terça-feira, 5 de abril de 2022

OPALA NOBRE BRUTA

APÓS DESTRUIÇÃO DE SÍTIO ABORÍGENE, CEO DE UMA DAS MAIORES MINERADORAS DO MUNDO PEDE DEMISSÃO

 

Em maio deste ano, a Rio Tinto explodiu cavernas de 46 mil anos que estavam no caminho de uma mina de ferro na Austrália


Jean-Sébastien Jacques durante entrevista
Jean-Sébastien Jacques durante entrevista - Divulgação / Youtube/ Bloomberg Markets and Finance/ 8 de outubro de 2018

De acordo com informações publicadas pela BBC nesta sexta-feira, 11, o chefe da mineradora Rio Tinto, Jean-Sébastien Jacques, deixa seu cargo após inúmeras críticas relacionadas à destruição de um sítio aborígene em Pilbara, na Austrália.

Em maio de 2020, a empresa considerada uma das maiores em seu ramo, explodiu cavernas antigas de 46 mil anos consideradas sagradas e de extrema importância para a arqueologia — já que mostravam as mais antigas evidências de habitação humana na Austrália. A destruição aconteceu porque os abrigos de rocha estavam localizados no caminho de uma mina de ferro.

Os atos da mineradora geraram polêmica e pressão para que alguma atitude fosse tomada, por isso, o presidente da empresa se afastou de seu cargo. Atualmente, o parlamento australiano revelou estar investigando as ações da Rio Tinto.

No local destruído já foram encontrados artefatos antigos como uma ferramenta de 28 mil anos feita de ossos de animal e um cinto feito de cabelo humano datado de 4 mil anos. As explosões são consideraras uma grande perda para a arqueologia.




Fonte: AH/UOL

R$210 MILHÕES: MINERADORA ANUNCIA A MAIOR VENDA DE UM DIAMANTE DE SUA HISTÓRIA

 


Pedra preciosa de 39,3 quilates foi encontrada, em abril, em uma mina da África do Sul


O diamante que foi vendido
O diamante que foi vendido - Divulgação/ Petra Diamonds

Na última segunda-feira a Petra Diamonds, mineradora internacional de diamantes, que tem sede no Reino Unido, divulgou que realizou a maior venda da história da companhia. As informações são da Folha de São Paulo. 

Conforme noticiado, a pedra preciosa, um diamante azul Tipo llb, de 39,3 quilates, foi ofertado por nada menos que 40 milhões de dólares, o que é equivalente a cerca de 207 milhões de reais. Isso significa que o artefato foi vendido por mais de R$5 milhões por quilate 

De acordo com a Petra Diamonds, o diamante azul foi encontrado em abril deste ano, em uma mina na África do Sul. A compra foi feita em conjunto por outras duas mineradoras: a De Beers e a Diacore. 

Como explica matéria da Folha, o local onde a pedra preciosa foi encontrada é o mesmo no qual, em 1905, o maior diamante do mundo, conhecido como “Cullinana”, foi garimpado. Ele possui 3.100 quilates. 


 



Fonte: AH/UOL