segunda-feira, 15 de junho de 2020

Dólar avança quase 2% com noticiário doméstico; Fed contém alta

Dólar avança quase 2% com noticiário doméstico; Fed contém alta



Moedas2 horas atrás (15.06.2020 17:36)

© Reuters. (Blank Headline Received)© Reuters. (Blank Headline Received)
Por José de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em firme alta ante o real nesta segunda-feira, com o mercado avaliando o recente noticiário local e seus impactos sobre a agenda de reformas fiscais e econômicas.
A moeda, contudo, se afastou das máximas da sessão, na esteira de melhora nos mercados financeiros internacionais após o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) anunciar que comprará a partir de terça-feira títulos corporativos individuais, ampliando o escopo de classes de ativos beneficiadas com seus programas de liquidez.
O dólar à vista subiu 1,92%, a 5,1421 reais na venda. O real teve o pior desempenho entre as principais divisas globais nesta sessão.
A cotação operou em alta durante todo o dia. Na máxima, disparou 3,60%, para 5,2269 reais. Na mínima, subiu 0,68%, a 5,0797 reais.
O mercado começou o dia reagindo à informação do fim de semana sobre o pedido de Mansueto Almeida --tido como defensor de iniciativas de responsabilidade fiscal-- para deixar o cargo de secretário do Tesouro Nacional. Na tarde desta segunda, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o atual diretor de Programas na Secretaria Especial da Fazenda do Ministério da Economia, Bruno Funchal, será o novo secretário do Tesouro.
O anúncio da saída de Mansueto pegou o mercado num momento de grande preocupação do lado das contas públicas, em meio ao aumento de gastos para fazer frente ao Covid-19.
Ainda em Brasília, a prisão da ativista Sara Winter e de outros cinco integrantes do grupo 300 pelo Brasil, liderado por ela e que apoia o presidente Jair Bolsonaro, voltou a colocar em destaque as acirradas tensões do Executivo com o Judiciário.
Para a Guide Investimentos, a combinação de fatores domésticos com o exterior negativo mais cedo na sessão apontava um dia de perdas para os mercados locais.
À tarde, porém, ativos de risco em todo o mundo melhoraram o sinal com a notícia de que o Fed começará na terça-feira a comprar títulos corporativos por meio de instrumento de crédito corporativo do mercado secundário (SMCCF, na sigla em inglês), uma das várias ferramentas de emergência recentemente lançadas pelo banco central dos Estados Unidos para melhorar o funcionamento do mercado na esteira da pandemia do coronavírus.
Os índices de ações em Nova York fecharam em alta depois de quedas mais cedo, e moedas de risco abandonaram as mínimas da sessão.
"O mercado parece mais preocupado com a pandemia e seus efeitos deflacionários", disse Luis Laudisio, operador da Renascença.
Esta semana tem como destaque no Brasil a decisão de política monetária do Banco Central. Há especulações de que o BC pode deixar a porta aberta para novos cortes da Selic diante das fracas leituras de inflação e do colapso da economia.
O real perde 21,96% no ano, pior desempenho global. A queda dos juros é citada como fator que pressionou o câmbio nos últimos tempos, já que reduziu a taxa paga por títulos de renda fixa e colocou o Brasil em desvantagem em relação a outros emergentes com juros básicos mais elevados.


Fonte: Reuters

Temor sobre nova onda de Covid-19 mina Ibovespa; Cielo dispara

Temor sobre nova onda de Covid-19 mina Ibovespa; Cielo dispara


Ações2 horas atrás (15.06.2020 12:15)
© Reuters. (Blank Headline Received)© Reuters. (Blank Headline Received)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O tom negativo prevalecia na bolsa paulista nesta segunda-feira, em meio ao ambiente de aversão a risco no exterior por preocupações sobre uma nova onda de contágio pelo novo Covid-19, enquanto Cielo disparou 30% após parceria com o Facebook.
Às 12:00, o Ibovespa caía 2,44 %, a 90.529,63 pontos. O volume financeiro somava 13,2 bilhões de reais em sessão ainda marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações.
"No final de semana, vimos novas notícias de aumento de casos de contaminação do Covid em alguns importantes Estados americanos, além de focos pontuais e localizados na China", observou o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos.
"Isso, certamente, está deixando o mercado mais defensivo no curto-prazo", acrescentou.
Wall Street também mostrava fortes perdas, com o S&P 500 em baixa de 1,1%, em movimento alinhado às bolsas na Europa e aos preços de commodities.
No Brasil, a notícia de que o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, deixará o cargo em agosto também repercutia, adicionando ruído no curto prazo, mas que pode ser atenuado quando anunciado seu substituto.
"Mansueto era competente e seu nome agradava o mercado, porém acreditamos que um substituto que dialogue, as mesmas características do antecessor, seja suficiente para mitigar qualquer ruído que sua saída tenha causado", afirmou o analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos.
DESTAQUES
- CIELO ON (SA:CIEL3) estava em leilão após saltar 30,4%, depois que o WhatsApp, do Facebook, lançou nesta segunda-feira um sistema de pagamento digital no Brasil que contempla parceria com a empresa de meio de pagamentos e outras instituições financeiras do país. No mercado norte-americano, STONECO e PAGSEGURO (NYSE:PAGS) recuavam 4,5% e 6,8%, respectivamente.
- ITAÚ UNIBANCO PN perdia 3,45%, com o setor de bancos como um todo pressionado pelo ambiente de maior aversão a risco. BRADESCO PN (SA:BBDC4) caía 3,6%, BANCO DO BRASIL ON (SA:BBAS3) recuava 4,3% e SANTANDER BRASIL UNIT (SA:SANB11) cedia 4,2%.
PETROBRAS PN (SA:PETR4) e PETROBRAS ON (SA:PETR3) recuavam 3,6% e 3,25%, respectivamente, na esteira do declínio dos preços do petróleo no mercado externo, com novas infecções por coronavírus na China, Japão e EUA aumentavam preocupações sobre uma nova onda do vírus e seus impactos sobre a recuperação da demanda por combustíveis.
- VALE ON (SA:VALE3) mostrava queda de 0,9%, tendo de pano de fundo que os futuros do minério de ferro na China fecharam estáveis nesta segunda-feira, após uma queda nos estoques da matéria-prima nos portos que apoiou os preços.
- IRB BRASIL (SA:IRBR3) RE caía 12,7%, no terceiro pregão seguido de perdas, tendo no radar balanço do primeiro trimestre previsto para quinta-feira. Os papéis respondem pela maior perda do Ibovespa no acumulado do ano em meio a uma série de adversidades envolvendo a resseguradora.
- CVC (SA:CVCB3) BRASIL ON perdia 10,4%, com a volta das preocupações com uma nova onda de casos do novo coronavírus em meio ao processo de reabertura de várias economias. As aéreas AZUL PN (SA:AZUL4) e GOL (SA:GOLL4) PN, que vinham mostrando recuperação, também sofriam e mostravam quedas de 8,7% e 7,2%.




Fonte: Reuters

Lavagem com ouro

Ex lixeiro encontra pepita de ouro avaliada em quase R$ 1 milhão 1