terça-feira, 13 de outubro de 2020

PF combate garimpo de diamantes em terra indígena e diz haver índios Suruís envolvidos no crime

 



da Redação

PF combate garimpo de diamantes em terra indígena e diz haver índios Suruís envolvidos no crime
Uma operação para combater a extração ilegal de diamantes na terra indígena 7 de Setembro, área localizada na divisa entre os estado de Rondônia e Mato Grosso, foi realizada na última semana. A informação foi divulgada pela Polícia Federal (PF) no fim na noite desta quinta-feira que destacou haver participação de índios no garimpo ilegal.

Segundo a PF, a operação foi realizada por policiais federais da Delegacia de Ji-Paraná em conjunto com analistas ambientais do Ibama de Cuiabá, policiais militares da Polícia Ambiental de Ji-Paraná e militares do 54º Batalhão de Infantaria de Selva de Humaitá. O comboio partiu do município de Cacoal e para terra indígena pela Aldeia Betel, da etnia Suruí.

O garimpo ilegal é uma das atividades que mais prejudicam o meio-ambiente, causando a destruição de toda a vegetação em grandes áreas, destaca a PF. Os garimpeiros usam máquinas escavadeiras pesadas, conhecidas como PCs, para fazer buracos profundos e movimentar grandes volumes de terra. Após essa movimentação, são utilizados motores e bombas para levar a lama até as “resumidoras”, onde a terra e água são separadas das pedras preciosas encontradas.

As máquinas e materiais de maiores portes usados na prática criminosa pelos garimpeiros encontrados durante a operação foram destruídos no próprio local, pois não seria possível transportá-los com os recursos disponíveis, alegou a PF
.
PF combate garimpo de diamantes em terra indígena e diz haver índios Suruís envolvidos no crime
Foram destruídas uma máquina PC, três motores com bombas d’água, uma resumidora de grande porte, uma carreta, canos e outros materiais e equipamentos usados pelos garimpeiros.
Responsável pela operação, o delegado de Polícia Federal Everton Manso, disse que o prejuízo causado aos infratores com a destruição dos equipamentos é de aproximadamente R$ 1 milhão. Além dos equipamentos inutilizados, foram apreendidos documentos e instrumentos usados pelos garimpeiros, como balanças de precisão e lupas.

Ainda conforme a PF, as investigações, tanto da polícia quanto do Ibama, indicam que há participação de indígenas da etnia Suruí na prática dos crimes, além de pessoas não índias que atuariam no financiamento do garimpo e como operadores das máquinas pesadas.

Segundo o delegado, será instaurado um inquérito policial para identificar os autores do ilícito para dar continuidade às investigações. Foram praticados os crimes de integrar organização criminosa, usurpação de bens da União, degradação de floresta em terras
públicas e extração de recursos minerais sem autorização do órgão competente, cujas penas somadas podem chegar a 18 anos de prisão.

Participaram da operação, 12 policiais federais, dois analistas do Ibama, nove policiais ambientais e 57 militares do Exército. O Exército foi o responsável pela logística da operação e foram utilizados um trator e oito veículos do Exército no transporte de pessoas e equipamentos, sendo cinco caminhões para transporte de tropas, uma viatura ambulância, uma viatura marruá e um caminhão prancha para transporte do trator.
DIAMANTES 

PF combate garimpo de diamantes em terra indígena e diz haver índios Suruís envolvidos no crime
PF combate garimpo de diamantes em terra indígena e diz haver índios Suruís envolvidos no crime

Fonte: Rondoniagora

ALGUMAS PEDRAS PRECIOSAS

 




                                                                          Kunzita
Uma das gemas mais apreciadas, embora seja menos tradicional e muito rara.
A kunzita destaca-se por sua bela cor rosada,às vezes lilás ou violeta-clara.
É transparente, forma cristais prismáticos longos,de brilho vítreo,com uma clivagem perfeita,o que dificulta sua lapidação, pois é sensível á pressão, partindo-se com muita facilidade.
Sua cor pode enfraquecer se  a gema for exposta de modo prolongado ao sol.
Ela tem esse nome em homenagem ao gemólogo  G.F.Kunz.


                                                                      Marcassita

marcassita foi uma pedra muito requisitada no século 18 como substituta do diamante e durante o período art déco e art nouveau do início do século 20, quando se tornou muito popular.
Com a super valorização e elitização de pedras preciosas como rubis, esmeraldas, pérolas e diamantes, a marcassita foi um pouco deixada de lado, esquecida. Hoje em dia poucas pessoas usam joias com esse material. O que é uma pena, pois a marcassita é um mineral natural de brilho metálico muito bonito.
O nome vem da palavra árabe markashita da qual não se sabe bem o significado. Antigamente este era também o nome dado à Pirita (mineral com composição química semelhante).



Esmeraldas


A esmeralda oferece uma ampla variedade de qualidades e preços, permitindo opções ilimitadas na criação de joias. A combinação de cor, transparência e inclusões quase sempre visíveis imprime uma personalidade única a cada esmeralda lapidada. 


As Esmeraldas Colombianas são as mais caras do mercado,por conta de serem quase sempre sem mitas inclusões.




Água Marinha

A água-marinha é uma gema cristalina que ocorre geralmente em tons pastéis; logo, quanto mais escura, mais rara e valiosa. É a mais tradicional das pedras preciosas brasileiras, sendo muito procurada internacionalmente. Águas-marinhas de grandes dimensões fazem parte de coleções de joias especiais.


São rara águas escuras,e normalmente não tem inclusões visíveis



Turmalinas

A turmalina ocorre numa ampla gama de matizes, cada variedade é batizada por sua cor principal. As mais importantes são: rubelita – a vermelha;





    
Indicolita – a azul;






Verdelita ou simplesmente turmalina – quando a cor verde prevalece;

 

 


Rubilita-vermelha;





Turmalina Melancia




O Brasil é o maior produtor desta gema bela e popular. As turmalinas são muito apreciadas pelos designers, que desenvolvem sua criatividade através de seu amplo espectro de cores.

Turmalina Paraíba



Há cerca de 600 milhões de anos, um acontecimento geológico único criou a mais espetacular variedade de gema do grupo das turmalinas - a turmalina "Paraíba". A turmalina Paraíba foi encontrada pela primeira vez no Brasil, no final dos anos 80, depois na Nigéria, em 2000 e mais tarde em Moçambique, em 2004.

A descoberta da turmalina Paraíba, após ser observada pela primeira vez pelo olho humano, cria um forte impacto emocional, em virtude de seu azul vívido e brilhante.

É amor à primeira vista: a gema tem um brilho interior só seu, um esplendoroso azul neon que toca o coração. É pura emoção! As turmalinas são encontradas em muitas cores, incluindo a azul (indicolita), mas, em virtude da presença de pequenos traços de cobre e manganês, uma nova cor azul ou azul esverdeada foi descoberta, uma cor brilhante e única, nunca vista antes, o que tornou possível estabelecer-se uma nova variedade de turmalina, denominada turmalina "Paraíba".

A turmalina Paraíba cativou desde o início o mundo das pedras preciosas, por sua beleza e cores eletrizantes. Elas tornaram-se populares quase que instantaneamente, e hoje estão entre as mais procuradas e valiosas gemas do mundo. As expectativas apontam sempre para preços mais altos, visto que a demanda cresce em passos mais largos que a oferta. Valores de cinco dígitos por quilate não são incomuns para gemas azul neon de boa qualidade e para as azuis esverdeadas de mais de 5 quilates.




Diamantes


Incomparável por sua capacidade de concentrar e transmitir luz, o diamante lidera o mundo das gemas como símbolo do amor e da eternidade. Produzido em muitas regiões do mundo, inclusive no Brasil, está presente em quase todas as joias de qualidade, como pedra principal ou como complemento para gemas de cor.


De incolor a matizes de amarelo-claro, em uma escala de D a Z. Cores fantasia ("Fancy Colors") são outra categoria, que inclui amarelos mais intensos, marrom, rosa, azul, negros e muitas combinações destas cores.

A pureza é determinada em uma escala de dez categorias.



Ametista

A mais antiga das pedras preciosas usada pelo homem, com registros datando de mais de 25.000 anos. A lapidação correta de um bom cristal de ametista pode prover uma gema violeta de grande beleza. Bela e de preço acessível, a ametista está entre as pedras preciosas mais populares.


As muito claras ou muito escuras são menos valiosas. A de cor púrpura intensa é a de melhor qualidade. Sem inclusões visíveis, mas às vezes pode-se perceber a irregularidade típica da distribuição de cor. Uma lapidação correta é essencial para a distribuição da cor
 






Fonte:amsterdamsauer.com.br

ALEXANDRITA { METAMORFOSE }

 ALEXANDRITA { METAMORFOSE }

Muitas vezes descrito pelos aficionados por pedras como "esmeralda de dia, rubi à noite", alexandrita é a variedade do mineral crisoberilo que muda de cor e isso faz a gema muito rara.
Originalmente descoberto na Rússia na década de 1830, agora é encontrado no Sri Lanka, África Oriental, e no Brasil, uma pedra extremamente rara e valiosa.

                              A pedra ainda bruta e já percebemos a mudança de cor.

Agora ela polida, e em tons de verde e vermelho.

Mas ela também tem variações de azul.

Assista a esse vídeo e veja a mudança de cor:


                                 

Fonte: GIA

OPALA NOBRE DE PEDRO II- PIAUÍ COM 8,41 QUILATES


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Bastou um único diamante

 






Os impressionantes 1.111 quilates e o tamanho de uma bola de ténis de um diamante encontrado pela Lucara Diamond Corp. no Botswana e cuja descoberta foi anunciada ontem lançaram as acções da empresa para uma subida estratosférica. O título encerrou ontem com uma valorização de 30%, adicionando 185 milhões de euros à capitalização bolsista da empresa originária de Vancouver.
Além de ser o maior encontrado nos últimos 100 anos, este é o segundo maior diamante de sempre, apenas atrás do diamante Cullinan de 3.106 quilates, descoberto em 1905, e que integra as jóias da coroa britânica. As características particulares deste diamante tornam difícil, segundo os especialistas, atribuir-lhe um valor. Mas mais do que isto, sinalizam a relevância da mina onde foi encontrado, facto visto como positivo para a Lucara Diamond Corp.
“A recuperação de uma gema desta qualidade, acima dos mil quilates, indica que a mina em Karowe é mesmo importante”, disse William Lamb, CEO da Lucara, disse no comunicado. De salientar que a Lucara está em competição aberta com a Gem Diamonds, que tem uma mina no Lesotho, para ver quem ganha o ‘campeonato’ da maior gema alguma vez descoberta. Até ao momento, a Gem Diamonds estava na frente, depois de ter recuperado uma gema com 603 quilates no Lesotho.
De salientar que a Lucara também disse ter encontrado outros dois grandes diamantes brancos. O primeiro pesa 813 quilates antes de limpeza, o que significa que é provável que esteja entre os 10 maiores já encontrados. A segunda é 374 quilates.
Relativamente à qualidade do diamante encontrado, Edward Sterck, um analista londrino da BMO Capital Markets referiu que “é quase impossível estimar um valor para uma pedra tão extraordinária dado que uma avaliação é altamente dependente da cor, claridade e características de corte e polimento””.
Em Julho, a Lucara vendeu uma pedra de 341,9 quilates por mais de 18 milhões de euros – o que resulta numa média de 56 mil euros por quilate. Mas a conversão directa em relação ao novo achado não se pode fazer: o seu valor vai depender do tamanho e qualidade das pedras polidas que podem ser cortados a partir dela. Tudo isto pode, aliás, levar muitos anos a concretizar.

Fonte: Jornal do Ouro