quarta-feira, 28 de julho de 2021

Ação da Weg dispara após lucro bilionário no 2º tri

 

2 horas atrás (28.07.2021 11:21)
Ação da Weg dispara após lucro bilionário no 2º tri© Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - As ações da Weg (SA:WEGE3) disparavam nesta quarta-feira, após a companhia mais do que dobrar o lucro no segundo trimestre, apoiado tanto na demanda doméstica como na aceleração da atividade industrial nos principais países que atua, além de efeito de crédito fiscal.

O lucro líquido somou 1,13 bilhão de reais no período de abril a junho, contra 514 milhões de reais um ano antes, de acordo com dados divulgados pela companhia nesta quarta-feira, com a margem líquida subindo a 19,7%, de 12,7%.

No segundo trimestre, houve a contabilização de créditos referentes à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e Cofins, com o lucro líquido sendo positivamente impactado por 282,8 milhões de reais.

Por volta de 10:40, os papéis subiam 6,34%, a 36,57 reais, maior alta do Ibovespa, que avançava 0,76%. Na máxima até o momento, as ações chegaram a 36,61 reais, maior patamar intradia desde o final de abril.

"Outro trimestre impressionante", afirmaram analistas do BTG Pactual (SA:BPAC11), em relatório a clientes, citando que os números superaram suas estimativas.

A receita operacional líquida cresceu 41,4% na comparação anual, para 5,75 bilhões de reais, com alta de 60,7% no mercado interno e de 28,9% no externo. Em dólar, a receita no mercado externo subiu 31,5%.

No Brasil, a Weg disse que observou solidez na demanda após a consistente recuperação nos últimos trimestres, com destaque para o crescimento dos negócios de ciclo curto, nas áreas de Motores Comerciais e Appliance, Equipamentos Eletroeletrônicos Industrias e em especial o negócio de geração solar distribuída.

"A manutenção dos negócios de ciclo longo... também contribuiu de forma importante para este resultado, com destaque para o retorno da receita de projetos de geração eólica."

No exterior, a companhia registrou crescimentos relevantes de receita nos principais mercados de atuação, com destaque para os segmentos de mineração, óleo & gás e água & saneamento.

"Além dos negócios de Equipamentos Eletroeletrônicos Industrias, destacamos também o bom desempenho das áreas de Motores Comerciais e Appliance e Transmissão e Distribuição de Energia (T&D), com crescimento de vendas e aumento da participação em mercados importantes."

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou 1,39 bilhão de reais, salto de 90,2% ano a ano, com a margem Ebitda passando a 24,2%, de 18% no segundo trimestre do ano passado.

O custo dos produtos vendidos cresceu 41,3%, para 4 bilhões de reais, enquanto as despesas de Vendas, Gerais e Administrativas (VG&A) subiram 26,8%, para 637 milhões de reais.

No segundo trimestre, a Weg investiu 168,3 milhões de reais em modernização e expansão de capacidade produtiva, máquinas e equipamentos e licenças de uso de softwares, sendo 52% em unidades no Brasil e 48% em instalações no exterior.

"Olhando para o futuro, continuamos a ver os produtos de ciclo longo como mais resilientes", afirmou a equipe do BTG Pactual. Os analistas afirmaram ainda que os produtos de ciclo curto continuam na tendência de recuperação observada nos últimos trimestres graças à recuperação da economia global.

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Fonte: Reuters

terça-feira, 27 de julho de 2021

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Em 4 anos, Bolsa dobra de valor e chega perto da marca de 4 milhões de clientes

 

Ações21 horas atrás (26.07.2021 15:17)
Em 4 anos, Bolsa dobra de valor e chega perto da marca de 4 milhões de clientes© Reuters Em 4 anos, Bolsa dobra de valor e chega perto da marca de 4 milhões de clientes

Nunca se falou tanto de Bolsa de Valores no Brasil. Com o juro real (que desconta a inflação) próximo de zero, investir em ações virou papo de mesa de bar. Pode parecer que sempre foi assim, mas a verdade é que o movimento é bem recente. Foi só há quatro anos que surgiu a B3 (SA:B3SA3) - fruto da fusão das antigas BM&F Bovespa e Cetip. Desde então, o valor de mercado do negócio mais do que dobrou, passando de R$ 40 bilhões para R$ 100 bilhões, enquanto o total de investidores se multiplicou por seis, chegando perto de 4 milhões.

O impulso para a alta do número de investidores foi conjuntural, já que as aplicações de renda fixa ficaram menos atrativas com a queda dos juros. Tanto é assim que, antes do boom atual, a Bolsa tentou várias formas de promover o mercado acionário. De tendas nas praias paulistas e em sindicatos a uma campanha publicitária com Pelé, nada parecia adiantar em um cenário em que o investidor podia ganhar mais de 10% ao ano sem correr risco.

Com a queda dos juros, vieram as plataformas de investimento em Bolsa. De repente, o cliente se viu bombardeado de todos os lados: bancos, casas de análises e corretoras. "O que fez diferença foi o crescimento de plataformas e do mercado de assessores, que levam conhecimento às pessoas físicas", afirma o sócio da Eleven Financial, Raphael Figueiredo.

A advogada Bruna Garner, de 27 anos, é uma dessas novas investidoras. Suas primeiras ações foram compradas há cerca de um ano, quando garimpou papéis que caíram muito no início da pandemia, como a Azul (SA:AZUL4), a Gol (SA:GOLL4) e a agência de turismo CVC (SA:CVCB3). "Comecei para ter uma forma de rendimento. Nossos pais pensavam em previdência e imóveis, mas isso já não traz um retorno tão bom como ações", comenta Bruna, que tem 10% de sua carteira em renda variável - o restante segue em renda fixa.

Já o analista de dados Yago Rodrigues, 28 anos, começou a investir um pouco antes do começo da pandemia, testando fundos imobiliários e ETFs, que seguem índices acionários. Hoje, Rodrigues tem 50% de sua carteira em ações, incluindo papéis de uma das queridinhas do mercado, o Magazine Luiza (SA:MGLU3).

O aumento do total de empresas listadas também serviu de incentivo à Bolsa brasileira. Desde o início de 2020, mais de 60 empresas já fizeram ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), número que ainda vai subir até o fim do ano.

Apesar do crescimento acelerado, a B3, que já esteve na quinta posição entre as Bolsas de Valores do mundo, viu sua posição cair por conta do real enfraquecido, já que esse ranking é feito em dólar. O ranking é liderado pelas americanas Nyse e Nasdaq, gigantes com US$ 20 trilhões em capitalização das empresas listadas. Na B3, esse valor é de cerca de US$ 1 trilhão.

Concorrência

Apesar da expansão recente, a B3 ainda navega sozinha no mercado acionário local. A eventual chegada de uma concorrente para a Bolsa brasileira é um assunto recorrente. Nos últimos meses, com rumores de uma nova movimentação para criar uma rival, a B3 perdeu cerca de 28% em valor de mercado. O assunto retornou após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocar o tema em audiência pública, encerrada há poucos meses. Os resultados dessa consulta ainda estão sendo analisados. Especialistas consultados pelo Estadão acreditam que essa competição virá, mas não na forma de uma Bolsa tradicional como a B3, mas na forma de fintechs que vão focar em serviços específicos de negócio, caso da Mark 2 Market, focada em registro de Certificados de Recebíveis do Agronegócios (CRAs). Professor de Direito Econômico da FGV-Direito, Caio Mario Pereira Neto destaca que a própria regulação pode abrir espaço para a competição, como ocorreu no setor bancário, que hoje é puxada pela atuação das fintechs.

Por outro lado, há uma longa lista de potenciais rivais para a B3 que não prosperam. A ATS Brasil chegou a fazer um pedido para a abertura de uma Bolsa à CVM, em 2013, mas a ideia acabou não avançando. Mesmo destino teve o projeto da gestora Claritas, em parceria com a Bats Global Markets, operadora global do setor.


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Fonte: O Estado de S. Paulo.