sábado, 29 de fevereiro de 2020

Ibovespa sobe com apoio de bancos, mas recua mais de 8% na semana

Ibovespa sobe com apoio de bancos, mas recua mais de 8% na semana



Ações17 horas atrás (28.02.2020 18:53)

Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da B3 fechou esta sexta-feira no azul, apoiado nas ações de bancos, ainda assim com forte perda semanal, diante da forte aversão a risco que tomou conta dos mercados com a rápida propagação global do coronavírus.
Ibovespa subiu 1,15%, a 104.171,57 pontos, após ter chegado a perder o patamar dos 100 mil pontos pela primeira vez desde outubro de 2019.
O volume financeiro da sessão foi de 40 bilhões de reais.
Na semana mais curta em razão do Carnaval no Brasil, o Ibovespa caiu 8,36%. Em fevereiro, o declínio foi de 8,4%, resultando em perda de 9,9% em 2020.
Só na quarta-feira de Cinzas, quando a bolsa reabriu após fim de semana prolongado pelo Carnaval, o Ibovespa desabou 7%, sessão na qual as saídas de estrangeiros no mercado à vista superaram as entradas em mais de 3 bilhões de reais.
"O impacto econômico do surto de Covid-19 parece mais grave do que o inicialmente esperado", disseram em relatório estrategistas do Goldman Sachs na Ásia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o alerta de risco de disseminação e impacto global para "muito alto", enquanto o estrago global com o surto já alcançou 6 trilhões de dólares. Nos últimos dias, multiplicaram-se as revisões em projeções econômicas e para resultados de empresas.
"É difícil vislumbrar o que poderia fornecer certeza suficiente para impedir o medo de vencer antes do fim de semana", destacou Jasper Lawler, chefe de pesquisa no London Capital Group, chamando a atenção para dados de atividade de serviços e setor manufatureiro na China no sábado.
À tarde, contudo, o chairman do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, trouxe algum alento ao afirmar que a autoridade monetária está monitorando de perto os avanços do surto e que "usaria suas ferramentas e atuaria conforme apropriado para apoiar a economia".
Os principais índices de Wall Street reduziram perdas, com o Dow Jones fechando em baixa de 1,39%. O S&P 500 perdeu 0,82% e o Nasdaq fechou estável. No acumulado da semana a queda dos três foi maior que o do Ibovespa.
No Brasil, onde até o momento apenas 1 caso foi confirmado, economistas do Bradesco liderados por Fernando Honorato avaliam que os efeitos, por ora, devem ser pontuais e acontecer através da desaceleração do crescimento mundial, mas não descartam efeitos em estoques ou reflexos do aumento da aversão a risco.
DESTAQUES
- GOL (SA:GOLL4) PN e AZUL PN (SA:AZUL4) cederam 3% e 1,5%, ainda afetadas pelas preocupações sobre a demanda de viagens em razão da disseminação global do coronavírus, com empresas aéreas europeias já alertando sobre lucros e demanda menores. O setor aéreo local ainda é enfraquecido pela alta do dólar para níveis recordes. CVC (SA:CVCB3BRASIL ON perdeu 1,83%.
- VIA VAREJO ON caiu 1,92%, pressionada pelas perspectivas de menor crescimento no país, uma vez que o setor vinha encontrando apoio no cenário de retomada da economia. Dados também mostraram alta no desemprego em janeiro sobre dezembro. NATURA&CO ON cedeu 0,04%.
- PAGSEGURO (NYSE:PAGS), listada em Nova York, caiu 4,2% mesmo após reportar alta de 29,4% no lucro líquido do quarto trimestre ante mesmo período de 2018. No setor de meio de pagamentos, CIELO ON (SA:CIEL3) subiu 5,55% e STONE, também negociada em Nova York, recuou 4,7%.
- ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN (SA:BBDC4) avançaram 3% e 1,87%, respectivamente, com o setor aparecendo como 'porto seguro' para investidores. BANCO DO BRASIL ON (SA:BBAS3) fechou em alta de 2,34%.
PETROBRAS PN (SA:PETR4) e PETROBRAS ON (SA:PETR3) subiram 0,16% e 1,19%, respectivamente, mesmo com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
- VALE ON (SA:VALE3) caiu 0,36%, com os futuros de minério de ferro na China ampliando perdas, para marcar a primeira queda mensal desde outubro, com o rápido crescimento do coronavírus alimentando os temores de uma recessão global.
- FLEURY ON (SA:FLRY3) valorizou-se 4,17%. O UBS destacou que laboratórios podem se beneficiar de um aumento nos volumes de exames/diagnósticos e em alguns casos dos serviços de vacinação. "O Fleury, em particular, poderia ver um aumento adicional nas vendas." Ainda no setor de saúde, RD ON (SA:RADL3) subiu 5,86%, mas QUALICORP ON (SA:QUAL3) recuou 1,86%.
- MRV ON (SA:MRVE3) teve acréscimo de 7,26%, tendo no radar balanço do quarto trimestre, previsto para segunda-feira após o fim do pregão. Mais cedo a Abecip divulgou que os financiamentos imobiliário com recursos da caderneta de poupança somaram 7,27 bilhões de reais em janeiro, alta de 42,7% sobre um ano antes.

Fonte: Reuters

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Ouro na pedra de Quartzo

Em carteira arrojada para março, Ágora indica Qualicorp e Via Varejo

Em carteira arrojada para março, Ágora indica Qualicorp e Via Varejo



Por Diana Cheng
27/02/2020 - 16:02
Via Varejo Casas Bahia
A Via Varejo, que deve reportar resultados melhores em 2020 por estar sob nova gestão, passa a ser recomendada pela Ágora no lugar da Usiminas (Imagem: Divulgação)
Ágora Investimentos substituiu as ações da NotreDame Intermédica (GNDI3) e da Usiminas (USIM5) pelos papéis da Qualicorp (QUAL3) e da Via Varejo (VVAR3) na carteira arrojada de março.
As mudanças, explicou a corretora, se devem ao fato do resultado da NotreDame ter sido divulgado em fevereiro. Já a Qualicorp, top pick do setor, apresentará seu balanço em breve.
Em relação à Usiminas, a Ágora optou por reduzir a exposição do portfólio entre siderúrgicas em decorrência das incertezas envolvendo a economia global. A Via Varejo, que deve reportar resultados melhores em 2020 por estar sob nova gestão, passa a ser recomendada.
No mês passado, a carteira arrojada apresentou desvalorização de 4,3%. O desempenho foi melhor do que o do Ibovespa. O índice caiu 7,1%.


Fonte: MONEY  TIMES

Esmeraldas raras vão a leilão


Dólar bate novo recorde depois de superar R$4,50 com tensão externa por coronavírus

Dólar bate novo recorde depois de superar R$4,50 com tensão externa por coronavírus



Moedas1 hora atrás (27.02.2020 17:55)

Por José de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em nova máxima histórica nominal nesta quinta-feira, chegando a superar 4,50 reais durante os negócios pela primeira vez, em meio a uma forte onda global de aversão a risco conforme se multiplicaram avaliações de que o coronavírus reduzirá o crescimento econômico mundial e afetará a atividade também no Brasil.
O Bank of America reduziu nesta quinta-feira sua perspectiva de crescimento econômico para o Brasil em 2020 para menos de 2%, enquanto o JP Morgan cortou a projeção ainda mais abaixo dessa linha, que muitos observadores dizem ser altamente sensível para o governo do presidente Jair Bolsonaro.
Um porta-voz do Fundo Monetário Internacional dissera mais cedo que o coronavírus claramente terá um impacto no crescimento econômico global e o FMI provavelmente reduzirá sua previsão de crescimento como resultado.
O real já vem sofrendo neste mês diante da piora nos cenários para a economia do Brasil, que reduzem o ânimo com a recuperação e, por tabela, podem prejudicar adicionalmente o quadro para fluxo cambial.
"O real piora mais, pois o governo/BC aqui acham que (a moeda) tem que desvalorizar", disse o gestor de um grande fundo em São Paulo, citando ainda aumento de ruídos políticos locais entre Executivo e Legislativo.
dólar à vista fechou em alta de 0,70%, a 4,4751 reais na venda, com folga superando o recorde anterior, de 4,4441 reais, alcançado na véspera.
Às 11h39, a cotação bateu 4,5030 reais, pico histórico intradia.
A alta da moeda nesta sessão é a sétima consecutiva, período em que acumulou ganho de 4,04%. É a mais longa série do tipo desde os também sete pregões de valorização entre 15 e 23 de agosto de 2018, quando o dólar somou alta de 6,62%.
No acumulado de 2020, o dólar dispara 11,52% ante o real, com a moeda brasileira amargando o pior desempenho dentre 33 pares do dólar. Em fevereiro, a alta é de 4,42%, a mais forte para o mês desde 2015 (+6,19%).
Tamanha valorização, contudo, já atrai algumas recomendações de compra para o real. A firma independente de investimento privado MRB Partners diz que o real já está excessivamente depreciado. Veja imagem a seguir:
Mais cedo, em ação de apoio ao real, o Banco Central vendeu 1 bilhão de dólares em contratos de swap cambial tradicional para conter a volatilidade. Na véspera, a autoridade monetária havia colocado 500 milhões de dólares nesses ativos, também em oferta líquida.
Estrategistas do Citi disseram terem visto fluxos de recursos em busca de retornos depois de o BC ter retomado as vendas de swaps, desde 13 de fevereiro. "Isso sugere que a performance mais fraca do real pode estar perto do fim", disseram em relatório.


Fonte: Reuters