segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Serra Pelada: história e fotos do maior garimpo a céu aberto do mundo

Serra Pelada foi uma grande mina de ouro localizada no estado do Pará, no Brasil, que durante seu auge foi considerada não apenas a maior mina de ouro ao ar livre do mundo, mas também a mais violenta.

Como tudo começou: da esperança à exploração

Garimpeiros
Cerca de 100 mil garimpeiros foram trabalhar na Serra Pelada. (Foto: Rudi Böhm)
Em 1979, uma criança estava nadando nas margens de um rio local quando encontrou uma pepita de ouro de 6 gramas. A notícia se espalhou rapidamente e no final dessa mesma semana se iniciou uma corrida pelo ouro.
Durante o início da década de 1980, dezenas de milhares de garimpeiros foram em direção à Serra Pelada, na esperança de ganhar dinheiro com a descoberta e construir um futuro melhor para si mesmos. No entanto, eles se encontraram em um verdadeiro poço sem fundo, de onde muitos nunca voltaram.
Pequenas pepitas foram rapidamente descobertas, com a maior pesando quase 6,8 quilos, mas a situação para os trabalhadores não era nada fácil.
Ouro na Serra Pelada
45 toneladas de ouro foram identificadas na Serra Pelada. (Foto: Rudi Böhm)
Primeiramente, a única maneira de chegar ao local de garimpo era de avião ou a pé. Os mineiros costumavam pagar preços exorbitantes para que os táxis os levassem da cidade mais próxima até o final de um caminho de terra. A partir daí, eles caminhavam a distância restante, cerca de 15 quilômetros, para chegar até o local.
Além disso, durante o pico da corrida do ouro, a mina era conhecida por terríveis condições e violência, enquanto a cidade que crescia ao lado era notória tanto pelos assassinatos como pela prostituição.

Como funcionava o garimpo de ouro na Serra Pelada

Cada minerador recebia uma área de 2m quadrados para escavar. Então, eles tinham que cavar seus barrancos, enchendo sacos de cerca de 40 quilos com terra e lama. Em seguida, carregavam os sacos pesados até 400 metros de escadas de madeira e cordas (conhecidas como adeus-mamãe) para o topo da mina, onde o ouro era peneirado.
Adeus-mamãe
Escadas "adeus-mamãe" (Foto: Rudi Böhm)
Como eles estavam limitados pelas fronteiras de seus barrancos, a única opção era cavar cada vez mais profundamente. O problema era que, quanto mais profundos fossem seus barrancos, mais perigosos eles se tornavam, pois as barragens entre os vizinhos ficavam mais frágeis e frequentemente caíam nos garimpeiros, enterrando-os junto com o ouro.
Garimpeiros na lama
Por trabalharem na lama, os escavadores eram chamados de "porco de lama". (Foto: Rudi Böhm)
Os trabalhadores recebiam em média 20 centavos por cavar e transportar cada saco de terra, com um bônus se fosse descoberto ouro em algum deles.

A intervenção militar

Durante o seu pico, a mina de Serra Pelada empregou cerca de 100.000 cavadores ou garimpeiros em condições terríveis, onde a violência, a morte e a prostituição foram desenfreadas.
Barrancos
Cada garimpeiro recebia uma área de cerca de 2m² (Foto: Rudi Böhm)
Três meses após a descoberta do ouro, os militares brasileiros assumiram as operações para impedir a exploração dos trabalhadores e os conflitos entre garimpeiros e proprietários.
A partir desse momento, os garimpeiros só poderiam vender o minério extraído para o governo. Ao lado dos barrancos, havia um guichê da Caixa Econômica Federal, onde o ouro era pesado e o pagamento feito em dinheiro. Porém, a Caixa decidia os preços, pagando cerca de 60% a menos que o valor real.
Oficialmente, cerca de 45 toneladas de ouro foram identificadas na Serra Pelada, mas estima-se que até 90% de todo o ouro encontrado no local foi contrabandeado.
Cidade vizinha da Serra Pelada
A cidade vizinha da Serra Pelada virou um lugar de prostituição e violência (Foto: Rudi Böhm)
O governo militar também passou a proibir mulheres e álcool na mina, fazendo com que a cidade vizinha se tornasse uma cidade de "lojas e prostitutas". Milhares de meninas menores de idade se prostituíram por migalhas de ouro, enquanto cerca de 60 a 80 assassinatos ocorriam na cidade todos os meses.

O fim do garimpo e o futuro da serra pelada

A mineração na Serra Pelada teve que ser abandonada quando o poço se inundou, impedindo uma maior exploração. Apesar de uma série de esforços inúteis, a mina permaneceu fechada desde então, restando no local apenas um lago altamente poluído. Porém, levantamentos geológicos estimam que ainda poderia haver 20 a 50 toneladas de ouro enterrado sob o lago.
Em 1992, o governo brasileiro declarou Serra Pelada como uma reserva histórica nacional, encerrando qualquer possibilidade de análise legal do solo. Porém, em 2002, o Congresso brasileiro anulou essa decisão e deu aos mineiros o título do poço original e da área ao redor.

Em 2012, depois de permanecer praticamente intocada pelos últimos 20 anos, uma empresa cooperativa brasileira recebeu uma licença de exploração, retomando as esperanças de encontrar o ouro que ainda resta escondido na Serra Pelada.

Fonte: HIPERCULTURA

Bastou um único diamante






Os impressionantes 1.111 quilates e o tamanho de uma bola de ténis de um diamante encontrado pela Lucara Diamond Corp. no Botswana e cuja descoberta foi anunciada ontem lançaram as acções da empresa para uma subida estratosférica. O título encerrou ontem com uma valorização de 30%, adicionando 185 milhões de euros à capitalização bolsista da empresa originária de Vancouver.
Além de ser o maior encontrado nos últimos 100 anos, este é o segundo maior diamante de sempre, apenas atrás do diamante Cullinan de 3.106 quilates, descoberto em 1905, e que integra as jóias da coroa britânica. As características particulares deste diamante tornam difícil, segundo os especialistas, atribuir-lhe um valor. Mas mais do que isto, sinalizam a relevância da mina onde foi encontrado, facto visto como positivo para a Lucara Diamond Corp.
“A recuperação de uma gema desta qualidade, acima dos mil quilates, indica que a mina em Karowe é mesmo importante”, disse William Lamb, CEO da Lucara, disse no comunicado. De salientar que a Lucara está em competição aberta com a Gem Diamonds, que tem uma mina no Lesotho, para ver quem ganha o ‘campeonato’ da maior gema alguma vez descoberta. Até ao momento, a Gem Diamonds estava na frente, depois de ter recuperado uma gema com 603 quilates no Lesotho.
De salientar que a Lucara também disse ter encontrado outros dois grandes diamantes brancos. O primeiro pesa 813 quilates antes de limpeza, o que significa que é provável que esteja entre os 10 maiores já encontrados. A segunda é 374 quilates.
Relativamente à qualidade do diamante encontrado, Edward Sterck, um analista londrino da BMO Capital Markets referiu que “é quase impossível estimar um valor para uma pedra tão extraordinária dado que uma avaliação é altamente dependente da cor, claridade e características de corte e polimento””.
Em Julho, a Lucara vendeu uma pedra de 341,9 quilates por mais de 18 milhões de euros – o que resulta numa média de 56 mil euros por quilate. Mas a conversão directa em relação ao novo achado não se pode fazer: o seu valor vai depender do tamanho e qualidade das pedras polidas que podem ser cortados a partir dela. Tudo isto pode, aliás, levar muitos anos a concretizar.


Os joalheiros Graff Diamonds são os ‘normais’ compradores destas pedras gigantes. A última aquisição custou-lhes mais de 10 milhões de euros: a Lesotho Promise, assim se chamava a pedra, foi cortada em 26 diamantes incluindo um em forma de pêra com 76,4 quilates. Como comparativo, recorde-se que o Cullinan foi cortado à mão em nove grandes gemas e 96 pedras menores.


Fonte: Jornal Do Ouro

Quando Minas Gerais dominou o mercado mundial de ouro

Quando Minas Gerais dominou o mercado mundial de ouro






Os espanhois trouxeram de volta da América Latina  330 toneladas de metais prciosos por todo o século XVI. A prata representou 97% das suas importações de metais preciosos e o ouro só 3%. Na realidade foram os Portugueses que extrairam a maior parte do ouro. Mais de 1200 toneladas de ouro foram extraídos das minas de Minas Gerais/ Brasil entre 1700 e 1820, representando 80% da produção mundial. A mina de ouro de Passagem é a mais antiga. Apesar de uma primeira descoberta do ouro de 1693 conflitos violentos tornam necessário esperar por 1720 para conseguir 9 tonelada de ouro por ano. Anteriormente, a produção de Minas Gerais não excedia 2 ou 3 toneladas de ouro por ano.

A área dependia da Capitania de São Vicente. A Câmara de São Paulo emitiu em 07 de abril de 1700 uma petição exigindo a anexação. Em 1707, dois líderes paulistas foram linchados. Em 1708, o confronto armado foi retomado. Manuel Nunes Viana foi banido do distrito de Rio das Velhas, mas  controlando dois dos três centros de mineração, acabou declarado governador. O rei de Portugal criou as fundições reais. Todo o ouro extraído era para ser derretido, removendo do peso total  20% (1 quinto) correspondente ao imposto. Ouro Preto, chamado Vila Rica, foi fundada em 08 de julho de 1711 em várias colinas de encostas  íngremes, na sequência da descoberta de ouro nos rios. Desde 1750, ele já tem mais habitantes do que o Rio de Janeiro ou Nova York, 80.000 pessoas em 1760 contra 40.000 hoje. Sua riqueza lhe permitiu construir uma infinidade de igrejas barocas, decoradas pelo arquiteto e escultor Aleijadinho. Mariana foi fundada no mesmo ano, dois séculos antes de Belo Horizonte, capital regional. A produção de ouro atingiu um máximo de 14,5 toneladas de ouro por ano entre 1740 e 1760, graças ao afluxo de mineiros e técnicas modernas para cavar fundo como as bombas Thomas Newcomen. Mas o ouro fácil começa a esgotar-se: a produção de ouro cai para 10-11 toneladas por ano entre 1760 e 1780. entre 1800 e 1820 ainda é cerca de 3 toneladas por ano



Fonte: Jornal do Ouro

Transformação de grafite em diamante




A transformação da grafite em diamante é feita submetendo-a à pressão e temperaturas muito altas, como as encontradas nas camadas mais internas da Terra.


Tanto a grafite quanto o diamante são constituídos apenas de átomos de carbono
Tanto a grafite quanto o diamante são constituídos apenas de átomos de carbono

No caso da grafite, eles formam placas de hexágonos que ficam atraídas umas às outras no espaço:A grafite e o diamante são duas formas alotrópicas naturais do carbono, ou seja, ambos são formados por macromoléculas constituídas de átomos de carbono, com a única diferença na forma geométrica em que esses átomos estão ligados entre si.

Estrutura da grafite
Já no diamante, cada átomo de carbono é ligado a outros quatro átomos de carbono, formando tetraedros:
Estrutura do diamante
A forma alotrópica mais estável é a grafita, porque para se formar seu arranjo cristalino, precisa-se de menos energia. Já o diamante só é formado em camadas bem profundas da Terra, que, por causa de movimentos geológicos, são expelidos para a crosta terrestre e com o tempo tendem a se transformar em grafite. Porém, essa reação demora muito tempo.
Assim, é possível transformar grafite em diamante. Mas quanto de energia é necessário para isso?

Cgrafite → Cdiamante ΔH = ?
Bem, a Lei de Hess, estudada na Termoquímica, ajuda-nos a fazer esse cálculo. Essa lei nos diz que o valor da variação de entalpia (ΔH) de uma reação, isto é, da energia recebida ou perdida, é igual seja qual for o caminho em que ela se processe, depende somente do estado inicial e final. Isso ignifica que a energia usada na reação acima, será a mesma se forem utilizadas outras etapas, mas que resultem em grafite ser transformado em diamante.
Faremos isso então, usaremos duas reações que envolvem a grafite e o diamante, com ΔH conhecidos, para, em seguida, montarmos uma reação de duas etapas. Consideremos então as entalpias de combustão do grafite e do diamante:

  1. C(grafite) + O2(g) → CO2(g)                    ∆H = -394 kJ
  2. C(diamante) + O2(g) → CO2(g)                    ∆H = -396 kJ
Com base em uma relação apropriada dessas equações, encontramos o ΔH da transformação do grafite em diamante. Veja:
C(grafite) + O2(g) → CO2(g)∆H = -394 kJ
CO2(g)               → C(diamante) + O2(g)          ∆H = +396 kJ
            Cgrafite                → Cdiamante                                   ΔH = + 2 kJ
Veja que são necessários 2 kJ para transformar a grafite em diamante, que é a mesma energia necessária para vaporizar 1 g de água.
No entanto, não pense que esse é um processo fácil. É preciso empregar pressão e temperatura muito elevadas, em torno de 105 atm e 2000 ºC, isto é, condições semelhantes às que existem em camadas mais internas da Terra. Desse modo, o carbono precisa ser praticamente vaporizado e, por isso, o processo é difícil.
Depois que o diamante é feito, volta-se para a pressão e temperatura normais ao nível do mar, mas conforme dito, o diamante não retorna a grafite porque essa reação leva milhões de anos para ocorrer.
Os diamantes sintéticos fabricados dessa forma são muito utilizados em pontas de brocas, mas também são usados em joias.

Fonte: CPRM

Conheça as 10 pedras preciosas mais valiosas do mundo







As pedras preciosas desempenharam um papel fundamental na história humana. Usadas como tesouro por reis e rainhas ao longo dos tempos, como amuletos místicos ou simplesmente como joias, as gemas sempre fascinaram as pessoas e por isso carregam em si grandes valores.
Existem uma grande variedade de pedras preciosas no mundo, e seu valor varia por diversos fatores, como tamanho, qualidade, raridade, demanda no mercado e até mesmo pela sua história.
Conheça agora as 10 das pedras preciosas mais valiosas conhecidas pela humanidade.

10. Virgin Rainbow Opal - Opala

Virgin rainbow opala
Valor: Avaliado em 1 milhão do dólares (3,2 milhões de reais)
Descoberto na Austrália em 2003, esse opala incrivelmente raro é capaz de brilhar no escuro. Ele exibe um arco-íris de cores que o torna verdadeiramente único, e por isso, extremamente valioso.

9. Hope Spinel - Espinela


Espinela
Foto: Bonhams

Valor: 1,4 milhão de dólares (4,5 milhões de reais)
Com 50.13 quilates, o Hope Spinel é uma joia de cor rara que estabeleceu um recorde mundial em 2015, quando foi vendido por 1,47 milhão de dólares. Essa pedra faz parte da Coleção Hope assim como o famoso diamante Hope, um diamante azul de 45,5 quilates, e acredita-se que ela tenha vindo do Tajiquistão.

8. Esmeralda Rockefeller - Esmeralda

Rockefeller esmeralda
Valor: 5,5 milhões de dólares (17,9 milhões de reais)
Vendida por 5,5 milhões de dólares, esta esmeralda de 18,04 quilates é atualmente a esmeralda mais cara por quilate. Inicialmente, John D. Rockefeller comprou essa esmeralda colombiana, ainda não tratada, para sua esposa na década de 1930. Em junho de 2017, Harry Winston comprou a joia verde.

7. Moussaieff - Diamante vermelho

Moussaieff
Valor: Aproximadamente 8 milhões de dólares (26 milhões de reais)
Com 5.11 quilates, o Moussaieff é o maior diamante vermelho classificado pelo GIA (Instituto Gemológico da América). Os diamantes vermelhos são notoriamente raros, e alguns gemólogos alegam que existam apenas cerca de 20 ou mais diamantes vermelhos "verdadeiros" já descobertos.
O Moussaieff foi originalmente cortado de uma pedra bruta de 13,9 quilates, encontrada no Brasil, e foi vendido por cerca de 8 milhões de dólares no início dos anos 2000.

6. Graff Vivid Yellow - Diamante amarelo


Graff Vivid
Foto: Andrew Cowie

Valor: 16.3 milhões de dólares (53,1 milhões de reais)
Esse grande diamante amarelo de cerca de 100 quilates foi vendido por mais de 16 milhões de dólares em 2014. Com essa venda, o Graff Vivid Yellow marcou um novo recorde mundial de diamante amarelo mais caro vendido em leilão.
Essa pedra preciosa foi originalmente cortada de um diamante bruto de 190 quilates, em Nova York.

5. Blue Belle da Asia - Safira


Blue belle
Créditos: Denis Balibouse / Reuters

Valor: 17,3 milhões de dólares (56,3 milhões de reais)
Com 392,52 quilates, a safira Blue Belle da Asia foi vendida por 17,3 milhões de dólares em Genebra, em 2014. Essa joia, que foi descoberta no Sri Lanka em 1926, atualmente é a safira mais cara do mundo.

4. Sunrise Ruby - Rubi


Sunrise Ruby
Foto: Justin Tallis

Valor: 30,42 milhões de dólares (99,1 milhões de reais)
Pesando 25.59 quilates, o rubi birmanês Sunrise Ruby estabeleceu um novo recorde mundial em 2015, quando foi vendido por 30,42 milhões de dólares. O rubi mais caro do mundo é uma criação da Cartier e é conhecido pela seu tom de vermelho “pigeon blood”, ou sangue de pombo.

3. Orange - Diamante laranja


Orange
Foto: Fabrice Coffrini

Valor: 35,5 milhões de dólares (115.6 milhões de reais)
Acredita-se que esse é o maior e mais caro diamante laranja do mundo, com 14.82 quilates. Esse diamante laranja em forma de pera foi vendido por mais de 30 milhões de dólares em 2013.
Diamantes puramente laranjas como o Orange são extremamente raros, pois a maioria dos diamantes laranjas também exibem uma cor secundária.

2. Oppenheimer - Diamante azul

Oppenheimer
Valor: 57,5 milhões de dólares (187.3 milhões de reais)
Com 14.62 quilates, o Oppenheimer é o maior diamante azul já vendido em leilão. Este diamante com corte de esmeralda foi nomeado em homenagem ao seu proprietário anterior, Philip Oppenheimer, cuja família controlou a lendária empresa DeBeers.

1. Pink Star - Diamante rosa

Pink Star
Valor: 71,2 milhões de dólares (231.9 milhões de reais)
Este diamante rosa de 59,60 quilates foi vendido em 2017 por 71,2 milhões de dólares em Hong Kong. Minerado na África do Sul em 1999, esta pedra é o maior diamante rosa já registrado.
O Pink Star estabeleceu um novo recorde para um diamante vendido em leilão e é a pedra preciosa mais cara já vendida no mundo.

Fonte: Hipercultura