domingo, 29 de março de 2020

ESMERALDA

Mais nobre variedade do mineral berilo, notabiliza-se pela luminosa cor verde-grama, devida aos elementos cromo e vanádio, bem como por sua relativa fragilidade e elevada dureza. Seu nome deriva do sânscritosamârakae deste ao gregosmaragdos.
A esmeralda já era explorada pelos egípcios por volta de dois mil anos antes de Cristo, nas proximidades do Mar Vermelho. Famosas desde a Antiguidade eram também as esmeraldas das minas egípcias de Zabarahque ornavam Cleópatra.
Quimicamente, a esmeralda se constitui de silicato de berílio e alumínio e, em estado bruto, apresenta a forma de um prisma hexagonal.
Em raros casos é inteiramente límpida, apresentando um cenário de inclusões conhecido como jardim das esmeraldas. Procuradas desde a chegada dos portugueses ao Brasil, sobretudo pelas expedições dos bandeirantes ao interior do país nos séculos XVI e XVII, as fontes de esmeraldas de aproveitamento econômico foram encontradas em nosso país somente no século XX.

Os mais belos espécimes de esmeralda do mundo procedem da Colômbia, onde são extraídas de rochas xistosas nas famosas minas de Muzo, Coscuez e Chivor.
Na África, há importantes países produtores, destacando-se principalmente a Zâmbia, 2º produtor mundial, o Zimbabwe e Madagascar.
O Brasil é atualmente o terceiro produtor mundial e as gemas provêm dos Estados de Minas Gerais (Garimpo de Capoeirana, em Nova Era; e Minas deBelmont e Piteiras, em Itabira); Goiás (localidades de Santa Terezinha e Porangaru), Bahia (localidades de Carnaíba e Socotó) e Tocantins.
Historicamente, o tratamento empregado com mais frequência em esmeraldas é o preenchimento de fraturas com óleos ou resinas naturais, com a finalidade de torná-las menos perceptíveis. Atualmente, as resinas artificiais, sobretudo o produto Opticon, têm substituído os tradicionais óleos e resinas naturais.
Esmeraldas obtidas por síntese são comercializadas desde 1956, empregando-se dois diferentes métodos. Elas se diferenciam das esmeraldas naturais principalmente pelas inclusões e/ou estruturas de crescimento.


Fonte: CPRM

GEMAS DO BRASIL- TUDO SOBRE A ESMERALDA

sábado, 28 de março de 2020

Operação da Polícia Federal combate extração ilegal de cristais e pedras semipreciosas








Foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão. 




Pedras abasteciam mercado asiático



A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, uma operação para combater um esquema de extração ilegal de cristais de quartzo e pedras semipreciosas, para abastecimento do mercado asiático.


Ao todo, foram cumprindos 32 mandados judiciais nas cidades de Curvelo e Inimutaba, ambas na Região Central do estado. A ação resultou na prisão preventiva de 10 pessoas, entre elas três estrangeiros. Além das prisões, 22 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

A segunda fase da operação, denominada “Lodo Verde II”, teve como alvo autores de crimes de usurpação de patrimônio da união, contrabando, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações tiveram início a partir de informações obtidas em 2012.

A Justiça decretou a apreensão de bens, imóveis e veículos e o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras dos investigados e de pessoas jurídicas com ligação a alguns deles.

Os presos serão encaminhados para a penitenciária Nelson Hungria. Se condenados, poderão cumprir até 28 anos de reclusão.


Fonte: EM

Defeitos no diamante viram sensores para monitorar condições extremas

Defeitos no diamante viram sensores para monitorar condições extremas




Defeitos no diamante viram sensores para monitorar materiais sob pressão
À esquerda, os diamantes naturais brilham sob luz ultravioleta devido aos seus vários centros de vacância de nitrogênio (NV). À direita, um esquema representando as bigornas de diamante em ação, com os centros NV na bigorna inferior.
[Imagem: Norman Yao/Berkeley Lab/Ella Marushchenko]

Bigornas de diamante
A descoberta de novos elementos químicos, a síntese de materiais superduros e ultrarresistentes e experiências que simulam o que acontece no interior de planetas e estrelas - tudo isso depende de uma ferramenta usada em laboratórios do mundo todo, conhecida como bigorna de diamante.
Devido à dureza do diamante, dois pequenos cristais são comprimidos um contra o outro, criado pressões descomunais no interior dessas bigornas, possibilitando então estudar fenômenos extremos.
Essa ferramenta só não é perfeita porque é muito difícil medir as propriedades dos materiais - como resistência ou magnetismo - conforme a pressão aumenta no seu interior. Monitorar essas propriedades exigiria sensores capazes de suportar essas pressões astronômicas.
Satcher Hsieh e seus colegas dos Laboratórios Berkeley, nos EUA, tiveram uma ideia melhor: Usar defeitos existentes naturalmente no diamante como sensores.
Defeitos usados como sensores
No nível atômico, os diamantes devem sua robustez aos átomos de carbono ligados em uma estrutura cristalina tetraédrica. Mas, quando os diamantes se formam, alguns átomos de carbono podem sair do seu local natural na rede, deixando uma vaga. Quando um átomo de nitrogênio aprisionado no cristal - uma impureza - fica adjacente a uma dessas vagas, forma-se um defeito atômico especial: uma vacância de nitrogênio.
O uso que Hsieh fez desses centros é novo, mas ideia não é totalmente original, uma vez que os defeitos no diamante, também conhecidos como centros de cor, são conhecidos há bastante tempo pelo pessoal da computação quântica, que os utilizam como qubits ou como transistores de luz.
Ao transformar essas falhas atômicas naturais dentro das bigornas de diamante em pequenos sensores quânticos, os pesquisadores desenvolveram uma ferramenta que abre as portas para uma ampla gama de experimentos inacessíveis aos sensores convencionais, abrindo caminho para o desenvolvimento de uma nova geração de materiais inteligentes, bem como para a síntese de novos compostos químicos, configurados atomicamente pela pressão.
Sensor quântico
Para tirar proveito das propriedades intrínsecas de detecção dos centros de cor, Hsieh projetou uma fina camada deles diretamente dentro da bigorna de diamante, a fim de tirar uma foto da física dentro da câmara de alta pressão.
Os sensores brilham em um tom forte de vermelho quando excitados com luz laser. Monitorando o brilho dessa fluorescência, os pesquisadores conseguiram ver como os sensores reagem a pequenas mudanças em seu ambiente.
E apenas esse teste inicial já valeu uma descoberta surpreendente: a superfície da bigorna de diamante, que se acreditava permanecer plana até pressões muito altas, na verdade começa rapidamente a se curvar no centro conforme a pressão aumenta. Além disso, parecem surgir "degraus" no cristal de diamante, que assume características de uma superfície texturizada.
Agora que demonstraram como projetar vacâncias de nitrogênio nas bigornas de diamante, os pesquisadores planejam usar seu dispositivo para explorar o comportamento magnético de hidretos supercondutores - materiais que conduzem eletricidade sem perdas, o que pode revolucionar a maneira como a energia é armazenada e transferida.


Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica

Trump diz que pode colocar Nova York, Nova Jersey e Connecticut em quarentena

Trump diz que pode colocar Nova York, Nova Jersey e Connecticut em quarentena



Economia7 horas atrás (28.03.2020 14:30)

© Reuters.  © Reuters.
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado que está considerando impor uma quarentena sobre Nova York, Nova Jersey e Connecticut.
Trump disse que está avaliando a quarentena, ao mesmo tempo que recuou da posição de apelar para uma rápida reabertura da economia.
Trump disse não ter certeza sobre se os EUA vão reabrir para os negócios em 12 de abril após paralisações em grandes cidades ao redor do país.
Indagado se ele acreditava que o país reabriria até o Domingo de Páscoa, Trump disse na Casa Branca neste sábado: "Vamos ver o que acontece".
(Reportagem de Michelle Price)

Fonte: Reuters