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B2W, Lojas Americanas, Magazine Luiza e Via Varejo: quem pode disparar 59% neste ano?
Por Márcio Juliboni
Via Varejo: dona da Casas Bahia é a que mais impressiona o BB Investimentos (Imagem: Facebook/Divulgação/Casas Bahia)
Com o fim da temporada de balanços do primeiro trimestre, o BB Investimentos realizou uma revisão geral de suas estimativas para a B2W (BTOW3), Lojas Americanas (LAME4), Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3). Além de incorporar os números divulgados, a gestora avaliou também o impacto do e-commerce no setor, cuja demanda cresceu por conta da pandemia de coronavírus.
Georgia Jorge, que assina o relatório, observa que, no início da crise de saúde pública, acreditava que os canais online das varejistas não seriam suficientes para compensar a perda de faturamento decorrente do fechamento das lojas físicas. Mas, o medo da população e o fechamento de atividades não-essenciais fez e-commerce crescer exponencialmente desde março.
Largando na frente
“O fato dessas quatro companhias já estarem preparadas para aproveitar esse crescimento as levou a serem as grandes beneficiadas durante a pandemia, ganhando inclusive participação de mercado”, afirma a analista.
E acrescenta: “com efeito, o crescimento a/a do GMV (gross merchandise value ou valor de vendas brutas) no 1T20, comparado aos dados divulgados pelas companhias, indica crescimento acima da média de mercado.”
Georgia acredita que, mesmo após o fim da pandemia, o e-commerce não perderá terreno. Primeiro, porque a crise mostrou aos empresários a importância de manter canais de vendas diversificados, reduzindo a dependência das lojas físicas. Segundo, porque os consumidores tenderão a migrar para as plataformas online, agora que já tiveram contato durante a pandemia.
Revisão
Tudo isso junto levou a analista a rever os preços-alvos dos papéis. A B2W teve seu preço elevado de R$ 65,6 para R$ 123; a Lojas Americanas passou de R$ 24,50 para R$ 41,10; o Magazine Luiza subiu de R$ 51,60 para R$ 73,50; e a Via Varejo foi de R$ 7,80 para R$ 23,70. Todas receberam recomendação de compra.
Magazine Luiza: potencial de valorização está perto do fim (Imagem: LinkedIn da Magazine Luiza)
Em termos de potencial de valorização, o BB Investimentos calcula que, com base no fechamento desta segunda-feira (22), a B2W possa subir 20,1%; a Americanas, 26,5%; o Magazine Luiza, apenas 3,7%.
O destaque é a Via Varejo, que pode disparar 59,1% até dezembro, segundo a analistas. Georgia lembra os clientes de que levantou dúvidas, em relatórios anteriores, sobre a capacidade da empresa de migrar para as vendas online, já que sua plataforma digital era menos desenvolvida que as dos concorrentes e, portanto, o fechamento das lojas físicas seria um golpe mais doloroso.
Provando seu valor
“Nesse contexto, entendemos que a Via Varejo foi a companhia que mais se destacou no 1T20, mostrando os resultados do processo de turnaround (retomada) iniciado em meados de 2019, e conduzindo rapidamente medidas para mitigar a perda de vendas decorrente do fechamento de lojas físicas”, reconhece a analista.
A empresa, dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio, também acelerou a transformação digital em outras frentes, como o banco digital BanQi.
Na outra ponta, o Magazine Luiza é quem apresenta o menor potencial de alta neste ano. Isso não quer dizer que a empresa enfrente problemas; pelo contrário. Segundo a analista trata-se da empresa mais bem posicionada, entre as varejistas, para operar no mundo virtual.
A questão é que, no caso da companhia, os investidores já perceberam isso e a premiaram com aquilo que fazem de melhor: elevar o preço de suas ações.
- Em negociação para a venda de ativos, a Oi (SA:OIBR3) está em conversas com interessados na compra de uma fatia da divisão de fibra ótica, que foi batizada de InfraCo. As divisões serão formadas com a separação e venda dos segmentos do grupo. Assim, a expectativa é que uma oferta seja oficializada ainda neste ano. As informações foram dadas pelo presidente da companhia, Rodrigo Abreu, em entrevista à Coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S.Paulo.
O executivo revelou que as negociações já acontecem há alguns meses e que espera uma oferta vinculante no segundo semestre. A procura, segundo ele, é alta. Assim, Abreu destaca que existe um apetite pelos ativos de infraestrutura e telecomunicações por parte de investidores globais. Sem citar nomes, ele incluiu fundos soberanos, de pensão e private equity.
A reportagem destaca que o plano da Oi, que prevê a venda de redes móveis, torres e data centers para pagar dívida e sustentar investimentos, vai fazer com que a InfraCo seja a principal unidade de negócios restante. A atuação será como uma subsidiária focada na oferta de infraestrutura e serviços de fibra ótica. Os planos da tele é vender de 25% a 51% dessa nova empresa, permanecendo como sócia. Assim, deve arrecadar, pelo menos, R$ 6,5 bilhões.
Ao todo, o grupo prevê levantar ao menos R$ 22,8 bilhões, que é o valor mínimo estimado para cada uma das unidades de negócios: redes móveis (R$ 15 bilhões), torres de transmissão (R$ 1 bilhão), data centers (R$ 325 milhões), além de uma fatia entre 25% e 51% do negócios de fibra ótica (R$ 6,5 bilhões).
Mesmo se dono das sete barras aparecer, faxineiro pode ficar com parte do dinheiro, diz jornal The Korean Times — Foto: GSO Images
Um faxineiro sul-coreano encontrou um verdadeiro tesouro em uma lata de lixo: sete barras de ouro que, juntas, valem cerca de R$ 1,5 milhão.
Cada uma das barras pesa 1 kg e estava enrolada em jornais, dentro de uma lixeira do aeroporto internacional de Incheon, o maior da Coreia do Sul. As informações são do jornal The Korean Times.
A polícia suspeita que o dono das barras se desfez delas por medo de ser pego.
Mas não há, a princípio, nenhuma evidência de que as barras de ouro estivessem ligadas a alguma atividade criminosa. E, se a polícia não conseguir encontrar alguma ligação das barras com algum caso criminal ou se o verdadeiro dono não aparecer, o faxineiro vai poder pedir para ficar com o achado.
Na Coreia do Sul, a máxima "achado não é roubado" está prevista na lei. A legislação prevê que quem acha bens pode ficar com eles desde que o proprietário não se manifeste em até seis meses.
Mas o jornal Korean Times diz que, segundo a lei sul-coreana dos Artigos Perdidos, mesmo que o proprietário apareça, o faxineiro poderá ficar com parte do valor. Nesse caso, ele poderia reivindicar de 5% a 20% do valor. Fonte: G1