sexta-feira, 5 de novembro de 2021
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
NOS EUA, JOVEM UTILIZA AUXÍLIO EMERGENCIAL PARA COMPRAR DIAMANTES
Além das pedras preciosa, a suposta empreendedora é acusada de usar o dinheiro público para fazer compras em marcas de luxo

Durante a pandemia do Coronavírus, uma expressiva crise econômica preocupou donos de pequenos negócios em todo o mundo. Nos Estados Unidos, contudo, uma suposta empresária utilizou fundos de auxílio emergencial para comprar diamantes.
Segundo documentos adquiridos pela CNN, a jovem Jasmine Johnnae Clifton, de 24 anos, pediu ajuda do governo norte-americano no dia 24 de julho de 2020. O problema é que sua loja de roupas online, a Jazzy Jas LLC, deixou de existir em setembro de 2019.
No total, a moradora da Carolina do Norte recebeu um empréstimo de US$ 149 mil do Programa de Empréstimo para Danos Econômicos por Desastres, previsto na Lei Cares, garantido pela Small Business Administration (SBA). Grande parte desse valor, segundo as investigações, teria sido gasto na Louis Vuitton, IKEA e em lojas de diamantes.
Agora, de acordo com o Ministério Público do estado onde mora, Jasmine está sendo acusada de fraude. Caso seja considerada culpada, a jovem pode ser condenada a até 30 anos de prisão por cada acusação, além de arcar com US$ 1,2 milhão em multas.
Fonte: G1
R$210 MILHÕES: MINERADORA ANUNCIA A MAIOR VENDA DE UM DIAMANTE DE SUA HISTÓRIA
Pedra preciosa de 39,3 quilates foi encontrada, em abril, em uma mina da África do Sul

Na última segunda-feira, 12, a Petra Diamonds, mineradora internacional de diamantes, que tem sede no Reino Unido, divulgou que realizou a maior venda da história da companhia. As informações são da Folha de São Paulo.
Conforme noticiado, a pedra preciosa, um diamante azul Tipo llb, de 39,3 quilates, foi ofertado por nada menos que 40 milhões de dólares, o que é equivalente a cerca de 207 milhões de reais. Isso significa que o artefato foi vendido por mais de R$5 milhões por quilate
De acordo com a Petra Diamonds, o diamante azul foi encontrado em abril deste ano, em uma mina na África do Sul. A compra foi feita em conjunto por outras duas mineradoras: a De Beers e a Diacore.
Como explica matéria da Folha, o local onde a pedra preciosa foi encontrada é o mesmo no qual, em 1905, o maior diamante do mundo, conhecido como “Cullinana”, foi garimpado. Ele possui 3.100 quilates.
Fonte: AH/UOL
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
Seis perguntas que todo mundo faz sobre diamantes
Que os diamantes são pedras sempre muito desejadas todos sabem. Mas será que você conhece os fatores que determinam seu brilho intenso e valor único? Raridade, cor, tamanho, peso, lapidação… Cada característica tem uma importância na valorização do diamantes, o que gera muitas curiosidades. Veja a seguir as 6 perguntas mais comuns relacionadas a esta pedra preciosa:
1. Por que um diamante pequeno pode custar mais do que um grande?
Já ouviu falar dos 4 C’s dos diamantes? Para se avaliar um diamante, quatro itens são levados em conta: a cor, a pureza, a lapidação e o peso (em inglês, respectivamente, color, clarity, cut, carat – quilate). Há graduações e escalas de padrões internacionais para esses quatro itens. Cruzando-os, os especialistas chegam ao valor de cada uma das pedras colocadas à venda. Assim, um diamante pequeno excepcionalmente incolor (branco) pode custar mais que um diamante grande, de tom marrom.
2. Por que o tamanho de um diamante é dado em quilates ou em pontos? Qual a diferença?
Um quilate equivale a 200 miligramas, o que na prática significa uma pedra grande, difícil de ser encontrada na natureza. Para facilitar, foi criado um sistema de medição em pontos, que subdivide o quilate. Um ponto equivale a 0,01 quilate. Assim, dá para medir pedras menores. O problema é que as pessoas misturam os dois termos e você ouve, com freqüência, alguém dizer que ganhou um anel de noivado de 5 quilates, em vez de dizer “cinco pontos de quilate”. É uma diferença e tanto, claro, pois um diamante de cinco quilates equivale a uma pedra de mais ou menos 11 milímetros de diâmetro, um diamantão. Enquanto um anel de cinco pontos de quilate equivalem a 1,5 milímetro.

3. Um diamante rosa é mais caro do que um diamante branco?
Depende. Depende dos quatro itens mencionados acima: cor, pureza, lapidação e peso. Como os diamantes cor-de-rosa são bem mais raros do que os brancos, é provável que eles sejam mais caros, mas isso não é regra. Rosa, amarelo, azul, verde, vermelho e violeta são cores raras entre os diamantes.
4. Um diamante é para sempre?
O diamante é a pedra mais dura que conhecemos. Só pode ser riscada por um outro diamante. Mas isso não significa que não possam se quebrar. Diamantes quebram, sim. Tome cuidado com o seu!
5. Como saber se um diamante é falso ou verdadeiro?
A resposta só pode ser dada por um laboratório. Hoje em dia, diamantes artificiais, feitos pelo homem, são tão perfeitos que é impossível perceber a diferença a olho nu. Por isso, só compre diamantes em joalherias de confiança, que trabalham com garantia de autenticidade.
6. O correto é dizer brilhante ou diamante?
As duas formas estão corretas, o significado é que é diferente. Diamante é a pedra. Brilhante é um tipo de lapidação, em formato redondo, com 57 facetas, do diamante. É a lapidação mais conhecida e a que produz melhor efeito luminoso, graças aos diversos ângulos.

Fonte: HStern
domingo, 31 de outubro de 2021
A SURPREENDENTE ÁGATA
Considero a ágata surpreendente por vários motivos, mas principalmente porque é infinita sua capacidade de nos surpreender com seu arranjos de formas e cores. Se um colecionador de minerais quiser colecionar só ágatas, ele poderá formar uma grande coleção. Se quiser manter um blog como este escrevendo apenas sobre ela, provavelmente irá conseguir, pelo menos por um bom tempo.
A ágata surpreende também por sua origem, mas, não vou falar sobre isso. Primeiro porque conheço menos sobre esse assunto do que gostaria de conhecer. Segundo porque, como disse Prashnowsky, em 1990, seu processo de formação “é um dos mais fascinantes problemas”. Mas, se algum leitor tiver boas informações sobre o tema, por favor me mande.
Entre as muitas variedades de quartzo, há um grupo que reúne as variedades criptocristalinas, aquelas que formam cristais invisíveis a olho nu. Estão nesse grupo o ônix, a cornalina e a ágata.
O que caracteriza esta última gema é sua formação em camadas plano-paralelas ou concêntricas que se traduzem, quando ela é serrada, em faixas de cores ou tons variados, formando desenhos muito diversificados, a ponto de se poder dizer que não há duas ágatas que sejam iguais.
Ela se forma normalmente preenchendo cavidades de rochas, principalmente nas vulcânicas, e sua forma externa traduz a forma da cavidade em que se originou.
Os padrões de preenchimento
Para início de conversa, o preenchimento da cavidade da rocha pode ser total ou parcial; pode ser todo com camadas plano-paralelas, todo em camadas concêntricas ou ambos os tipos, com uma camadas concêntricas na parte externa e plano-paralelas no centro.
Vejam um exemplo de preenchimento quase 100% plano-paralelo.
Se o preenchimento não é total, fica um espaço vazio (às vezes mais de um), que pode conter ametista, quartzo incolor, calcita, zeólitas ou outros minerais.
Às vezes o preenchimento começa a se dar por camadas concêntricas, mas lá pelas tantas, além de elas passarem a ser plano-paralelas, destroem parcialmente o arranjo original.
A superfície externa da ágata é arredondada, mas ela pode ter forma muito diferente da esférica, sendo frequentemente bem alongada. E pode ser bem irregular, como a da foto a seguir.
As cores
As muitas ágatas de cores rosa, verde, azul ou roxa vistas no mercado são obtidas por tingimento (mas, em Queensland, na Austrália, há uma ágata azul que é única no mundo). Como ela é porosa, quando suas cores são pouco atraentes pode ser tingida, obtendo-se assim resultados às vezes muito bons. Para isso, a ágata é imersa, depois de lapidada, em uma solução corante, onde fica por várias semanas, absorvendo o corante, que colore apenas uma porção de alguns milímetros de espessura da sua parte externa. Se o tingimento for feito aquecendo a solução, o processo se torna mais rápido, mas a cor obtida pode não ser estável.
É importante destacar que esse tingimento, praticado desde o século XIX, não é uma fraude. É um tratamento de gema bem conhecido e que os produtores não escondem. E é tão comum, que a gema tingida tem o mesmo preço de mercado que a de cores naturais.
Cerca de 90% das ágatas são tingidas, mas, no Rio Grande do Sul, essa porcentagem chega a apenas 40%, já que as belas cores naturais das gemas daqui dispensam o tingimento.
Abaixo, duas ágatas de cores naturais, procedentes do Rio Grande do Sul.
As seguintes são peças tingidas, também do RS.
Mas, devo lembrar que existe a lindíssima ágata-íris, que mostra as belas cores do arco-íris (foto obtida na internet, sem autoria e sem procedência da ágata).
Dimensões
Uma maneira fácil e eficiente de exibir as cores dessa gema é cortá-la em fatias, com serra diamantada e a seguir dar-lhe polimento. Isso mostra muito bem os padrões de preenchimento e as cores. Essas chapas podem medir desde 4-5 cm de diâmetro até em torno de 1 m, estas encontradas também aqui no Rio Grande do Sul. As da foto abaixo estavam à venda, anos atrás, na Exposol, em Soledade (RS). Para ter ideia melhor do tamanho, saibam que o moço simpático da foto mede 1,80 m de altura.
A ágata abaixo é incrível. O material que reveste o “pássaro” pode até ser artificial, mas o interior sem dúvida é uma ágata em forma de pássaro (Facebook, sem procedência).
Esta outra pode não primar pela beleza, mas sim pela complexidade de seu preenchimento, um belo desafio a que estuda o assunto.
Os objetos decorativos de ágata
As chapas polidas de que falamos são boas para mostrar as cores e arranjos, mas são uma maneira muito simples de aproveitar a ágata. Ela se presta muitíssimo bem à obtenção de objetos decorativos como pirâmides, apoios para livros (úteis e bonitos, mas que aproveitam mal a gema), caixas, alianças, maçanetas, cabos de talheres, etc. uma variedade de usos cujo único limite é a criatividade de quem os faz.
As ágatas poliédricas
A dúvida persistiu até eu ler artigo do Prof. Jacques Pierre Cassedane, intitulado Les agates du Sítio Garguelo – Municipe de Cachoeira dos Índios – Paraíba, publicado em 1984. Nele, o Prof. Cassedane analisou nada menos de oito possíveis origens, propostas por outros pesquisadores, descartando todas elas. Uma das origens preconizadas era aquela que eu imaginava, espaço vazio entre várias fraturas na rocha.
Não vou expor aqui sua teoria, mas quero dizer que ele reconhece ser uma histoire géologique compliquée e passível de ser retomada e completada no futuro.
E esta história très compliquée me acompanha há 54 anos...
Fonte: Pércio M. Branco













