quinta-feira, 16 de abril de 2020

Mais 300 mil brasileiros chegaram à Bolsa em março

Mais 300 mil brasileiros chegaram à Bolsa em março



Por Gustavo Kahil
15/04/2020 - 23:26
B3 Mercados B3SA3 Ibovespa
O número saltou de 1.973.302 registros em fevereiro para 2.272.173 em março, ou seja, um avanço de 15,1% (Imagem: REUTERS/Rahel Patrasso)
Apesar da alta volatilidade enfrentada pelo mercado financeiro brasileiro em março, quando o Ibovespa (IBOV) apresentou queda de 30%, cerca de 300 mil investidores iniciaram a sua jornada na B3 (B3SA3), revelam os dados publicados pela bolsa nesta quarta-feira (15).
O número saltou de 1.973.302 registros em fevereiro para 2.272.173 em março, ou seja, um avanço de 15,1%. Na comparação com o ano passado, contudo, a variação foi de 125,5%.
O volume financeiro no segmento de ações cresceu 16,9% e chegou a R$ 34,237 bilhões por dia, contra R$ 29.287 bilhões no mês anterior. Em relação ao mesmo momento de 2019 o crescimento foi de 110,6%.
Segundo a equipe de análise do Credit Suisse, os dados da B3 revelam fortes tendências sustentadas pela volatilidade do mercado.
“Acreditamos, porém, que a atenção dos investidores estará voltada para a sustentabilidade destes fortes volumes no futuro, à luz de uma perspectiva mais incerta”, apontam.
A recomendação do banco para as ações da B3 é de compra, com preço-alvo de R$ 55 para 12 meses.

Fonte: MONEY  TIMES

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Diversidade das pedras preciosas brasileiras reúne raridades como o Topázio Imperial e a Turmalina Paraíba



Diversidade das pedras preciosas brasileiras reúne raridades como o Topázio Imperial e a Turmalina Paraíba



Brasília – O Brasil apresenta uma grande variedade de pedras e minerais preciosos que chamam atenção da indústria e consumidores internacionais. Segundo o Precious Brazil, projeto setorial desenvolvido pelo IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos) em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o país é conhecido pela diversidade das gemas coradas presentes em seu solo. Algumas delas se destacam, inclusive, pela raridade: como o Topázio Imperial e a Turmalina Paraíba.

Esmeraldas, Águas-Marinhas, Ametista, Citrinos e variações de Turmalinas são exemplos de pedras encontradas no Brasil. “Da família dos quartzos, a Ametista é uma das pedras mais presentes na indústria de Soledade, no Rio Grande do Sul. A cidade tornou-se referência internacional no beneficiamento de minerais trabalhados como itens de decoração e peças de coleção”, explica Clarissa Maciel, gerente de Relações Internacionais do projeto, que completa:

“Da mesma família, o Citrino brasileiro ganha destaque no mercado por apresentar tons quentes, que variam do amarelo ao laranja, encantando comprados em eventos no exterior, como a GJX Tucson, uma das maiores feiras internacionais de gemas que acontece nos Estados Unidos.”

No interior de Minas Gerais há uma grande concentração de empresas de beneficiamento de pedras preciosas que abastecem a indústria joalheira mundial. Teófilo Otoni e Governador Valadares reúnem diversos negócios familiares que carregam a tradição do brasileiro na lapidação de pedras preciosas.

“Em Ouro Preto está a única extração de Topázio-Imperial do mundo, pedra que pode se apresentar de cores múltiplas, como laranja, lilás, vermelho-cereja e amarela. Na tonalidade rosa ela é extremamente rara” revela a gerente de Relações Internacionais do Precious Brazil. 

Mas não é apenas o que Brasil oferece que o torna tão especial no setor, segundo Clarissa “a forma como o brasileiro apresenta suas pedras é diferenciada. Ao longo dos anos construímos uma imagem de excelência no atendimento, pois a diversidade nos levou a compreender um amplo leque de pedras preciosas. Entendemos de tudo um pouco. Por isso, nos princípios que orientam nosso posicionamento estão os conceitos Excellence,  Expertise e Essence. O Precious Brazil busca desenvolver cada vez mais este autoconhecimento, uma vez que o mercado já nos reconhece dessa forma então é preciso que as empresas também se vejam assim e valorizem esses atributos”.



(*) Com informações do IGBM

DISTRITOS AURÍFEROS DO BRASIL - TIPOS DE DEPÓSITOS ENCONTRADOS

DISTRITOS AURÍFEROS DO BRASIL - TIPOS DE DEPÓSITOS ENCONTRADOS



DISTRITOS AURÍFEROS DO BRASIL - TIPOS DE DEPÓSITOS ENCONTRADOS


SEIS PRINCIPAIS TIPOS DE DEPÓSITOS DE OURO ENCONTRADOS NO BRASIL

1. DEPÓSITOS ASSOCIADOS A AMBIENTES VULCANO-SEDIMENTARES DO TIPO GREENSTONE BELT

O ambiente GREENSTONE BELT constitui seqüência de rochas vulcânicas e sedimentares afetadas por metamorfismo de baixo grau, e em geral de idade arqueana ou paleoproterozóica, distribuídas em escudos Pré-cambrianos. No Brasil representam o principal ambiente geológico para ouro. Mais de 60% do território brasileiro é constituído por escudos pré-cambrianos que contem seqüências desse tipo de deposito com depósitos cujas reservas somam mais de 1000t de ouro.
O principal e mais tradicional GREENSTONE BELT produtor de ouro no Brasil é o do Rio das Velhas no Quadrilátero Ferrífero contendo as importantes minas de Morro Velho, Raposos, Cuiabá, etc.

No greenstone belt do Rio Itapicurú, Bahia, a principal jazida em operação é a de Fazenda Brasileiro encaixada em xistos máficos dentro de zonas de cisalhamento preenchidas por veios de quartzo-carbonático. Situação semelhante se da na jazida Mina III no greenstone belt de Crixás em Goiás.

Ambientes do tipo greenstone belt também, são identificados na província de Carajás e todos apresentam mineralizacões de ouro. No entanto, o principal produtor é o Grupo Itacaiúnas de grau metamórfico mais elevado. As principais jazidas são a do Igarapé Bahia e a do Salobo onde o ouro ocorre associado ao cobre.

Seqüências vulcano-sedimentares foram identificadas na região Centro-Oeste e definidas como arcos magmáticos mais recentes, no Neoproterozóico, com características bastante diversas dos greenstone belt mais típicos arqueanos. No entanto, estas são também produtoras de ouro tendo como exemplo as jazidas do Posse, Zacarias e Chapada na região de Mara Rosa.

2. DEPÓSITOS ASSOCIADOS À META-CONGLOMERADOS DE IDADE PALEOPROTEROZÓICA

Trata-se de um depósito clássico no mundo tendo como padrão os tradicionais depósitos de ouro associado ao urânio e a pirita nos membros basais da bacia de Witwatersrand na África do Sul, responsáveis por aproximadamente 1/3 da produção de ouro anual no mundo. A mineralizacão e do tipo stratabound e estratiforme já que se relaciona a horizontes sedimentares específicos. Os meta-conglomerados são caracteristicamente do paleoproterozóico e repousam sobre embasamento arqueano, geralmente em proximidade com ambientes greenstone belt, que supostamente serviram como fonte do ouro depositado nos meta conglomerados.

No Brasil este tipo de deposito ocorre associado à meta-conglomerados da Formação Córrego do Sitio na região de jacobina, Bahia, e Formação Moeda, no Quadrilátero Ferrífero. No entanto os depósitos econômicos situam-se apenas em Jacobina, representados pelas minas de Canavieiras e João Belo que conjuntamente apresentam reservas da ordem de mais de 300 t de ouro e uma produção acumulada da ordem de 20 t.

3. DEPÓSITOS ASSOCIADOS A ITABIRITOS

Este tipo de deposito, genericamente denominado de Jacutingas, tem um caráter regionalizado já que ocorrem exclusivamente associações às formações ferríferas do supergrupo Minas na região do Quadrilátero Ferrífero e adjacências. São depósitos em geral de pequena tonelagem podendo, no entanto atingir altos teores que no caso da mina Gongo Soco pode variar de 20 a 34gAu/t. Este ouro é por vezes extraído como subproduto do minério de Ferro e tem como característica peculiar à ocorrência de Paládio formando uma liga com o ouro.







4. DEPÓSITOS ASSOCIADOS A SEQÜÊNCIAS METASSEDIMENTARES DE NATUREZAS DIVERSAS

Depósitos desse tipo são definidos como aqueles associados aos ambientes predominantemente metassedimentares cuja contribuição vulcânica, quando presente, e subordinada. Essas seqüências são principalmente de idade Proterozóico.


Em Paracatu (MG) o deposito do Morro do Ouro apresenta um dos mais baixos teores do mundo, da ordem de 0,6gAu/t, porem com reservas originais com mais de 100t de Au.o depósito esta encaixado em metassedimentos plataformais de idade Neoproterozóica e é compostos de filitos grafitosos ritmicamente intercalados com sedimentos clásticos e químicos onde o ouro ocorre em finas vênulas de quartzo. Depósitos com características semelhantes ocorrem na região do Rio Guaporé (MS) como o deposito de São Vicente, associado ao Grupo Aguapeí do Mesoproterozóico.

Na região dos Carajás os depósitos de Águas Claras, com aproximadamente 20t de ouro e o deposito de Serra Pelada encaixam-se em formações metassedimentares.

5. DEPÓSITOS ASSOCIADOS A INTRUSÕES GRANÍTICAS E VULCÂNICAS ACIDAS ASSOCIADAS

A principal área onde foi identificado este tipo de deposito, encontra-se na região do Rio Tapajós e na região de Peixoto de Azevedo (MT). Estas duas regiões são tradicionais produtoras de ouro aluvionar em garimpos. No entanto, mais recentemente uma serie de depósitos primários tem sido identificados em associação com rochas graníticas intrusivas anorogênicas do Mesoproterozóico, como a Suíte Maloquinha, na região do Tapajós e Suíte Teles Pires em Peixoto Azevedo.

Os vulcanismos ácidos que acompanharam essas intrusões também são mineralizados e caracterizam um ambiente de vulcanismo continental. Esses depósitos geralmente ocorrem na forma stockworks ou veios de quartzo. No Tapajós ocorrem também depósitos associados a intrusões graníticas do paleoproterozóico assim como mineralizacões associadas a seqüências vulcano-sedimentares, no entanto as reservas mais significativas ate o momento reportadas referem-se apenas aos depósitos aluvionares.

6. DEPÓSITOS ALUVIONARES 

As jazidas aluvionares são numerosas contendo mais de 100 cadastradas segundo o PNPO. As reservas conhecidas em cada depósito são, no entanto, em geral pequenas.Algumas exceções se restringem a áreas em que a mineração e conduzida por empresas organizadas como no rio Jequitinhonha (MG), onde são reportadas cerca de 15,6t de ouro como subproduto do diamante; Apiácas (MT) com 33t e Periquitos (RO) com 21,1t. As jazidas aluvionares foram as que mais produziram ouro no Brasil entre 1965 a 1997 com um total de aproximadamente371t seguida pelos depositos em ambiente tipo greenstone belt com 257t. Deve-se considerar que em muitos casos o ouro em aluvião tem sua fonte primaria relacionada às seqüências do tipo greenstone belt.

As principais regiões produtoras em aluviões estão concentradas na região Amazônica e atualmente são trabalhadas por garimpeiros. A produção oficial apresentada entre 1965 e 2001 na região do Rio Tapajós e de 130t; na região de Peixoto de Azevedo (MT) 50,4t; Alta Floresta (MT) 55,3t; e nos aluviões do Rio Madeira (fronteira AM e RO) alcançou 120t.


--- Os depósitos aluviais são muito retrabalhados e mutáveis devido à erosão fluvial. Depositados durante as secas ou nos locais de remansos quando cai a energia da corrente do rio, vão ser, em seguida, erodidos pela força da água da cheia ou pela mudança do curso do rio. Estruturas de estratificação cruzada de canal cut and fill são formadas assim. Normalmente são depósitos clásticos mal classificados e mal selecionados, de cascalho, areias e lamas, ambiente de aglomeração de metais pesados como o ouro. ( Foto ao lado Região do Rio Tapajós: bancos de areia mineralizados, draga flutuante de extração e o garimpo ‘Porto Rico’)


Fonte:Brasil Mineral

A verdade sobre o nióbio

A verdade sobre o nióbio



Nossas reservas do minério valem mais que o pré-sal. Mas isso não é tão simples quanto parece. Entenda.


Parece mágica. Você joga um punhadinho de nióbio, apenas 100 gramas, no meio de uma tonelada de aço – e a liga se torna muito mais forte e maleável. Carros, pontes, turbinas de avião, aparelhos de ressonância magnética, mísseis, marcapassos, usinas nucleares, sensores de sondas espaciais… praticamente tudo o que é eletrônico, ou leva aço, fica melhor com um pouco de nióbio. Os foguetes da empresa americana SpaceX, os mais avançados do mundo, levam nióbio. O LHC, maior acelerador de partículas do planeta, e o D-Wave, primeiro computador quântico, também. Todo mundo quer nióbio – e quase todas as reservas mundiais desse metal, 98,2%, estão no Brasil. Nós temos o equivalente a 842 milhões de toneladas de nióbio, que valem inacreditáveis US$ 22 trilhões: o dobro do PIB da China, ou duas vezes todo o petróleo do pré-sal. Por isso, há quem diga que o nióbio pode ser a salvação do Brasil, a chave para o País se desenvolver e virar uma potência global. Mas de que forma o nióbio é explorado hoje em dia, e quem ganha com ele?
É verdade, como se ouve por aí, que estamos exportando nossas reservas a preço de banana? E, se esse metal vale tanto, por que há tão pouca informação sobre ele? Há muitas lendas a respeito do nióbio. A mais importante: ele é, de fato, um elemento estratégico e raro. Mas não se trata de uma fonte inesgotável de riqueza.

A filha de Tântalo

O nióbio foi descoberto em 1801 pelo cientista britânico Charles Hatchett, que o batizou de columbium, em referência ao local de onde a amostra tinha vindo – Connecticut, nos Estados Unidos, numa época em que os poetas ingleses se referiam ao país como Columbia. Anos depois, o nióbio foi confundido com o tantálio pelo químico inglês William Hyde: ele afirmou que os dois elementos eram idênticos. Foi só em 1846 que outro químico, o alemão Heinrich Rose, comprovou que eram coisas diferentes. Quando a confusão foi desfeita, os americanos continuaram chamando o elemento de columbium, mas os europeus adotaram o nome nióbio: referência a Níobe, figura da mitologia grega, filha de Tântalo (uma piadinha com o antigo debate nióbio versus tantálio).
No final do século 19, o nióbio começou a ser usado nos filamentos de lâmpadas, até descobrirem que o tungstênio é mais resistente. A partir dos anos 1930, começaram a surgir pesquisas indicando que misturar nióbio com ferro era uma boa ideia. Mas, para usá-lo em escala industrial, era preciso encontrar uma boa quantidade desse metal. Na década de 1960, foi descoberta a primeira grande reserva do planeta: em Araxá, a 360 km de Belo Horizonte. Em 1965, o almirante americano Arthur W. Radford, integrante do conselho da mineradora Molycorp, convidou o banqueiro brasileiro Walther Moreira Salles para montar uma empresa de extração e refino do nióbio. A Molycorp tinha acabado de comprar algumas minas em Araxá. O brasileiro topou, e nasceu a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).
 (Tomás Arthuzzi/Thales Molina/Superinteressante)
Como em 1965 o metal ainda não tinha utilidade comprovada, o governo militar deixou passar batido – e permitiu que a CBMM, junto com os americanos, explorasse o nióbio à vontade. Aos poucos, Salles foi comprando a parte dos americanos, o que os militares viram com bons olhos. Na década seguinte, a CBMM virou controladora mundial de um mercado que nem sequer existia. Não existia, mas passou a existir: nos anos 1970, a empresa descobriu dezenas de utilidades para o nióbio – que hoje é um dos principais negócios da família Moreira Salles (também dona do banco Itaú).
A CBMM não vende o minério bruto, e sim uma liga chamada ferronióbio, que contém 2/3 de nióbio e 1/3 de ferro.  Além desse produto, seu carro-chefe, ela também comercializa dez outras formulações à base de nióbio. A empresa tem 1.800 funcionários e lucra R$ 1,7 bilhão por ano. Em 2011, vendeu 30% de suas ações para um grupo de empresas asiáticas, mas com restrições: os brasileiros mantiveram o controle da empresa, e não cederam nenhuma informação técnica sobre o processamento do nióbio – um segredo industrial que tem 15 etapas e foi inventado pela empresa dos Moreira Salles. “Ele envolve mineração, homogeneização, concentração, remoção de enxofre, remoção de fósforo e chumbo, metalurgia, britagem e embalagem”, explica Eduardo Ribeiro, presidente da CBMM. “Para produzir o nióbio metálico, por exemplo, é necessário realizar uma última etapa em um forno de fusão por feixe de elétrons, que atinge temperaturas superiores a 2.500 oC”, diz.
Além da CBMM, há outra empresa explorando nióbio no País: a Anglo American Brazil, que opera em Catalão, Goiás. Também há nióbio na Amazônia, mas ele ainda não começou a ser minerado. Só o que temos em Minas Gerais e Goiás já é suficiente para abastecer toda a demanda mundial pelos próximos 200 anos. Os maiores compradores são China, EUA e Japão, que pagam em média US$ 26 mil pela tonelada de nióbio (esse valor é uma estimativa, pois o metal não é vendido em bolsas de commodities; o preço é negociado caso a caso, direto com cada comprador). Há quem diga que esse valor é muito baixo – o ouro, por exemplo, é comercializado a US$ 40 mil o quilo. Se o nióbio é tão útil, e o Brasil controla quase todas as reservas, não poderia cobrar mais caro? O governo brasileiro não deveria exigir royalties sobre a venda? E por que apenas  10% das tubulações de aço do planeta usam nosso produto? Há respostas para tudo isso.

Fonte: Super

Petrobras inicia hibernação de 62 plataformas, com impacto de 23 mil barris por dia

Petrobras inicia hibernação de 62 plataformas, com impacto de 23 mil barris por dia

Por Reuters
15/04/2020 - 19:28
Petrobras PETR3;PETR4
O corte de 23 mil bpd representa uma fatia relativamente pequena da redução de oferta de 200 mil bpd (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)
Petrobras iniciou a hibernação de 62 plataformas em campos de águas rasas nas bacias de Campos, Sergipe, Potiguar e Ceará, informou a empresa em comunicado nesta quarta-feira, acrescentando que o corte de produção decorrente da medida deve ser de 23 mil barris de petróleo por dia (bpd).
Segundo a petroleira, as plataformas hibernadas não possuem condições econômicas para operar com os baixos preços do petróleo, cujas cotações têm sido pressionadas devido à queda de demanda em função da pandemia de coronavírus.
“(A medida) faz parte de uma série de ações para preservar os empregos e a sustentabilidade da empresa nesta que é a pior crise da indústria do petróleo em cem anos”, afirmou a estatal, destacando que 80% dessas plataformas não são habitadas e que os funcionários das unidades habitadas não serão demitidos.
O corte de 23 mil bpd representa uma fatia relativamente pequena da redução de oferta de 200 mil bpd prometida pela empresa recentemente.

Fonte: MONEY  TIMES