sábado, 28 de março de 2020

Defeitos no diamante viram sensores para monitorar condições extremas

Defeitos no diamante viram sensores para monitorar condições extremas




Defeitos no diamante viram sensores para monitorar materiais sob pressão
À esquerda, os diamantes naturais brilham sob luz ultravioleta devido aos seus vários centros de vacância de nitrogênio (NV). À direita, um esquema representando as bigornas de diamante em ação, com os centros NV na bigorna inferior.
[Imagem: Norman Yao/Berkeley Lab/Ella Marushchenko]

Bigornas de diamante
A descoberta de novos elementos químicos, a síntese de materiais superduros e ultrarresistentes e experiências que simulam o que acontece no interior de planetas e estrelas - tudo isso depende de uma ferramenta usada em laboratórios do mundo todo, conhecida como bigorna de diamante.
Devido à dureza do diamante, dois pequenos cristais são comprimidos um contra o outro, criado pressões descomunais no interior dessas bigornas, possibilitando então estudar fenômenos extremos.
Essa ferramenta só não é perfeita porque é muito difícil medir as propriedades dos materiais - como resistência ou magnetismo - conforme a pressão aumenta no seu interior. Monitorar essas propriedades exigiria sensores capazes de suportar essas pressões astronômicas.
Satcher Hsieh e seus colegas dos Laboratórios Berkeley, nos EUA, tiveram uma ideia melhor: Usar defeitos existentes naturalmente no diamante como sensores.
Defeitos usados como sensores
No nível atômico, os diamantes devem sua robustez aos átomos de carbono ligados em uma estrutura cristalina tetraédrica. Mas, quando os diamantes se formam, alguns átomos de carbono podem sair do seu local natural na rede, deixando uma vaga. Quando um átomo de nitrogênio aprisionado no cristal - uma impureza - fica adjacente a uma dessas vagas, forma-se um defeito atômico especial: uma vacância de nitrogênio.
O uso que Hsieh fez desses centros é novo, mas ideia não é totalmente original, uma vez que os defeitos no diamante, também conhecidos como centros de cor, são conhecidos há bastante tempo pelo pessoal da computação quântica, que os utilizam como qubits ou como transistores de luz.
Ao transformar essas falhas atômicas naturais dentro das bigornas de diamante em pequenos sensores quânticos, os pesquisadores desenvolveram uma ferramenta que abre as portas para uma ampla gama de experimentos inacessíveis aos sensores convencionais, abrindo caminho para o desenvolvimento de uma nova geração de materiais inteligentes, bem como para a síntese de novos compostos químicos, configurados atomicamente pela pressão.
Sensor quântico
Para tirar proveito das propriedades intrínsecas de detecção dos centros de cor, Hsieh projetou uma fina camada deles diretamente dentro da bigorna de diamante, a fim de tirar uma foto da física dentro da câmara de alta pressão.
Os sensores brilham em um tom forte de vermelho quando excitados com luz laser. Monitorando o brilho dessa fluorescência, os pesquisadores conseguiram ver como os sensores reagem a pequenas mudanças em seu ambiente.
E apenas esse teste inicial já valeu uma descoberta surpreendente: a superfície da bigorna de diamante, que se acreditava permanecer plana até pressões muito altas, na verdade começa rapidamente a se curvar no centro conforme a pressão aumenta. Além disso, parecem surgir "degraus" no cristal de diamante, que assume características de uma superfície texturizada.
Agora que demonstraram como projetar vacâncias de nitrogênio nas bigornas de diamante, os pesquisadores planejam usar seu dispositivo para explorar o comportamento magnético de hidretos supercondutores - materiais que conduzem eletricidade sem perdas, o que pode revolucionar a maneira como a energia é armazenada e transferida.


Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica

Trump diz que pode colocar Nova York, Nova Jersey e Connecticut em quarentena

Trump diz que pode colocar Nova York, Nova Jersey e Connecticut em quarentena



Economia7 horas atrás (28.03.2020 14:30)

© Reuters.  © Reuters.
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado que está considerando impor uma quarentena sobre Nova York, Nova Jersey e Connecticut.
Trump disse que está avaliando a quarentena, ao mesmo tempo que recuou da posição de apelar para uma rápida reabertura da economia.
Trump disse não ter certeza sobre se os EUA vão reabrir para os negócios em 12 de abril após paralisações em grandes cidades ao redor do país.
Indagado se ele acreditava que o país reabriria até o Domingo de Páscoa, Trump disse na Casa Branca neste sábado: "Vamos ver o que acontece".
(Reportagem de Michelle Price)

Fonte: Reuters

Recessão nos EUA? Provavelmente. Depressão? Apenas se o vírus não for controlado

Recessão nos EUA? Provavelmente. Depressão? Apenas se o vírus não for controlado



Economia21 horas atrás (27.03.2020 16:05)

© Reuters. .© Reuters. .
Por Howard Schneider
WASHINGTON (Reuters) - Uma recessão nos Estados Unidos já pode estar em andamento. Poderia ser pior?
A Grande Depressão, que começou com um colapso do mercado de ações em 1929 e durou até 1933, marcou uma geração com enorme desemprego e queda na produção econômica.
Ela reformulou a América, mudando os padrões de migração e gerando novos estilos de música, arte e literatura. Sob o presidente Franklin Roosevelt, no entanto, isso também levou à criação de uma série de programas, como auxílio-desemprego, benefícios de aposentadoria do Seguro Social e seguro de depósito bancário, o que torna improvável uma repetição.
O caminho imprevisível e sem precedentes do coronavírus traçou paralelos com a Depressão, em particular com as previsões de que o aumento do desemprego e a queda percentual da produção econômica poderiam competir como os observados na década de 1930.
Mas, para que isso aconteça, os impressionantes números que provavelmente serão registrados nas próximas semanas --milhões demitidos do trabalho, queda de dois dígitos no Produto Interno Bruto-- precisariam ser profundos e sustentados ao longo de anos, não meses.
"Não existe uma definição específica de depressão", disse Bernard Baumohl, economista-chefe global do Economic Outlook Group. Mas "é palpavelmente diferente", de uma recessão em termos de extensão e profundidade.
Na Grande Depressão, por exemplo, os Estados Unidos perderam 20% de seus empregos em três anos, quatro vezes a parcela perdida durante a Grande Recessão de 2007 a 2009 (https://tmsnrt.rs/2UA9wvX).
Ao longo dos quatro anos da Grande Depressão, quase um terço da produção norte-americana desapareceu. Enquanto alguns economistas acham que, entre o período de abril a junho, a produção anualizada dos EUA pode cair 14% ou mais, poucos pensam que esse tipo de declínio realmente persistirá ao longo do tempo.
Os gastos do governo fazem a diferença. As solicitações de auxílio-desemprego dispararam, assim como também a quantidade de dinheiro que o governo planeja transferir para pessoas e pequenas e grandes empresas.
As autoridades monetárias também são importantes. Os erros de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e o fracasso em impedir uma série de fechamentos de bancos sem dúvida contribuíram para a Grande Depressão.
Desta vez, como em 2007, o Fed e os bancos centrais globais se movimentaram para inundar a economia de dinheiro e promover novos programas para tentar limitar o risco de quebradeira de empresas e desemprego sustentado.
O próximo passo mais importante, de acordo com um notável grupo de economistas e formuladores, é fixar uma resposta da saúde pública norte-americana. Uma colcha de retalhos de restrições pelos Estados e uma lenta mobilização por parte da Casa Branca podem agravar o impacto do coronavírus, afirmam especialistas da saúde.
A pressão do presidente Donald Trump em "reabrir" rapidamente a economia acarreta riscos. O abrandamento das restrições de bloqueio muito cedo pode ocasionar uma segunda onda da doença, segundo um estudo da China publicado nesta semana no Lancet Public Health Journal.


Fonte: Reuters

Wall Street encerra semana de recuperação com pregão amargo

Wall Street encerra semana de recuperação com pregão amargo



Por Reuters
27/03/2020 - 

Wall Street - Coronavírus
O Dow Jones recuou 4,06%, para 21.636,78 pontos, o S&P 500 recuou 3,37%, para 2.541,47 pontos, e o Nasdaq Composite sofreu retração de 3,79% (Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

As principais bolsas de valores de Wall Street tiveram fortes quedas nesta sexta-feira, encerrando uma sequência de três dias de fortes altas, após dúvidas sobre o destino da economia norte-americana ressurgirem e o número de casos de coronavírus no país aumentar.
Os Estados Unidos superaram China e Itália como o país com mais casos de coronavírus. O número nos EUA passou de 85 mil, com mais de 1.200 mortes.
O mercado acionário dos Estados Unidos aprofundou as perdas ao final da sessão, mesmo depois de a Câmara dos Deputados aprovar um pacote de ajuda de 2,2 trilhões de dólares –o maior da história norte-americana– para auxiliar pessoas e empresas a lidar com uma crise econômica causada pelo surto do coronavírus e fornecer urgentemente aos hospitais suprimentos médicos.
O pacote –juntamente com a flexibilização sem precedentes da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, banco central do país)– ajudou o S&P 500 a subir 10,3% na semana, melhor semana desde 2009. No entanto, o índice ainda está cerca de 25% abaixo da máxima de fevereiro.
Muitos investidores acreditam que há um grande risco de o mercado cair profundamente novamente, conforme o número de infecções por coronavírus aumenta e mais pessoas morrem.
“A próxima semana vai depender do que acontecer no fim de semana”, disse Lindsey Bell, estrategista-chefe de investimentos da Ally Invest. “Se houver uma grande aceleração no fim de semana de casos de coronavírus em Nova York e em outros estados e o sistema hospitalar continuar lotado, acho que será uma semana difícil para o mercado.”
O índice Dow Jones recuou 4,06% nesta sexta, terminando em 21.636,78 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 3,37%, para 2.541,47 pontos. O Nasdaq Composite retraiu 3,79%, para 7.502,38 pontos.

Fonte: MONEY TIMES
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sexta-feira, 27 de março de 2020

Oi vive seu melhor momento em muitos anos, diz Ágora

Oi vive seu melhor momento em muitos anos, diz Ágora





27/03/2020 - 

Oi participa da CCXP 2019
Poderoso: o balanço da Oi está mais forte do que nunca, segundo a Ágora (Imagem: Divulgação/Oi/Facebook)

Ágora avaliou de modo bastante positivo os números do quarto trimestre e do consolidado de 2019, publicados pela Oi (OIBR3) nesta semana. Para a gestora do Bradesco, a operadora vive seu melhor momento em muitos anos, “com uma estratégia clara e um balanço muito mais forte, após a venda da Unitel”.
Assinado por Fred Mendes e Flávia Meireles, o relatório aponta a pressão sobre a receita líquida, que recuou 1,8% no quarto trimestre. A queda foi parcialmente compensada pelo “controle sólido” das despesas operacionais, que caíram 5,1%.
Outras linhas importantes também mostraram deterioração. É o caso da geração de caixa, medida pelo ebitda, que baixou 19,4% no acumulado de 2019, para R$ 1,016 bilhão. Por consequência, a margem de ebitda perdeu 2,70 pontos percentuais e fechou o ano em 20,7%.
Mas, a Ágora prefere olhar para os pontos positivos das demonstrações financeiras da Oi. O mais elogiado foi o avanço da operadora no mercado de fibra óptica.

Com 700 mil residências já conectadas pela tecnologia FTTH, a gestora espera que a internet rápida “ganhe relevância significativa sobre os resultados consolidados ao longo de 2020”.
A recomendação da Ágora é para compra das ações, com preço-alvo de R$ 1,80 e potencial de alta de 260%.

Fonte: MONEY  TIMES