quarta-feira, 18 de março de 2020

Trump invoca lei de guerra contra o coronavírus e compara esforços à Segunda Guerra Mundial

WASHINGTON — Em entrevista ao lado da força-tarefa da Casa Branca para combater o novo coronavírus nesta quarta-feira, o presidente Donald Trump disse que a pandemia de Covid-19 é sem precedentes, referindo-se a si mesmo como um "presidente de tempos de guerra", e comparou o cenário à Segunda Guerra Mundial. Durante a entrevista, o presidente anunciou ainda que invocará a Lei de Produção de Defesa para acelerar a produção de máscaras, luvas e equipamentos hospitalares no país, que tem casos da doença em seus 50 estados.
A lei extraordinária foi criada em 1950, durante a Guerra da Coreia, buscando aumentar a mobilização civil e militar. Ela autoriza o presidente a estabelecer mecanismos para alocar materiais, serviços e organizações para promover a defesa nacional, obrigando empresas a firmarem contratos com esta finalidade. Ele também autoriza a Casa Branca a controlar a economia civil para que não faltem materiais essenciais. A medida foi usada esporadicamente durante a Guerra Fria e posteriormente.
A lei emergencial invocada nesta quarta, segundo o presidente, será utilizada para fabricar "milhares e milhares" de ventiladores mecânicos, entre outros equipamentos hospitalares. Trump disse ainda que o Departamento de Habitações e Desenvolvimento Urbano suspenderá todos os despejos até abril, buscando amenizar os impactos econômicos da pandemia. Segundo a Casa Branca, no pior cenário, a taxa de desemprego no país pode chegar a 20%.
— Toda geração de americanos foi convocada a fazer sacrifícios para o bem da nação — disse o presidente, comparando a crise com a Segunda Guerra Mundial. — Nós vamos derrotar o inimigo invisível, será uma vitória total.

Fonte: O GLOBO

Circuit breaker é acionado pela 6ª vez em 10 dias; Ibovespa bate 10% de perda

Circuit breaker é acionado pela 6ª vez em 10 dias; Ibovespa bate 10% de perda



Ações24 minutos atrás (18.03.2020 13:22)

 A interrupção dos negócios no Ibovespa está se tornando rotina. O circuit breaker foi acionado pela 6º vez em 10 dias após o principal índice acionário brasileiro cair mais de 10% às 13h18, a 66.961 pontos.
O sentimento de aversão a risco predomina novamente na sessão desta quarta-feira, com investidores em todo o mundo preocupados que medidas fiscais e monetárias adotadas por vários países sejam insuficientes para conter uma recessão econômica devido ao avanço do surto de coronavírus. 
O pessimismo reflete na cotação da moeda americana em relação ao real. O dólar chegou a máxima de R$ 5,2043 nos primeiros negócios da manhã, mas a intervenção do Banco Central minimizou a alta. Às 13h15, o dólar sobe 2% a R$ 5,12. 
Os índices de Wall Street também operam em forte queda. O índice Dow Jones despenca 6,2%, S&P 500 tem perdas de 6,1% e Nasdaq recua 4,7%
Coronavírus e efeitos econômicos
No Brasil, houve duas mortes confirmadas e o governo solicitou ao Congresso declaração de estado de calamidade pública para combater o Covid-19. Entre as medidas, estão a permissão de prisão a pessoas que não cumpram quarentena e liberação do governo de não cumprir a meta fiscal - déficit primário de R$ 124 bilhões em 2020 - que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
A restrição de circulação de pessoas está levando a uma revisão baixista no crescimento econômico em vários países, entre os quais o Brasil. O banco UBS reduziu projeção de crescimento do PIB brasileiro de 1,3% para 0,5%, com queda acentuadas no segundo trimestre, mas estimando retorno da atividade no segundo semestre. 
Investidores estão também na expectativa do desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta quarta-feira, principalmente com a possibilidade de um corte agressivo da Selic, atualmente em 4,25%.
Novo instrumento do BC
O Banco Central anunciou nesta quarta-feira que passará a fazer operações de compra com compromisso de revenda de títulos soberanos do Brasil denominados em dólar de posse de instituições financeiras nacionais. De acordo com comunicado, os títulos serão comprados pelo BC com desconto de 10% em relação aos preços de mercado.
"Haverá transferência de margem durante a vigência da operação sempre que a exposição for igual ou superior a 500 mil dólares", explicou a nota. A medida entra em vigor nesta quarta-feira e visa a garantir o bom funcionamento dos mercados.
Maiores perdas do dia
ATIVOOSCILAÇÃOCOTAÇÃO
VVAR3-34,66%4,60
AZUL4-32,63%10,26
CVCB3-27,44%7,22
SMLS3-25,54%12,33
SBSP3-25,14%34,43
RENT3-22,56%21,45
ECOR3-22,43%8,82
MRFG3-21,52%6,20
GOLL4-20,44%6,19
BRML3-19,41%8,47
Maiores altas do dia
ATIVOOSCILAÇÃOCOTAÇÃO
CRFB30,86%19,97
BBSE30,37%26,77
TAEE110,66%27,19
VIVT40,92%54,10


Fonte: Reuters

Ibovespa volta a recuar forte com pânico sobre efeito do coronavírus em economias

Ibovespa volta a recuar forte com pânico sobre efeito do coronavírus em economias



Ações9 minutos atrás (18.03.2020 12:28)

© Reuters. Pessoas observam painel na B3, a bolsa de valores de São Paulo© Reuters. Pessoas observam painel na B3, a bolsa de valores de São Paulo
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - Após respiro na véspera, o Ibovespa renovou mínima intradia desde agosto de 2017 nesta quarta-feira, em sessão de fortes perdas na bolsa paulista, conforme o mercado segue volátil diante de preocupações persistentes sobre reflexos da pandemia de coronavírus nas economias e nos resultados de empresas.
Às 12:04, o Ibovespa caía 8,59%, a 68.207,58 pontos. O volume financeiro somava 9 bilhões de reais. Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 4,85%, a 74.617,24 pontos, em sessão de recuperação técnica.
O clima também era negativo nos mercados acionários no exterior, com as notícias sobre novos estímulos da véspera perdendo lugar para sinais crescentes dos danos da pandemia nas companhias. Em Wall Street, o S&P 500 cedia %.
"Investidores seguem avaliando efetividade dos estímulos fiscais e monetários no amortecimento dos impactos econômicos derivados do surto do Covid-19", observou a equipe da Guide Investimentos. "Na falta de uma melhora no horizonte, alertas de recessão iminente continuam falando mais alto."
No Brasil, após pacote de estímulos anunciado pelo governo, investidores estão na expectativa do desfecho de reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central nesta quarta-feira, principalmente com a chance de um corte nos juros.
Também no radar estava anúncio do governo na terça-feira de que vai pedir ao Congresso o reconhecimento de estado de calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus e seus impactos na saúde dos brasileiros e na economia do país.
A medida, se aprovada, abre espaço para o governo elevar seus gastos sem precisar cumprir a meta fiscal.
"O mercado está preocupado e acreditamos que as coisas devem piorar antes de melhorar nos próximos dois meses, o que vai mexer muito com o emocional dos investidores", afirmou o analista de ações Thiago Salomão, da Rico Investimentos.
DESTAQUES
- AZUL PN (SA:AZUL4) cedia 28%, maior queda do Ibovespa, renovando cotações mínimas históricas, em meio a preocupações sobre o efeito da pandemia em seus resultados, além do impacto do dólar, que hoje chego a superar 5,20 reais. A companhia já anunciou corte de capacidade e suspensão de vários voos. GOL (SA:GOLL4) PN, que também anunciou redução de capacidade e suspensão de voos internacionais, caía 18,5%. CVC (SA:CVCB3BRASIL ON perdia 21,5%.
- BRMALLS ON caía 14,8%, tendo de pano de fundo suspenderão das atividades de shopping centers no Rio de Janeiro como medida para prevenir a disseminação do novo coronavírus. A empresa também mudou horários de outros empreendimentos. No setor, MULTIPLAN ON (SA:MULT3), que também suspendeu operações em alguns shoppings e alterou horário de funcionamento de outros, caía 9,3%.
PETROBRAS PN (SA:PETR4) e PETROBRAS ON (SA:PETR3) recuavam 9,7% e 11%, respectivamente, em meio a um novo tombo dos preços do petróleo no exterior conforme aumentam as medidas que restrições a viagens e para isolamento social para tentar conter a disseminação do coronavírus.
- VALE ON (SA:VALE3) cedia 4,75%, em movimento amortecido pela alta dos preços do minério de ferro na China.
- BRADESCO PN (SA:BBDC4) perdia 6,7%, após ajuste positivo na véspera, com ITAÚ UNIBANCO PN recuando 6,6%. BANCO DO BRASIL ON (SA:BBAS3) caía 10%. A Fitch Ratings afirmou nesta quarta-feira que a pandemia de coronavírus vai testar a resistência de bancos brasileiros, uma vez que as instituições financeiras provavelmente vão apurar uma deterioração da qualidade de seus ativos e lucratividade.
- CARREFOUR BRASIL ON (SA:CRFB3) subia 1,9%, única alta Ibovespa, após aumento de compras em supermercados no último fim de semana em razão de preocupações com a evolução do coronavírus no Brasil. GPA (SA:PCAR3) ON cedia 4,5%.
- VIA VAREJO ON caía 27%, segunda maior queda do Ibovespa, também afetada pelas perspectivas de menor crescimento no país, logo menos consumo. O UBS cortou sua previsão para o crescimento da economia brasileira para 0,5%, ante 1,3%. O Credit Suisse revisou sua estimativa e agora vê estagnação da economia, de expansão de 1,4% antes.

Fonte: Reuters