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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

QUARTZO DE VÁRIAS CORES.

Quartzo
quartzo

O quartzo é o segundo mineral mais abundante   da Terra Possui estrutura cristalina trigonal composta por tetraedros de sílica (dióxido de silício, SiO2), pertencendo ao grupo dos tectossilicatos. O seu hábito cristalino é um prisma de seis lados que termina em pirâmides de seis lados, embora freqüentemente distorcidas e ainda coluna, em agrupamentos paralelos, em formas maciças (compacta, fibrosa, granular, criptocristalina), maclas com diversos pseudomorfos. É classificado como tendo dureza 7 na Escala de Mohs. Apresenta as mais diversas cores(alocromático) conforme as variedades. Peso específico 2.65. Sem clivagem, apresentando fractura concoidal. Mineradores de rochas contendo quartzo podem sofrer de uma doença denominada silicose.
Druza de quartzo

Tipos de ocorrência
Ocorre geralmente em pegmatitas graníticas e veios hidrotermais. Cristais bem desenvolvidos podem atingir vários metros de extensão e pesar centenas de quilogramas. A erosão de pegmatitas pode revelar bolsas expansivas de cristais, conhecidas como "catedrais". Pode também ter origem metamórfica ou sedimentar. Geralmente associado aos feldspatos e micas. Faz parte da constituição de granito, arenito, calcários. Adicionalmente, pode ocorrer em camada, particularmente em variedades como a ametista; neste caso, os cristais desenvolvem-se a partir de uma matriz e deste modo apenas é visível uma pirâmide terminal. Um geode de quartzo, consiste de uma pedra oca (geralmente de forma aproximadamente esférica), cujo interior é revestido por uma camada de cristais.
Minerais do grupo do quartzo

Cristal de rocha ou quartzo hialino é uma variedade cristalina de quartzo, incolor e transparente. É a variedade mais pura do quartzo.






A ametista é uma variedade violeta ou púrpura do quartzo, muito usada como ornamento. Diz-se que a origem de seu nome é do grego a, "não" e methuskein, "intoxicar", de acordo com a antiga crença de que esta pedra protegia seu dono da embriaguez. Entretanto, de acordo com o Rev. C. W. King, a palavra provavelmente é uma corruptela de um nome oriental da pedra.
Citrino, também chamado de quartzo citrino (há várias outras denominações impróprias, como citrino-topázio) é uma variedade de quartzo de cor amarela, laranja, excepcionalmente vermelha. Basicamente, é um quartzo com impurezas férricas.







Quartzo fumado (no Brasil, quartzo fumé ou quartzo enfumaçado) é uma variedade de quartzo de cor castanho claro a negro. Estas cores devem-se a radiações emitidas por minerais radioactivos ou ainda à presença de matéria orgânica. Quando aquecido pode converter-se em citrino. Na Antiguidade, julgou-se que esta variedade de quartzo continha fumaça no seu interior daí o seu nome. Durante séculos foi uma das pedras preciosas mais talhadas e procuradas, mas hoje em dia é uma gema modesta. O maior produtor mundial desta gema é a Suíça, destacando-se também Brasil, Madagascar, Rússia, Escócia e Ucrânia.


Quartzo rosa ou Quartzo róseo é um tipo de quartzo, que tem uma tonalidade cor-de-rosa clara (mais luminosa e brilhante). A cor deve-se geralmente a uma quantidade pequena de impurezas de titânio no material maciço e, como tal, raramente se encontra na forma de cristal. A verificar-se, a sua cor deve-se a um fosfato e não a uma impureza. Os primeiros cristais foram encontrados na pegmatite, encontrada próximo a Rumford, Maine, EUA, mas a maioria de cristais no mercado vêm de Minas Gerais, Brasil.


Quartzo leitoso , Quartzo leite ou chamado vulgarmente por Diamante de leite é provavelmente a variedade mais comum de quartzo e pode ser encontrada quase em qualquer lugar. A cor branca é causada por inclusões de bolhas minúsculas de gás e/ou água. Brilho gorduroso. Caracterizado pela sua aparência leitosa.






Olho de tigre é uma gema que exibe acatassolamento apresentando normalmente cor amarela a vermelho-marrom, com um lustre sedoso. Trata-se de crocidolita silicificada, um clássico exemplo de pseudomorfismo. Uma variedade não totalmente silicificada é chamada olho de falcão. Um membro do grupo do quartzo, suas propriedades físicas e visuais são idênticas ou muito próximas às propriedades de um cristal simples de quartzo.



Aventurina é uma variedade de quartzo com inclusões de fuchsita ou de hematita.






Estes e muitos outros minerais têm a mesma composição química do quartzo(dióxido de silício, SiO2) mas apresentam estruturas cristalinas diferentes. Por esta razão estes minerais, incluindo o quartzo, denominam-se polimorfos de sílica (SiO2). O tipo de estrutura cristalina formada depende da temperatura e pressão existentes no momento da cristalização.

Fonte: Geologo.com

OPALA

Opala
Opala

A Opala é sílica amorfa hidratada, o percentual de água pode chegar a 20%. Por ser amorfo, ele não tem formato de cristal, ocorrendo em veios irregulares, massas, e nódulos.



A opala pode ser branca, incolor, azul-leitosa, cinza, vermelha, amarela, verde, marrom e preta. Frequentemente muitas dessas cores podem ser vistas simultaneamente, em decorrência de interferência e difração da luz que passa por aberturas regularmente arranjadas dentro do microestructura do opala, fenômeno conhecido como jogo de cores ou difração de Bragg. A estrutura da opala é formada por esferas de cristobalita ou de sílica amorfa, regularmente dispostas, entre as quais há água, ar ou geis de sílica. Quando as esferas têm o mesmo tamanho e um diâmetro semelhante ao comprimento de onda das radiações da luz visível, ocorre difração da luz e surge o jogo de cores da opala nobre. Se as esferas variam de tamanho, não há difração e tem-se a opala comum.
O termo opalescência é usado geral e erroneamente para descrever este fenômeno original e bonito, que é o jogo da cores. Na verdade, opalescência é o que mostra opala leitosa, de aparência turva ou opala do potch, sem jogo de cores.

As veias de opala que mostram jogo de cores são freqüentemente muito finas, e isso leva à necessidade de lapidar a pedra de modos incomuns. Um doublet de opala é uma camada fina de opala colorida sobre um material escuro como basalto ou obsidiana. A base mais escura ressalta o jogo de cores, resultando numa aparência mais atraente do que um potch mais claro. O triplet de opala é obtido com uma base escura e com um revestimento protetor de quartzo incolor (cristal de rocha), útil por ser a opala relativamente delicada. Dada a textura das opalas, pode ser difícil obter um brilho razoável.
A opala é um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todo tipo de rocha, geralmente sendo encontrado nas formações ferro-manganesíferas, arenito, e basalto. Pode se formar também em outros tipos de materiais, como nós de bambus.
Existem opalas sintéticas, que estão disponíveis experimental e comercialmente. O material resultante é distinguível da opala natural por sua regularidade.

As variedades de opala que mostram jogo de cores, as opalas preciosas, recebem diverso nome; do mesmo modo, há vários tipos de opala comum, tais como: opala leitosa (um azulado leitoso a esverdeado); opala resina (amarelo-mel com um brilho resinoso); opala madeira (formada pela substituição da madeira com opala); Mielite (marrom ou cinza) e hialita, uma rara opala incolor chamada às vezes Vidro de Müller.
Jazidas
A opala, pedra preciosa conhecida por produzir lampejos das sete cores do arco-íris, tem sua maior jazida brasileira na cidade piauiense de Pedro 2º.

Encontrada também em países como Austrália, México, Honduras, Estados Unidos, Eslováquia, Polônia e Hungria. 




Dureza  de 5,5-6,6. escala de Mohs

Preferida por muitos por desenvolver os poderes extrasensoriais, a Opala é excelente para despertar a intuição e a criatividade.

Fonte: Geologo.com

Hoje é o dia mais triste do ano; veja como superá-lo 

Hoje é o dia mais triste do ano; veja como superá-lo

15/01/2018


Menina pequena com cara de triste: Tristeza: veja como superar o dia mais deprê do ano© Thinkstock Tristeza: veja como superar o dia mais deprê do ano Hoje é o dia mais triste do ano. Isso é o que apontam pesquisas realizadas pela Universidade de Cardiff, no País da Gales.
Pelos estudos, a terceira segunda-feira de janeiro é o dia do ano em que as pessoas se sentem mais tristes. Isso porque, com as dívidas, o fim das férias e das festas, além da falta de planejamento para os objetivos do ano, a maioria das pessoas sente uma queda na motivação.
A data tem sido chamada há mais de uma década de “Blue Monday” e é levada à sério no Reino Unido, onde é constatado um maior número de faltas no trabalho neste dia.
Confira 10 dicas para enfrentar o dia mais triste do ano:
1) Não reclame: Falar ou pensar coisas negativas acabam prejudicando seu rendimento e sua motivação.
2) Dedique um tempo a você mesmo: Tire 30 minutos para fazer algo que goste, mesmo que seja banal.
3) Evite fazer refeições com pressa: Almoce ou tome café confortavelmente, sentado e com calma.
4) Analise seus planos e objetivos: Pergunte-se: “Qual contribuição quero dar com meu trabalho?”, “O que pretendo alcançar?”, “Como posso agir melhor com o que tenho?”
5) Faça reflexões: Pense em si mesmo e em tudo o que tem ao seu redor de maneira positiva
6) Encontre bons motivos para aproveitar a segunda-feira: Apesar de muitas pessoas odiarem este dia da semana, é possível encontrar vantagens dentro da rotina.
7) Comece a dizer não: Se algo não lhe agrada, não hesite em dizer não.
8) Renuncie a situações rotineiras que atrasam sua vida: Comece a mudar sua rotina com foco na produtividade, assim você escapará das mesmas situações de desânimo.
9) Quer ser líder? Avalie a possibilidade de conversar com um coaching para descobrir como atuar melhor com sua equipe.
10) Pense nos fins de semana como férias: Separe os dias de descanso para ficar com os amigos, família e filhos, além de passear e viajar como se estivesse em férias.

Fonte: Exame

Joias no Brasil

Após séculos de guerras, disputas de território e toda sorte de pequenas e grandes revoluções nos campos social, cultural e político, a Europa se via na necessidade de, novamente, expandir seus limites. À época, a expansão das fronteiras geográficas significava riqueza material e conhecimento.
No entanto, a América significou algo ainda além; a imposição cultural com que o colonialismo se consolidou gerou uma grande catástrofe civilizatória. A história das colonizações revela, por um lado, o horror de sociedades invasoras e dominadoras, mas também, o diálogo, a novidade e a construção de uma nova forma de experiência humana.
Entre os índios brasileiros havia a lenda da Sabarabuçu, a “serra que brilha”, onde o ouro estaria à flor da terra e nos leitos dourados dos rios, dividindo espaço com pedras preciosas de todas as cores. Seriam necessários quase duzentos anos de exploração para que a cobiçada riqueza fosse finalmente encontrada. A primeira descoberta significativa de ouro no Brasil foi em 1693, no rio da Casca em Mato Grosso, mas foi a descoberta das minas de Ouro Preto (1698) que se deu inicio à corrida do ouro, ocorrendo grande êxodo para a região de Minas Gerais. Em 1760, metade do ouro do mundo vinha do Brasil, e em 1988 éramos o 5º maior produtor mundial.
No início do século XVII, a grande maioria das joias que existiam no Brasil era importada de Portugal. Com o tempo, os artistas de diferentes lugares passaram a desenvolver peças com materiais aqui encontrados. São geralmente peças com motivos ingênuos, mas com plasticidade e rigor artístico; uma joalheria que se destinava às famílias abastadas dos senhores de engenhos ou dos burgueses enriquecidos.

As joias coloniais tinham papel utilitário de reafirmação da riqueza dos donos da terra; serviam como enfeite para escravos em festas pelas cidades e também como adorno para as imagens de santos nas procissões.
Na hierarquizada sociedade colonial brasileira, a moda era uma das formas de distinção entre as classes sociais. Nessa época, até os “negros da casa” eram meio de ostentação de riquezas, adornados com pencas de cordões e pulseiras “escrava”. Mesmo depois de alforriadas, as negras do partido alto (aquelas que afirmavam sua condição de liberdade e status vestindo-se luxuosamente), criaram uma estética própria abusando do ouro misturado com dentes, ossos, contas coloridas e coral, mostrando com orgulho sua origem africana. Já a elite branca consumia joias refinadas, vindas principalmente de Portugal e França, ricas em diamantes, pérolas, rubis, safiras, e, mais tarde, a esmeralda, a primeira pedra de valor reconhecido a ser descoberta em solo brasileiro pelos bandeirantes, encabeçando a grande variedade de gemas brasileiras, hoje mundialmente difundidas e admiradas.

Foi por volta de 1550 que o regimento dos ourives da cidade de Lisboa criou um sistema de controle, postulando exigências acerca da marcação das peças de ouro e prata originárias da colônia (contraste). A partir do século XVII, começam a vir ourives da Metrópole. Um fato interessante é que, neste período, a maioria dos artesãos era composta de escravos, multados e índios, que aprendiam muito rapidamente aquelas habilidades e as desenvolviam com desenvoltura.

Em 18 de julho de 1841, D. Pedro II, aos 14 anos de idade, foi coroado Rei do Império Brasileiro, então tumultuado. Mas ao longo de 58 anos a frente do país, transformou-o numa potência emergente. Com sua monarquia parlamentar constitucional, D. Pedro II manteve estabilidade política, liberdade de expressão, respeito aos direitos civis e crescimento econômico, além de impor com firmeza a abolição da escravidão.

Conhecido como patrono das artes e das ciências, o imperador fez grandes esforços para a criação e a manutenção de órgãos e políticas de desenvolvimento da ciência e cultura no país, com investimentos na música, belas-artes, história e geografia. Neste período é notório o crescimento nas belas-artes, fruto dos investimentos feitos para o crescimento da Imperial Escola de Belas Artes.
Apesar da grande popularidade, D. Pedro II foi retirado do poder em 1889, vítima de um golpe de estado realizado por um pequeno grupo de militares.

Fonte: Geologo.com

O ACABAMENTO DA JOIA

Para que a joia fique finalmente pronta, o último passo é o acabamento, que pode utilizar uma ou mais técnicas tradicionais, ou apresentar uma variedade de texturas diferenciadas, conferindo personalidade e efeito final à peça.
Os tipos de acabamento mais difundidos são polido, acetinado, com brilho, fosco, escovado, diamantado, martelado, craquelado, esmaltado, com filigrana, granulado, jateado, repuxado e oxidado.

Fonte: Geologo.com

Lapidação e Cravação

As gemas brutas são trabalhadas por lapidadores, quedão-lhes forma e brilho. Inicialmente, o artesão estuda cuidadosamente o exemplar e define o estilo de lapidação mais apropriado para realçar sua beleza e suas propriedades ópticas. A forma da pedra bruta, em si, já exerce grande influência no momento de definir o estilo mais adequado.
Depois de definir as direções corretas para a serragem e efetuá-la, a gema passa pelos processos de formação, onde adquire uma forma inicial, e facetamento, através do qual o profissional cria superfícies planas que acompanham a forma da pedra. Facetas bem elaboradas e com angulações corretas contribuem para otimizar a penetração e a reflexão da luz através da gema, tornando-a ainda mais bela aos nossos olhos. Finalmente, as facetas da gema são polidas, de modo a realçar seu brilho final.
O profissional que executa o trabalho de cravação das pedras na joia é designado cravador. Seu trabalho requer muita destreza e precisão e consiste em fixar as gemas sobre as peças metálicas executadas pelo ourives, garantindo um ajuste perfeito.
 Fonte: Geologo.com

O OURO

Este metal é explorado pelo homem há cerca de 6.000 anos, não somente por seu aspecto estético, mas também por suas inigualáveis características, como a elevada resistência ao desgaste e o fato de não oxidar-se. O ouro, emseu estado natural, é extremamente maleável, daí o fato de que sua utilização em joalheria se faz com a adição de determinadas porcentagens de ligas.
O teor do ouro contido numa liga é expresso em quilates, isto é, uma fração de ouro expressa em 24 partes. Assim, uma liga de ouro de 18 quilates (também designada 750) contém 18 partes de ouro, sendo as 6 partes restantes constituídas pelos outros metais que compõem a liga. A adição de cobre, prata e outros elementos em diferentes combinações e proporções faz com que a liga correspondente adquira distintas cores e teores.
Valor do ouro
A ascensão do ouro foi significante para estabilizar a economia global, ditando que cada nação deveria limitar sua moeda corrente emitida à quantia de ouro que continha em reserva. A Grã Bretanha foi a primeira a adotar esse padrão em 1821, seguida em meados de 1870 pelo resto da Europa. O sistema permaneceu desse jeito até o fim da Primeira Guerra Mundial. Depois da guerra, foi permitido a outros países manter reservas de moedas correntes ao invés do ouro. No meio do século 20, o dólar americano já tinha substituído o ouro no comércio internacional.
Ouro Branco
Por motivos óbvios, durante os anos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) houve poucas inovações técnicas no mundo das joias, salvo pela introdução do ouro branco que foi usado como alternativa a outros metais preciosos mais caros, sobretudo devido à restrição do uso da platina. Adicionavam-se outros metais ao ouro puro para mudar sua cor: o ouro branco tinha certa quantidade de prata ou paládio, e o ouro rosa levava cobre.

Fonte: Geologo.com

A ourivesaria



A ourivesaria é a arte de trabalhar o ouro e demais metais preciosos, tais como a platina, o paládio e a prata. A joalheria, por sua vez, é a área da ourivesaria que trata da fabricação de objetos destinados ao uso, como joias e adornos. Sua história no desenvolvimento da civilização humana demonstra o talento e a criatividade de sucessivas gerações de artesãos no desafio de transformar materiais especiais em ornamentos pessoais de alto valor artístico.
Fonte: Geologo.com

TURMALINA PARAÍBA

As turmalinas conhecidas sob a designação ”Paraíba”, em alusão ao Estado onde foram primeiramente encontradas, causaram furor ao serem introduzidas no mercado internacional de gemas, em 1989, por suas surpreendentes cores até então jamais vistas. A descoberta dos primeiros indícios desta ocorrência deu-se sete anos antes, no município de São José da Batalha.
Estas turmalinas ocorrem em vívidos matizes azuis claros, azuis turquesas, azuis “neon”, azuis esverdeados, azuis-safira, azuis violáceos, verdes azulados e verdes-esmeralda, devidos principalmente aos teores de cobre e manganês presentes, sendo que o primeiro destes elementos jamais havia sido detectado como cromóforo em turmalinas de quaisquer procedências.
A singularidade destas turmalinas cupríferas pode ser atribuída a três fatores: matiz mais atraente, tom mais claro e saturação mais forte do que os usualmente observados em turmalinas azuis e verdes de outras procedências.
Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de pedras preciosas de Tucson, no Estado do Arizona (EUA), teve início a escalada de preços desta gema. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo das mais de duas décadas que se seguiram, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais.
A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte. Estas minas passaram a produzir turmalinas cupríferas de qualidade média inferior às da Mina da Batalha, mas igualmente denominadas “Paraíba” no mercado internacional, principalmente por terem sido oferecidas muitas vezes misturadas à produção da Mina da Batalha.
Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos, através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF). No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo, em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.
Até o ano de 2001, o termo “Turmalina da Paraíba” referia-se à designação comercial das turmalinas da espécie elbaíta, de cores azuis, verdes ou violetas, que contivessem pelo menos 0,1% de CuO e proviessem unicamente do Brasil, precisamente dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Tudo começou a mudar quando, naquele ano, uma nova fonte de turmalinas cupríferas foi descoberta na Nigéria, na localidade de Ilorin (mina de Edeko), voltando a ocorrer quatro anos mais tarde, em meados de 2005, desta vez em Moçambique, na região de Alto Ligonha, a aproximadamente 100 km ao sudoeste da capital Nampula.
De modo geral, as elbaítas com cobre destes países africanos não possuem cores tão vívidas quanto às das brasileiras, embora os melhores exemplares da Nigéria e de Moçambique se assemelhem aos brasileiros.
O achado destes depósitos africanos ocasionou acalorados debates no mercado e entre laboratórios, uma vez que as gemas de cores azuis a verdes saturadas procedentes da Nigéria e de Moçambique não podem ser diferenciadas das produzidas no Brasil por meio de exames usuais e tampouco por análises químicas semi-quantitativas obtidas pela técnica denominada EDXRF.
Há alguns anos, felizmente, constatou-se ser possível determinar a origem das turmalinas destes 3 países por meio de dados geoquímicos quantitativos de elementos presentes como traços, obtidos por uma técnica analítica conhecida por LA-ICP-MS.
Em fevereiro de 2006, o Comitê de Harmonização de Procedimentos de Laboratórios, que consiste de representantes dos principais laboratórios gemológicos do mundo, decidiu reconsiderar a nomenclatura de turmalina da “Paraíba”, definindo esta valiosa variedade como uma elbaíta de cores azul-néon, azul-violeta, azul esverdeada, verde azulada ou verde-esmeralda, que contenha cobre e manganês e aspecto similar ao material original proveniente da Paraíba, independentemente de sua origem geográfica.
Esta política é consistente com as normas da CIBJO, que consideram a turmalina da Paraíba uma variedade ou designação comercial, e a definem como dotada de cor azul a verde devida ao cobre, sem qualquer menção ao local de origem. 
Por outro lado, como essas turmalinas cupríferas são cotizadas não apenas de acordo com seu aspecto, mas também segundo sua procedência, tem-se estimulado a divulgação, apesar de opcional, de informações sobre sua origem nos documentos emitidos pelos laboratórios de gemologia, caso disponham dos recursos analíticos necessários.

Fonte: Geologo.com

Petrobras negocia venda de ações por US$ 1,95 bi a Total

Petrobras negocia venda de ações por US$ 1,95 bi a Total

A Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4e a companhia francesa Total chegaram a um acordo sobre os campos Lapa e Iara. A cessão de direitos das concessões, divulgada em 1 de marco do ano passado, foi negociado a US$ 1,95 bilhão, acompanhado com ajustes do fechamento da operação. A estatal brasileira ressalta que o valor não contempla uma linha de crédito que pode ser acionada por ela no montante de US$ 400 milhões.
A conclusão do negócio foi encerrado com a cessão de direitos de 35% da Petrobras para a Total, assim como a operação do campo de Lapa no bloco BM-S-9A no pré-sal da Bacia de Santos. Com o quadro, a Total eleva 35% da fatia no acordo e se torna operadora, ao passo que a Shell assume com 30%, Repsol-Sinopec, 25% e a Petrobras, com 10%.
Atualmente, a capacidade do campo de Lapa é de 100 mil barris ao dia. A produção foi iniciada em dezembro de 2016, por meio do FPSO Cidade de Caraguatatuba.
Em comunicado a companhia brasileira informa que todas as condições referente ás cessões de direitos foram seguidas, além da concessão de licenças de operações e instalação pelo IBAMA para que a Total seja a operadora do campo da Lapa.
A estatal já cedeu 22,5% da área do campo Iara, que inclui os campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, no bloco BM-S-11A, no pré-sal da Bacia de Santos. A Petrobras permanece como operadora, com 42,5%, ao lado de Shell de 25%, a Total com 22,5% e Petrogral de 10%.
A mão de obra em Iara está prevista em 2018 nos campos de Berbigão e Sururu, com estrutura total de 150 mil barris ao dia, em 2019 no campo de Atapu.
No total, a Petrobras e a Total são parceiras em 19 consórcios de exploração e produção no Brasil e em outras nações.
*Com informações do Estadão

Jornal ADVFN