segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Argyle Pink Jubilee – o maior diamante rosa já achado na Austrália

 


The Argyle Pink Jubilee

JÓIA RARA

A Cachaça da Happy Hour

Esta pedra octaédrica é tão magnífica mesmo em estado bruto que, na minha modesta opinião, nem precisaria ser lapidada para ficar ainda mais linda. Até porque vai perder quase metade do seu peso original durante o processo de corte e lapidação.

Enfim, a gema de 12,76 quilates é oficialmente o maior diamante rosa já encontrado na Austrália, pelo grupo de mineração Rio Tinto, na mina de Argyle. A espetacular pedrona recebeu o pomposo nome de The Argyle Pink Jubilee.

Quando já estiver cortado e polido, o diamante passará pela avaliação de especialistas e será divulgado no mundo todo antes de ser vendido com outros diamantes rosas da Argyle, ainda neste ano. Imagina só a disputa que haverá entre os podres de ricos.

“Este raro diamante está gerando uma excitação inacreditável”, declarou Josephine Johnson, responsável pelos diamantes rosas da Argyle.

“Um diamante deste calibre é sem precedentes. Foram necessários 25 anos de trabalho na Argyle para encontrar esta pedra, e talvez nunca mais vejamos uma igual”, acrescentou.

Com um tom rosa pálido, o Argyle Pink Jubilee tem uma cor semelhante ao The Williamson Pink (encontrado na Tanzânia), o diamante que a rainha Isabel II recebeu como prenda de casamento e que foi depois transformado como jóia para a sua coroação.


Fonte: Seleções

Diamante bruto com uma granada vermelha no seu interior

 




Pedra preciosa dentro da outra

PEDRA REVELA A VIOLÊNCIA DA FORMAÇÃO DA TERRA

Tamanho e pureza costumam ser documento no mundo dos diamantes, e da gemologia em geral, mas não no caso desta pedra bruta em forma de octaedro ou duas pirâmides grudadas uma na outra.

Por apresentar a inclusão  de uma granada vermelha-sangue, muitas vezes confundida com um rubi, ele se transformou num dos diamantes mais famosos do mundo, apesar de seu tamanho de apenas 2mm.

E por que uma pedrinha minúscula assim, encontrada na Sibéria, é tão celebrada? É porque, do ponto de vista geológico, revela a violência da formação do nosso planeta há cerca de 3 bilhões de anos.

Neste caso específico, a mancha vermelha exibe uma quantidade significativa de nitrogênio que pode revelar a quantidade e informações químicas sobre o ambiente em que o manto terrestre foi formado.

Pedra preciosa dentro da outra


Fonte: Terra

Diamantes raros vão a leilão


TUDO SOBRE PEDRAS PRECIOSAS

 










Pedras preciosas

Pedras preciosas são minerais valorizados pela raridade e por qualidades físicas como a beleza e a dureza. Depois de receber tratamento adequado - lapidação, polimento - a pedra preciosa é usada na confecção de jóias e objetos de arte. Chama-se gemologia o estudo físico, químico e genético das pedras preciosas, bem como de outras substâncias não-minerais usadas com o mesmo fim, como pérolas, âmbar, coral e marfim. Diversas propriedades são consideradas na avaliação da beleza e valor das gemas, entre as quais se destacam a iridescência, ou reflexão das cores do arco-íris em suas facetas; a opalescência, ou reflexo nacarado característico das opalas; e o asterismo, ou efeito estrelado da luz refletida por alguns brilhantes.

Entre os mais de dois mil minerais conhecidos, cerca de cem encontram uso em joalheria e menos de vinte são considerados preciosos ou semipreciosos. Alguns deles, como o berilo e o coríndon, dão origem a mais de um tipo de gema.


Histórico - O uso das pedras preciosas teve início no Oriente, onde antigos povos usavam-nas como símbolo de riqueza e poder. Os romanos, ao estabelecer contato com esses povos pelo comércio ou pela guerra, adquiriram o gosto pelas jóias, que passaram a ser usadas pela classe dominante. Entre os germânicos, que viviam ao norte do Império Romano, havia o costume de sagrar rei um homem possuidor de grandes riquezas. Uma das obrigações do monarca era recompensar os serviços de seus súditos com ouro e jóias. À luz da pesquisa científica, as pedras preciosas passaram a ser objeto de pesquisa e foram classificadas em centenas de tipos.


Classificação das pedras preciosas - Embora sejam mais de uma centena, as variedades mais importantes de gemas usadas em joalheria, divididas em grupos, segundo sua composição, são: (1) berilos, em cuja composição entram proporções variáveis de alumínio e berílio, cristalizam no sistema hexagonal, dos quais os mais conhecidos são a água-marinha, de cor azul; a esmeralda, de cor verde; e o crisoberilo, conhecido como olho-de-gato devido à capacidade de mudar de cor, do verde a um vermelho intenso, sob a luz incandescente; (2) coríndons, óxidos de alumínio de forma hexagonal, transparentes, entre os quais os mais conhecidos são o rubi e a safira; (3) diamante, produto da cristalização, em condições especiais, de moléculas de carbono puro, que varia do incolor ao amarelado, possui a dureza máxima na escala de Mohs e apresenta grande transparência; (4) feldspatos, silicato de elementos alcalinos, dos quais o mais comum é a amazonita, de opacidade e dureza médias e com cores que variam do amarelo-esverdeado ao azul-esverdeado; (5) granadas, silicatos de ferro, alumínio, cálcio ou magnésio, podem ser verdes, como a esmeralda ucraniana, ou vermelhas; (6) jades, entre os quais se destacam o lápis-lazúli, de cor azul intensa, a olivina verde e o jade imperial, opaco ou transparente; (7) quartzo, ou sílica natural, que pode ter diversas cores, como a ametista, as turmalinas, os topázios e o ônix; e (8) gemas orgânicas, produtos da ação de animais ou vegetais, como as pérolas, corais e âmbar. Embora não sejam pedras preciosas, são a elas associadas pela beleza e pelo uso similar.


Pedras sintéticas As pedras obtidas artificialmente têm em sua composição os mesmos elementos químicos encontrados nas pedras naturais. Possuem as mesmas propriedades físicas e químicas. São produzidas sinteticamente, com grande perfeição, rubis, safiras e outras variedades coloridas dos minerais da família do coríndon, espinélios de todas as cores, esmeraldas, diamantes, rutílios (titânia sintética) e quartzo incolor.

A fabulita é um titanato de estrôncio produzido pela primeira vez em 1952. Por seu índice de refração, superior ao do diamante, e pela grande dureza, é usada em substituição ao brilhante. Outro produto sintético de dureza próxima à do diamante é o borazon, ou nitreto de boro.


Técnicas de polimento e tratamento Normalmente, as pedras preciosas encontradas na natureza não estão prontas para a comercialização. Devem ser antes submetidas a um processo de embelezamento que inclui a retirada das impurezas e o aperfeiçoamento dos contornos que não apresentam cristalização perfeita. Todos esses processos são muito antigos, com exceção das técnicas de lapidação do diamante que, devido à extrema dureza dessa pedra, só foram aperfeiçoadas no século XV.

A lapidação e o polimento das pedras preciosas são feitos por meio de três processos diferentes usados de acordo com sua dureza. O tratamento com areia abrasiva e água no interior de um cilindro giratório é usado em pedras de dureza média como a ágata, opala e ônix. O resultado é um excelente polimento, porém as formas são irregulares. A técnica Idar-Oberstein, que consiste no uso de pequenos tornos polidores, se emprega tradicionalmente nessa cidade alemã para o polimento de pedras de grande ou média dureza. Um terceiro processo, muito utilizado para pedras de grande dureza, é o que consiste de corte com serra e posterior polimento com areia, pó de diamante e outros abrasivos.

De grande importância é o corte, que contribui para destacar o brilho e a beleza das pedras. Para isso usa-se um instrumento de grande velocidade dotado de brocas de diamante, contra as quais se pressiona a pedra até conseguir a forma, tamanho, simetria e profundidade desejados. Durante o tratamento das jóias, podem ser acentuadas determinadas cores e tonalidades mediante aquecimento sob condições controladas, exposição da pedra aos raios X ou aplicação de pigmentos nas células básicas dos cristais.


Imitações As imitações de pedras preciosas são feitas com várias substâncias, às vezes produtos não cristalinos. As imitações mais comuns são feitas de vidro, vidros espelhados, plásticos e imitações de pérolas. Os vidros usados para imitar pedras preciosas compõem-se de óxido de silício, álcalis, chumbo, cálcio, boro, tálio, alumínio ou óxidos de bário. Essas imitações são facilmente reconhecidas pelo brilho vítreo nas superfícies de fraturas, pelo calor ao tato, pelo arredondamento das arestas inferiores da pedra, decorrente da fusão do material, pela pequena dispersão e pelo comportamento de uma gota d'água em sua superfície. Às vezes podem também ser observadas bolhas esféricas na estrutura e faixas coloridas, curvas ou irregulares. Os plásticos são usados para imitar âmbar, marfim e gemas de materiais opacos.

Outro tipo de imitação são as pedras duplas, triplas ou espelhadas. As pedras duplas se fazem por união de duas peças com uma cola incolor. Em duplas feitas de granada e vidro, este é fundido à granada. As triplas são confeccionadas por meio da colagem de duas pedras com um cimento que dá coloração à pedra. As pedras espelhadas são obtidas com a colocação de um espelho na base da pedra, para produzir os efeitos de cintilação de uma jóia verdadeira.


Valor - Em geral, são considerados preciosos somente o diamante, rubi, safira e esmeralda, por reunirem as propriedades físicas de cor, brilho, dispersão e dureza. Algumas pedras são valiosas em função de uma só dessas propriedades, como a cor, no caso das turmalinas. A raridade da gema também influi no valor. Esse fato faz com que algumas pedras, classificadas como semipreciosas, possam alcançar preços superiores aos de algumas pedras preciosas. É o caso da jadeíta, forma rara do jade, mais valiosa que o rubi-estrela, de baixa qualidade. As pedras preciosas e semipreciosas têm sua produção quase toda canalizada para a joalheria, mas certos tipos especiais, ou as que apresentam imperfeições, são usadas em relojoaria e na indústria de abrasivos e de instrumentos elétricos e eletrônicos.


Procedência Os diamantes podem ser encontrados em depósitos primários, em rochas ultrabásicas como o kimberlito. Desse tipo são as jazidas da África do SulCongoTanzâniaRepública Democrática do Congo (Zaire)ÍndiaEstados Unidos e Rússia. Também aparecem sob a forma de depósitos aluviais no BrasilGuiana,Venezuela, África do Sul, Angola e Costa do Marfim.

Certos tipos de rubis e safiras são encontrados em Myanmar. A esmeralda é proveniente da ColômbiaSri Lanka, Índia, Áustria, África do Sul e Rússia. O Brasil, assim como Madagascar e os Estados Unidos, tem grandes jazidas de pegmatitos que produzem gemas de boa qualidade como a água-marinha, considerada a pedra típica do Brasil, o topázio e a turmalina. As principais zonas produtoras brasileiras ficam no nordeste de Minas Gerais, sudeste da Bahia e norte, centro e sul do Rio Grande do Sul.





Fonte: CPRM

domingo, 11 de outubro de 2020

Saiba quais são as pedras preciosas mais valiosas do mundo

 









Saiba quais são as pedras preciosas mais valiosas do mundo

Não é preciso pesquisar muito para saber que as pedras preciosas sempre foram objetos de luxo bastante cobiçados e caros. Muitas vezes adoradas por supostamente possuírem poderes misteriosos e sendo usadas em jóias e acessórios, essas preciosidades agregam valores que só tendem a aumentar no mercado, tornando-as investimentos incrivelmente valiosos para o futuro.
Cada uma das pedras preciosas existentes apresenta certas propriedades únicas que a torna valiosa à sua maneira. Mas o fato é que algumas delas são extremamente raras, podendo ser encontradas apenas em locais bastante específicos. Como resultado, elas também tendem a ser super caras.
Se você já se perguntou quais são as pedras preciosas mais caras atualmente no mercado, aqui está uma lista, classificada em ordem crescente, com seus preços por quilate. Você vai ver que o preço a se pagar para ostentar essas pedras pode ser bem mais alto do que muita gente imagina. Confira!

7. Musgravite (US $ 35 mil por quilate)

Essa gema de alto valor foi originalmente descoberta na região de Musgrave, na Austrália, em meados de 1967. O preço alto da musgravite está intimamente ligado à sua raridade. Para se ter uma ideia, até o ano de 2005, apenas oito dessas gemas haviam sido extraídas, tornando-a uma das pedras preciosas mais raras do mundo.
A sua cor varia de um tom acinzentado para um roxo claro e se parece muito com outra pedra, a taaffeite. De fato, ambas apresentam semelhanças tão grandes que a única maneira de diferenciá-las é através de um processo chamado “espectroscopia Raman”. Elas também são algumas das pedras mais duras encontradas no nosso planeta.

6. Alexandrita (US $ 70 mil por quilate)

Esta pedra preciosa é um caso especial. Todas as outras gemas mencionados nesta lista são conhecidas por suas cores distintas, mas o que mais chama a atenção nesta pedra é que ela é um verdadeiro camaleão, no sentido de poder mudar de cor. É por causa dessa habilidade que essa pedra virou alvo de uma brincadeira que diz que ela é uma esmeralda de dia e um rubi de noite.
Esta pedra foi descoberta pela primeira vez em 1830 nas cordilheiras dos montes Urais, na Rússia. No entanto, ela também pode ser encontrada na África Oriental, no Sri Lanka e até mesmo no Brasil, embora seja excepcionalmente rara.

5. Esmeralda (US $ 350 mil por quilate)

As esmeraldas são bastante populares e podem ser encontradas em quatro continentes diferentes. Então, por que elas são tão caras? Bem, isso ocorre porque a maioria das esmeraldas prontamente disponíveis no mercado contém algumas imperfeições. Como resultado, as poucas pedras raras que são completamente livres de falhas são vendidas a preços bastante altos.
A famosa Esmeralda Rockefeller, por exemplo, foi leiloada pela Christie’s, uma das empresas de arte mais importantes do mundo, por US $ 5,5 milhões. Originalmente usada por J.D. Rockefeller para presentear sua esposa, ela foi vendida pela família anos mais tarde.

4. Ruby (US $ 1,18 milhão por quilate)

Os rubis são algumas das pedras preciosas mais conhecidas e estão disponíveis em várias cores, variando desde o rosa ao vermelho escuro. De fato, os povos antigos eram atraídos por essas cores vivas e acreditavam que a pedra representava o sangue, o que lhe conferia propriedades místicas.
Embora a sociedade ocidental atual não compartilhe mais essa crença, parece que a pedra ainda tem o seu próprio mundo encantado. Um rubi em particular chamado “Sunrise Ruby”, em homenagem a um poema de Rumi, arrecadou mais de US $ 30 milhões em um leilão em Genebra. Esse rubi birmanês super raro tinha 26 quilates, fazendo com que o preço por quilate ultrapassasse a marca de um milhão de dólares.

3. Diamante rosa (US $ 1,19 milhão por quilate)

O diamante rosa é apenas um pouco mais caro que o rubi. No entanto, quando se trata do mundo dos diamantes, o rosa é ainda mais raro. Outro fato curioso com relação a essa pedra preciosa é fato de que, assim como os diamantes mais comuns, o diamante rosa também pode ser internamente perfeito ou não.
No entanto, existe apenas um diamante rosa que foi considerado completamente impecável. Ele é comumente chamado de “Pink Star” e foi vendido por mais de US $ 70 milhões em um leilão realizado em Hong Kong. Ah, a propósito, Pink Diamond também é o nome de um diamante antropomórfico no desenho do Steven Universe!

2. Jadeíta (US $ 3 milhões por quilate)

A Jadeíta, como o seu próprio nome já sugere, é uma das pedras preciosas da família Jade. Disponível em várias tonalidades diferentes, ela pode ser encontrada com detalhes nas cores vermelha e preta, mas são as jadeítas verdes as que são mais conhecidas. Em termos mais técnicos, é o tom especial de verde esmeralda semitransparente o principal detalhe que atrai a atenção da maioria dos entusiastas de pedras preciosas.
Conhecida como “jade imperial”, esta pedra preciosa era o centro de grande destaque na cultura chinesa. Para se ter uma ideia, um colar que continha 27 pedras de jadeíta foi vendido à empresa francesa de artigos de luxo Cartier por incríveis US $ 27,44 milhões, um valor que por si só já mostra o quão rara, apreciada e valiosa é a jadeíta.

1. Diamante azul (US $ 3,9 milhões por quilate)

Um diamante azul tem todas as propriedades dos outros diamantes, embora seja azul, como o seu próprio nome já diz. No entanto, sua raridade transforma esse tipo de diamante em um dos mais procurados em leilões de jóias. Na verdade, os diamantes azuis são tão raros que eles já chegaram a traçar sua própria história e folclore.
Por exemplo, há o famoso “Diamante Hope” que supostamente é amaldiçoado. Além desse, existe também o famoso “Heart of Eternity”, que foi encontrado na África do Sul. Por último, mas não menos importante, há o Oppenheimer Blue Diamond, que faturou a incrível cifra de US $ 58 milhões em um leilão, consequentemente detendo o recorde de ser o diamante mais caro já vendido na história!





Fonte: Portal do Geólogo