terça-feira, 25 de agosto de 2020
Diamante encontrado na África pode valer até R$ 100 milhões
Um dos maiores diamantes do mundo foi descoberto recentemente na África pela empresa Gem Diamonds Ltd., durante escavação de sua mina Letseng, localizada no Lesoto. De acordo com especialistas, a jóia de 442 quilates pode chegar à custar até US $18 milhões, em média R$100.753.976,00.
Por meio de um comunicado oficial publicado na última sexta-feira (21), o CEO da mineradora especializada em pedras preciosas, Clifford Elphick, comentou: “A conquista deste notável diamante, uma das maiores gemas de diamante do mundo a ser recuperado este ano, é mais uma confirmação do calibre da mina Letseng e sua capacidade de produzir consistentemente diamantes grandes e de alta qualidade". O executivo ainda completou: “Uma parte dos rendimentos da venda deste diamante será usada para financiar um projeto comunitário especial, conforme acordado com nosso parceiro, o governo do Lesoto”.
Lesoto é um país sem litoral no sul da África, cercado pela África do Sul. Tem uma população de pouco mais de 2 milhões e é um país independente desde 1966, depois de se libertar da Grã-Bretanha.
Assim como informou a Bloomberg, primeiro veiculo à publicar a noticia, embora a indústria de diamantes tenha sofrido com a pandemia de COVID-19, a demanda por pedras preciosas maiores é mais estável por conta de sua raridade.
Em 2018, a Gem Diamonds encontrou um diamante de 910 quilates conhecido como a “Lenda do Lesoto” na mina Letseng, que acabou sendo vendido por US$ 40 milhões (R$224.217.760,00). *Vogue
Fonte: Bloomberg
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
Serra Pelada: história e fotos do maior garimpo a céu aberto do mundo
Serra Pelada foi uma grande mina de ouro localizada no estado do Pará, no Brasil, que durante seu auge foi considerada não apenas a maior mina de ouro ao ar livre do mundo, mas também a mais violenta.
Como tudo começou: da esperança à exploração

Em 1979, uma criança estava nadando nas margens de um rio local quando encontrou uma pepita de ouro de 6 gramas. A notícia se espalhou rapidamente e no final dessa mesma semana se iniciou uma corrida pelo ouro.
Durante o início da década de 1980, dezenas de milhares de garimpeiros foram em direção à Serra Pelada, na esperança de ganhar dinheiro com a descoberta e construir um futuro melhor para si mesmos. No entanto, eles se encontraram em um verdadeiro poço sem fundo, de onde muitos nunca voltaram.
Pequenas pepitas foram rapidamente descobertas, com a maior pesando quase 6,8 quilos, mas a situação para os trabalhadores não era nada fácil.

Primeiramente, a única maneira de chegar ao local de garimpo era de avião ou a pé. Os mineiros costumavam pagar preços exorbitantes para que os táxis os levassem da cidade mais próxima até o final de um caminho de terra. A partir daí, eles caminhavam a distância restante, cerca de 15 quilômetros, para chegar até o local.
Além disso, durante o pico da corrida do ouro, a mina era conhecida por terríveis condições e violência, enquanto a cidade que crescia ao lado era notória tanto pelos assassinatos como pela prostituição.
Como funcionava o garimpo de ouro na Serra Pelada
Cada minerador recebia uma área de 2m quadrados para escavar. Então, eles tinham que cavar seus barrancos, enchendo sacos de cerca de 40 quilos com terra e lama. Em seguida, carregavam os sacos pesados até 400 metros de escadas de madeira e cordas (conhecidas como adeus-mamãe) para o topo da mina, onde o ouro era peneirado.

Como eles estavam limitados pelas fronteiras de seus barrancos, a única opção era cavar cada vez mais profundamente. O problema era que, quanto mais profundos fossem seus barrancos, mais perigosos eles se tornavam, pois as barragens entre os vizinhos ficavam mais frágeis e frequentemente caíam nos garimpeiros, enterrando-os junto com o ouro.

Os trabalhadores recebiam em média 20 centavos por cavar e transportar cada saco de terra, com um bônus se fosse descoberto ouro em algum deles.
A intervenção militar
Durante o seu pico, a mina de Serra Pelada empregou cerca de 100.000 cavadores ou garimpeiros em condições terríveis, onde a violência, a morte e a prostituição foram desenfreadas.

Três meses após a descoberta do ouro, os militares brasileiros assumiram as operações para impedir a exploração dos trabalhadores e os conflitos entre garimpeiros e proprietários.
A partir desse momento, os garimpeiros só poderiam vender o minério extraído para o governo. Ao lado dos barrancos, havia um guichê da Caixa Econômica Federal, onde o ouro era pesado e o pagamento feito em dinheiro. Porém, a Caixa decidia os preços, pagando cerca de 60% a menos que o valor real.
Oficialmente, cerca de 45 toneladas de ouro foram identificadas na Serra Pelada, mas estima-se que até 90% de todo o ouro encontrado no local foi contrabandeado.

O governo militar também passou a proibir mulheres e álcool na mina, fazendo com que a cidade vizinha se tornasse uma cidade de "lojas e prostitutas". Milhares de meninas menores de idade se prostituíram por migalhas de ouro, enquanto cerca de 60 a 80 assassinatos ocorriam na cidade todos os meses.
O fim do garimpo e o futuro da serra pelada
A mineração na Serra Pelada teve que ser abandonada quando o poço se inundou, impedindo uma maior exploração. Apesar de uma série de esforços inúteis, a mina permaneceu fechada desde então, restando no local apenas um lago altamente poluído. Porém, levantamentos geológicos estimam que ainda poderia haver 20 a 50 toneladas de ouro enterrado sob o lago.
Em 1992, o governo brasileiro declarou Serra Pelada como uma reserva histórica nacional, encerrando qualquer possibilidade de análise legal do solo. Porém, em 2002, o Congresso brasileiro anulou essa decisão e deu aos mineiros o título do poço original e da área ao redor.
Em 2012, depois de permanecer praticamente intocada pelos últimos 20 anos, uma empresa cooperativa brasileira recebeu uma licença de exploração, retomando as esperanças de encontrar o ouro que ainda resta escondido na Serra Pelada.
Em 2012, depois de permanecer praticamente intocada pelos últimos 20 anos, uma empresa cooperativa brasileira recebeu uma licença de exploração, retomando as esperanças de encontrar o ouro que ainda resta escondido na Serra Pelada.
Fonte: HIPERCULTURA
Bastou um único diamante
Os
impressionantes 1.111 quilates e o tamanho de uma bola de ténis de um diamante
encontrado pela Lucara Diamond Corp. no Botswana e cuja descoberta foi
anunciada ontem lançaram as acções da empresa para uma subida estratosférica. O
título encerrou ontem com uma valorização de 30%, adicionando 185 milhões de
euros à capitalização bolsista da empresa originária de Vancouver.
Além de ser o maior encontrado nos últimos 100 anos, este é o
segundo maior diamante de sempre, apenas atrás do diamante Cullinan de 3.106
quilates, descoberto em 1905, e que integra as jóias da coroa britânica. As
características particulares deste diamante tornam difícil, segundo os
especialistas, atribuir-lhe um valor. Mas mais do que isto, sinalizam a
relevância da mina onde foi encontrado, facto visto como positivo para a Lucara
Diamond Corp.
“A recuperação de uma gema desta qualidade, acima dos mil
quilates, indica que a mina em Karowe é mesmo importante”, disse William Lamb,
CEO da Lucara, disse no comunicado. De salientar que a Lucara está em
competição aberta com a Gem Diamonds, que tem uma mina no Lesotho, para ver
quem ganha o ‘campeonato’ da maior gema alguma vez descoberta. Até ao momento,
a Gem Diamonds estava na frente, depois de ter recuperado uma gema com 603
quilates no Lesotho.
De salientar que a Lucara também disse ter encontrado outros dois
grandes diamantes brancos. O primeiro pesa 813 quilates antes de limpeza, o que
significa que é provável que esteja entre os 10 maiores já encontrados. A
segunda é 374 quilates.
Relativamente à qualidade do diamante encontrado, Edward Sterck,
um analista londrino da BMO Capital Markets referiu que “é quase impossível
estimar um valor para uma pedra tão extraordinária dado que uma avaliação é altamente
dependente da cor, claridade e características de corte e polimento””.
Em Julho, a Lucara vendeu uma pedra de 341,9 quilates por mais de
18 milhões de euros – o que resulta numa média de 56 mil euros por quilate. Mas
a conversão directa em relação ao novo achado não se pode fazer: o seu valor
vai depender do tamanho e qualidade das pedras polidas que podem ser cortados a
partir dela. Tudo isto pode, aliás, levar muitos anos a concretizar.
Os joalheiros Graff Diamonds são os ‘normais’ compradores destas
pedras gigantes. A última aquisição custou-lhes mais de 10 milhões de euros: a
Lesotho Promise, assim se chamava a pedra, foi cortada em 26 diamantes
incluindo um em forma de pêra com 76,4 quilates. Como comparativo, recorde-se
que o Cullinan foi cortado à mão em nove grandes gemas e 96 pedras menores.
Fonte: Jornal Do Ouro
Quando Minas Gerais dominou o mercado mundial de ouro
Quando Minas Gerais dominou o mercado mundial de ouro
Os
espanhois trouxeram de volta da América Latina
330 toneladas de metais prciosos por todo o século XVI. A prata representou 97% das
suas importações de metais preciosos e o ouro só 3%. Na realidade foram os Portugueses que extrairam a
maior parte do ouro. Mais de 1200 toneladas de ouro foram extraídos das minas
de Minas Gerais/ Brasil entre 1700 e 1820, representando 80% da produção
mundial. A mina de ouro de Passagem é a mais antiga. Apesar de uma primeira
descoberta do ouro de 1693 conflitos violentos tornam necessário esperar por
1720 para conseguir 9 tonelada de ouro por ano. Anteriormente, a produção de
Minas Gerais não excedia 2 ou 3 toneladas de ouro por ano.
A
área dependia da Capitania de São Vicente. A Câmara de São Paulo emitiu em 07
de abril de 1700 uma petição exigindo a anexação. Em 1707, dois líderes
paulistas foram linchados. Em 1708, o confronto armado foi retomado. Manuel
Nunes Viana foi banido do distrito de Rio das Velhas, mas controlando dois dos três centros de mineração, acabou declarado governador. O rei de Portugal criou as fundições reais. Todo o
ouro extraído era para ser derretido, removendo do peso total 20% (1 quinto) correspondente ao imposto. Ouro
Preto, chamado Vila Rica, foi fundada em 08 de julho de 1711 em várias colinas de
encostas íngremes, na sequência da
descoberta de ouro nos rios. Desde 1750, ele já tem mais habitantes do que o
Rio de Janeiro ou Nova York, 80.000 pessoas em 1760 contra 40.000 hoje. Sua
riqueza lhe permitiu construir uma infinidade de igrejas barocas, decoradas
pelo arquiteto e escultor Aleijadinho. Mariana foi fundada no mesmo ano, dois
séculos antes de Belo Horizonte, capital regional. A produção de ouro atingiu
um máximo de 14,5 toneladas de ouro por ano entre 1740 e 1760, graças ao afluxo
de mineiros e técnicas modernas para cavar fundo como as bombas Thomas
Newcomen. Mas o ouro fácil começa a esgotar-se: a produção de ouro cai para
10-11 toneladas por ano entre 1760 e 1780. entre 1800 e 1820 ainda é cerca de 3
toneladas por ano
Fonte: Jornal do Ouro
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