segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

A razão pela qual gostamos tanto de comer chocolate

 


Criança comendo chocolateDireito de imagem1905HKN
Image captionPaixão por chocolate pode estar relacionada ao leite materno
Por que gostamos tanto de chocolate?
A resposta pode parecer simples - porque tem um "gosto bom". Mas vai além disso. Tem a ver com uma determinada relação entre gorduras e carboidratos, a que somos apresentados logo no início de nossas vidas.
Os amantes de chocolate dificilmente abrem um tablete e conseguem se contentar em comer apenas um quadradinho - acabam devorando a barra inteira. E isso também acontece com outros alimentos.
Mas o que faz com que a gente ache algumas comidas irresistíveis? E que características o chocolate compartilha com outros alimentos que simplesmente não conseguimos dizer "não"?

'Limonada e fruta do conde'

O chocolate é feito a partir de grãos de cacau, cultivados e consumidos nas Américas há milhares de anos.
Os Maias e Astecas criaram uma bebida de cacau chamada xocolatl, que significa "água amarga". Isso porque, in natura, os grãos de cacau são bastante amargos.
Para chegar ao grão, primeiro você precisa tirar a casca grossa do cacau, liberando uma polpa de sabor tropical intenso - com gosto entre a limonada e a fruta do conde. Conhecida como baba de cacau, é doce, ácida e muito pegajosa.
Os grãos e a polpa são colocados para fermentar durante vários dias, antes de serem secos e torrados.
Ao serem torrados, liberam uma variedade de compostos químicos, incluindo o ácido 3-metil-butanoico, que por si só tem um odor rançoso, e o dimetil trissulfeto, com cheiro de repolho cozido em excesso.
A combinação dessas e outras moléculas de aroma cria uma assinatura química única que os nossos cérebros adoram.
Mulher comendo chocolateDireito de imagemISTOCK
Image captionAdição de açúcar e gordura levou o cacau a se tornar irresistível
Mas os cheiros e as memórias felizes da juventude que esses odores provocam são apenas parte da atração do chocolate.
O chocolate contém uma série de substâncias químicas psicoativas interessantes, que incluem a anandamida, um neurotransmissor cujo nome vem do sânscrito - "ananda", que significa "alegria, felicidade, prazer". As anandamidas estimulam o cérebro da mesma forma que a cannabis.
Ele também contém tiramina e feniletilamina, ambas com efeitos semelhantes às anfetaminas.
Além disso, você vai encontrar pequenos vestígios de teobromina e cafeína, conhecidos estimulantes.
Por algum tempo, alguns cientistas de alimentos ficaram entusiasmados com a descoberta. Mas, embora o chocolate contenha essas substâncias, sabemos agora que são apenas alguns traços.

Açúcares mais gorduras

Então, o que mais o chocolate tem?
Ele também tem uma viscosidade cremosa. Quando você tira da embalagem e coloca um pedaço na boca sem morder, você vai notar que ele rapidamente derrete na língua, deixando uma sensação prolongada de suavidade.
Receptores em nossas línguas detectam essa mudança de textura, que, então, estimula os sentimentos de prazer.
Mas o que realmente levou o cacau - uma bebida amarga e aquosa - a se transformar no doce que adoramos hoje, foi a adição de açúcar e gordura.
O acréscimo da quantidade certa de cada um desses elementos é crucial para a apreciação do chocolate. Observe uma embalagem de chocolate ao leite e você vai perceber que ele normalmente contém cerca de 20-25% de gordura e 40-50% de açúcar.
Mãe alimentando bebêDireito de imagemTHINKSTOCK
Image captionLeite materno é composto por 4% de gorduras e 8% de açúcares
Na natureza, tais níveis elevados de açúcar e gordura são raramente encontrados - pelo menos juntos.
Você pode obter açúcares naturais de frutas e raízes, e há muita gordura em nozes ou no salmão, por exemplo. Mas um dos poucos lugares onde você vai encontrar ambos é no leite.
O leite materno humano é particularmente rico em açúcares naturais, principalmente lactose. É composto por cerca de 4% de gorduras e 8% de açúcares. O leite em pó, que também é usado na alimentação de bebês, contém uma proporção semelhante de gorduras em relação a açúcares.
Essa proporção, 1g de gordura para 2g de açúcar, é a mesma relação que você encontra no chocolate ao leite. E em biscoitos, donuts, no sorvete...Na verdade, essa proporção em particular está presente em muitos alimentos a que não resistimos.
Então, por que você ama chocolate?
Por uma série de razões. Mas também pode ser porque esteja tentando resgatar o gosto e a sensação de proximidade que temos em relação ao primeiro alimento que já experimentamos: o leite materno humano.

Fonte: BBC

Minerais

 

O termo mineralogia deriva da palavra latina MINERA, de provável origem céltica, (mina, jazida de minério, filão), que forma o adjetivo do latim mineralis, “relativo às minas” e o substantivo do latim minerale (produto das minas), que deu origem ao adjetivo e substantivo português mineral, acrescido do sufixo grego logía (ciência, tratado, estudo). Portanto:

 

“Mineralogia é o estudo dos minerais em todos os seus aspectos (químicos, físicos, de formação/origem, ocorrência e seus usos/aplicações). ”

 

A definição de mineral possui algumas controvérsias:

  1. para alguns é toda substância homogênea, sólida ou líquida, de origem inorgânica e que surge, naturalmente, na crosta terrestre, normalmente com composição química definida e, que se formada em condições favoráveis, terá estrutura atômica ordenada condicionando sua forma cristalina e suas propriedades físicas;
  2. para outros, trata-se de substância com estrutura interna ordenada (cristais), de composição química definida, origem inorgânica e que ocorre naturalmente na crosta terrestre ou em outros corpos celestes.

Logo, mineral é considerado:

i) um sólido homogêneo (quanto as suas propriedades físicas e químicas) ou que exibe variações sistemáticas restritas

Segundo o primeiro item, os minerais, na grande maioria são substâncias sólidas; portanto são excluídos desta definição os gases e líquidos, com exceção do mercúrio nativo (Hg). De acordo com alguns autores, a água no estado líquido e/ou vapor não é considerada um mineral, entretanto a água no estado sólido, o gelo, formado em altitudes elevadas e/ou em geleiras constitui um mineral.

ii) de composição química definida (composições variáveis dentro de certos limites);

Em relação ao segundo item, os minerais de mesma espécie sempre têm a mesma composição, podendo ser constituídos por um elemento ou um composto químico. São representados por seus símbolos químicos, como por exemplo, o carbono – C, o ouro nativo – Au, etc., ou por sua fórmula química, como por exemplo, a galena – PbS, o quartzo – SiO2, etc. A composição de muitos minerais varia dentro de certos limites e/ou intervalos, isto é, não possuem composição fixa a exemplo da olivina, a qual apresenta variações desde um silicato puro de Mg2SiO4 (forsterita) até silicato puro de Fe2SiO(faialita).

iii) com estrutura cristalina (estrutura reticular = ordem atômica tridimensional dos seus átomos, denominado de estrutura do cristal);

De acordo com o terceiro item, os minerais têm suas moléculas e átomos dispostos sistematicamente e organizados tridimensionalmente em agrupamentos geométricos, que às vezes, sob condições favoráveis, se manifestam exteriormente constituindo sólidos geométricos, ou seja, formam cristais – este é o critério do estado cristalino.

iv) de origem inorgânica;

Segundo o quarto item são excluídos da definição de mineral todas as substâncias de ocorrência natural e que são produzidas por plantas e animais. Conforme este critério, o carbonato de cálcio, resultante da precipitação química, depositado no fundo dos oceanos, é considerado um mineral (especificamente o mineral calcita – CaCO3), mas o carbonato de cálcio presente nas conchas calcárias de moluscos (calcita biogênica) não é considerado um mineral. De acordo com essa definição, o carvão, o petróleo, o âmbar, a pérola produzida por um animal, “pedras” formadas nos rins e vesículas dos animais, embora sejam de origem natural, também não podem ser considerados um mineral. Entretanto para alguns mineralogistas, a procedência orgânica não é um obstáculo à atribuição de mineral para o âmbar (resina fóssil – 78% C, 10% H e 11% O) e a melita (sal de ácido orgânico – Al2[C6(COO)6].16H2O), mas é exigido que os caracteres externos tenham desaparecido, como a estrutura e forma orgânica, reveladores de origem de tal natureza. Apoiados nisto, não são admitidos como minerais: as petrificações fósseis, apesar de sua matéria ser de natureza mineral; e os combustíveis fósseis (hulha, petróleo) – são misturas pertencentes ao grupo das rochas sedimentares.

v) de ocorrência natural na crosta terrestre.

Conforme o quinto item, os minerais devem ser resultado de processos formativos naturais, excluindose todas as substâncias fabricadas pelo homem. Como exemplos podemos citar o cimento, vidro, minerais sintéticos e/ou cristais (ex: rubi sintético – Al2O3, esmeralda sintética – Be3(Cr,Al)2(Si2O18), etc., que, embora apresentem composição química igual a substâncias e/ou compostos encontrados na natureza, não são considerados minerais.

 

Conheça alguns minerais 

 

SERRA PELADA: A ORIGEM DA CHAGA ABERTA NO CORAÇÃO DA FLORESTA

 

Um pequeno agricultor que passava por dificuldades financeiras teve o bom senso de encaminhar uma amostra daquelas pedrinhas bonitas para a cidade de Marabá, no sudoeste do Pará


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Garimpo de Serra Pelada / Crédito: Sebastião Salgado

O Brasil sempre foi ambiente favorável à proliferação da febre do ouro, ou seja, a migração súbita e em massa de trabalhadores para áreas onde se fez alguma descoberta espetacular de jazidas. Sua imensa extensão continental, com domínios muito diferenciados uns dos outros, sempre proporcionou ao país reservas imensas de riquezas naturais, tanto na superfície como no subsolo.

Tudo teve início com a chegada dos portugueses e atingiu seu auge entre fins do século 17 e a primeira metade do século 18. Após esse período, as autoridades acreditavam que não haveria nenhuma grande jazida de ouro no país.

Contudo, em 16 de dezembro de 1979, na região Norte do país, após um dia de trabalho pesado no campo, um vaqueiro chamado Sebastião Ferreira estava tomando banho no córrego Grota Rica, quando notou umas pedrinhas bonitas nas proximidades de uns pés de bananeira.

Seu patrão, Genésio Ferreira da Silva, um pequeno agricultor que passava por dificuldades financeiras e que pretendia vender sua propriedade, não possuía conhecimentos técnicos em geologia, mas teve o bom senso de encaminhar uma amostra daquelas pedrinhas bonitas para a cidade de Marabá, no sudoeste do Pará. Feitas as averiguações, para seu deslumbramento, ficou constatado que aquilo era ouro.

Genésio não perdeu tempo. Montou um acampamento de garimpo o qual designou de Grota Rica e colocou três equipes de garimpeiros que se revezavam, noite e dia, na extração. Mas isso foi apenas o começo.

Em janeiro de 1980, um comprador de ouro espalhou a notícia da nova lavra em Marabá. Naquela mesma semana, chegaram ao local, cerca de mil garimpeiros. Em fevereiro do mesmo ano, o acampamento contava com 25 mil homens e, todo dia, chegava mais gente à procura de trabalho.

Logo, o acampamento virou vila e como aquela região, em meio à floresta Amazônica, era formada praticamente por vegetação de cerrado, passaram a chamar a colina, onde estava situado o acampamento do seu Genésio, de Serra Pelada, designação que, por fusão de significados, logo viria a nomear a vila e o distrito do município de Curionópolis.

A quantidade de ouro encontrada na colina foi maior e o trabalho de extração de ouro era contínuo. O incansável formigueiro humano era movido pelo desejo de homens que vinham de miserável condição de vida e pobreza, e que sonhavam ficar ricos repentinamente.

O grande fluxo de pessoas não passou despercebido pelos olhos das autoridades governamentais. Em 21 de maio de 1980, uma comitiva do governo do presidente João Batista Figueiredo chegou à Serra Pelada com a missão de agir, em caráter sigiloso, no trato com os garimpeiros. Visavam, obviamente, a desocupação das terras, mas logo constataram ser impossível demover aquele imenso contingente de garimpeiros de seus interesses.

E isso foi apenas o começo da história do maior garimpo a céu aberto do mundo que, em seu ápice, contaria com 80 mil garimpeiros.



Fonte: AH/UOL



domingo, 21 de fevereiro de 2021

QUARTZO COM MARCAS DE RAIO

 


Quartzo com marca de raios… o que será isso??

Essa excepcional curiosidade científica e esotérica tem sido muito estudada recentemente, tanto em pesquisas acadêmicas como por pessoas reputadas no meio esotérico como “altamente sensitivas”.
Peço desde já perdão aos puristas, pois a linguagem que usaremos será totalmente voltada à compreensão do conceito por parte de pessoas leigas.
Quartzos com marcas de raio são cristais de quartzo que apresentam fraturas em forma de “rastros” em sua superfície, como ilustra a foto abaixo, e que resultam do choque gerado pelo impacto de um raio na rocha onde o quartzo se formou (notem que o impacto do raio foi no solo, não no cristal em si).
Tais fraturas apresentam-se com características muito peculiares que evidenciam que foram criadas “de dentro para fora” (foto abaixo), ou seja, não resultam de qualquer agressão feita ao quartzo de forma intencional.

Dados científicos
Como se sabe, o quartzo possui propriedades piezoelétricas, ou seja, sofre contrações e distensões em seu volume quando submetido a variação de voltagem em seus extremos, sendo por isso utilizado em larga escala na fabricação de relógios.
Foi comprovado através da pesquisa abaixo que tal contração/expansão sob o efeito de uma descarga de altíssima voltagem produz nos quartzos o mencionado rastro.
A explicação científica vem de um estudo feito pelo professor Joachim Karfunkel, da UFMG, em parceria com vários colegas de universidades no exterior, como a de Viena, Áustria, Ilmenau, na Alemanha, e do United States Geolocical Survey de Denver, Estados Unidos, entre outros.
O estudo teve por meta constatar a veracidade da história contada pelos garimpeiros da região da Serra do Espinhaço a respeito dos cristais de quartzo por lá encontrados e que apresentavam os tais “rastros”, sendo chamados por eles de “pedra de raio”.
O estudo incluiu desde análises de campo, avaliando dados na superfície das áreas de lavra aonde as “pedras de raio” foram encontradas, onde havia sinais de descargas elétricas sobre o solo, até testes em laboratório, feitos na Universidade de Viena, onde cristais intactos de quartzo da mesma região foram submetidos a descargas elétricas de características semelhantes às de um raio, e que efetivamente produziram nos cristais a mesma marca encontrada nas “pedras de raio”, comprovando assim a interessante tese.
Características esotéricas
Como consta no livro “Love is in the Earth”, da nossa querida Melody, o quartzo com marcas de raio faz parte do grupo conhecido como “Grand Formations”, aqueles a serem utilizados durante as grandes mudanças na Terra. Auxilia a superação de choques e traumas, canalizando a energia da luz na direção desejada, trazendo também a energia do amor com a intensidade de um relâmpago. Facilita espíritos inquietos a fazerem a transição entre os planos físico e espiritual de forma menos traumática. Trabalha no a tendência à inércia que muitas vezes fazem com que o indivíduo aceite a opressão, trazendo força e coragem para mudanças.







Fonte: CPRM

ESCALA DE MOHS, OU A DUREZA DAS PEDRAS


         ESCALA DE MOHS, OU A DUREZA DAS PEDRAS


     Escala de dureza de Mohs

A Escala de Mohs quantifica a dureza dos minerais, isto é, mede a resistência ao risco que um mineral tem em relação a outro mineral, ou a outro material.

Esta escala foi criada em 1812 pelo mineralogista alemão Friedrich Mohs.

Utilizando 10 minerais de diferentes durezas existentes na crosta terrestre, ele atribuiu valores de 1 a 10, conforme tabela.



Fonte: Gemas Do Brasil