terça-feira, 26 de outubro de 2021

COOBER PEDY: A CURIOSA CIDADE ONDE AS PESSOAS MORAM NO SUBSOLO

 

Conhecida como a capital mundial da opala, a região abriga segredos que atraem exploradores e turistas do mundo inteiro

VICTÓRIA GEARINI

Chaminés na terra da cidade de Coober Pedy
Chaminés na terra da cidade de Coober Pedy - Divulgação / District Council of Coober Pedy / BBC

Localizada na Austrália, a pequena cidade de Coober Pedy é mundialmente conhecida como a capital da opala — pedra preciosa utilizada pelos reis da antiguidade. Com cerca de 3 mil habitantes, esta região repleta de minas, carrega lendas que atraem exploradores e turistas do mundo inteiro.

Segundo crenças antigas, a opala tinha o poder de deixar as pessoas invisíveis caso a envolvesse em folha de louro fresco e andasse consigo. Ainda hoje essa lenda é conhecida em Coober Pedy. Ao caminhar pela região, é possível se deparar com chaminés que brotam da terra, que na verdade tratam-se de poços de ventilação, chamados de dugouts, feitos para diminuir o calor do deserto.

Igreja subterrânea de Coober Pedy / Crédito: Divulgação / District Council of Coober Pedy / BBC


No entanto, não só as casas em Coober Pedy são subterrâneas, mas também lojas, hotéis, bares e igrejas. Segundo o repórter da BBC, Michael Dulaney, que visitou o local em 2016, o interior dos estabelecimentos são frescos e agradáveis. Entretanto, muitas pessoas são atraídas à região pelo sonho de enriquecer com a opala, cuja gema chega a valer milhares de dólares.




Descobrimento da cidade 

A cidade de Coober Pedy foi descoberto em 1915, por William Hutchison, na época com 14 anos. Na ocasião, o jovem havia viajado para o Sul da Austrália, ao lado de seu pai e de dois sócios, que buscavam por ouro. No entanto, não encontraram o que desejavam, até que no dia 1º de fevereiro, William fez uma descoberta inusitada.

Naquele dia, o garoto desobedeceu as ordens de seu pai e saiu do acampamento para procurar água, mas acabou se perdendo. Ao anoitecer, os adultos ficaram preocupados com o desaparecimento repentino do adolescente. Horas depois, William apareceu sorridente, com os bolsos cheios de opalas. Além disso, o jovem encontrou água doce na região, algo extremamente raro por ali. 

Entrada de Coober Pedy / Crédito: Divulgação / District Council of Coober Pedy / BBC

 

As opalas 

Essas pedras preciosas são resultados de condições especiais de climas e são datadas de mais de 100 milhões de anos atrás. Extremamente raras — as mais comuns são as vulcânicas — as opalas são o resultado de fluidos ácidos que  se dissolveram em areia de sílica rica em quartzo, quando o grande mar da Eromanga começou a secar.

Como esse tipo de opala é difícil de encontrar, elas valem milhares de dólares, o que atrai exploradores para a região, sendo a atividade de mineração a mais recorrente em Coober Pedy.




AH/UOL




domingo, 24 de outubro de 2021

Astrônomos descobrem novos planetas cheios de pedras preciosas

 

  • REDAÇÃO GALILEU
Representação artística de 55 Cancri e (Foto: ESA/Hubble, M. Kornmesser/Wikimedia Commons)

Representação artística de 55 Cancri e (Foto: ESA/Hubble, M. Kornmesser/Wikimedia Comm

Cientistas descobriram um novo tipo de grupo de planeta que é repleto de compostos que geram pedras preciosas, como safiras e rubis. Em parte, eles são terrestres como a Terra e Marte, com uma alta proporção de rochas e metal (ou a combinação de ambos). 

Em pesquisa publicada no periódico Monthly Notices of Royal Astronomical Society, os cientistas explicam que o grupo de planetas tende a orbitar suas estrelas em distâncias muito curtas. Isso significa que, se orbitam no local onde foram formados, sua composição poderia bem diferente: em vez de um núcleo de ferro como o do planeta terrestre, eles são abundantes em cálcio e alumínio. Segundo cientistas, isso pode indicar a presença de rubis e safiras, que são feitos de coríndon, umaforma cristalina de óxido de alumínio. 

Pesquisadores das Universidades de Zurique, na Suíça, e Cambridge, no Reino Unido, identificaram três planetas que podem ser deste tipo. São eles: HD 219134 b, localizado a apenas 21 anos-luz de distância, na constelação de Cassiopeia, com uma órbita de três dias; 55 Cancri a 41 anos-luz de distância, com órbita de 18 horas; e WASP-47 e, localizada a 870 anos-luz de distância, também com uma órbita de 18 horas.

Os planetas são formados por poeira e gás que giram em torno de uma estrela recém-nascida, no fenômeno chamado disco protoplanetário. As forças eletrostáticas começam a ligar partículas de poeira e gás em aglomerados e, gradualmente, se acumulam até terem gravidade suficiente para atrair peças maiores e coletar massa para formar um  planeta.

Mais distante do disco, elementos como silício, ferro e magnésio se condensam. Isso resulta em composições como as de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. De acordo com o estudo, o novo grupo de planetas apresenta temperaturas muito mais altas do que a Terra. 

Planeta HD 219134 b (Foto: NASA, ESA & G. Bacon/Wikimedia Commons)

Planeta HD 219134 b (Foto: NASA, ESA & G. Bacon/Wikimedia Commons)



"Muitos elementos ainda estão na fase gasosa e os blocos de construção planetários têm uma composição completamente diferente", explicou a astrofísica Caroline Dorn, da Universidade de Zurique, em comunicado.

Ela e sua equipe realizaram simulações e descobriram que, como o silício e o magnésio, o alumínio e o cálcio são os componentes abundantes nos planetas recém-descobertos. Além disso, não há praticamente nenhum ferro neles. 

A estrutura interna, as condições atmosféricas e o resfriamento também seriam diferentes. "O que é interessante é que esses objetos são completamente diferentes da maioria dos planetas semelhantes à Terra", falou Dorn.

A densidade, por exemplo, seria 10% a 20% mais baixa que a da Terra. O HD 219134 b está um pouco mais distante, sendo que sua densidade baixa poderia ser o resultado dos oceanos de magma. Os pesquisadores, contudo, não conseguiram confirmar esse dado. "Talvez brilhe de vermelho para azul como rubis e safiras", disse a cientista sobre HD 219134 b.


Fonte: REDAÇÃO GALILEU

Zultanita: preciosidade natural que vem da Turquia

 


Zultanite, naturalmente preciosa

Existem muitas opções na hora de comprar uma pedra ou uma joia com pedras. Deparamo-nos com um conjunto de escolhas incrivelmente diversas quanto a cores, lapidações, países de origem, beleza, estilo e propriedades metafísicas. E a Turquia, como uma ponte entre duas culturas, é uma mistura única entre o Ocidente e o Oriente. Berço de grandes civilizações, incluindo os impérios bizantino e otomano, a Turquia ainda até pouco tempo atrás era um não um país associado às pedras preciosas. 
Relativamente nova no mundo da joalheria, a Zultanita é uma pedra preciosa que tem a incrível habilidade de mudar de cor, o que a torna especialmente atraente para os conhecedores de joias e pedras preciosas.Sua cor pode mudar do verde kiwi com champanhe para  framboesa. É impossível não ficar extasiado com a beleza natural da Zultanita. Esta pedra é uma estrela em ascensão no mundo das joias finas, e está no auge da exclusividade, beleza e raridade devido à sua cor brilhante excepcional. 

Anel com Zultanite de 17.32 quilates, em ouro 18K e Diamantes. Preço estimado US$ 51 mil

Assim como a Tanzanita, a Zultanita só é encontrada em um único lugar no mundo, uma área montanhosa remota da Anatólia, na Turquia. Nomeada por Murat Akgun em honra aos 36 sultões que governaram o império Otomano na Anatólia, no final do século XIII, a Zultanite é um verdadeiro deleite turco.
Algumas pedras preciosas mudam de cor dependendo da iluminação a que são submetidas, como a luz do sol ou a luz artificial de ambientes internos, por exemplo.Surpreendentemente exótica, bela e rara, a Zultanita  tem uma mudança de cor única e verdadeiramente fascinante. 
Entre suas principais características estão a sua delicada saturação de cor, durabilidade e jogo de luz e sua beleza intrigante. A Zultanita exibe uma gama de tons terrosos e, como a famosa Alexandrita, possui a incrível capacidade de alterar sua cor. Mas ao contrário Alexandrita, a Zultanita não se limita a mudar apenas entre duas cores básicas. Incrivelmente, a Zultanita pode apresentar tons verde-cáqui, verde-sálvia, rosa conhaque, champanhe rosado, amarelo canário, champanhe puro e tons da cor de gengibre.Uma Zultanita verde kiwi com flashes amarelo canário à luz do sol transforma-se em champanhe sob luz incandescente. Sob a luz de velas, a  Zultanita revela-se em tons rosa para o framboesa. Uma de suas características mais singulares é que a Zultanita não depende de tons escuros para mudar de cor ou aumentar sua beleza.

Zultanite Olho de Gato

Como se apenas um fenômeno não fosse suficiente, a Zultanita apresenta um outro: o  efeito do cobiçado  Olho de Gato. Este efeito é um relexo que aparece como uma única banda de luz brilhante em toda a superfície da  pedra . Ela é causada pela reflexão de luz de inclusões paralelas. 
Propriedades esotéricas: a Zultanita ajuda no desenvolvimento da energia psíquica, na força astral, ambição, inteligência, desejo e emoções.



Fonte: PURA JOIA

Pau D’ Arco Tocantins garimpo de ametista de alta pureza

 


Pau D’ Arco Tocantins garimpo de ametista de alta pureza




Pau D’ Arco Tocantins - TO Histórico O município de Pau D’arco localiza-se à margem direita do rio Araguaia, na região Noroeste do Tocantins. A origem do município, conta-se, que foi em função do ciclo da borracha, no final do século XIX. A borracha era explorada no sertão do Estado do Pará, e naquela época havia uma árvore, seca, caída à margem esquerda do rio Araguaia. Essa árvore era um Ipê também conhecido na região por Pau d’Arco. O ponto onde tinha a árvore caída era bom de atracar as embarcações que por ali passavam, em direção a Belém do Pará. Além da lenha abundante no local para os navegantes prepararem comidas, havia também muita sombra. Com o passar do tempo, tornou-se costume as embarcações fazerem parada no local, onde logo passou a ser conhecido como principal porto de embarque da borracha. Assim, nasceu o porto de Pau d’Arco. Com o movimento do ciclo da borracha, também surgiram conflitos entre brancos e índios gaiapós, considerados bravos, de uma aldeia chamada Gorotira localizada no Pará. Como o conflito ganhava dimensões cada vez maiores, e com muita morte de ambas partes, o exército enviou ao local o coronel Grizort, para por fim o caos na região. Este foi a primeira pessoa a se estabelecer no local com o seu agrupamento militar, que não demorou em terminar com o conflito. Enquanto isso, na margem direita de rio (então Estado de Goiás), começaram a surgir, no início do século, as primeiras construções de casas das famílias Izídio Cruz, Pedro Soares, família Teixeira, entre outros. Na época foi construída a primeira igreja do povoado, uma pequena casinha na beira do rio Araguaia, denominada Igreja de São Domingos, onde também funcionou a primeira escolinha. Na margem direita, havia também uma aldeia indígena formada por índios Carajás. Estes eram mansos e gostavam de festas e conviviam bem com as pessoas que começaram a formar povoado, que mais tarde em conseqüência do porto, ficou sendo conhecido com o topônimo de Pau d’Arco até a emancipação como município. Com o fim da Era Borracha, passaram a ganhar força na economia do povoado Pau d’Arco, a exploração madeireira, a atividade agropecuária e os movimentos dos caçadores de animais silvestres. Em 1955, a atividade garimpeira de cristal no Gorgulho (Arapoema) e de Ametista (Pará) veio dar um enorme impulso ao desenvolvimento econômico de Pau d’Arco, então distrito do município de Araguacema. A atividade próspera do garimpo de Gorgulho fez irromper um movimento político pela emancipação de Arapoema. E, através da lei 4.800 de 7 de novembro de 1963, governo do Estado de Goiás, criava Arapoema, desmembrando-o do município de Araguacema e , Pau d´Arco ficou pertencente a Arapoema na condição de Povoado. Com a criação do Estado do Tocantins, começou o movimento político pela emancipação de Pau d’Arco, liderado por Valdiná Morais, Manoel Piauí, Zé Romão. No dia 10 de fevereiro de 1991, foi realizado plebiscito, cujo resultado dava condição para sua autonomia política. No dia 20 de fevereiro de 1991, foi publicado no Diário Oficial do Estado do Tocantins a lei 255 que criava o município de PAU d’Arco, desmembrando-o dessa forma do município de Arapoema. A instalação do município ocorreu 1° de janeiro de 1993, tendo tomada posse como primeiro prefeito eleito o senhor José de Freitas.



Fonte: Joiasbr

A ESCALA DE MOHS- A DUREZA DAS PEDRAS PRECIOSAS