sexta-feira, 12 de novembro de 2021

RELÍQUIA MILENAR: MAIOR TESOURO ANGLO-SAXÃO É DESCOBERTO NA INGLATERRA

 

131 moedas e quatro outros objetos de ouro foram encontrados por morador anônimo

FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 11/11/2021, ÀS 14Hs

Material encontrado com morado anônimo de West Norfolk
Material encontrado com morado anônimo de West Norfolk - Divulgação/Museu Britânico

Um morador de West Norfolk, na Inglaterra, foi o responsável por desenterrar o maior tesouro anglo-saxão já descoberto. O sujeito, que não quis ser identificado, encontrou 131 moedas e quatro outros objetos de ouro. Os artefatos foram recolhidos ao longo de seis anos pela pessoa, que usou um detector de metais em sua ‘missão’. 

De acordo com o jornal inglês Evening Standard, uma pequena parcela desse material foi encontrada pelo ex-policial David Cockle, que também usou um detector de metais para achá-las. No entanto, ele manteve a descoberta em sigilo e tentou negociar as 10 moedas por cerca de 20 mil dólares. 

Em 2017, Cockle foi descoberto e acabou condenado a 16 anos de prisão por “pura ganância”, conforme descreveu o juiz presidente Rupert Overbury na sentença. Oito das 10 moedas acabaram recuperada.

Demais artefatos descobertos/ Crédito: Divulgação/Museu Britânico

 

A maioria dos níqueis encontrados são tremisses — pequenas moedas de ouro do século 6, geralmente compostas entre 85% e 95% de ouro. Outras nove são soldos, moedas maiores introduzidas no Império Bizantino. Elas possuem três vezes o valor de um tremisse. 

Além disso, um pingente, uma barra de ouro e outros dois objetos — que especialistas desconfiam fazer parte de uma peça maior de joalheria — foram encontrados, segundo aponta o Museu Britânico. O material foi enterrado por volta de 600 d.C., antes da unificação da Inglaterra. Não se sabe o motivo do material ter sido escondido.



Fonte: AH/UOL



Ex lixeiro encontra pepita de ouro avaliada em quase R$ 1 milhão 1

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

GARIMPO DE ESMERALDAS DA CARNAÍBA- BAHIA

 

Montanhas de beleza rara, vales que parecem não ter fim, rios que se espremem nos corredores de pedras. O conjunto de monumentos impressionantes foi criado pela natureza há 400 milhões de anos, quando a Terra ainda era criança. No coração da Bahia, as águas do inverno saltam dos pontos mais altos do Nordeste. Um espetáculo exuberante. A Queda d'Água da Fumaça, de quase 400 metros, parece que começa nas nuvens. Na Chapada Diamantina, a trilha das águas mostra o caminho das pedras. Pedras preciosas, que contam a história de muitos aventureiros. Carnaíba, norte da chapada. O vilarejo com cara de cidade atrai milhares de garimpeiros. As serras da região concentram a maior reserva de esmeralda do Brasil.
O empresário Alcides Araújo vive perseguindo a sorte há mais de 20 anos. Ele é um dos grandes investidores na extração da valiosa pedra verde. Alcides diz que ainda não encontrou a sorte grande. Do garimpo dele só saíram pedras de segunda. Mesmo assim não dá para reclamar.
"Já ganhei um dinheiro razoável no garimpo, produzi quase quatro mil quilos. Se tivesse essas pedras hoje, valeria R$ 300, R$ 200 o grama. Já ganhei mais de R$ 3 milhões", revela o empresário. 
Boa parte desse dinheiro está enterrada na jazida que Alcides explora. O Globo Repórter foi ver como os garimpeiros vão atrás da esmeralda. Uma aventura que requer, além de sorte, muita coragem.





Na maior mina da região, a equipe foi a 280 metros de profundidade. Para chegar lá embaixo, o equipamento é um cinto de borracha conhecido como cavalo. Confira esse desafio em vídeo. Os garimpeiros são mesmo corajosos. No abismo dos garimpos, a vida anda por um fio. O operador da máquina que faz descer e subir o cabo-de-aço não pode vacilar. A água que cai do teto vem do lençol freático que o túnel corta. Parece uma viagem ao centro da Terra. Mas será que vale mesmo a pena correr tanto risco?
Foram quase seis minutos só de descida. Seis minutos de arrepios. A 280 metros a equipe chegou a um corredor estreito. No rastro da esmeralda, os garimpeiros abrem quilômetros de galerias. Calor, pouco ar, oito, dez horas por dia no estranho mundo subterrâneo. Esses homens vivem como tatus-humanos.
Alegria mesmo é quando o verde começa a surgir na rocha. Sinal de que pode estar por perto o que eles tanto procuram. É preciso detonar a rocha para ver se é mesmo esmeralda. O desejo de enriquecer é mais forte que o medo do perigo. Sem nenhuma segurança, eles enchem com dinamite os buracos abertos pela perfuratriz.
“Costumamos fazer até quatro detonações por dia. A cada detonação, são disparados de dez a quinze tiros", conta o fiscal de garimpo Klebson de Araújo.
Muita pedra desceu do teto da galeria. O trabalho agora era levar tudo lá para cima e examinar direito as pedras. E o dono do garimpo? Será que ele confia nos seus garimpeiros?
"Eles encontram e a gente fiscaliza. Se facilitar uma coisinha, eles botam dentro do bolso”, diz o garimpeiro Manoel. 
“Tem várias formas de levar. Uns dizem que estão com sede, pedem uma melancia para chupar. Partem um pedacinho, colocam as pedrinhas lá dentro e levam a melancia”, denuncia Alcides.
Escondida ou não, esmeralda na mão é dinheiro no bolso. Nos fins de semana, a praça principal da cidade de Campo Formoso vira um mercado movimentado de pedras preciosas. No local, o que menos importa é a procedência. A esperteza sempre prevalece. Esmeralda de qualidade nunca é vendida na praça. Negócio com pedras valiosas é fechado dentro de casa, por medo de assalto. Os minérios da Chapada Diamantina fizeram fortunas e produziram histórias. Histórias como a de Herodílio Moreira que já viveu dias de glória.
“Já ganhei muito dinheiro com esmeralda. De comprar mercadoria e ganhar cinco carros de uma vez, de lucro. Hoje esses carros acabaram. Estou querendo dinheiro para comprar uma bicicleta velha”, conta o garimpeiro.
No mundo desses aventureiros, pobreza e riqueza dividem o mesmo espaço. O garimpeiro José Gomes, de 70 anos, também já viveu as duas situações, mas nunca perdeu a esperança. 
“Quando vejo na joalheria uma esmeralda em forma de jóia, analiso o que perdi. Vejo as pedras nas lojas valendo milhões de dólares e eu sem nada", diz ele.
A reserva de esmeralda da Carnaíba é considerada pelo DNPM como a maior do mundo e apenas 10% dela foi explorada.






Fonte: Globo

Deslumbrante diamante azul em exposição pública pela primeira vez

 

Publicado em 10 de novembro de 2021, em Notícias do Mundo

Batizado de Okavango Blue Diamond a rara pedra preciosa foi cedida para ser exposta ao público no AMNH, em Nova Iorque.



Diamante azul Okavango, já lapidado (estatal de Botswana cedida para AMNH)

Ellen Footer, diretora do AMNH-Museu de História Natural Americano, apresentou o Okavango Blue Diamond para a imprensa, na terça-feira (9), em Nova Iorque, Estados Unidos. 

Esse raro diamante azul pertence a uma empresa estatal de Botswana, país da África, onde há minas dessas pedras preciosas. Tem 20,5 quilates, ou 4,1 gramas.

Um quilate de diamante pode custar na faixa de 63 mil dólares, ou pouco mais de 7 milhões de ienes. Mas, esse em especial, o quilate do Okavango Blue Diamond certamente vale muito mais, pela sua rara beleza, transparência, cor, formato, brilho e outros fatores. 

O espetacular diamante azul foi garimpado na mina Orapa, a maior de seu tipo já encontrado no país.

O nome da gema foi atribuído em homenagem ao Delta do Okavango, uma área de biodiversidade incrível de Botswana, tombada como patrimônio da Unesco.  

A exposição para o público, pela primeira vez, começa na quarta-feira (10).

Gema de rara beleza, cor e transparência (estatal de Botswana cedida para AMNH)




Fontes: ANN e AMNH




quarta-feira, 10 de novembro de 2021

7 pedras preciosas brasileiras que chamam a atenção do mundo

 

 


A América do Sul possui uma longa história de produção de pedras preciosas e é responsável por alguns dos melhores espécimes do mundo. Das áreas produtoras de gemas da América do Sul, o Brasil é, de longe, a fonte mais rica de pedras preciosas de classe mundial. Há uma variedade de mais de 90 pedras preciosas e outros minerais encontrados no país, incluindo a água-marinha, ametista, citrino, diamante, esmeralda, quartzo, rubi, safira e topázio.
Conheça algumas das pedras preciosas brasileiras que mais chamam a atenção no mundo:

1. Água-marinha

Água-marinha

A água-marinha é uma pedra da família do berilo, que recebe esse nome pela sua cor que se assemelha à água do mar. Atualmente, as cores mais populares e, portanto, valiosas dessa pedra são suas versões mais claras.
Atualmente, 90% da água-marinha do mundo é extraída no Brasil, mas essa pedra também pode ser encontrada em pequenas quantidades na Rússia, nos Estados Unidos, no Afeganistão, no Paquistão e na Índia.
Essa pedra é relacionada às pessoas que nascem no mês de março.

2. Ametista

Ametista
A ametista é a pedra mais cobiçada entre os quartzos, e sua cor varia entre roxo ao violeta. Desde que grandes depósitos da popular pedra roxa foram encontrados no Brasil no século 19, o país se tornou um grande exportador mundial.
Essa pedra é uma das mais antigas já usadas pelo homem, e seu nome vem da palavra grega methystos, que literalmente significa "não bêbado". As pessoas costumavam a usar ou carregar nos bolsos para evitar a embriaguez.

3. Citrino

Citrino brasileiro
Muitos países sul-americanos são fonte de citrinos, incluindo Argentina, Bolívia e Uruguai, mas o Brasil produz alguns dos melhores citrinos do mundo. O citrino é um membro da família do quartzo e o citrino brasileiro é conhecido por seus tons quentes e únicos, que variam de amarelo a laranja.

4. Topázio-imperial

topázio imperial
O Brasil é a maior fonte de topázio imperial no mundo, enquanto outros pequenos depósitos podem ser encontrados na Rússia. A principal mina do mundo é localizada na região de Ouro Preto, em Minas Gerais, e produz topázio imperial nas cores amarela, laranja, rosa, lilás e vermelho-cereja. Algumas cores da topázio imperial são extremamente raras, sendo o rosa o mais comum encontrado.
Conta a lenda que o topázio imperial recebeu esse nome pois foi uma das pedras que mais fascinou Dom Pedro I.

5. Turmalina paraíba

Turmalina paraíba
Apesar do país possuir turmalinas de uma variedade de cores, como laranja, amarelo, verde, azul e violeta, a turmalina paraíba merece um destaque por sua raridade.
Essa variedade, de um azul turquesa único, deriva sua cor de traços microscópicos de cobre. Essas gemas são encontradas no estado do norte da Paraíba, ao qual elas devem seu nome. Ocasionalmente, as cores nas turmalinas são misturadas, resultando em pedras bi-coloridas ou multicoloridas.

6. Rubelita

Rubelita
Rubelita é uma outra variedade de turmalina que chama a atenção no mercado internacional por sua cor única, que varia entre diversos tons de rosa a um vermelho vívido.
Seu valor é diretamente relacionado com a pureza do vermelho: quanto mais intenso, mais valiosa é a pedra.

7. Diamantes coloridos

Diamante vermelho
Poucas pessoas sabem que o Brasil já foi a principal fonte de diamantes do mundo, e que continua sendo um importante produtor ainda hoje. Nos anos 1700 e início dos anos 1800, alguns dos diamantes mais famosos do mundo foram encontrados em terras brasileiras, incluindo diamantes vermelhos extremamente raros, assim como verdes e outras cores fascinantes.

Fonte: HIPERCULTURA