sexta-feira, 26 de junho de 2020

Apreensão com nova onda de Covid-19 derruba Ibovespa em semana volátil

Apreensão com nova onda de Covid-19 derruba Ibovespa em semana volátil



Ações28 minutos atrás (26.06.2020 17:55)

© Reuters. .© Reuters. .
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com bancos e Petrobras entre as maiores pressões negativas, após semana de sobe e desce, marcada por preocupações com o risco de uma nova onda de casos de Covid-19 em meio à reabertura das economias.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 2,24%, a 93.834,49 pontos. O volume financeiro somou 23 bilhões de reais. Na semana, contabilizou uma perda de 2,8%.
Na visão do analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, participantes do mercado adotaram cautela na semana diante do temor de que novas infecções pelo vírus ameacem o processo de reabertura da economia dos EUA e de outros países.
Ele avalia, contudo, o movimento na bolsa brasileira ainda se trata de uma correção dentro de uma tendência de alta no mercado.
O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) divulgou nesta sexta-feira 40.588 novos casos de coronavírus no país, o maior aumento diário da pandemia.
Em Wall Street, o S&P 500 fechou em queda de 2,4%, pressionado ainda pelo declínio das ações de instituições financeiras, após o Federal Reserve limitar pagamentos de dividendos por bancos, após teste de estresse.
Apesar da semana negativa, o Ibovespa caminha para fechar mais um mês com valorização, ainda um reflexo ao forte fluxo de pessoas físicas para as ações brasileiras, que vêm aumentando sua participação no volume negociado desde março.
Até o momento, o Ibovespa acumula alta de pouco mais de 7% em junho, contabilizando um ganho de 28,5% no segundo trimestre, apesar de toda a volatilidade que a pandemia trouxe aos mercados financeiros.
O índice ainda está distante das máximas do começo do ano, quando se aproximou dos 120 mil pontos, mas já se afastou da mínima de 2020, quando regrediu a quase 60 mil pontos em março, duramente afetado pela aversão a risco em razão do Covid-19.
Análise técnica do Itaú BBA, contudo, reiterou que o Ibovespa precisará superar a região de resistência em 97.700 pontos para retomar a trajetória de alta rumo aos 102.300 e 108.800 pontos.
"O Ibovespa segue no movimento de alta, deu uma pausa na tentativa de superar a região de resistência em 97.700 pontos e está em um movimento de realização de lucros. Por enquanto é apenas um movimento de acomodação após as altas recentes."
Na visão de Fábio Perina e Larissa Nappo, o sentimento de alta no curto prazo será mantido enquanto o Ibovespa permanecer acima da região dos 88.400 pontos.
Do noticiário brasileiro, corroboraram o viés negativo novos ruídos envolvendo prisão do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, em inquérito que investiga a suposta apropriação e desvio de salários de servidores do Rio de Janeiro.
DESTAQUES
- BRADESCO PN (SA:BBDC4) caiu 3,09%, com o setor bancário como todo sofrendo nesta sessão, na esteira da fraqueza de seus pares norte-americanos. No Brasil, o Banco Central também mostrou que o estoque total de crédito no país subiu 0,3% em maio sobre abril, a 3,596 trilhões de reais, num movimento inteiramente puxado pelos financiamentos a empresas. ITAÚ UNIBANCO PN, que anda trocando farpas com a sócia XP Inc, fechou em baixa de 1,68%.
PETROBRAS PN (SA:PETR4) e PETROBRAS ON (SA:PETR3) recuaram 2,93% e 2,19%, respectivamente, em sessão de fraqueza do petróleo no exterior. Fontes afirmaram à Reuters que a Mubadala Investment, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, realizou na quinta-feira uma oferta pela refinaria Landulpho Alves (RLAM), da Petrobras, na Bahia.
- VALE ON (SA:VALE3) terminou com declínio de 0,68%, com o setor de mineração e siderurgia como um todo no vermelho.
- CIELO ON (SA:CIEL3) caiu 4,93%, ainda pressionada após reguladores no Brasil suspenderem o uso do Whatsapp para transações em parcerias com instituições financeiras no Brasil. A Cielo era a única adquirente que participaria do acordo em um primeiro momento.
- IRB BRASIL (SA:IRBR3) RE avançou 5,42%, após divulgar conclusões de investigações que identificaram irregularidades em informações relacionadas a sua base acionária, notadamente o caso envolvendo a desmentida participação da Berkshire Hathaway na empresa, além de problemas em pagamento de bônus e recompra de ações. A resseguradora afirmou que os responsáveis primários já identificados pelas irregularidades não estão mais na companhia e acrescentou que tomará providências legais para se ressarcir dos prejuízos em razão de tais ações.
- CCR ON (SA:CCRO3) e ECORODOVIAS ON (SA:ECOR3) perderam 5,73% e 3,73%, respectivamente, em sessão de ajustes após forte avanço na véspera.

Fonte: Reuters

Dólar sobe 2% e caminha para 3° ganho semanal consecutivo ante real com exterior cauteloso

Dólar sobe 2% e caminha para 3° ganho semanal consecutivo ante real com exterior cauteloso



Moedas4 horas atrás (26.06.2020 10:15)

© Reuters. (Blank Headline Received)© Reuters. (Blank Headline Received)
Por Luana Maria Benedito
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar acelerava a alta em relação ao real nesta sexta-feira, aproximando-se da marca de 5,45 reais e caminhando para seu terceiro ganho semanal consecutivo em meio à cautela no exterior devido a temores sobre uma segunda onda de coronavírus.
Às 10:11, o dólar avançava 1,85%, a 5,4264 reais na venda. Na máxima da sessão, o dólar saltou a 5,4430 reais, maior nível desde o final de maio.
O principal contrato de dólar futuro subia 1,46%, a 5,4345 reais.
Esta foi uma semana turbulenta para ativos arriscados, uma vez que temores sobre uma segunda onda de Covid-19, que poderia forçar a retomada de medidas de contenção economicamente prejudiciais, elevavam a cautela dos investidores.
"A avaliação da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, de que provavelmente o pior da crise ficou para trás levou os negócios na Europa ao campo positivo. Contudo, no restante do mundo, predomina o sentimento de cautela com o avanço do número de casos, especialmente nos EUA", disseram analistas do Bradesco (SA:BBDC4) em nota.
Lagarde disse nesta sexta-feira que a zona do euro "provavelmente superou" o pior da crise econômica causada pela pandemia de coronavírus, mas a recuperação será irregular.
No exterior, refletindo movimentos de aversão a risco, o dólar ganhava contra os principais pares do real, como peso mexicano, lira turca, rand sul-africano e dólar australiano.
Roberto Motta, responsável pela mesa de futuros da Genial Investimentos, destacou em live desta sexta-feira a volatilidade do real ante o dólar nas últimas sessões, que tem superado a de seus pares emergentes, e disse que é uma questão que deve ser abordada pelo Banco Central.
A autarquia tem marcado sua presença nos mercados com leilões de swap tradicional, e na véspera vendeu 750 milhões de dólares em leilão com compromisso de recompra, mas muitos analistas pensam que essas medidas têm impacto limitado sobre os mercados de câmbio.
Nesta sexta-feira, o Banco Central fará leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em novembro de 2020 e fevereiro de 2021.
Esta é a terceira semana consecutiva de alta do dólar, que já recuperou força depois de cair abaixo de 5 reais no início do mês. A divisa norte-americana acumula alta de 2,10% desde o fechamento da última sexta-feira e já salta mais de 35% contra o real no ano de 2020.
O dólar negociado no mercado interbancário fechou a última sessão com variação positiva de 0,06%, a 5,3278 reais na venda.

Fonte: Reuters)

GARIMPEIRO ENCONTRA MUITO OURO NA RÚSSIA


quinta-feira, 25 de junho de 2020

Diamante amarelo de 2,50 Quilates

Garimpeiro fica milionário após encontrar duas pedras preciosas na Tanzânia




Por G1





Mineiro Saniniu Kuryan Laizer, de 52 anos, é fotografado com as duas maiores pedras tanzanitas do país, na quarta-feira (25)  — Foto: Filbert Rweyemamu / AFP

Mineiro Saniniu Kuryan Laizer, de 52 anos, é fotografado com as duas maiores pedras tanzanitas do país, na quarta-feira (25) — Foto: Filbert Rweyemamu / AFP
Um garimpeiro de 52 anos ficou milionário na Tanzânia após vender as duas maiores tanzanitas já encontradas no país da África Oriental. Uma delas tem 9,27 kg e a outra, 5,1 kg. Até então, a maior descoberta tinha sido de uma pedra de 3,5 kg.
Saniniu Laizer, que tem quatro mulheres e mais de 30 filhos, recebeu na quarta-feira (24) um cheque de US$ 3,4 milhões (R$ 18 milhões ou 7,74 bilhões de xelins tanzanianos) pelas pedras raras, só encontradas no norte da Tanzânia.
Laizer disse que planeja investir em sua comunidade no distrito de Simanjiro, em Manyara.
"Quero construir um shopping e uma escola. Quero construir esta escola perto da minha casa. Há muitas pessoas pobres por aqui que não podem dar ao luxo de levar seus filhos para a escola", afirmou.





Garimpeiro Saniniu Laizer exibe cópia de cheque que recebeu pela venda de duas tanzanitas na quarta-feira (24)   — Foto: Filbert Rweyemamu / AFP

Garimpeiro Saniniu Laizer exibe cópia de cheque que recebeu pela venda de duas tanzanitas na quarta-feira (24) — Foto: Filbert Rweyemamu / AFP

O garimpeiro que não foi à escola disse que gostaria que o os filhos administrassem os negócios profissionalmente.
A tanzanita pode ser verde, vermelha, roxa ou azul, de acordo com a BBC. Quanto mais fina a cor ou a clareza, maior é o preço.


Duas pedras de tanzanita, as maiores já encontradas na Tanzânia, foram mostradas à imprensa na quarta-feira (24)  — Foto: Ministério de Minerais / Reuters

Duas pedras de tanzanita, as maiores já encontradas na Tanzânia, foram mostradas à imprensa na quarta-feira (24) 
O governo organizou um evento, que foi transmitido ao vivo, para divulgar a venda das pedras que Saniniu Laizer encontrou em Mirerani, que é uma área de mineração cercada por seguranças para evitar tráfico das pedras preciosas.
Laizer recebeu o cheque do Banco da Tanzânia e o presidente John Magufuli telefonou para parabenizar Laizer durante a transmissão.



Fonte: G1