sábado, 29 de fevereiro de 2020

Com forte volume, dólar bate novo recorde e tem maior alta para fevereiro em 5 anos

Com forte volume, dólar bate novo recorde e tem maior alta para fevereiro em 5 anos



Moedas28.02.2020 

Por José de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar bateu novo recorde histórico nominal de fechamento nesta sexta-feira e chegou a superar 4,51 reais na máxima, mas terminou o dia mais perto das mínimas, acompanhando a melhora de sinal em Nova York e no Ibovespa após o chairman do Federal Reserve dizer que o banco central dos Estados Unidos está pronto para proteger a economia dos EUA.
Powell disse que a economia dos EUA permanece em condição sólida, embora o surto de coronavírus represente um risco, e que o banco central agirá como apropriado para fornecer apoio.
O comentário reforçou expectativa de retomada de cortes de juros pelo Fed, o que pode aliviar as condições financeiras globais e liberar dinheiro que potencialmente migrará para mercados emergentes, como o Brasil, melhorando o fluxo cambial e reduzindo a demanda por dólar.
"O mercado pediu, o Fed atendeu. Mercado deveria, no mínimo, dar uma acomodada. Os desafios estruturais ainda são altos, mas o curto prazo está exagerado", disse no Twitter Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos.
As bolsas de valores globais sofreram um tombo nesta semana, com temores de que a disseminação do coronavírus provoque uma recessão global.
Mesmo com o alívio de fim de dia com o Fed, o mercado de câmbio doméstico termina fevereiro marcado por recordes sequenciais. O dólar teve a maior alta para o mês desde 2015 e, nesta sexta, engatou a oitava sessão consecutiva de ganhos --mais longa sequência desde as nove altas seguidas de dezembro de 2005.
Com tudo isso, a volatilidade disparou à máxima desde novembro do ano passado. E, das 20 sessões de fevereiro, o dólar bateu recorde em 17.
Além da percepção maior de risco no mundo por causa da epidemia de coronavírus, do lado doméstico piora nas expectativas para a economia, maiores chances de novos cortes de juros, entendimento de que o governo e o Banco Central desejam um dólar mais apreciado e ruídos políticos colaboraram para uma nova e expressiva alta do dólar.
Na semana que vem, o IBGE divulga os dados do PIB do quarto trimestre de 2019, e a expectativa é que tenha crescido apenas 0,5%, prolongando o que já é sua mais fraca recuperação de recessão jamais registrada, segundo uma pesquisa da Reuters com economistas.
O dólar à vista fechou esta sexta-feira com valorização de 0,13%, a 4,4811 reais na venda, nova máxima histórica nominal para um encerramento. Durante os negócios, a divisa foi a 4,5150 reais, novo pico intradiário.
Na semana, a cotação saltou 2,00%, depois de ter subido 2,14% na semana anterior.
Em fevereiro, o dólar avançou 4,56%, maior alta para o mês desde 2015 (+6,19%). Em janeiro de 2020, a moeda já havia disparado 6,80%.
No acumulado de 2020, o dólar tem alta de 11,67%. Dentre 33 rivais, apenas contra o rand sul-africano o dólar sobe mais no período (+12,00%).
A volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses disparou a 11,58%, de uma mínima de 9,3% apenas quatro dias atrás.
No dólar futuro, o volume de negócios nesta sexta saltou para 685.860 contratos, já o mais forte desde 31 de julho de 2019 (781.235 contratos).


Fonte: Reuters

EXTRA- BAMBURRO EM MINA DE TURMALINA VERDE


FEIRA DE PEDRAS PRECIOSAS EM TUCSON'S 2020- USA

Pão de Açúcar: Assaí continuará surpreendendo nos próximos trimestres, estima Mirae

Pão de Açúcar: Assaí continuará surpreendendo nos próximos trimestres, estima Mirae



Por Diana Cheng
28/02/2020 - 14:47
Assaí Pão de Açúcar
O destaque do Grupo Pão de Açúcar no trimestre passado foi mais uma vez o Assaí, que, segundo a corretora, continuará mostrando forte desempenho e surpreenderá ao longo dos próximos trimestres (Imagem: Gustavo Kahil/ Money Times)
O resultado do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4veio mais fraco do que o esperado, mas a Mirae Asset continua otimista com a empresa e o setor em geral, que deve aproveitar do cenário de juros e inflação baixos em 2020.
O destaque do trimestre passado foi mais uma vez o Assaí, que, segundo a corretora, continuará mostrando forte desempenho e surpreenderá ao longo dos próximos trimestres.
Ainda assim, analistas projetam que a companhia terá mais concorrência, principalmente com a recente aquisição das lojas do Makro no Brasil pelo Carrefour (CRFB3).
“A ação negocia a um múltiplo EV/Ebitda de 6,1 vezes para 2020 e de 5 vezes para 2021. Continuamos recomendando a compra para o Pão de Açúcar, com preço alvo de R$ 111,57 e potencial de valorização de 44,8%”, completa a Mirae.

Fonte: MONEY  TIMES

Ibovespa sobe com apoio de bancos, mas recua mais de 8% na semana

Ibovespa sobe com apoio de bancos, mas recua mais de 8% na semana



Ações17 horas atrás (28.02.2020 18:53)

Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da B3 fechou esta sexta-feira no azul, apoiado nas ações de bancos, ainda assim com forte perda semanal, diante da forte aversão a risco que tomou conta dos mercados com a rápida propagação global do coronavírus.
Ibovespa subiu 1,15%, a 104.171,57 pontos, após ter chegado a perder o patamar dos 100 mil pontos pela primeira vez desde outubro de 2019.
O volume financeiro da sessão foi de 40 bilhões de reais.
Na semana mais curta em razão do Carnaval no Brasil, o Ibovespa caiu 8,36%. Em fevereiro, o declínio foi de 8,4%, resultando em perda de 9,9% em 2020.
Só na quarta-feira de Cinzas, quando a bolsa reabriu após fim de semana prolongado pelo Carnaval, o Ibovespa desabou 7%, sessão na qual as saídas de estrangeiros no mercado à vista superaram as entradas em mais de 3 bilhões de reais.
"O impacto econômico do surto de Covid-19 parece mais grave do que o inicialmente esperado", disseram em relatório estrategistas do Goldman Sachs na Ásia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o alerta de risco de disseminação e impacto global para "muito alto", enquanto o estrago global com o surto já alcançou 6 trilhões de dólares. Nos últimos dias, multiplicaram-se as revisões em projeções econômicas e para resultados de empresas.
"É difícil vislumbrar o que poderia fornecer certeza suficiente para impedir o medo de vencer antes do fim de semana", destacou Jasper Lawler, chefe de pesquisa no London Capital Group, chamando a atenção para dados de atividade de serviços e setor manufatureiro na China no sábado.
À tarde, contudo, o chairman do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, trouxe algum alento ao afirmar que a autoridade monetária está monitorando de perto os avanços do surto e que "usaria suas ferramentas e atuaria conforme apropriado para apoiar a economia".
Os principais índices de Wall Street reduziram perdas, com o Dow Jones fechando em baixa de 1,39%. O S&P 500 perdeu 0,82% e o Nasdaq fechou estável. No acumulado da semana a queda dos três foi maior que o do Ibovespa.
No Brasil, onde até o momento apenas 1 caso foi confirmado, economistas do Bradesco liderados por Fernando Honorato avaliam que os efeitos, por ora, devem ser pontuais e acontecer através da desaceleração do crescimento mundial, mas não descartam efeitos em estoques ou reflexos do aumento da aversão a risco.
DESTAQUES
- GOL (SA:GOLL4) PN e AZUL PN (SA:AZUL4) cederam 3% e 1,5%, ainda afetadas pelas preocupações sobre a demanda de viagens em razão da disseminação global do coronavírus, com empresas aéreas europeias já alertando sobre lucros e demanda menores. O setor aéreo local ainda é enfraquecido pela alta do dólar para níveis recordes. CVC (SA:CVCB3BRASIL ON perdeu 1,83%.
- VIA VAREJO ON caiu 1,92%, pressionada pelas perspectivas de menor crescimento no país, uma vez que o setor vinha encontrando apoio no cenário de retomada da economia. Dados também mostraram alta no desemprego em janeiro sobre dezembro. NATURA&CO ON cedeu 0,04%.
- PAGSEGURO (NYSE:PAGS), listada em Nova York, caiu 4,2% mesmo após reportar alta de 29,4% no lucro líquido do quarto trimestre ante mesmo período de 2018. No setor de meio de pagamentos, CIELO ON (SA:CIEL3) subiu 5,55% e STONE, também negociada em Nova York, recuou 4,7%.
- ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN (SA:BBDC4) avançaram 3% e 1,87%, respectivamente, com o setor aparecendo como 'porto seguro' para investidores. BANCO DO BRASIL ON (SA:BBAS3) fechou em alta de 2,34%.
PETROBRAS PN (SA:PETR4) e PETROBRAS ON (SA:PETR3) subiram 0,16% e 1,19%, respectivamente, mesmo com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
- VALE ON (SA:VALE3) caiu 0,36%, com os futuros de minério de ferro na China ampliando perdas, para marcar a primeira queda mensal desde outubro, com o rápido crescimento do coronavírus alimentando os temores de uma recessão global.
- FLEURY ON (SA:FLRY3) valorizou-se 4,17%. O UBS destacou que laboratórios podem se beneficiar de um aumento nos volumes de exames/diagnósticos e em alguns casos dos serviços de vacinação. "O Fleury, em particular, poderia ver um aumento adicional nas vendas." Ainda no setor de saúde, RD ON (SA:RADL3) subiu 5,86%, mas QUALICORP ON (SA:QUAL3) recuou 1,86%.
- MRV ON (SA:MRVE3) teve acréscimo de 7,26%, tendo no radar balanço do quarto trimestre, previsto para segunda-feira após o fim do pregão. Mais cedo a Abecip divulgou que os financiamentos imobiliário com recursos da caderneta de poupança somaram 7,27 bilhões de reais em janeiro, alta de 42,7% sobre um ano antes.

Fonte: Reuters