sexta-feira, 10 de julho de 2020
Como identificar pedras preciosas na natureza
As pedras preciosas são um tipo de tesouro extremamente raro. Não é em qualquer lugar que se consegue encontrar esta preciosidade e isso levou a que, durante vários anos, homens escavassem minas em vão na procura de pedras preciosas que teimavam em aparecer. A verdade é que a maioria das pedras preciosas não estão presentes na natureza tal como nós as conhecemos, lapidadas e brilhantes. A maioria delas apresenta-se em bruto, passando praticamente despercebidas no meio de rochas vulgares, e só pessoas com conhecimentos de gemologia conseguem identificá-las com precisão. No entanto não é preciso ser formado nessa ciência para saber como identificar pedras preciosas na natureza, e neste artigo de umComo.com.br lhe damos algumas orientações para que também você possa encontrar gemas.
Passos a seguir:
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A forma mais fácil de um iniciante aprender a identificar pedras preciosas, é escolher um determinado tipo de pedra preciosa e começar a estudá-la, recorrendo a manuais de mineralogia. Existem várias pedras preciosas e semipreciosas e se você tentar aprender a identificá-las todas de uma vez só, o mais provável é que acabe confundindo.
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Assim sendo, imaginemos que você escolhe a pedra esmeralda. Logo à partida sabe que ela tem uma tonalidade verde, mas na natureza a cor da pedra poderá não ser a que conhecemos. Por essa razão é importante que estude acerca desta pedra, procure imagens e se familiarize com o aspeto dela em bruto.

Imagem: minerart.com
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Se tiver oportunidade, visite também museus geológicos e exposições de pedras preciosas e semipreciosas. Nesses locais encontrará fotografias e documentos referentes ao estudo e identificação de pedras preciosas, que o irão elucidar. Solicite também a ajuda das guias turísticas presentes no museu, pois elas saberão responder à maioria das suas questões relacionadas com este tema.
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Tendo já reunido a teoria, poderá passar à prática, procurando pedras preciosas no terreno. Procure saber qual a área onde se encontra a pedra preciosa que você está procurando. Isso poderá ser difícil porque o mais certo é que ela se localize noutro país ou continente, por isso recomendamos que comece por procurar outras gemas que sejam comuns no local onde você se encontra.

Imagem: zerohora.clicrbs.com.br
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Irá necessitar de alguns instrumentos próprios para identificar pedras preciosas e semipreciosas. Tente reunir o máximo deles:
- Algum tipo de lâmina de aço (pode ser um canivete);
- Pequena placa de porcelana branca não esmaltada;
- Ímã;
- Lupa que aumente 10x;
- Frasco com ácido clorídrico diluído em 90% de água;
- Lâmpada de luz ultravioleta;
- Algumas pedras semipreciosas.
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As pedras preciosas mais fáceis de encontrar são aquelas que dão para identificar pela cor. Você sabe que o rubi é vermelho, que o diamante é branco/transparente e por aí em diante. No entanto, tal como já referido, na natureza a pedra pode não apresentar a mesma cor, sendo chamada de mineral alocromático, que é o caso do quartzo. Para tirar as dúvidas, a solução é partir a pedra e observar a cor no interior dela.

Imagem: fotos.fot.br
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Outra forma de detetar uma pedra preciosa é conhecendo a dureza dos minerais segundo a escala de Mosh. O diamante, por exemplo, é a rocha com maior dureza, de 10, risca qualquer outra e nunca é riscada, a não ser por outro diamante. Já o topázio tem uma dureza de 8, o que significa que pode ser riscado por uma pedra de dureza maior mas nunca de dureza inferior. Enquanto estiver no terreno procurando pedras preciosas, sirva-se das semipreciosas que levou consigo e faça o teste.
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Alguns minerais mantêm determinadas formas na natureza que lhes são caraterísticas, chamadas de hábito, o que permite identificá-los rapidamente ou, pelo menos, saber que estamos na presença de uma pedra peculiar. O quartzo, por exemplo, costuma apresentar-se sobre a forma de prisma, já a pirita mantém um formato cúbico, como se pode ver na imagem ao lado, ainda que não perfeito.

Imagem: praticasalternativas.com
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Com o auxílio da lâmpada de luz ultravioleta também poderá identificar pedras preciosas, devido à sua fluorescência e fosforescência. Estes conceitos estão relacionados com a luminosidade que o mineral emite quando está sob uma radiação invisível, neste caso os raios ultravioletas. Procure saber como determinada pedra preciosa reage a este tipo de luz para mais facilmente a identificar.
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É também possível identificar uma pedra preciosa através do magnetismo, é por essa razão que deverá transportar um ímã consigo quando estiver procurando gemas. Ate o ímã a um fio e aproxime-o da pedra. Algumas delas são atraídas pelo poder do ímã, como o caso da magnetita e da pirrotita.

Imagem: zjmineracao.com.br
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Existem outras formas práticas de identificar pedras preciosas que você poderá pôr em prática em campo, utilizando os restantes materiais referidos acima e para os quais você encontrará um uso consultando manuais específicos, como o Introdução à Mineralogia Prática. Vale a pena dedicar algum tempo ao estudo, pois tendo conhecimento acerca da morfologia das pedras torna-se mais fácil identificar pedras preciosas.
Fonte: UMCOMO
Polícia apreende mais de 500 diamantes extraídos de terras indígenas no MT
Polícia apreende mais de 500 diamantes extraídos de terras indígenas no MT
Mineração nesses locais é proibida; polícia ainda calcula apreensão
A Polícia Civil de Comodoro (MT) apreendeu mais de 500 pedras de diamante extraídas ilegalmente de uma terra indígena.
Dois homens foram presos em flagrante, incluindo um ex-assessor parlamentar da Assembleia de Mato Grosso. É uma das maiores apreensões desse tipo registradas no país.
Os diamantes estavam em dois sacos com 470 pedras. Havia ainda um par de brincos e um pingente em forma de pantera, ambos cravejados de diamantes – estratégia usada para despistar a fiscalização.
Ainda não há uma estimativa do valor dos diamantes apreendidos. Por causa da quantidade, os policiais não tiveram tempo para contar as pedras incrustadas nas duas joias.
Segundo a polícia, as pedras foram encontradas após uma denúncia anônima informando o veículo em que ambos viajavam, vindos de Rondônia. Foi montada uma barreira na BR-174 em área próxima a Comodoro, a 638 km a noroeste de Cuiabá.
Um dos presos é Almir Ribeiro de Carvalho Filho, que, apesar de não ser mais assessor parlamentar desde o início do ano, portava um crachá da Assembleia Legislativa. O outro é o Alison Celso da Silveira, que, de acordo com a polícia, tem três empresas inativas de mineração em seu nome.
No depoimento, eles afirmaram que as pedras foram extraídas ilegalmente da Reserva Roosevelt (RO), uma terra indígena habitada pelos índios da etnia cinta-larga, e seriam comercializadas em Diamantina (MG). Ambos responderão pelo crime de receptação de bens da União. A reportagem não conseguiu localizar seus advogados.
Desde 1999 a Roosevelt, localizada em Espigão d’Oeste (RO), sofre com a exploração ilegal de diamantes. No auge da exploração, em 2004, índios cinta-larga mataram 29 garimpeiros na terra indígena. Estima-se que, na época, havia cerca de 5.000 não indígenas dentro do território. Atualmente, é proibido minerar em terras indígenas. A Constituição de 1988 prevê que a atividade precisa ser regulamentada pelo Congresso e que é necessária consulta prévia aos indígenas.
Fonte: Brasil Mineral
5 ações para ganhar com a retomada da infraestrutura brasileira
5 ações para ganhar com a retomada da infraestrutura brasileira
Por Gustavo Kahil
09/07/2020 - 21:28

O juro brasileiro na mínima histórica e o alto volume de projetos de infraestrutura prontos para serem concessionados cria um momento positivo para as ações das empresas do setor na bolsa brasileira.
Os analistas de investimentos do Bradesco BBI fizeram as contas e decidiram aumentar, em 20% na média, as projeções para os papéis da CCR (CCRO3), Ecorodovias (ECOR3), Rumo (RAIL3), Santos Brasil (STBP3), Randon (RAPT4) e Iochpe-Maxion (MYPK3).
Todas, menos a Iochpe, tem a recomendação de compra das ações.
“São 37 concessões no Brasil, totalizando mais de R$ 140 bilhões em investimentos, que poderão ser leiloadas nos próximos 12 a 18 meses”, explicam Victor Mizusaki, Ricardo França e Luiza Mussi.
Segundo eles, a CCR, Ecorodovias e Santos Brasil poderiam expandir seus portfólios, enquanto a Rumo deve investir na Malha Paulista com bom retorno esperado.
A Randon e a Iochpe poderiam receber novos pedidos de vagões. “A Ecorodovias, Rumo e Randon são os nomes preferidos no setor”, destacam.
Veja as estimativas:
| Empresa | Código | Recomendação | Preço-Alvo (R$) | Potencial (%) |
|---|---|---|---|---|
| CCR | CCRO3 | Compra | 17 | 17,5 |
| Ecorodovias | ECOR3 | Compra | 19 | 32 |
| Rumo | RAIL3 | Compra | 30 | 31,3 |
| Santos Brasil | STBP3 | Compra | 8 | 39,6 |
| Randon | RAPT4 | Compra | 13 | 17,5 |
| Iochpe-Maxion | MYPK3 | Manutenção | 15 | 6,3 |
Fonte: MONEY TIMES
OS DIAMANTES MAIS FAMOSOS DO MUNDO NASCERAM PERTO DO CENTRO DA TERRA
Uma pesquisa apresentada na última quarta-feira (24) na Conferência de Goldschmidt, encontro anual organizado pela Associação Europeia de Geoquímica e Sociedade Geoquímica norte-americana determinou que os dois diamantes mais famosos do mundo -- o Hope e o Cullinan -- se formaram a uma profundidade muito maior do que a da maioria dos demais.
Na verdade, segundo a nova pesquisa essas duas pedras preciosíssimas se formaram num dos locais mais profundos da Terra, numa região próxima ao núcleo do planeta.
Os estudos até hoje mostraram que todos os diamantes naturais existentes no mundo se formaram a distâncias entre 150 a 200 quilômetros de profundidade, sob a pressão que existe no local onde a crosta terrestre encontra o manto externo mais fluido, o que representa a camada média do planeta.
Essa pressão existente abaixo das placas tectônicas é que empurra as gemas até a superfície, pois nenhum instrumento de mineração jamais chegou perto desses locais de nascimento.
Porém, o novo estudo, divulgado na conferência virtual, propõe que os dois diamantes mais impressionantes já encontrados não se formaram a profundidades médias, mas a muitos quilômetros abaixo da superfície do que poderíamos pressupor.
O diamante "Coração do Oceano" do filme Titanic se inspirou no Hope. (Fonte: Giphy)A metodologia da nova pesquisa
Embora o Hope e o Cullinan sejam pedras que se destacam das demais por sua beleza diferenciada, é bom lembrar que todos os diamantes são formados por cristais de carbono junto com diversas impurezas químicas presentes no fundo da Terra. Portanto, diamantes da mesma espécie provavelmente se formaram em condições semelhantes.
Pesquisadores do Instituto Americano de Gemologia analisaram duas gemas menos famosas porém com as mesmas características do Hope e do Collinan. Em ambos foram encontradas impurezas semelhantes mas também outras diferentes de qualquer outro diamante.
Essa diferenciação se deve à presença de um mineral chamado bridgemanita, que é muito comum no interior da Terra, mas que não se forma nem na crosta e nem no manto superior, mas somente nas camadas "superprofundas" mais próximas ao núcleo. Esse fato comprovou a teoria dos pesquisadores.
Evan Smith, líder da pesquisa do Instituto Gemológico, declarou: "Encontrar esses minerais presos em um diamante significa que o próprio diamante deve ter se cristalizado a uma profundidade em que existe a bridgmanita, muito profunda dentro da Terra."
Fonte: Seleções
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