segunda-feira, 16 de março de 2020

Wall St tem forte queda e empresas do S&P 500 perdem US$2 tri em valor de mercado

Wall St tem forte queda e empresas do S&P 500 perdem US$2 tri em valor de mercado



Ações57 minutos atrás (16.03.2020 12:09)

Por Sanjana Shivdas e Medha Singh
(Reuters) - As empresas do S&P 500 perdiam mais de 2 trilhões de dólares em valor de mercado nos primeiros poucos minutos de negociação nesta segunda-feira, com investidores entrando em pânico com os crescentes danos causados pela pandemia de coronavírus na economia global.
As negociações nos três principais índices de ações dos Estados Unidos foram interrompidas por 15 minutos na abertura, a terceira pausa em seis dias, já que o índice de referência S&P caiu 8% e provocou uma suspensão automática.
Um corte acentuado nos juros norte-americanos pelo Federal Reserve, para quase zero, aumentava o alarme, enquanto os operadores temiam que a pandemia estivesse paralisando as cadeias de suprimentos e apertando as finanças da empresa.
As ações do setor financeiro --sensíveis ao cenário para taxas de juros-- caíam 12,6%, liderando as quedas nos principais setores do S&P.
As ações de energia acompanhavam um tombo de 10% nos preços do petróleo, enquanto o índice que segue papéis de tecnologia também caía 10%.
"Os mercados estão assustados com a emergência dos bancos centrais em entrar e acrescentar bilhões de dólares em liquidez", disse Peter Cardillo, economista-chefe de mercado da Spartan Capital Securities.
Apple (NASDAQ:AAPL), Amazon.com (NASDAQ:AMZN) e Microsoft (NASDAQ:MSFT) perdiam quase 300 bilhões de dólares em valor de mercado. O índice de volatilidade VIX, termômetro do medo de Wall Street, saltava 17 pontos, para 75,10.
Às 12:00 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 8,4%, a 21.239 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 7,49644%, a 2.508 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 7,78%, a 7.263 pontos.

Fonte: Reuters

Bolsa mantém queda intensa, após reabertura do pregão

Bolsa mantém queda intensa, após reabertura do pregão



Por Márcio Juliboni
16/03/2020 - 11:16

Ibovespa Mercados queda
Tensão: mercado não se acalmou com o circuit breaker e bolsa continua em queda (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

interrupção das negociações por 30 minutos, na manhã desta segunda-feira (16), não foi suficiente para acalmar o mercado. Na reabertura dos negócios, o Ibovespa continuou operando sob forte queda.
Por volta das 11h09, o índice recuava 11,67% – próximo dos 12,53% que acionaram o circuit breaker entre as 10h24 e 10h54, e marcava 73.025 pontos. Este foi o quinto acionamento em uma semana.
Segundo as primeiras informações, o mercado não gostou do corte da taxa de juros americana, promovida pelo Federal Reserve (o banco central dos EUA) neste fim de semana. O Fed zerou a taxa de juros, a fim de estimular a economia, diante do avanço do coronavírus.
A medida, contudo, foi interpretada como um sinal de que a autoridade monetária americana está queimando seus últimos cartuchos para manter a economia viva. No Brasil, cresce a pressão para um corte intenso de juros pelo Copom – e, de preferência, ainda hoje.


A XP Investimentos e o UBS estão entre as instituições que recomendam que o Banco Central brasileiro não espere a reunião de terça e quarta (dias 17 e 18) para anunciar o corte.

Fonte: MONEY  TIMES

Após circuit breaker, Ibovespa mantém forte queda com ceticismo sobre medidas de BCs contra pandemia

Após circuit breaker, Ibovespa mantém forte queda com ceticismo sobre medidas de BCs contra pandemia



Ações9 minutos atrás (16.03.2020 12:01)

Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa caía cerca de 12% nesta segunda-feira, após ter negociações suspensas mais cedo em razão de circuit breker, mesmo após medidas de bancos centrais para frear os efeitos nocivos da pandemia do novo coronavírus nas economias, com agentes céticos sobre a eficácia dessas ações.
A sessão também era marcada pelo vencimento de opções sobre ações.
O circuit breaker foi acionado às 10:24, após o Ibovespa cair 12,53%, a 72.321,99 pontos, o quinto do mês em meio à forte volatilidade nos mercados devido ao vírus e seus efeitos econômicos. O mecanismo voltará a ser disparado se o Ibovespa cair 15%, e aí os negócios serão suspensos por 1 hora.
Na mínima até o momento, o Ibovespa chegou a 70.854,82 pontos, queda de 14,3%.
Na sexta-feira, o Ibovespa à vista fechou em alta de 13,91%, em dia de recuperação global dos mercados.
O Federal Reserve e outros bancos centrais globais agiram agressivamente no domingo, com a autoridade monetária norte-americana cortando os juros para perto de zero, prometendo centenas de bilhões de dólares em compras de ativos e oferta de financiamento barato em dólar.
Em nota a clientes, o Credit Suisse destacou que esses estímulos emergenciais são medidas fortes, que fazem sentido dada a rápida deterioração econômica como consequência do surto do Covid-19, mas que, mesmo com todas essas iniciativas, o mercado parece estar mais cético e negativo.
O mercado parece estar "preocupado que essas medidas não serão suficientes pra conter o real impacto econômico causado pelo coronavírus, o que pode indicar o início de uma semana ainda bem volátil", afirmou o Credit Suisse em nota a clientes enviada pela corretora do banco.
No exterior, o norte-americano S&P 500 perdia mais de 8,3%, também tendo acionado o circuit breaker, enquanto, em Londres, o FTSE 100 recuava 6,5%. Os preços do petróleo também voltaram a desabar, com o Brent caindo 9,5%.
"As sequelas do Covid-19 já se fazem presentes na economia global e devem se ampliar ainda mais nas economias da Zona do Euro, EUA e aqui no Brasil, com risco de estarmos próximos de uma recessão global", destacou a equipe da Mirae Asset, em relatório a clientes.
Entre as ações do Ibovespa, as companhias aéreas estavam entre as mais afetadas, devido ao efeito da pandemia no setor de viagens, além da alta do dólar, com Azul (SA:AZUL4) e Gol (SA:GOLL4) perdendo mais de 20%. A Azul divulgou medidas para limitar o impacto financeiro do vírus.

Fonte: Reuters

domingo, 15 de março de 2020

Futuros de ações dos EUA caem depois de redução da taxa do Fed


Atualizado em

  •  
    Corte de taxa de emergência falha em acalmar mercados que esperam recessão
  •  
    Índice na sexta-feira teve maior alta em mais de uma década depois de Trump

Os futuros de ações dos EUA caíram, acabando com a maior parte da manifestação que varreu Wall Street na última hora de sexta-feira e tropeçando nas restrições às negociações de câmbio, enquanto os investidores temiam que as medidas de emergência do Federal Reserve não atenuassem os golpes do coronavírus na economia.
Os contratos com o S&P 500, cujas oscilações violentas provocaram limites em cinco das últimas seis sessões, caíram 4,8% para 2.555,50 e permaneceram presos por disjuntores com restrição de perdas. Enquanto essas bandas interrompem grandes quedas, elas também deixam os comerciantes no escuro quanto à extensão dos declínios. Na semana passada, os investidores tiveram que esperar até o início do pregão das quatro horas da manhã em Nova York para ver até que ponto os fundos negociados em bolsa caíram.


As ações dos EUA estão saindo de suas primeiras oscilações consecutivas de 9% desde a Grande Depressão, com investidores abalados pelo vírus e seu potencial para atrapalhar o crescimento global. O Goldman Sachs cortou suas previsões de PIB para o primeiro semestre, a Nike fechou lojas na América do Norte e a Apple fechou todas as lojas fora da China. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o crescimento econômico provavelmente será "fraco" no segundo trimestre.
"Eles não tiveram escolha, mas não será suficiente no grande esquema das coisas", disse Jeff Mills, diretor de investimentos da Bryn Mawr Trust. "Precisamos de grandes programas fiscais que, com base na recente comunicação do secretário do Tesouro, parece claro que estaremos recebendo".
A extrema volatilidade das sessões recentes torna difícil considerar o futuro um excelente instrumento para avaliar a resposta do Fed. Os contratos saltaram entre os limites de volatilidade impostos pela bolsa ao longo da semana passada, enquanto na sexta-feira houve o maior aumento da bolsa de valores dos EUA em 12 anos. Esse aumento pode ter sido atribuído, em parte, às expectativas de que o Fed agiria no fim de semana.
Em uma coletiva de imprensa para discutir as ações do Fed, o presidente Jerome Powell disse que as oscilações do mercado mostraram que os investidores estão lutando para avaliar o impacto do surto.
"Os mercados estão tentando entender o que está acontecendo, tentando alcançar uma visão em alta incerteza, e é por isso que você vê muita e muita volatilidade", disse Powell. "Acho que há mais riscos para a estabilidade financeira em uma época como essa."
Turbulência semelhante tomou conta dos mercados em todo o mundo em meio a um surto que ameaça mergulhar a economia global em recessão. Os indicadores de oscilação das ações atingiram os níveis vistos pela última vez na crise financeira e o S&P 500 registrou movimentos consecutivos de 9% pela primeira vez desde a década de 1930, na quinta e sexta-feira.
"Que montanha-russa está se tornando", escreveu Erik Nielsen, economista-chefe do grupo UniCredit, em nota. "Nunca pensei que veria tanta volatilidade, movimentos intra-dia e deslocamentos gerais novamente em mercados altamente desenvolvidos."


Fonte:  Bloomberg

Federal Reserve age contra congelamento do crédito e corta juro a zero

Federal Reserve age contra congelamento do crédito e corta juro a zero

Por Gustavo Kahil
15/03/2020 - 22:27
Jerome Powell
Os efeitos do coronavírus irão pesar sobre a atividade economia no curto prazo, aponta o Federal Reserve, liderado por Jerome Powell (Imagem: Flickr/Federal Reserve)
Em um movimento que lembrou os dias anteriores à explosão da crise de crédito vista em 2008, o Federal Reserve cortou o juro em 1 ponto percentual a um intervalo entre zero e 0,25% e anunciou medidas que devem levar ao mercado aproximadamente US$ 700 bilhões em liquidez.
Segundo o comunicado do Banco Central dos EUA (veja a íntegra abaixo), os efeitos do coronavírus irão pesar sobre a atividade economia no curto prazo e apresentar riscos para as projeções da economia.
“O comitê espera manter essa faixa até ter certeza de que a economia resistiu aos eventos recentes e está a caminho de alcançar suas metas máximas de emprego e estabilidade de preços”, explica o Fed.
As medidas de ampliamento da liquidez consistem na recompra de papéis do Tesouro no valor de US$ 500 bilhões e de outros US$ 200 bilhões em títulos lastreados em hipotecas.

Fonte: MONEY  TIMES