sexta-feira, 6 de março de 2020

Ibovespa desaba abaixo dos 98 mil pontos; queda no ano supera 15%

Ibovespa desaba abaixo dos 98 mil pontos; queda no ano supera 15%



Ações52 minutos atrás (06.03.2020 18:45)

Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista voltou a registrar fortes perdas nesta sexta-feira, com o Ibovespa abaixo de 98 mil pontos e ampliando as perdas no ano para mais de 15%, em meio à continuidade da aversão a risco global por preocupações sobre os efeitos do surto do novo coronavírus na economia mundial.
As ações da Petrobras figuraram entre as maiores quedas, conforme o petróleo despencou mais de 9%. Já CVC Brasil (SA:CVCB3) avançou dois dígitos após troca do comando da operadora de turismo, que viu seus papéis derreterem mais de 50% em 2020.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 4,14%, a 97.996,77 pontos, menor fechamento desde agosto de 2019. O volume financeiro no pregão foi novamente forte e totalizou 39,9 bilhões de reais.
Na semana, a terceira no vermelho, o Ibovespa acumulou um declínio de 5,93%. No ano, a queda chega a 15,3%.
A BB Investimentos frisou que a perspectiva de desaceleração da economia mundial, que começou pelo surto na China e que traria um efeito dominó em função da desaceleração no comercial global, se apoiou depois da disseminação da doença pelo mundo.
"Isso tem levado o mercado a rever projeções de crescimento, gerando maior aversão ao risco", afirmou em nota a clientes.
O número de pessoas infectadas com coronavírus em todo o mundo ultrapassou 100 mil, com o surto matando mais de 3.400 pessoas e atingindo mais de 90 países, sendo que seis deles relataram seus primeiros casos nesta sexta-feira.
No mercado, agentes financeiros já começam a questionar se medidas tradicionais como cortes de juros terão eficácia para proteger as economias, com o impacto econômico do coronavírus grande e crescente.
"Opções monetárias e fiscais convencionais...podem não ser suficientes. Novas abordagens podem ser necessárias para reduzir o impacto do vírus e permitir uma rápida recuperação das perdas econômicas quando o surto desaparecer" afirmou o economista Adam Slater, da Oxford Economics, em relatório a clientes.
No Brasil, perspectivas de contaminação da desaceleração global no ritmo da atividade interna têm levado economistas a revisarem estimativas para o crescimento do PIB em 2020, sendo o Itaú Unibanco o mais recente a ajustar projeções, com muitos também passando a prever corte na Selic neste ainda neste mês.
A chance de o Banco Central voltar a afrouxar sua política monetária, após sinalização de pausa no mês passado, por sua vez, tem fortalecido o dólar frente ao real. A cotação só não renovou máxima nesta sessão porque o BC atuou com leilões de swap cambial - equivalente a venda de dólar no mercado futuro.
Para o gestor Marcelo Mesquita, sócio na Leblon Equities, o cenário de curto prazo é imprevisível. "Para o médio e longo prazos, (essa forte correção) nos parece uma excelente oportunidade de compra já que o coronavirus não é uma mudança estrutural e, sim, conjuntural", afirmou.
DESTAQUES
PETROBRAS PN (SA:PETR4) despencou 9,73%, na esteira do tombo do petróleo no exterior, onde o Brent fechou em queda de 9,4%, após acordo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e Rússia para cortes de produção desmoronar. PETROBRAS ON (SA:PETR3) derreteu 10,3%.
- VALE ON (SA:VALE3) caiu 4,78%, também contaminada por receios com a atividade econômica global. No setor de mineração e siderurgia, GERDAU PN (SA:GGBR4) cedeu 7,34%, USIMINAS PNA (SA:USIM5) perdeu 6,31% e CSN ON (SA:CSNA3) recuou 7,03%.
- ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN (SA:BBDC4) recuaram 2,13% e 2,85%. BTG PACTUAL (SA:BPAC11) UNIT caiu 3,97%.
- GOL (SA:GOLL4) PN fechou em alta de 1,94%, em trégua após fortes perdas no começo da sessão e nos últimos dias, com o setor aéreo pressionado pela forte avanço do dólar e potenciais efeitos da disseminação do coronavírus. AZUL PN (SA:AZUL4) recuou 1,12%. Na semana, os papéis acumularam perdas de 17,8% e 17,5%, respectivamente.
- VIA VAREJO ON desabou 17,2%, entre as maiores quedas do Ibovespa e apagando boa parte dos ganhos do ano, em meio a revisões nas projeções de crescimento da economia brasileira, que vinham apoiando os papéis do setor. B2W ON (SA:BTOW3) caiu 9,8% e MAGAZINE LUIZA ON (SA:MGLU3) perdeu 5,2%.
- CVC BRASIL ON disparou 14,4%, após a operadora de turismo anunciar a troca no comando poucos dias depois de relatar indícios de erros na contabilidade. A recuperação veio após queda acumulada em 2020 de mais de 50%.
- IRB BRASIL (SA:IRBR3) RE ON fechou em alta de 2,5%, em meio a ajustes após recuar mais de 50% na semana até a véspera, devido a uma crise de confiança na resseguradora relacionada a resultados financeiros e declarações conflitantes de executivos, que resultou na troca do comando da empresa.


Fonte: Reuters

Ouro se aproxima de US$ 1.700 antes de cair na melhor semana em 11 anos

Ouro se aproxima de US$ 1.700 antes de cair na melhor semana em 11 anos



Commodities36 minutos atrás (06.03.2020 15:31)

© Reuters.  © Reuters.
Por Barani Krishnan
 - O ouro chegou perto de US$ 1.700 por onça na sexta-feira (6), enquanto preocupações em relação ao crescente contágio do coronavírus levaram os investidores em direção aos ativos portos-seguro, fazendo com que o metal amarelo alcançasse sua melhor semana em 11 anos, antes da realização de lucros.
ouro futuro para entrega em abril na Comex de Nova York estava em leve alta de US$ 2, ou 0,12%, a US$ 1.670,00 por onça às 15h25, chegando a operar em baixa no início da tarde. Mais cedo, o índice atingiu a máxima de US$ 1.690,65, ficando a menos de US$ 10 de distância da meta de US$ 1.700.
ouro spot estava em US$ 1.670,37, baixa de US$ 1,96, ou 0,12%. A máxima da sessão foi de US$ 1.690,03.
O ouro futuro ainda teve alta de 6,7% na semana, dirigindo-se para seus maiores ganhos semanais desde janeiro de 2009, quando o metal escalou 4,9%. A alta dessa semana foi influenciada por temores ao coronavírus, que infectou mais de 100 mil pessoas ao redor do mundo, matando mais de 3 mil.
Nos Estados Unidos, onde a pandemia está crescendo, 14 pessoas morreram e mais de 200 foram infectadas.

Fonte: Investing.com

Petróleo afunda após Opep e Rússia não concordarem com cortes de produção

Petróleo afunda após Opep e Rússia não concordarem com cortes de produção



Commodities1 hora atrás (06.03.2020 12:31)

© Reuters.  © Reuters.
Por Geoffrey Smith
O dia foi de mal a pior para o petróleo, após a imprensa ter reportado que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e a Rússia não conseguiram concordar nem mesmo em manter o acordo existente de restrição de produção.
Às 12h25 (horário de Brasília), o WTI estava em queda de 6,56%, a US$ 42,89 por barril, enquanto o Brent caía 6,3%, a US$ 46,84.
Os preços já haviam despencado em cerca de 4% no dia em meio a sinais de que a Rússia recusaria a proposta da Opep de um corte extra de 1,5 milhão de barris por dia de seus níveis atuais. O acordo vigente prevê queda de 700 mil barris por dia na produção até o fim de março. 
O fracasso em manter até mesmo os níveis do acordo existente faz com que o mercado encare seu maior desequilíbrio entre oferta e demanda desde o fim de 2015.
Na B3, as ações da Petrobras (SA:PETR4) acompanham a forte queda da commodity. Os papéis preferencias despencam 7,79% a R$ 23,32, enquanto os ordinários afundam 7,57% a R$ 24,78.


Fonte: Investing.com

Ibovespa recua mais de 4% e vai abaixo de 98 mil pontos

Ibovespa recua mais de 4% e vai abaixo de 98 mil pontos



Ações36 minutos atrás (06.03.2020 12:41)

© Reuters. (Blank Headline Received)© Reuters. (Blank Headline Received)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mostrava fortes quedas nesta sexta-feira, com o Ibovespa abaixo dos 98 mil pontos, na esteira de preocupações globais sobre a real eficácia de medidas tradicionais como cortes de juros para proteger as economias do efeitos da epidemia de coronavírus.
Às 11:25, o Ibovespa caía 4,3%, a 97.835,03 pontos, ampliando as perdas na semana para o redor de 6%. Na mínima desta sessão, chegou a 97.480,86 pontos, menor patamar intradia desde agosto de 2019. O volume financeiro no somava 6,7 bilhões de reais.
Na véspera, o Ibovespa fechou em baixa de 4,65%, a 102.233,24 pontos. No ano, já perde cerca de 15%.
Mais de 100 mil pessoas foram infectadas em mais de 85 países e mais de 3.300 pessoas morreram, segundo contagem da Reuters. A China continental, onde o surto começou, foi responsável por mais de 3.000 mortes, enquanto o número de mortos na Itália foi de 148.
"Com o impacto econômico do coronavírus grande e crescente, os formuladores de políticas nas economias avançadas estão sendo forçados a reagir", afirmou o economista Adam Slater, da Oxford Economics, em relatório enviado a clientes mais cedo.
"Mas opções monetárias e fiscais convencionais, como o recente corte emergencial das taxas pelo Federal Reserve, podem não ser suficientes. Novas abordagens podem ser necessárias para reduzir o impacto do vírus e permitir uma rápida recuperação das perdas econômicas quando o surto desaparecer."
No exterior, Wall Street também caminhava para uma abertura bastante negativa, seguindo o viés já observado nos pregões europeus. Em comentários a clientes, o Credit Suisse citou que começou a ouvir declarações de gestores internacionais sobre o receio de 'credit crunch'.
A forte aversão a risco global deslocava parcialmente as atenções de agentes financeiros da pauta corporativa doméstica, que trazia novos resultados trimestrais, entre outras.
"O mercado (no Brasil) deve continuar a mercê do humor lá fora. Sem que haja uma reversão do que está sendo verificado lá fora nesta manhã, a tendência é que teremos mais um dia de bolsa em queda", afirmou a equipe da Guide Investimentos em relatório distribuído a clientes.
DESTAQUES
PETROBRAS PN (SA:PETR4) e PETROBRAS ON (SA:PETR3) despencavam 7,6% e 7,8%, respectivamente, em meio ao tombo nos preços do petróleo no exterior, com o Brent em queda de 3,2%, diante de preocupações com a demanda da commodity em meio à rápida propagação do novo coronavírus no mundo.
- VALE ON (SA:VALE3) perdia 6,2%, também contaminada pela aversão a risco por receios com a atividade econômica global em razão do surto do novo coronavírus.
- ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN (SA:BBDC4) caíam 0,7% e 1,9%, em meio às vendas generalizadas, na esteira dos estragos nos mercados financeiros mundiais conforme o número de infecções pelo coronavírus se aproxima de 100 mil. BTG PACTUAL (SA:BPAC11) UNIT derretia 7,8%.
- GOL (SA:GOLL4) PN recuava 5,6%, com o setor aéreo pressionado pela forte valorização do dólar ante o real e potenciais efeitos nos resultados em razão da disseminação global do coronavírus. A companhia também queda na demanda de voos internacionais em fevereiro. AZUL PN (SA:AZUL4) caía 6,6%.
- VIA VAREJO ON cedia 12,7%, entre as maiores quedas do Ibovespa, meio a revisões nas projeções de crescimento da economia brasileira, que vinham apoiando os papéis do setor. LOJAS AMERICANAS PN (SA:LAME4) tinha queda de 9,2%, B2W ON (SA:BTOW3) caía 8% e MAGAZINE LUIZA ON (SA:MGLU3) perdia 9,4%.
- IRB BRASIL (SA:IRBR3) RE ON subia 6,3%, uma das duas altas do Ibovespa, em meio a ajustes após recuar mais de 50% na semana até a véspera devido a uma crise de confiança na resseguradora relacionada a resultados financeiros e declarações conflitantes de executivos, que resultou na troca do comando da empresa.
- CVC (SA:CVCB3) BRASIL ON avançava 5%, após a operadora de turismo anunciar renúncia do presidente-executivo, Luiz Fogaça, que será substituído por Leonel Andrade para substituí-lo. A saída de Fogaça acontece dias após a CVC ter revelado que constatou indícios de erros em sua contabilidade.


Fonte: Reuters

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