terça-feira, 10 de março de 2020

O mistério dos cristais gigantes








Os cristais da gruta de Naica, no México (Foto: Reprodução)

O título do artigo parece tratar de questões místicas, mas o assunto é tecnologia, ciência e novas descobertas, sem deixar de lado uma história intrigante e cheia de mistérios.

A foto que ilustra esta matéria lembra muito a caverna do Super-Homem, seu lugar de refúgio e descanso. Mas não é. Trata-se de uma foto das escavações da gruta de Naica.

Essa mina fica no norte do México, muito perto da cidade de Chihuahua. Foi a primeira mina mexicana produtora de chumbo, zinco e prata, e funciona desde 1794.

A mina tem quatro grutas, cada uma mais intrigante do que a outra. A primeira, a das Espadas, foi descoberta há cem anos. A segunda, a gruta das Velas, tem formações rochosas únicas no mundo. A pequena gruta do Olho da Rainha é a mais difícil de ser explorada. Mas a principal, que é motivo de nossa conversa, é a dos Cristais Gigantes, descoberta há menos de 20 anos, acidentalmente, durante escavações.


Os cristais gigantes têm dimensões jamais vistas em qualquer outro lugar no mundo. A maioria mede entre 6 e 11 metros de comprimento, e alguns chegam a 2 metros de circunferência. A gruta tem temperatura de 50°C e umidade de 100%, o que impede que qualquer humano permaneça lá por mais de duas horas.

Na foto, repare na comparação das dimensões dos homens que a exploram e a dimensão dos cristais. Estes, originalmente, eram pequenos objetos que se desenvolveram sem parar nos últimos 500 mil anos. Nenhum cientista havia ainda sido autorizado a visitar a gruta, mas, agora, um grupo internacional de geólogos divulgou os resultados de trabalhos feitos nos últimos anos. Esse fenômeno não se repete em nenhuma gruta de cristais no mundo – nas outras, são apenas paredes forradas desse material.

A espeleologista Penelope Boston, diretora do Instituto de Pesquisas Minerais do México, que participou da equipe de pesquisadores, dá o seguinte depoimento:

“Durante a exploração, recolhemos 60 amostras de um líquido muito fino e fluido, depositado na parte interna dos cristais. Depois de três anos de pesquisas, descobrimos que o material era absolutamente desconhecido para a ciência. Nenhum dos elementos encontrados em sua composição está classificado nos compêndios de química. Todas as bactérias, vírus e fungos encontrados foram exaustivamente pesquisados em diversos laboratórios, em vários países. Nenhum deles foi reconhecido, são absolutamente originais para a ciência do século 21. O máximo que conseguimos foi identificar aspectos semelhantes em cristais já encontrados em grutas de rochas vulcânicas na Rússia, na Espanha, no sul da Itália e na Austrália.”

A caverna, pertencente a uma companhia mexicana de petróleo, depois de inteiramente pesquisada, será inundada e voltará à sua condição original, na qual viveu por milênios. Depois, será lacrada, para ser preservada da forma que foi encontrada.

Os mais apressados, ainda sem qualquer comprovação científica, levantam duas teses sobre a gruta. A primeira é que os cristais são infiltrações de água gelada, vinda da superfície por fissuras no morro, que se petrificaram em contato com a água quente da caverna. A segunda é a hipótese de que os líquidos retirados do interior dos cristais podem ser a chave para explicar o crescimento permanente da espécie, especulando sobre a possibilidade da descoberta de um “expansor natural” de elementos geológicos. Se essa hipótese se confirmar, você poderá inserir uma gota desse material num diamante ou numa pedra preciosa qualquer e seu bisneto terá um dia um diamantário em permanente crescimento. Se um “expansor natural” se aplica aos seres humanos, aos animais e aos vegetais, por que não podemos ter acabado de descobrir um “expansor natural” para os minerais?

O que será que a equipe de cientistas está fazendo, neste exato momento, com as 60 amostras? Será que já conseguiram reproduzi-las em laboratórios, criando clones do “expansor natural”, daqui a pouco à venda nas boas casas do ramo?

No Google, você encontra 1.570.000 referências à energia dos cristais. Entre outras coisas, afirmam que eles produzem os seguintes efeitos:

- Repelem energias negativas;
- Ajudam no caminho do autoconhecimento;
- Produzem um campo de força;
- Mantêm um fluxo regular de energia;
- Em alguns casos, geram uma forma de tensão elétrica chamada de Piezoeletricidade.

Imagine o impacto que os cristais gigantes, depois de terem seus segredos todos decifrados, poderão ter no futuro nas áreas de tecnologia, construção e criação de novas substâncias tecnocientíficas.

Além, é claro, da força telúrica inerente aos cristais, segundo os que se alinham com essa corrente. Se cristais comuns têm as propriedades descritas nas 1.570.000 referências do Google, imagine que poderes podem ter os cristais gigantes? Para os adeptos da força dos cristais, a sugestão é óbvia: que tal pegar um avião para Chihuahua e visitar a gruta, recebendo seus eflúvios positivos antes que ela seja inundada e fechada?

Boa viagem, e não se esqueça dos selfies.

Fonte: Seleções

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Ibovespa tem maior queda desde 1998 em sessão com circuit breaker; Petrobras perde mais de R$90 bi

Ibovespa tem maior queda desde 1998 em sessão com circuit breaker; Petrobras perde mais de R$90 bi



Ações5 horas atrás (09.03.2020 18:27)

© Reuters.  Ibovespa tem maior queda desde 1998 em sessão com circuit breaker; Petrobras perde mais de R$90 bi© Reuters. Ibovespa tem maior queda desde 1998 em sessão com circuit breaker; Petrobras perde mais de R$90 bi
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista teve o pior dia em mais de duas décadas nesta segunda-feira, em sessão marcada por circuit breaker e com as ações da Petrobras desabando 30% após decisões da Arábia Saudita derrubarem os preços do petróleo e adicionarem incertezas a um mercado já atingido por temores sobre os reflexos do coronavírus na economia global.
Ibovespa caiu 12,17%, a 86.067,20 pontos, mínima desde dezembro de 2018 e a maior queda percentual diária desde setembro de 1998, ano marcado pela crise financeira russa. O volume financeiro foi expressivo e somou 43,9 bilhões de reais, ante média diária de 26,8 bilhões no ano.
Após essa segunda-feira, o Ibovespa passou a acumular queda de 25,6% em 2020.
"Ainda estamos passando por um momento perigoso, com extrema volatilidade", chamou a atenção a equipe do BTG Pactual (SA:BPAC11).
Por volta de 10:30, a bolsa acionou o circuit breaker, quando o Ibovespa tocou 88.178,33 pontos, uma queda de 10,25%. Os negócios foram paralisados por 30 minutos.
A última vez que o circuit breaker foi acionado foi em 18 de maio de 2017, no que ficou conhecido no mercado como "Joesley Day", após vir a público gravação de conversa entre o então presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista e sua delação relacionada a atos de corrupção envolvendo políticos.
O petróleo Brent fechou em queda de 24,1%, a 34,36 dólares o barril, após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção para ganhar participação no mercado, bem como cortado preços oficiais de venda de petróleo. Na mínima, o Brent caiu 30%, o maior recuo diário desde a Guerra do Golfo, em 1991.
A guerra aberta pela Arábia Saudita no front da produção de petróleo contra a Rússia chegou em um momento no qual o mercado ainda se mostra fragilizado pela rápida disseminação da epidemia do novo coronavírus pelo mundo e promovendo fortes ajustes poucas semanas após renovarem máximas.
O recorde histórico do Ibovespa para fechamento foi registrado em 23 de janeiro deste ano, a 119.527,63 pontos.
"Nesse cenário, a tendência é que o mercado adote postura conservadora e se feche", afirmou o presidente da corretora BGC Liquidez, Erminio Lucci, alertando que não há solução fácil, mas que os governos devem estudar medidas de estímulo econômico, principalmente fiscal e via compra direta de ativos.
DESTAQUE
PETROBRAS PN (SA:PETR4) fechou em queda de 29,7%, o maior declínio percentual diário para um fechamento, a 16,05 reais, mínima desde junho de 2018. PETROBRAS PN recuou 29,68%, a 16,92 reais. Tal desempenho representou uma perda de cerca de 91 bilhões de reais no valor de mercado da petrolífera de controle estata. O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, descartou nesta segunda-feira medidas emergenciais a serem tomadas pelo governo diante da forte queda do petróleo.
- VALE ON (SA:VALE3) caiu 15,2%, a 37,83 reais, menor cotação de fechamento desde fevereiro de 2018, equivalente a uma perda em valor de mercado de 35,8 bilhões de reais. A mineradora, assim como outras siderúrgicas, foi contaminada pelas vendas generalizadas nos mercados, além da queda do minério de ferro na China. A Vale também divulgou que o talude norte da cava de sua mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), "continua deslizando para dentro da estrutura".
- ITAÚ UNIBANCO PN perdeu 6,93% e BRADESCO PN (SA:BBDC4) caiu 7,2%, também afetados pelo clima negativo no mercado como um todo. BTG PACTUAL UNIT liderou as perdas entre os bancos do Ibovespa, com queda de 18,07%
- GOL (SA:GOLL4) PN e AZUL PN (SA:AZUL4) derreteram 17,43% e 17,01%, respectivamente, prejudicadas pela valorização do dólar, além de apreensões sobre o efeito negativo da disseminação global do novo coronavírus na demanda por viagens.
- VIA VAREJO ON despencou 17,13%, também entre as maiores quedas, tendo de pano de fundo forte valorização do papel em 2019 e no começo do ano. A rival MAGAZINE LUIZA ON (SA:MGLU3) perdeu 10,96%.
- HYPERA ON caiu 10,4%, tendo no radar resultado divulgado após o fechamento do mercado na sexta-feira, com queda de 22,9% no lucro líquido do quarto trimestre, para 238,8 milhões de reais no quarto trimestre de 2019. A empresa afirmou em teleconferência sobre o resultado que deve reduzir promoções e descontos em 2020 e contratar hedge para aquisição de parte de ativos latino-americanos da Takeda.

Fonte: Reuters