quarta-feira, 11 de março de 2020
Transformação de grafite em diamante
Transformação de grafite em diamante
A transformação da grafite em diamante é feita submetendo-a à pressão e temperaturas muito altas, como as encontradas nas camadas mais internas da Terra.
Tanto a grafite quanto o diamante são constituídos apenas de átomos de carbono
No caso da grafite, eles formam placas de hexágonos que ficam atraídas umas às outras no espaço:A grafite e o diamante são duas formas alotrópicas naturais do carbono, ou seja, ambos são formados por macromoléculas constituídas de átomos de carbono, com a única diferença na forma geométrica em que esses átomos estão ligados entre si.
Assim, é possível transformar grafite em diamante. Mas quanto de energia é necessário para isso?
Cgrafite → Cdiamante ΔH = ?
Bem, a Lei de Hess, estudada na Termoquímica, ajuda-nos a fazer esse cálculo. Essa lei nos diz que o valor da variação de entalpia (ΔH) de uma reação, isto é, da energia recebida ou perdida, é igual seja qual for o caminho em que ela se processe, depende somente do estado inicial e final. Isso ignifica que a energia usada na reação acima, será a mesma se forem utilizadas outras etapas, mas que resultem em grafite ser transformado em diamante.Faremos isso então, usaremos duas reações que envolvem a grafite e o diamante, com ΔH conhecidos, para, em seguida, montarmos uma reação de duas etapas. Consideremos então as entalpias de combustão do grafite e do diamante:
- C(grafite) + O2(g) → CO2(g) ∆H = -394 kJ
- C(diamante) + O2(g) → CO2(g) ∆H = -396 kJ
C(grafite) + O2(g) → CO2(g)∆H = -394 kJ
CO2(g) → C(diamante) + O2(g) ∆H = +396 kJ
CO2(g) → C(diamante) + O2(g) ∆H = +396 kJ
Cgrafite → Cdiamante ΔH = + 2 kJ
Veja que são necessários 2 kJ para transformar a grafite em diamante, que é a mesma energia necessária para vaporizar 1 g de água.No entanto, não pense que esse é um processo fácil. É preciso empregar pressão e temperatura muito elevadas, em torno de 105 atm e 2000 ºC, isto é, condições semelhantes às que existem em camadas mais internas da Terra. Desse modo, o carbono precisa ser praticamente vaporizado e, por isso, o processo é difícil.
Depois que o diamante é feito, volta-se para a pressão e temperatura normais ao nível do mar, mas conforme dito, o diamante não retorna a grafite porque essa reação leva milhões de anos para ocorrer.
Os diamantes sintéticos fabricados dessa forma são muito utilizados em pontas de brocas, mas também são usados em joias.
Fonte: CPRM
terça-feira, 10 de março de 2020
Sabe quanto a Bolsa sobe após um circuit breaker? 32% em 50 dias
Sabe quanto a Bolsa sobe após um circuit breaker? 32% em 50 dias
Por Gustavo Kahil
10/03/2020 - 13:52

Dizem que o primeiro circuit breaker – mecanismo que interrompe o mercado após uma baixa de 10% para acalmar os ânimos – a gente nunca esquece. Pode até ser verdade, considerando que apenas na segunda-feira (10) o Ibovespa (IBOV) derreteu até 12%. Foi a pior queda desde 1998.
“Além do medo do surto de coronavírus, que vem reduzindo os preços dos ativos desde janeiro, esse declínio foi impulsionado pela guerra de preços do petróleo entre os membros da OPEP+“,/ explica o analista Daniel Gewehr, do Santander.
Mas outro motivo pode ser culpado pelo fato de que um circuit breaker é inesquecível: a forte alta que vem depois dele.
Segundo os cálculos de Gewehr, na média, o mercado avança 32% após 50 dias de um evento dessa ordem. São “lições do passado”, mas que ajudam, pelo menos, a pintar um futuro mais bonito.
O que está precificado
Em seu relatório, o analista também pontuou que o Ibovespa está precificando, tudo mais constante, “quase zero crescimento de lucros nos próximos 2 anos, com 1,84 p.p. adicionais de deterioração na curva de longo prazo”.
Ele lembra, contudo, que as empresas listadas apresentaram um crescimento de lucros de dois dígitos nos últimos 3 anos, mesmo com um crescimento do PIB de 1,3% ou menos.
“Continuamos compradores de Bolsa, focando naqueles ativos assemelhados à renda fixa (bond proxy, ou seja, utilities principalmente), em nossas teses seculares (educação e cuidados de saúde) e líderes com oportunidades de reinvestimento”, conclui.
Fonte: MONEY TIMES
Cristal gigante é exibido em Uri
Cristal gigante é exibido em Uri
O gigantesco cristal foi encontrado no ano passado na cadeira de montanhas Göscheneralp, próximo a Lucerna. Até o final de maio a pedra vai estar exposta numa antiga igreja em Flüelen.
O destino do cristal depois da exposição ainda está incerto. Para muitos suíços, a pedra é um símbolo é deve ser exposta no Parlamento e não vendida para o exterior.
"Há duzentos anos os mais bonitos cristais da Suíça desapareciam para ser vendidos no exterior", lembra-se com tristeza Beda Hofmann, conservador do Museu de História Natural de Berna. Milão, na Itália, era um dos locais onde a mercadoria costumava ser vendida.
Hofmann conhece o destino dos cristais gigantes descobertos no passado. "Logo que eram encontrados, eles eram partidos em várias peças, que depois eram polidas e utilizadas nas igrejas ou casas nobres", declara o especialista à swissinfo. Os cristais dos candelabros Versailles, na França, ou nos palácios de Berlim vêm, em grande parte, das montanhas helvéticas.
Hofmann conhece o destino dos cristais gigantes descobertos no passado. "Logo que eram encontrados, eles eram partidos em várias peças, que depois eram polidas e utilizadas nas igrejas ou casas nobres", declara o especialista à swissinfo. Os cristais dos candelabros Versailles, na França, ou nos palácios de Berlim vêm, em grande parte, das montanhas helvéticas.
Região do Gotthard
Cristais de grandes dimensões encontrados nos Alpes suíços só foram mantidos a partir do século XIX. A região alpina do Gotthard, no sudeste da Suíça, era um dos locais preferidos para os colecionadores de pedras. As entranhas das montanhas de granito são consideradas locais ideais para a formação de cristais. Na Suíça, os colecionadores são até conhecidos pela denominação de "Strahler" (do alemão 'projetor') pelo fato das suas pedras irradiarem uma luz clara.
Os colecionadores profissionais Franz von Arx e Paul von Känel encontraram seu primeiro cristal gigante em meados dos anos 90, na região do Göscheneralp, próximo a Lucerna. Desde então os dois suíços não pararam mais de pesquisar a região à procura de outras peças interessantes.
Até que, no último verão, os dois encontraram um bloco de quartzo com 250 quilos. Para os especialistas, tratava-se da "descoberta do século".
"Nos últimos duzentos anos foram encontradas apenas algumas pedras que pudessem ser comparadas a ela", avalia Hofmann. "O que marca essa pedra é sua combinação de tamanho e qualidade. Ela é incrivelmente transparente. Além disso, é tão raro ver algo aqui, com quase um metro de largura".
Os colecionadores profissionais Franz von Arx e Paul von Känel encontraram seu primeiro cristal gigante em meados dos anos 90, na região do Göscheneralp, próximo a Lucerna. Desde então os dois suíços não pararam mais de pesquisar a região à procura de outras peças interessantes.
Até que, no último verão, os dois encontraram um bloco de quartzo com 250 quilos. Para os especialistas, tratava-se da "descoberta do século".
"Nos últimos duzentos anos foram encontradas apenas algumas pedras que pudessem ser comparadas a ela", avalia Hofmann. "O que marca essa pedra é sua combinação de tamanho e qualidade. Ela é incrivelmente transparente. Além disso, é tão raro ver algo aqui, com quase um metro de largura".
O que fazer com o cristal?
Agora o cristal gigante será exibido até maio na antiga igreja de Flüelen, no cantão de Uri, Suíça central. Para aumentar o efeito, o espaço foi escurecido e uma faixa de luz ilumina a pedra.
Ao mesmo tempo em que os turistas admiram sua beleza, outros debatem sobre o seu destino. Afinal, os colecionadores que a encontraram gostariam de fazer um pouco de dinheiro através da sua venda.
A proprietária do terreno onde foi encontrado o cristal, a Corporação de Uri, avalia a pedra entre 10 e 20 mil francos. Porém acredita-se que muitos colecionadores estariam dispostos a pagar mais do que isso.
Além do valor material, o cristal gigante também possui um valor turístico. Próximo ao local que foi encontrado, no vilarejo de Andermatt, o empresário egípcio Samih Sawiri está construindo um grande centro de lazer. A união dos dois seria um bom investimento para o comércio da região.
Também o poder imaginário do cristal seria útil na política. O deputado federal Bruno Zuppiger, da União Democrática do Centro, um partido de direita, declarou que gostaria de comprar a pedra para o Parlamento federal. Especialistas acreditam que ela tem mais de 20 milhões de anos.
Ao mesmo tempo em que os turistas admiram sua beleza, outros debatem sobre o seu destino. Afinal, os colecionadores que a encontraram gostariam de fazer um pouco de dinheiro através da sua venda.
A proprietária do terreno onde foi encontrado o cristal, a Corporação de Uri, avalia a pedra entre 10 e 20 mil francos. Porém acredita-se que muitos colecionadores estariam dispostos a pagar mais do que isso.
Além do valor material, o cristal gigante também possui um valor turístico. Próximo ao local que foi encontrado, no vilarejo de Andermatt, o empresário egípcio Samih Sawiri está construindo um grande centro de lazer. A união dos dois seria um bom investimento para o comércio da região.
Também o poder imaginário do cristal seria útil na política. O deputado federal Bruno Zuppiger, da União Democrática do Centro, um partido de direita, declarou que gostaria de comprar a pedra para o Parlamento federal. Especialistas acreditam que ela tem mais de 20 milhões de anos.
Energia positiva
A idéia de compra já foi anunciada por Zuppiger na última sessão parlamentar de outono. Também os dois colecionadores, Arx e Känel declararam que apóiam a idéia de expor o cristal gigante num espaço público. Ela seria melhor do que deixar a pedra em mãos privadas, onde ela não seria vista nunca mais.
Com relação à sua utilização no Parlamento federal em Berna, Franz von Arx declarou no ano passado ao jornal "Blick": - "O cristal emite energias positivas. Isso só poderia fazer bem aos nossos políticos".
Da energia positiva não falta muito para as energias curadoras. "É cada vez maior o número de pessoas que acreditam no poder de curar dos cristais", explica o conservador, sem esconder o seu ceticismo.
Apesar do debate, colecionadores, geólogos e esotéricos são unânimes em dizer que o cristal gigante é uma das peças mais fascinantes que já viram.
Com relação à sua utilização no Parlamento federal em Berna, Franz von Arx declarou no ano passado ao jornal "Blick": - "O cristal emite energias positivas. Isso só poderia fazer bem aos nossos políticos".
Da energia positiva não falta muito para as energias curadoras. "É cada vez maior o número de pessoas que acreditam no poder de curar dos cristais", explica o conservador, sem esconder o seu ceticismo.
Apesar do debate, colecionadores, geólogos e esotéricos são unânimes em dizer que o cristal gigante é uma das peças mais fascinantes que já viram.
Fonte: swissinfo
Assinar:
Postagens (Atom)
-
Uma pepita de ouro é um pedaço natural de ouro metálico que se forma sem passar por processos industriais — ou seja, é ouro encontrado di...
-
A Drusa de Citrino é um conjunto de cristais naturais de citrino que crescem juntos sobre uma base rochosa, formando uma peça brilhante ...

