Seguidores

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A arte da cravação de pedras preciosas

A arte da cravação de pedras preciosas

A cravação é o processo de se fixar as pedras preciosas nas peças de modo a mantê-las seguras e valorizar o brilho e as características de cada material. Quem executa essa delicada tarefa é o cravador. Esse profissional de joalheira também faz acabamentos como texturas e desenhos em joias. A função requer muita habilidade, conhecimento sobre características e fenômenos ópticos das gemas e experiência.
As cravações dependem do tipo de lapidação das pedras preciosas e podem ter configuração redonda, oval, quadrada ou retangular.
Um dos métodos mais tradicionais é a cravação virola, no qual a gema é encaixada na moldura ou virola e fixada por meio de marteladas em suas extremidades.
No método de cravação com garras, a gema é presa à joia por meio de garras.  Na cravação inglesa, um aro de metal é utilizado para prender a pedra à joia. A gema é fixada por meio da pressão exercida pelo aro em torno da pedra. Na cravação inglesinha, faz-se um furo na joia para que a gema seja colocada e presa.
A cravação pavê é uma técnica bastante empregada na alta joalheria com o intuito de se preencher a superfície de uma joia. As gemas são dispostas uniformemente, após serem postas em furos e presas por meio de grãos de metal.
A cravação em grão é semelhante à pavê com a diferença do uso de um engaste individual. Nesse caso, uma caixa é entalhada e a gema é emoldurada com o auxílio de um instrumento chamado buril.
Na cravação carrê, as gemas permanecem em fila entre dois trilhos paralelos. A cravação bigodinho leva este nome porque quatro rasgos similares a um bigode são cortados na chapa da joia e levantados para se prender a gema.
cravação invisível, pavê e pérola
Na cravação invisível, todas as gemas aplicadas são engastadas e encaixadas sob pressão em uma malha de metal. Quando as gemas são maiores, opta-se pela cravação que permita a entrada de luz lateral na pedra. Nesse caso, são criadas galerias no metal que seguem desenhos simples ou complexos.
Como o próprio nome sugere, no método de cravação tensão, as pedras são presas à joia por meio da tensão que o metal exerce sobre as gemas.
A lapidação lisa ou cabochon demanda cravações especiais em razão da gema apresentar uma base plana. Normalmente, dispõe-se de um aro de metal que pressione o contorno da pedra. O artefato é soldado à uma base de tamanho menor que a gema, permitindo a fixação e a entrada de luz.
No caso das pérolas e outras gemas de formato esférico, a montagem é feita com fio passante ou com a inserção de pinos colados no interior na gema, conferindo o efeito concha.
Paras as gemas que apresentam lapidação gota ou “briollet”, a cravação é feita com a colocação de fios de metal em forma de pinos que são colados no furo da gema ou por meio de fios triangulares. Também recorre-se ao uso de argolas e outras técnicas, dependendo da necessidade. Gemas irregulares exigem um estudo detalhado para a escolha da cravação ideal. Uma escolha comum é a inclusão de aros, garras ou pinos.

Fonte: UOL

A Pérola e sua história como joia

A Pérola e sua história como joia

Rara, clássica, desejada, e sempre na moda. A pérola é a mais antiga das pedras preciosas.

Apenas uma em cada um milhão de ostras produz uma pérola natural. A “Rainha das Gemas”, única gema de origem animal, é também a mais antiga pedra preciosa conhecida. Ao contrário das outras pedras preciosas, a pérola é perfeita ao natural e, então, não é preciso lapidá-la ou esculpi-la para que vire uma joia.
Os registros mais antigos que mencionam as pérolas são de 2 mil A.C. O nome pérola vem dos romanos, do latim “pirla”, que é o diminutivo de pira, que significa “formato de lágrima”. Para os romanos, assim como para muitos povos ao redor do mundo, a pérola é um símbolo do amor.
Durante a Idade Média, vários países europeus proibiam o uso de pérolas por pessoas comuns, reservando-as apenas à aristocracia. Somente após a Revolução Francesa as pérolas se popularizaram e passaram a ser frequentes em noivados e casamentos de pessoas comuns.
Hoje em dia menos de 3% da produção mundial são de pérolas naturais. O biólogo sueco Carl von Linné foi o pioneiro na criação de uma pérola artificial, em 1761. Mas apenas no começo do século 20 o japonês Kokichi Mikimoto difundiu o método atual. Hoje são introduzidas sementes de diversas origens no molusco para a formação do nácar, que dá origem à pérola.
O duque Dmitri Pavlovich mudou por acaso o rumo da história das pérolas no início da década de 1920. Presenteou sua amante com uma joia de família: um colar de pérolas de seis voltas. O nome da amante: Coco Chanel. A partir disso, as pérolas ganharam a conotação de acessório fashion.
Também no século passado as pérolas ficaram famosas no colar de três voltas de Jacqueline Onassis, e também em seu par de brincos solitários.
No cinema a rainha das gemas também fez muito sucesso. Audrey Hepburn, em Bonequinha de Luxo, ficou marcada pelo figurino com um longo preto e um colar de 4 voltas de pérolas. Marilyn Monroe também desfilava com uma gargantilha que ganhou de presente do marido, Joe Di Maggio.
Joias e pedras preciosas revelam o poder de cada mulher. Descubra as pérolas nas joias Dalitz e eternize a sua história!

Fonte: Terra

O que cada pedra preciosa representa

O que cada pedra preciosa representa

Pedras preciosas são basicamente minerais cristalinos que se diferem dos outros por sua pureza, transparência e brilho. Acredita-se que cada uma dessa pedras preciosas possui um significado místico especial. Separamos o significado de algumas das mais famosas pedras.
 Diamante: É a pedra preciosa mais famosa e é vista como um símbolo de amor, união, coragem e força.
Esmeralda: Pedra conhecida por seu tom verde vibrante, é um símbolo de esperança e busca por conhecimento.
Ágata: Essa pedra é envolvida de muita tranquilidade e paz, segundo estudiosos é uma pedra que ajuda com a ansiedade.
Pérola: Foi considerada por muito tempo a rainha das pedras preciosas, simboliza saúde, força e paixão. Segundo estudiosos ela também promove tranquilidade e bom humor.
Rubi: Essa pedra tem ligação com o sucesso financeiro e afetivo, remete também a coragem e felicidade. Antigamente acreditavam que essa pedra afastava até picadas de bichos venenosos.
Opala: Com suas cores do arco íris, essa pedra representa felicidade conjugal, fidelidade e amor sincero.
Onix: Antigamente se acreditava que essa pedra trazia sucesso nas atividades políticas. Ela representa fidelidade, lealdade, boa reputação e bom humor.
Ametista: Essa pedra carrega o significado de amor profundo, felicidade, riqueza, coragem e paz interior!

Fonte: Joias  br

As pedras mais preciosas do mundo

As pedras mais preciosas do mundo

Toda mulher conhece o nome de alguma pedra preciosa, como já dizia a famosa Marylin Monroe “Diamantes sãos os melhore amigos das mulheres.” Mas a terra está recheada de pedras preciosas desconhecidas por muitos. Localizadas nos lugares mais improváveis como no fundo do oceano, entranhas de montas e riachos, existem pedras e gemas com coloração e brilhos maravilhosos, antes mesmo de serem lapidados. Selecionamos alguma das pedras mais preciosas do mundo, que muitas pessoas não conhecem.
Serendibite é uma das pedras mais preciosas do mundo, possui uma coloração esverdeada escura incrível. Existem apenas 3 exemplares lapidados em todo o mundo dessa pedra. Encontrada no Siri Lanka e Birmânia, a gema da serendibite custa em média de 4 milhões de reais por quilate.
Jadeite, recebeu o título da pedra mais cara do mundo quando em um leilão, 0,5 milímetros da pedra foi vendida por 9.3 milhões de dólares. Com seu tom esverdeado cinza, sua origem exata é desconhecida, tendo sido encontrada na Guatemala e também na Califórnia.
Diamante vermelho, é o diamante mais caro do mundo. Como o nome já diz, possui um tom vermelho arroxeado, e é encontrado principalmente na Austrália. Em média seu quilate é vendido por 2,5 milhões de dólares.
Musgrave, possui esse nome por seu primeiro exemplar ter sido encontrado na região de Musgrave na Austrália. Possui uma coloração extraordinária, podendo ser verde ou roxo vibrantes. Comparado com as outras pedras, a Musgrave é mais “barata”, seu quilate custa em média 79mil reais.

Tanzanita, a pedra da vida

Tanzanita, a pedra da vida

A gema preciosa Tanzanita recebeu esse nome em razão da sua localidade de origem, a Tanzânia, única fonte conhecida do mineral. Descoberta em 1967 próximo ao monte Kilimanjaro, no momento as minas desse pedra preciosa estão praticamente esgotadas. A gema foi encontrada por pastores de gado que cuidavam da criação das colinas dos Montes Meralani.
Trata-se de uma gema translúcida com cristais azuis, uma variedade azul ou violeta do mineral zoisite. Também pode ocorrer em uma só cor, variando entre transparente, vermelho, amarelo, verde ou azul. A Tanzanita é a pedra do mês de dezembro. Essa gema preciosa é tão rara quanto os diamantes. É bastante valorizada em joalheria e seu preço se equipara ao das safiras.
Dada sua raridade, é pouco comum no mercado, despertando o interesse de aficionados e de colecionadores. Pode ser confundida com um topázio, mas seu brilho é inferior, assim como sua dureza: entre 6,5 e 7,5 na escala de Mohs.
Segundo os gemoterapeutas, a pedra permite entrar em paz consigo mesmo e ajuda a eliminar sintomas como ansiedade, obsessão e depressão. Fortalece a capacidade perceptiva, a memória e a intuição. Conecta a pessoa com seu centro, trazendo liberdade de comunicação e de expressão.
A Tanzanita protege aos médiuns e apresenta grande capacidade energética revitalizadora. É usada como amuleto protetor de ciúmes e inveja, pois transforma as energias negativas em positivas. Na antiga Grécia, essa pedra preciosa era presenteada aos sofredores, para que fossem aliviadas suas preocupações e problemas. Ajuda a eliminar problemas de garganta, enfermidades dos brônquios, alergias e estimula a fertilidade.
A joalheria Tiffany & Co foi uma das primeiras a utilizar a gema em coleções de joias, tornando-a conhecida do público. Foram descobertos vestígios de tanzanita no Quênia, mas a extração precária prejudica a exploração comercial do mineral.
A maior tanzanita já lapidada pesa 737, 81 quilates. Uma das mais famosas gemas dessa espécie chama-se “Rainha do Kilimanjaro” com 242 quilates. A gema foi incorporada em uma tiara e combinada com quase 1 mil diamantes em corte brilhante. A joia faz parte da coleção particular de Michael Scott, CEO da Apple.
A cultura africana considera a tanzanita com um presente de Deus. Tida como pedra da vida, é comum ser dada de presente a recém-nascidos.

Fonte- Joias br

As gemas usadas na fabricação de joias

As gemas usadas na fabricação de joias

As gemas usadas na fabricação de joias apresentam características como cor, brilho, raridade e dureza. As pedras preciosas frágeis ou de dureza baixa, ainda que belas, não podem ser aproveitadas para esse fim. Ao adquirir uma joia, é importante saber o significado das diversas denominações atribuídas às gemas.
Em joalheria, gemas naturais são as pedras formadas inteiramente pela natureza, sem interferência do homem. As gemas naturais podem ser orgânicas: têm origem vegetal ou animal (coral, âmbar e pérola) ou inorgânicas: surgem a partir de rochas ou minerais (esmeralda, ametista, safira, diamante).
As gemas sintéticas não são uma imitação das gemas naturais. Elas mantêm as mesmas propriedades físico-químicas e estrutura cristalina, no entanto são materiais cristalizados fabricados pelo homem a partir de diferentes técnicas.
Isso explica porque é tão difícil diferenciar o rubi ou o lápis-lazúli natural daqueles produzidos em laboratório. Há pedras preciosas que ainda não podem ser sintetizadas como água-marinha, turmalina e granada.
O processo de produção de uma gema sintética pode demorar de seis a doze meses, por isso, chegam a valer tanto quanto as gemas naturais.

Tratamentos de laboratório
As gemas artificiais são produtos criados e fabricados pelo homem, não havendo um produto correspondente na natureza. Um exemplo é a zircônia cúbica.
As gemas compostas são formadas por duas ou mais partes unidas normalmente pelo método de cimentação. Seus componentes podem ser gemas naturais, sintéticas, artificiais e vidro.
As gemas revestidas recebem uma fina camada em sua superfície de elementos iguais ou não à sua composição química podendo ser coloridos ou não. A cristalização é um dos métodos empregados para a junção das pedras.
As gemas reconstituídas são produzidas em laboratório mediante fusão parcial ou aglomeração de fragmentos de gemas.
As gemas simulantes são gemas (naturais, artificiais ou sintéticas) que simulam gemas naturais de maior valor ou mais conhecidas. Simulam o diamante, o zircão, o berilo e a safira incolor e a zircônia cúbica. O espinélio vermelho é simulante do rubi e a turmalina verde simula a esmeralda.
A gema tratada é aquela em que a cor ou outra propriedade foi modificada para acrescentar mais valor.
A gema realçada é aquela que teve uma de suas propriedades, geralmente a cor, melhorada artificialmente.
A pérola cultivada é uma gema de origem orgânica produzida pela natureza com intervenção parcial do homem.
O termo brilhante, sem qualquer descrição adicional do material, deve ser somente aplicado para diamantes redondos, em lapidação brilhante.
As imitações são produtos que imitam gemas naturais ou sintéticas. Esses produtos de fantasia são fabricados no intuito de reproduzir o efeito óptico, a cor e/ou a aparência das gemas naturais ou sintéticas, sem possuir suas propriedades físicas, químicas ou sua estrutura cristalina.

Joias br

O encanto das esmeraldas

O encanto das esmeraldas

As primeiras esmeraldas foram descobertas há cerca de 5 mil anos, no Egito. A pedra verde é considerada a quinta gema mais valiosa do mundo – perde apenas para o diamante, o rubi, a alexandrita e a safira.
Para se chegar a um veio de esmeraldas, é preciso cavar verticalmente fendas no solo rochoso com até 500 metros de profundidade. A gema é um composto de berílio, alumínio e silício. Esmeralda vem do grego smaragdus, derivado do sânscrito marakta. A cor verde da pedra preciosa deve-se aos elementos crômio e ao vanádio. A dureza varia de 7.5 a 8.0 na escalda de mols de dureza.
A cor de uma esmeralda varia do verde claro ao verde intenso, com tonalidades azuladas ou amareladas. A qualidade da gema depende da cor, do grau de transparência e da presença de inclusões. Quanto mais intensa a tonalidade, mais valiosa. Esmeraldas de boa cor e tamanho são raras e caras.
As esmeraldas se formam em rochas associadas ao metamorfismo hidrotermal. Cristalizam-se a partir de fluidos quentes, ricos em elementos químicos que atravessam fissuras e fendas de rochas. Ao se precipitarem, os fluidos geram os filões. Canga é o nome atribuído à mistura de esmeralda bruta com rocha. As inclusões presentes nas esmeraldas, permitem, em muitos casos, determinar sua origem geográfica.
Em decorrência de seu valor e beleza, a esmeralda é sintetizada há algum tempo. A produção teve início nos anos 1940, nos Estados Unidos e hoje também é realizada pela Alemanha.
Brasil, Colômbia e África do Sul são os maiores produtores do mundo de esmeraldas. No Brasil, uma das principais áreas de extração de esmeraldas localiza-se na Serra da Carnaíba, na Bahia, onde o mineral foi descoberto em 1963. Minas Gerais e Goiás também apresentam reservas dessa gema preciosa.
Em 2001, foi descoberta a Esmeralda Bahia, uma pedra bruta pesando 400 quilos com valor estimado em US$ 1 bilhão. A maioria das pedras encontradas no Brasil são compradas por comerciantes indianos que as repassam para o mercado árabe onde são usadas para a decoração de casas e mesquitas.
Na antiguidade, a esmeralda simbolizava a imortalidade. Esta era a gema favorita de Cleópatra. A rainha a usava como adorno, amuleto e antídoto. A maioria das esmeraldas usadas em joias históricas teria saído das minas do Egito. A atividade mineradora nessa região ocorre desde 2000 anos a.C.
A lapidação da esmeralda exige habilidades especiais em razão de sua fragilidade e facilidade de fratura. O corte retangular de pedras preciosas é conhecido como lapidação esmeralda. O talhe esmeralda depende do tamanho e do formato da pedra bruta.
Uma pedra de boa qualidade é facetada e a de qualidade inferior é talhada em cabuchão. A esmeralda conserva-se durante séculos nas profundezas dos oceanos. Sua duração é ilimitada podendo ser um patrimônio desfrutado por várias gerações.
As esmeraldas podem ser usadas em todos os tipos de joias, como anéis, braceletes, colares, brincos e broches. Uma boa combinação são as joias feitas com esmeraldas e as pedras opala, água marinha e diamantes. Joias mais antigas apresentam esmeraldas em tamanhos maiores e menos trabalhados. Após talhada, uma gema de esmeralda de 20 quilates chega a valer US$ 600 mil.
Com cerca de 3 mil peças, o museu privado Alberto Sepúlveda, em Bogotá, é o primeiro dedicado à esmeralda.
Fonte: Joias br

Alexandrita, a gema entre a esmeralda e o rubi

Alexandrita, a gema entre a esmeralda e o rubi

A gema Alexandrita é uma variedade de crisoberilo transparente semelhante à cor da esmeralda. A cor é atribuída à presença de cromo e ferro. Alexandrita é considerada uma pedra de transição entre a esmeralda e o rubi. A gema varia de coloração: azul, vermelha, roxa, verde, amarela e incolor, dependendo da intensidade e do tipo de iluminação, natural ou artificial. A pedra preciosa costuma ser lapidada em pera.
É produzida sinteticamente desde 1970. Adicionando-se 3% de óxido de vanádio a espinélio sintético tem-se a versão sintética da gema que é chamada de Alexandrina, Alexandrita sintética ou simplesmente alexandrina. Difere da alexandrita natural porque mostra a cor azul, em luz natural e a cor vermelha em luz incandescente e não verde e vermelha. Os principais produtores de alexandrita são Sri Lanka, Zimbábue, Tanzânia, Madagascar, Índia e Brasil, nos estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia.
A maior alexandrita lapidada tem 65 ct e encontra-se na Smithsonian Insitituon em Washington, nos Estados Unidos. Foi achada no Sri Lanka. A maior gema bruta já encontrada é de origem brasileira. Foi encontrada na Bahia e pertence à coleção do Museu Amsterdam Sauer de Pedras Preciosas, localizado no Rio de Janeiro.
O nome alexandrita é uma homenagem a Alexandre II, czar da Rússia, por ter sido descoberta no dia do aniversário do monarca em 1830. Atribui-se à alexandrita as propriedades: doadora de força, coragem e renovação de ideias. A Alexandria também simboliza as bodas de 26 anos de casamento.

Fonte: Joias br

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Alternativa externa- gemas de cor

Alternativa externa

Vendas para outros países tornam-se mais uma forma para a ampliação dos negócios das empresas brasileiras em tempos de crise1
FotoliaEm época de crise econômica interna, explorar os mercados de outros países é sempre uma alternativa bem-vinda para que os negócios das empresas não sejam tão atingidos enquanto as vendas por aqui permanecerem em baixa. Embora, segundo dados da área de negócios internacionais da Fiemg, as vendas externas de Minas Gerais tenham apresentado redução nos 3 primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2015, principalmente por causa da queda nos preços do minério e do café, que impactam nos negócios externos do estado, a esperança é de que haja reação a partir dos segundo semestre de 2016. “A expectativa é de que as exportações comecem a reagir no segundo semestre, com aumento das vendas de produtos industrializados e semimanufaturados. A melhoria do câmbio e a estabilização das principais economias podem atuar nesta recuperação”, prevê Alexandre Brito, consultor de negócios internacionais da Fiemg. Os principais mercados de destino dos produtos mineiros são China, Estados Unidos, Argentina e Países Baixos.
Apesar de o estado ter longa lista de produtos vendidos para outros países, a pauta de exportação de Minas é composta, principalmente, por minério de ferro, alimentos (café, carne, açúcar), metalúrgicos (aço), material de transporte e pedras. Consolidada no mercado interno, a Forno de Minas aproveita o câmbio favorável e já vende 5% de toda a sua produção para outros países, principalmente Estados Unidos. No atual contexto das vendas internas, as externas tornam-se ainda mais importantes para os negócios da companhia. A ideia da empresa é fazer com que os brasileiros que vivem nos Estados Unidos matem a saudade de casa comendo cada vez mais pão de queijo, e também conquistar o paladar dos estadunidenses. Para conseguir isso, a empresa abriu uma subsidiária no fim de 2014 para começar a trabalhar o consumo entre os norte-americanos, já que os brasileiros que vivem lá são grandes consumidores do pão de queijo mineiro.
Divulgação
“A meta das vendas externas, que deverá ser atingida até 2020, é de fazer com que elas representem 20% do faturamento”, antecipa a gerente de Comércio Exterior da Forno de Minas, Gabriela Ciola. Segundo ela, a estratégia é desenvolver os mercados onde a empresa já vem atuando, utilizando estratégias para entrar no food service ou trabalhar no varejo, por meio das ações de trading marketing e mídia social. Os Estados Unidos representam 60% das vendas externas da Forno de Minas. A empresa já está com 1,2 mil pontos de venda na terra do tio Sam e pretende chegar a 10 mil até o início de 2017. Além desse desenvolvimento de mercado, a outra estratégia é abrir novas possibilidades para o pão de queijo mineiro em outros países.
As exportações da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) aumentaram 40% em 2015 em relação ao ano anterior. Foram vendidos 60,5 mil veículos para outros países. Segundo a empresa italiana, com a desvalorização cambial, o produto nacional voltou a ser competitivo e isso possibilitou à FCA voltar a exportar a partir do Brasil. Um dos países que compraram carros brasileiros foi o México. Mas a FCA também vende seus veículos para a Argentina e outros países da América Latina. Este ano, os principais modelos exportados são Palio, Siena e Fiorino. De acordo com a assessoria de imprensa da FCA, embora exportar seja uma das saídas para as empresas em momentos de crise no Brasil, essas ações não acontecem de uma hora para a outra. 
Leo Lara
A estratégia somente se torna viável se o país e a indústria automotiva estiverem preparados para isso, sendo que são necessários acordos de comércio com diversos países e investimentos na eficiência, excelência e qualidade de toda a cadeia produtiva nacional. Diante disso, a ampliação das exportações a partir do Brasil é parte da estratégia de longo prazo da FCA na América Latina, e não apenas uma saída emergencial para a crise. A empresa considera que o Brasil já foi um grande exportador e pode voltar a ser importante no comércio global, já que as dimensões de sua indústria automotiva conferem-lhe vocação exportadora. Além disso, a FCA enxerga muitas oportunidades não somente na América Latina, mas em todo o mundo, que podem ser aproveitadas pela indústria automotiva nacional.
Fotolia
Ele conta que o mercado internacional já foi o maior faturamento da Manoel Bernardes e, apesar de ter perdido espaço para as lojas de varejo, ainda continua significativamente importante, representando 30%. Graças a essa atuação no mercado internacional, a Manoel Bernardes tornou-se uma das empresas mais conhecidas lá fora quando se trata de gemas de cor. Para deixar mais eficaz sua atuação externa, a empresa fez joint ventures nos Estados Unidos, Índia, Tailândia, China com empresas que importam seus produtos já lapidados, com as gemas de acordo com as necessidades desses clientes principais. As exportações são tão importantes na Manoel Bernardes que foi criada uma unidade de negócios voltada para o mercado externo, com diretrizes e orçamento próprios. A Manoel Bernardes já nasceu uma empresa exportadora. Desde os anos 60 a joalheria vende gemas de cor brasileiras para outros países. Tanto que, em 1970, sua nova sede, no centro de Belo Horizonte, tinha como meta canalizar a produção brasileira de gemas para o exterior. “Meu pai encontrava compradores estrangeiros para cada tipo de mercadoria, sendo que os principais mercados daquela época eram os Estados Unidos (maior consumidor mundial de gemas), o Japão (que vivia o milagre japonês, com financiamentos muito baratos para a compra de joias, o que provocou boom de compradores no Brasil) e a Alemanha, que sempre teve tradição de trabalhar com gemas de cor”, relembra o diretor de comunicação e desenvolvimento de produtos da empresa, Manoel Bernardes. 
FotoliaAlém das gemas de cor, em 2000 a Manoel Bernardes também passou a exportar joias com gemas brasileiras para a Rússia, países do Oriente Médio e Estados Unidos. Embora ainda seja em pequena quantidade, essas exportações são de produtos com design brasileiro contemporâneo, que valoriza as matérias-primas locais. Como todos os segmentos, o de gemas também está sujeito à conjuntura internacional e é suscetível a regulamentações e normas internacionais. Devido a mudanças de normas e à crise nos Estados Unidos, que contaminou a Europa, em 2008, o mercado internacional reduziu significativamente até 2010. “Desde 2011 estamos sentindo recuperação sustentável, mas paulatina, desses mercados. Em 2012 a China assumiu protagonismo importante, passando a ser o destino número 1 no mundo, de gema de cor. Mas, desde o ano passado, o país também apresentou sensível redução no consumo, em virtude da queda de sua economia e da regulamentação interna, que proíbe presentes com joias”, analisa Manoel Bernardes.Alberto Wu
Do alto de sua experiência de atuação em outros países, o empresário diz que o mundo é extremamente complexo, mas que existe a alternância nos mercados. “Com a dificuldade interna, a área internacional assume importância maior. Os ciclos nem sempre são concomitantes em todos os países.” O empresário prevê que a proporção da importância do mercado externo aumentará no faturamento da Manoel Bernardes, mas isso vai depender da questão chinesa, que se tornou cliente incontornável, muito importante para a empresa, mas que está com um pouco de dificuldade para se levantar.
Manoel Bernardes diz que os exportadores ficam sujeitos às ações locais dos clientes e parceiros de outros países. Por ser considerado uma província mineralógica, o Brasil sempre foi muito importante na produção de gemas, sendo que Minas Gerais é responsável por 50% da produção de gemas de cor nacional e por 70% das exportações. “Nossos lapidadores são considerados os melhores do mundo”, afirma. Segundo ele, 90% das exportações da Manoel Bernardes vão para os Estados Unidos e que a gema de maior interesse mundial, no momento, é a turmalina paraíba, descoberta há menos de 20 anos, em São José da Batalha (PB). Os exportadores brasileiros agradecem a preferência internacional. 
Em época de crise econômica interna, explorar os mercados de outros países é sempre uma alternativa bem-vinda para que os negócios das empresas não sejam tão atingidos enquanto as vendas por aqui permanecerem em baixa. Embora, segundo dados da área de negócios internacionais da Fiemg, as vendas externas de Minas Gerais tenham apresentado redução nos 3 primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2015, principalmente por causa da queda nos preços do minério e do café, que impactam nos negócios externos do estado, a esperança é de que haja reação a partir dos segundo semestre de 2016. “A expectativa é de que as exportações comecem a reagir no segundo semestre, com aumento das vendas de produtos industrializados e semimanufaturados. A melhoria do câmbio e a estabilização das principais economias podem atuar nesta recuperação”, prevê Alexandre Brito, consultor de negócios internacionais da Fiemg. Os principais mercados de destino dos produtos mineiros são China, Estados Unidos, Argentina e Países Baixos.Apesar de o estado ter longa lista de produtos vendidos para outros países, a pauta de exportação de Minas é composta, principalmente, por minério de ferro, alimentos (café, carne, açúcar), metalúrgicos (aço), material de transporte e pedras. Consolidada no mercado interno, a Forno de Minas aproveita o câmbio favorável e já vende 5% de toda a sua produção para outros países, principalmente Estados Unidos. No atual contexto das vendas internas, as externas tornam-se ainda mais importantes para os negócios da companhia. A ideia da empresa é fazer com que os brasileiros que vivem nos Estados Unidos matem a saudade de casa comendo cada vez mais pão de queijo, e também conquistar o paladar dos estadunidenses. Para conseguir isso, a empresa abriu uma subsidiária no fim de 2014 para começar a trabalhar o consumo entre os norte-americanos, já que os brasileiros que vivem lá são grandes consumidores do pão de queijo mineiro.“A meta das vendas externas, que deverá ser atingida até 2020, é de fazer com que elas representem 20% do faturamento”, antecipa a gerente de Comércio Exterior da Forno de Minas, Gabriela Ciola. Segundo ela, a estratégia é desenvolver os mercados onde a empresa já vem atuando, utilizando estratégias para entrar no food service ou trabalhar no varejo, por meio das ações de trading marketing e mídia social. Os Estados Unidos representam 60% das vendas externas da Forno de Minas. A empresa já está com 1,2 mil pontos de venda na terra do tio Sam e pretende chegar a 10 mil até o início de 2017. Além desse desenvolvimento de mercado, a outra estratégia é abrir novas possibilidades para o pão de queijo mineiro em outros países.As exportações da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) aumentaram 40% em 2015 em relação ao ano anterior. Foram vendidos 60,5 mil veículos para outros países. Segundo a empresa italiana, com a desvalorização cambial, o produto nacional voltou a ser competitivo e isso possibilitou à FCA voltar a exportar a partir do Brasil. Um dos países que compraram carros brasileiros foi o México. Mas a FCA também vende seus veículos para a Argentina e outros países da América Latina. Este ano, os principais modelos exportados são Palio, Siena e Fiorino. De acordo com a assessoria de imprensa da FCA, embora exportar seja uma das saídas para as empresas em momentos de crise no Brasil, essas ações não acontecem de uma hora para a outra. A estratégia somente se torna viável se o país e a indústria automotiva estiverem preparados para isso, sendo que são necessários acordos de comércio com diversos países e investimentos na eficiência, excelência e qualidade de toda a cadeia produtiva nacional. Diante disso, a ampliação das exportações a partir do Brasil é parte da estratégia de longo prazo da FCA na América Latina, e não apenas uma saída emergencial para a crise. A empresa considera que o Brasil já foi um grande exportador e pode voltar a ser importante no comércio global, já que as dimensões de sua indústria automotiva conferem-lhe vocação exportadora. Além disso, a FCA enxerga muitas oportunidades não somente na América Latina, mas em todo o mundo, que podem ser aproveitadas pela indústria automotiva nacional.A Manoel Bernardes já nasceu uma empresa exportadora. Desde os anos 60 a joalheria vende gemas de cor brasileiras para outros países. Tanto que, em 1970, sua nova sede, no centro de Belo Horizonte, tinha como meta canalizar a produção brasileira de gemas para o exterior. “Meu pai encontrava compradores estrangeiros para cada tipo de mercadoria, sendo que os principais mercados daquela época eram os Estados Unidos (maior consumidor mundial de gemas), o Japão (que vivia o milagre japonês, com financiamentos muito baratos para a compra de joias, o que provocou boom de compradores no Brasil) e a Alemanha, que sempre teve tradição de trabalhar com gemas de cor”, relembra o diretor de comunicação e desenvolvimento de produtos da empresa, Manoel Bernardes. Ele conta que o mercado internacional já foi o maior faturamento da Manoel Bernardes e, apesar de ter perdido espaço para as lojas de varejo, ainda continua significativamente importante, representando 30%. Graças a essa atuação no mercado internacional, a Manoel Bernardes tornou-se uma das empresas mais conhecidas lá fora quando se trata de gemas de cor. Para deixar mais eficaz sua atuação externa, a empresa fez joint ventures nos Estados Unidos, Índia, Tailândia, China com empresas que importam seus produtos já lapidados, com as gemas de acordo com as necessidades desses clientes principais. As exportações são tão importantes na Manoel Bernardes que foi criada uma unidade de negócios voltada para o mercado externo, com diretrizes e orçamento próprios. Além das gemas de cor, em 2000 a Manoel Bernardes também passou a exportar joias com gemas brasileiras para a Rússia, países do Oriente Médio e Estados Unidos. Embora ainda seja em pequena quantidade, essas exportações são de produtos com design brasileiro contemporâneo, que valoriza as matérias-primas locais. Como todos os segmentos, o de gemas também está sujeito à conjuntura internacional e é suscetível a regulamentações e normas internacionais. Devido a mudanças de normas e à crise nos Estados Unidos, que contaminou a Europa, em 2008, o mercado internacional reduziu significativamente até 2010. “Desde 2011 estamos sentindo recuperação sustentável, mas paulatina, desses mercados. Em 2012 a China assumiu protagonismo importante, passando a ser o destino número 1 no mundo, de gema de cor. Mas, desde o ano passado, o país também apresentou sensível redução no consumo, em virtude da queda de sua economia e da regulamentação interna, que proíbe presentes com joias”, analisa Manoel Bernardes.Do alto de sua experiência de atuação em outros países, o empresário diz que o mundo é extremamente complexo, mas que existe a alternância nos mercados. “Com a dificuldade interna, a área internacional assume importância maior. Os ciclos nem sempre são concomitantes em todos os países.” O empresário prevê que a proporção da importância do mercado externo aumentará no faturamento da Manoel Bernardes, mas isso vai depender da questão chinesa, que se tornou cliente incontornável, muito importante para a empresa, mas que está com um pouco de dificuldade para se levantar. Manoel Bernardes diz que os exportadores ficam sujeitos às ações locais dos clientes e parceiros de outros países. Por ser considerado uma província mineralógica, o Brasil sempre foi muito importante na produção de gemas, sendo que Minas Gerais é responsável por 50% da produção de gemas de cor nacional e por 70% das exportações. “Nossos lapidadores são considerados os melhores do mundo”, afirma. Segundo ele, 90% das exportações da Manoel Bernardes vão para os Estados Unidos e que a gema de maior interesse mundial, no momento, é a turmalina paraíba, descoberta há menos de 20 anos, em São José da Batalha (PB). Os exportadores brasileiros agradecem a preferência internacional.