e pode perder os 100 mil pontos

Ibovespa encosta em terreno “sobrevendido” e pode perder os 100 mil pontos



Por Gustavo Kahil
27/02/2020 - 12:35
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O recuo de 7% ontem foi o maior desde o “Joesley Day” em maio de 2017 (Imagem: Unsplash/@purzlbaum)
O pânico pós-Carnaval nos mercados financeiros levou o Ibovespa (IBOV) a um nível próximo ao “sobrevendido” e analistas já veem o índice abaixo dos 100 mil pontos.
Considerando o fechamento de quarta-feira (26), a queda já chega a 9% em 2020, ou quase 20% em dólares. O recuo de 7% ontem foi o maior desde o “Joesley Day” em maio de 2017.
A rápida disseminação do coronavírus em lugares fora da China aprofunda as preocupações sobre o crescimento e os balanços das empresas.
Às 12h38, o Ibovespa recuava 2,02%. “O indicador técnico do Ibovespa está se aproximando do território sobrevendido (deveria cair mais 4%, atingindo 101.500 pontos)”,  aponta o analista do Santander, Daniel Gewehr.
“O índice perdeu suportes e fechou um abaixo da reta suporte do canal de alta de médio prazo e na região de suporte em 105.200 pontos por onde passa a média móvel de 200 períodos. Abaixo deste suporte, o índice poderá continuar o movimento de queda em direção a 103.400 e 99.400 pontos”, avaliam os analistas Fábio Perina e Larissa Nappo do Itaú BBA.
“A intensidade da queda sinaliza que o mar agitado não deve se acalmar por enquanto. Vale a pena ficar atento aos 105 mil pontos, pois um fechamento abaixo, poderá acionar novos stops de posições compradas do mercado pressionando ainda mais para baixo o Ibovespa”, ressalta o Itaú BBA.

Mercados Wall Street
Os três principais índices estão agora mais de 10% abaixo de seus recordes intradiários alcançados no início deste mês (Imagem: REUTERS/Lucas Jackson)

Wall Street

Os principais índices acionários de Wall Street entraram em território de correção minutos após a abertura desta quinta-feira.
Às 11:47 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 2,9%, enquanto o S&P 500 perdia 2,23%. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 3,3%.
Os três índices estão agora mais de 10% abaixo de seus recordes intradiários alcançados no início deste mês.

Fonte:  Reuters

Bolsa americana ainda pode perder de 10% a 14% de valor, calcula a Eleven

Bolsa americana ainda pode perder de 10% a 14% de valor, calcula a Eleven





Por Márcio Juliboni
26/02/2020 - 16:19
Mercados Wall Street NYSE
Reflexo: desvalorização da bolsa americana afeta a brasileira (Imagem: REUTERS/Bryan R Smith)
Embora afirme que é hora de os investidores manterem a calma, diante do agravamento da epidemia de coronavírus, que se alastrou pela Europa e chegou ao Brasil, a Eleven Financial não enxerga boas perspectivas para as bolsas dos Estados Unidos neste ano.
Segundo a instituição, ainda há espaço para mais perdas até dezembro. Em relatório assinado por Adeodato Netto, Carlos Daltozo e Raphael Figueiredo, a Eleven observa que, se o mercado pesar a mão na revisão do valor dos ativos americanos, a tendência será de mais quedas.
O S&P, índice citado explicitamente pelo trio, pode recuar entre 10% e 14%, segundo as contas da Eleven, “trazendo a projeção para o final do ano para mais próximo de 3000 pontos”. Como comparação, basta lembrar que o S&P perdeu 6,3% entre sexta (21) e terça (25), pressionado pela epidemia.
Por volta das 15h50 (horário de Brasília), registrava ligeira queda de 0,09% e marcava 3.125 pontos.
Não se trata apenas de prever o que acontecerá com o maior mercado de capitais do mundo, já que a desvalorização das empresas americanas tem tudo para pressionar as brasileiras listadas na B3. Mas, apesar da pressão, a Eleven recomenda cautela ao tomar decisões de investimento agora.

Nada de bancar o herói

“Este não é o momento de heroísmo ou de tentar agir de maneira impulsiva”, afirma o trio de analistas. Eles acrescentam que, diante da grande volatilidade dos mercados nos próximos tempos, “tentar imaginar que será capaz de achar o fundo não nos parece uma maneira razoável de comportamento”.
Ou seja, mesmo quem acredita que crises são oportunidades para comprar papéis baratos e lucrar deve saber que ainda virão muitos solavancos nos próximos meses.
Coronavírus: aproveitar a queda da bolsa para comprar ações baratas requer calma (Imagem: China Daily via Reuters)
Isto porque, diante da alta acumulada pelo Ibovespa no ano passado, muitos passaram a acreditar que a renda variável só oscila numa direção – para o alto.
As altas recentes criaram nos investidores a sensação de que ganhos rápidos e amplos são o novo normal da Bolsa”, diz a Eleven.
“Janelas de correção como esta cumprem papel educacional essencial e devem servir para separar aqueles que realmente têm condição de capturar os verdadeiros ciclos do mercado”, explica.
Assim, para quem deseja aproveitar o momento, a Eleven recomenda o máximo de paciência e racionalidade. “Não é hora de tentar conter um tsunami munido de uma caneca, nem de esperar uma solução mágica”, resume.

Fonte: MONEY  TIMES

CONHEÇA 7 MINERAIS QUE SÃO MAIS RAROS DO QUE OS DIAMANTES

Apesar de os diamantes serem pra lá de caros, quando o assunto são as gemas — ou seja, minerais com pureza e tamanho suficientes para que eles possam ser lapidados e transformados em joias —, a verdade é que existem rochas muito mais raras do que os diamantes pelo mundo.

1 – Benitoíte

A benitoíte é uma rocha com coloração quase sempre azulada que pertence ao grupo dos ciclosilicatos, e foi descrita no início do século 20, pouco depois de sua descoberta. No entanto, apesar de sua composição química ser conhecida, uma das características mais interessantes da benitoíte é a sua fluorescência quando submetida à radiação ultravioleta, propriedade que ninguém sabe explicar ao certo.
A raridade desse belo mineral que você acabou de ver na imagem acima se deve ao fato de ele ter sido encontrado em quantidades bem limitadas apenas em algumas áreas dos EUA e do Japão. Aliás, seu nome foi inspirado no local onde a benitoíte foi descoberta pela primeira vez, o condado de San Benito, localizado na Califórnia.

2 – Diamante vermelho

Apesar de ser possível obter diamantes sintéticos de várias tonalidades, essas gemas também ocorrem em outras colorações — além da incolor com a qual estamos mais acostumados — na natureza. Assim, em ordem (crescente) de raridade, os diamantes podem ser amarelos, marrons, incolores, azuis, verdes, pretos, rosados, laranjas, roxos e vermelhos.
E como estamos falando de gemas extremamente incomuns, só para que você faça uma ideia de quão raros os diamantes vermelhos são, o maior exemplar que existe no mundo, o “Moussaieff Vermelho”, conta com meros 5.11 quilates — ou o equivalente a 1 grama —, e foi obtido e polido a partir de um cristal de 13.9 quilates descoberto aqui no Brasil.
No caso dos diamantes tradicionais, como os obtidos a partir do Diamante Cullinan — um dos maiores já encontrados, com 3.106,75 quilates —, existem exemplares que chegam a contar com mais do que 500 quilates.

3 – Grandidierite

Descoberta apenas em 1902, a grandidierite é um mineral de coloração azul-esverdeada que pode ser encontrado quase que exclusivamente em Madagascar. A gema recebeu esse nome em homenagem a Alfred Grandidier, um explorador francês que se dedicou a pesquisar a história natural da ilha, e até hoje apenas um único exemplar facetado puro foi recuperado, só que no Sri Lanka.

4 – Musgravita

A musgravita foi descoberta no final da década de 60 na serra de Musgrave, localizada na Austrália, e foi a partir daí que o mineral recebeu o seu nome. Pequenas quantidades dele também já foram encontradas em Madagascar e na Groelândia, mas foi só em meados dos anos 90 que o primeiro exemplar com pureza e tamanho suficiente para lapidação foi recuperado. Aliás, até 2005, existiam apenas oito gemas de musgravita no mundo.

5 – Poudretteite

Incrivelmente rara, a poudretteite foi descoberta na década de 60 em uma pedreira chamada Poudrette — daí o nome da gema — localizada em Mont-Saint-Hilaire, no Canadá. Apenas pequenos cristaizinhos foram encontrados, e esse mineral só foi reconhecido como “nova espécie” no final dos anos 80.
poudretteite só foi descrita cientificamente em 2003 e, segundo os geólogos, são pouquíssimas as pessoas que sequer ouviram falar dela. Além disso, é bem pouco provável que alguém tropece com esses desses minerais na vida.

6 – Jeremejevita

Apesar de a jeremejevita ter sido descoberta na Sibéria no final do século 19, cristais com pureza e tamanhos suficientes para a obtenção de gemas só foram descobertos na Namíbia — e em quantidades bem limitadas. A maior jeremejevita facetada do mundo conta com 60 quilates, o que equivale a aproximadamente 12 gramas, e na imagem acima você pode ver um exemplar azul e cristalino excepcionalmente raro.

7 – Berílio vermelho

Também conhecido como “esmeralda escarlate” e “bixbite”, o berílio vermelho só foi descrito pela primeira no início do século 20, e apesar de ser quimicamente parecido com a esmeralda e a água-marinha, sua ocorrência é muito mais rara.
Até onde se sabe, só é possível encontrar o berílio vermelho em algumas regiões dos estados de Utah e do Novo México, nos EUA, e sua obtenção, além de ser extremamente difícil, é financeiramente pouco vantajosa.
Algumas estimativas apontaram que — considerando minerais com qualidade semelhante — existem cerca de 8 mil vezes mais rubis do que berílios vermelhos no mundo, portanto, não é de se estranhar que seu valor ronde os US$ 10 mil por quilate de rocha cortada.

Fonte: Mega Curioso

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

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Ouro opera estável após alta em Wall Street; retorno à máxima de 7 anos é provável

Ouro opera estável após alta em Wall Street; retorno à máxima de 7 anos é provável



Por Barani Krishnan, da Investing.com
26/02/2020 - 17:43

barra de ouro
Os futuros do ouro para entrega em abril na COMEX de Nova York estavam em baixa de US$ 5,55, ou 0,53, a US$ 1.644,45 às 14h28 (Imagem: Pixabay)

Os preços do ouro estavam mistos na quarta-feira (26), pois uma recuperação nas ações dos EUA desaceleraram o fluxo de fundos para ativos seguros.
Porém, analistas dizem que o metal amarelo está dentro da meta de retornar para suas máximas de sete anos devido a preocupações em relação à crise do coronavírus e a expectativa de cortes de taxas de juros nos Estados Unidos.
Os futuros do ouro para entrega em abril na COMEX de Nova York estavam em baixa de US$ 5,55, ou 0,53, a US$ 1.644,45 às 14h28 (horário de Brasília).
O contrato caiu 1,6% na terça-feira, maior queda em um dia desde outubro, no que analistas descreveram como um respiro em um mercado que havia crescido em US$ 115 ao longo de uma corrida de três semanas em direção a máximas de sete anos, em quase US$ 1.700.
ouro spot estava em alta de US$ 7,41, ou 0,4%, em US$ 1.642,49.
Participações no SPDR Gold Trust, maior fundo lastreado em ouro negociado em bolsa do mundo, subiram 0,7% para 940,09 toneladas no fechamento de terça-feira, apontaram dados.
“O ouro está mais fraco na sessão, mas a perspectiva de longo prazo para preços mais altos permanece firmemente no lugar”, disse Ed Moya, analista da OANDA, sediada em Nova York.

Mercados Wall Street NYSE
Os principais índices de ações dos Estados Unidos não atingiram o pico da manhã depois de o Brasil ter reportado seu primeiro caso de coronavírus (Imagem: REUTERS/Lucas Jackson)

“O ouro irá receber apoio de crescentes expectativas de que o impacto do vírus no crescimento global irá forçar o Fed (a cortar taxas), pois as pressões deflacionárias irão crescer. Mesmo que o nervosismo em torno do vírus diminua, o mercado de títulos irá forçar o Fed a cortar taxas de qualquer jeito.”
Os principais índices de ações dos Estados Unidos não atingiram o pico da manhã depois de o Brasil ter reportado seu primeiro caso de coronavírus, o primeiro na América Latina, em meio a uma explosão de novas infecções que vem sendo vista fora da China, indo do Irã à Coreia do Sul.
Wall Street sofreu sua pior perda de um dia em dois anos nesta semana após as autoridades de saúde declararem que era apenas uma questão de tempo para o vírus se tornar uma epidemia também nos EUA.


As apostas de que o Federal Reserve será forçado a entrar em outra rodada de cortes de taxas protecionistas estavam entre os fatores para a crescente subida do ouro em direção a máximas de sete anos. O Fed acabou de terminar um ciclo de flexibilização em dezembro.

Fonte: MONEY  TIMES