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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

OUTRO ÍCONE DA JOALHERIA BRASILEIRA


OUTRO ÍCONE DA JOALHERIA BRASILEIRA

     Quando terminei de escrever sobre Jules Sauer, me dei conta de que precisava falar também sobre outro ícone da joalheria brasileira, Hans Stern. Ele foi o fundador da H. Stern, uma rede de 280 joalherias espalhadas por 32 países e que emprega quase 3.000 pessoas.
A vida de Hans Stern assemelhou-se em muitos aspectos à vida de Jules Sauer.  Ambos vieram da Europa para o Brasil muito jovens (Hans com 17 anos, Sauer com 18), no início da II Guerra Mundial. Eram de origem judia, ambos começaram a vida profissional aqui em atividade não ligada diretamente às pedras preciosas (Sauer deu aulas de francês e Stern começou trabalhando como datilógrafo) e, o mais importante de tudo, os dois deram enorme impulso ao conhecimento e consumo de pedras preciosas brasileiras, numa época em que elas eram consideradas gemas de segunda categoria.
O primeiro emprego de Hans Stern foi numa empresa que lapidava e importava predras preciosas (chamada Cristab). Ele logo se encantou com a beleza daquela mercadoria e começou a viajar por todo o país, inclusive a cavalo, conhecendo garimpeiros e comprando gemas diversas.
Em 1945, fundou no Rio de Janeiro, uma pequena loja: era o início da H. Stern, que desde o início teve este nome.


Brincos Harmony, criados para a H. Sten pela estilista
Diane von Furstenberg, com rubi, rubelita, berilo, citrino, 
quartzo rosa e diamante.


Hans não se conformava com o fato de classificarem nossas gemas como pedras semipreciosas, e ficou famosa uma frase sua: Não existe pedra semipreciosa, como não existe mulher semigrávida. De fato, embora a denominação pedra preciosa seja correta, o mesmo não se dá com pedra semipreciosa, por várias razões. A principal é que nunca houve consenso sobre quais pedras seriam consideradas preciosas. Normalmente, eram assim classificados o rubi, a safira, a esmeralda e o diamante. Alguns autores, porém, incluíam também a opala preciosa e o crisoberilo, por exemplo. E outros, a pérola. Além disso, a distinção era inútil e, para o Brasil, muito prejudicial.
Vários autores e gemólogos de renome têm a mesma opinião: Robert Webster, Walter Schumann, Joel Arem, Erich Merget e, é claro, nosso tão estimado Jules Sauer.
O preço não é critério válido para a separação: esmeralda, rubi, safira e diamante são usualmente gemas caras, mas a turmalina Paraíba tem preço médio maior que o do rubi e o da safira e a alexandrita e a opala-negra têm preço médio igual ao da esmeralda, por exemplo.
Coerente com esses posicionamentos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) recomenda evitar sempre o uso da palavra semipreciosa, substituindo-a por preciosa, salvo exigência comercial ou legal (NBR 10.630).   
Assim como devemos a Jules Sauer o reconhecimento internacional da esmeralda brasileira, devemos a Hans Stern essa atitude importante na valorização das nossas gemas.


                     Anel Sunrise, em ouro, ametista e um 
                     pequeno diamante na lateral da peça. 

Considerar pedra preciosa gemas como água-marinha, turmalinas e topázio imperial não foi difícil. Mas, considerar assim gemas relativamente baratas como ametista, citrino e ágata foi resultado do empenho de gemólogos como os citados.  Hans Stern, entretanto, foi bem além.
     Eu achava – e acredito que outros gemólogos experientes também - que incluir o quartzo incolor (cristal de rocha) entre as pedras preciosas era o que hoje se chama de forçar a barra. Afinal o
quartzo é a espécie mineral mais comum do planeta, e o cristal de rocha é a mais comum de suas muitas variedades. Então, lapidar e colocar cristal de rocha em uma joia era algo difícil de conceber.  Pois a H. Stern fez não uma joia, mas toda uma coleção com cristal de rocha!  Com uma inteligente campanha de marketing, apresentaram a coleção como joias leves, adequadas à estação (era verão).  Para mim então ficou consagrado definitivamente que qualquer mineral com beleza suficiente para justificar sua lapidação podia ser chamado de pedra preciosa.  E assim deve ser: há gemas caras e baratas, como há calçados, roupas, bebidas, etc. de preços bem variados.

                      Gargantilha Nature, com turmalina verde e diamante.

            Por fim outro reconhecimento que devemos e Jules Sauer e a Hans Stern. Ambos souberam transmitir aos filhos o amor pelas empresas que criaram, e são eles que hoje dão continuidade às notáveis obras de seus pais.  Nos anos 90, Hans convidou dois de seus filhos a participar da direção da empresa, mas continuou indo lá, todas as manhãs, dirigindo ele mesmo seu Fusca e sem seguranças.
Raramente dava entrevistas e não gostava de posar para fotografias. Ele nasceu quase cego e só começou a enxergar com o olho direito aos dois anos de idade. Gostava de ler, ouvir música clássica e tocar órgão.
Hans Stern colecionava selos e, é claro, pedras preciosas, e deixou uma grande coleção de turmalinas, sua pedra preferida.
A exemplo de Jules Sauer – as coincidências parecem não ter fim... – criou um museu na sede de sua empresa, em Ipanema, no Rio, onde são exibidas mais de mil turmalinas lapidadas.
Stern nasceu em Essen, na Alemanha, e faleceu no Rio de janeiro, em 2007, no mês em que completou 85 anos.
Fonte: Geologo.com

Futuro da mineração nas mãos do governo e do Congresso Nacional

Futuro da mineração nas mãos do governo e do Congresso Nacional


O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) avalia que parlamentares e o governo federal têm que analisar bem as consequências socioeconômicas do aumento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) no atual momento. As mineradoras argumentam que já enxugaram seus custos para fazer frente à crise econômica, à queda dos preços internacionais dos minérios e também à morosidade burocrática do licenciamento ambiental – que paralisa projetos, novos ou em fase de renovação. A justificativa é de que as mineradoras não têm mais custos a serem cortados para compensar os impactos do aumento do royalty.
O setor mineral acredita que o melhor caminho, no momento, seria abrir ampla discussão sobre o assunto e avaliar os impactos tão negativos. “A realidade é que as empresas foram surpreendidas e se sentiram frustradas com a elevação imediata das alíquotas da Cfem por Medida Provisória – as alíquotas diferem de acordo com o minério – e, principalmente, pela mudança da base de cálculo deste royalty, que passou a ser o faturamento bruto das mineradoras, e não mais o líquido”, afirmou Clovis Torres Junior, diretor executivo e consultor geral da Vale S.A. e presidente do Conselho Diretor do Ibram.
“Foi uma decisão política do governo federal, da qual, democraticamente, discordamos”, disse o executivo durante evento com empresários e especialistas do setor mineral.
Investimentos caem
Nos últimos cinco anos, pesquisa do Ibram indica que a intenção de investimentos em mineração no Brasil mudou para pior. Em 2012, as mineradoras anunciavam investimentos de US$ 75 bilhões nos 5 anos subsequentes; em 2017, esse mesmo levantamento aponta intenção de US$ 18 bilhões para os próximos 5 anos.
“Esta variação representa fielmente como o Brasil está virando as costas para um setor estratégico para sua economia. Esses US$ 18 bilhões ainda são valores expressivos, todos oriundos de capital privado. Ainda mais porque não há financiamento público no Brasil à altura do que a indústria da mineração necessita”, disse Walter Alvarenga, diretor-presidente do Ibram.
“Isso, apesar de seu alto potencial para gerar emprego, renda, tributos e divisas com as exportações, além de estimular negócios em uma ampla cadeia produtiva”, acrescentou.
Há informações preliminares, segundo o Ibram, de projetos minerais que poderão reduzir ou até paralisar atividades em razão do forte aumento de custos. “Todas as mineradoras estão fazendo cálculos, às pressas, porque não tiveram prazo para adaptar suas estruturas a esse aumento abrupto”, disse Walter Alvarenga.
Fonte: DeFato Online


Ouro fecha em leve queda, com reunião do Fed no radar

Ouro fecha em leve queda, com reunião do Fed no radar


O contrato futuro de ouro fechou em leve queda nesta terça-feira, 19, com os investidores à espera pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
 Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro fechou em baixa de 0,02%, a US$ 1.310,60 por onça-troy.
 Na semana passada, os preços de ouro registraram forte queda, após atingirem o nível mais alto em mais de um ano no início deste mês, após um arrefecimento das tensões envolvendo Estados Unidos e Coreia do Norte, além de um dólar mais forte.
 Investidores e analistas aguardam pela decisão do Fed, onde sinais sobre o ritmo de aperto monetário a ser empregado nos Estados Unidos podem influenciar os preços dos metais preciosos. O Fed divulgará a decisão nesta quarta-feira, seguida por uma coletiva de imprensa da presidente da instituição, Janet Yellen. Uma divisão entre os dirigentes do Fed sobre quando aumentar as taxas de juros novamente, em meio a uma inflação mais fraca do que o esperado, impulsionou os preços do ouro nas últimas semanas.
Fonte: IstoÉ

Oxigênio, Propriedades Físicas e Químicas do Oxigênio

Oxigênio, Propriedades Físicas e Químicas do Oxigênio
Oxigênio, Propriedades Físicas e Químicas do Oxigênio

O oxigênio, elemento químico de símbolo O, pertence ao grupo dos calcogênios (VIa) da tabela periódica. É o elemento mais abundante na crosta terrestre, na percentagem de 46,6%. Está presente na atmosfera na proporção de 21% do volume, e na água do mar na proporção de 85,7% do peso. Sua abundância cósmica é, no entanto, nitidamente inferior à de outros elementos mais leves, como o hidrogênio, o hélio e, em menor medida, o carbono e o nitrogênio.

Durante muito tempo o ar foi considerado um elemento químico e só ao final do século XVIII reconheceu-se que ele era na verdade uma mistura, cujo constituinte ativo é atualmente chamado oxigênio. Coube ao químico francês Antoine Lavoisier mostrar que a combustão, a calcinação dos metais e a respiração são fenômenos relacionados entre si, pois são todos processos de combinação com o oxigênio.

Propriedades físicas e químicasNa baixa atmosfera e à temperatura ambiente, o oxigênio está presente principalmente na forma de moléculas diatômicas (O2), que constituem um gás incolor, inodoro e insípido, essencial para os organismos vivos. Apresenta densidade levemente superior à do ar e seus átomos são relativamente pequenos, pois possuem somente oito elétrons (partículas elementares de carga negativa).

O oxigênio natural consiste numa mistura de três isótopos estáveis: o oxigênio 16 (99,759%), o oxigênio 17 (0,037%) e o oxigênio 18 (0,204%). Pouco solúvel em água, forma bolhas que se desprendem facilmente por simples agitação. À temperatura ambiente, a molécula de oxigênio é relativamente inerte, mas na presença de substâncias catalisadoras ou ao ser aquecida, reage com a maioria dos elementos para formar vários compostos.


Oxigênio Descoberta e métodos de obtençãoEmbora o químico sueco Carl Wilhelm Scheele tenha conseguido preparar uma amostra de oxigênio em 1772, atribui-se tradicionalmente seu descobrimento ao britânico Joseph Priestley, que sintetizou o gás em 1774 e publicou antes de Scheele o resultado de suas experiências. O trabalho de Priestley, aperfeiçoado depois por Lavoisier (que criou o nome oxigênio), se baseava no aquecimento de óxido de mercúrio, que produzia um gás puro, perfeitamente respirável, consumido por completo em novas combustões.

Esse método, também aplicado aos óxidos de prata e de bário e a certa variedade de sais, produz oxigênio de grande pureza, ainda que em pequenas quantidades. Outra fonte comum de síntese do oxigênio em laboratório é a decomposição da água oxigenada. Na indústria, são mais utilizadas a eletrólise da água, que resulta na separação de seus dois elementos constituintes, hidrogênio e oxigênio; e a destilação fracionada do ar líquido. O primeiro processo consiste em submeter à ação de corrente elétrica uma cuba eletrolítica cheia de água, à qual se adicionou uma substância condutora, como o ácido sulfúrico ou a soda cáustica. A destilação fracionada do ar líquido, processo de maior rentabilidade econômica para aplicação em grande escala, se baseia na diferença existente entre os pontos de ebulição do nitrogênio e do oxigênio, componentes mais abundantes na mistura.

Variedades alotrópicas O oxigênio apresenta-se habitualmente na forma de moléculas diatômicas, mas se altera sob a ação de fortes descargas elétricas ou na presença de substâncias ionizadas que tenham perdido parte de sua carga eletrônica ou capturado partículas do ambiente. Produz-se dessa maneira uma variedade alotrópica chamada ozônio, de molécula O3. Essa substância, empregada industrialmente como descolorante, esterilizador de líquidos e depurador de ambientes, está presente nas altas camadas da atmosfera. Desempenha papel fundamental na manutenção da vida sobre a Terra ao proteger o planeta da radiação ultravioleta do Sol.

Compostos oxigenadosA combinação do oxigênio com outros elementos forma óxidos, cuja reação com a água produz oxiácidos e bases. A combinação de ácidos e bases produz por sua vez sais oxigenados, dos quais existem numerosas famílias e variedades, presentes na natureza na maioria dos fenômenos geológicos. Inúmeras substâncias orgânicas, como álcoois, éteres, aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos e ésteres, também possuem átomos de oxigênio em sua estrutura.

Processos de oxidação A reação espontânea de qualquer substância com o oxigênio é denominada oxidação (termo que também designa qualquer processo no qual uma substância perde elétrons). Quando a reação é imediata e produz calor e luz, chama-se combustão. São exemplos de processos de oxidação a corrosão do ferro e a putrefação da madeira, que formam óxidos de ferro e de carbono, respectivamente. A queima da madeira gera os mesmos produtos de sua putrefação: dióxido de carbono e água. Os fenômenos de combustão podem ser espontâneos e, em substâncias como o carvão betuminoso, provocar incêndios em virtude da reação instantânea entre oxigênio, carbono e hidrogênio.

Aplicações São inúmeras as aplicações do oxigênio na indústria. Vários tipos de maçaricos -- como os oxiacetilênicos, produtores de feixes de grande conteúdo energético, que soldam ou seccionam metais; os oxídricos, que fabricam delicados dispositivos de quartzo e platina; e os de gás, úteis no tratamento de vidros -- permitem a realização de tarefas específicas de soldadura nas indústrias de base e de construção. O oxigênio líquido, misturado a outros combustíveis, é utilizado como explosivo.

Certos trabalhos que exigem a permanência do homem em ambientes hostis demandam o transporte do oxigênio necessário à respiração. Submarinos, aviões, naves espaciais e prospecções minerais e geológicas a grandes profundidades são abastecidos com tanques e bombas de oxigênio quando não é possível empregar dispositivos de injeção de ar a partir do exterior. Nos centros médicos é comum a administração de oxigênio a pacientes asmáticos ou com problemas pulmonares. Também é aconselhável em processos de envenenamento, nos quais é preciso acelerar os mecanismos de oxigenação do sangue.

Fonte: UOL

Água-Marinha

Água-Marinha, Pedra preciosa
Água-Marinha, Pedra SemipreciosaA pedra preciosa denominada água-marinha é, como a esmeralda, a morganita e o heliodoro, uma variedade de berilo (silicato de berílio), cuja fórmula química é Be3Al2(SiO3)6. O peso específico dessa substância é 1,58 e sua dureza vai de 7 a 7,5 numa escala em que a dureza máxima, só alcançada pelo brilhante, é dez. O sistema de cristalização da água-marinha é hexagonal e forma prismas quase cilíndricos, mais límpidos e maiores do que as esmeraldas. Seu colorido é azul, verde-azulado ou verde-mar.

Uma água-marinha de forma globular ocupa o ponto central da coroa dos soberanos do Reino Unido, e outras gemas do mesmo tipo integram coleções milionárias em todo o mundo.

O Brasil é o maior exportador de águas-marinhas. As jazidas brasileiras, especialmente as do vale do rio Jequitinhonha, produzem pedras de ótima qualidade. Dois dos maiores cristais de que se tem notícia foram encontrados em 1955, no estado de Minas Gerais. O Marta Rocha, originário de Teófilo Otoni, pesou 33,92kg e a pedra batizada Lúcia, proveniente da lavra de Garajaú, alcançou 61kg de peso. Outros produtores importantes são a Rússia, Madagascar, Sri Lanka, Índia e Estados Unidos. As maiores coleções são as do Museu Geológico de Londres e a da Smithsonian Institution, em Washington.

Fonte: Joia br

Alabastro

Alabastro
#Alabastro

O primeiro tipo de alabastro apresenta partículas finas e coloração branca, com uma série de veios de tonalidades suaves. Sua utilização como matéria-prima para objetos ornamentais é limitada pela baixa dureza. Os principais depósitos desse mineral estão localizados na Itália e no Reino Unido.

Muito apreciado pelos gregos e romanos, o alabastro vem sendo utilizado, ao longo dos séculos, como material para esculturas e vasos ornamentais, e também na decoração de palácios e igrejas.

Alabastro é um mineral que apresenta duas composições distintas. Uma delas, correspondente a uma variedade de gesso (sulfato de cálcio), é pouco compacta e pode ser facilmente riscada pela unha. A outra, mais dura, é de natureza calcária (carbonato de cálcio) e está presente em diversas formações geológicas.

A variedade calcária, conhecida como alabastro oriental, é muito apreciada por seu aspecto translúcido e pela presença de numerosos veios de tonalidades vivas. Foi muito utilizada na antiguidade, tanto no Egito como na Índia. Na Inglaterra medieval, desenvolveu-se uma importante escola de escultores, que exportaram estátuas, relevos, altares e vasos para toda a Europa.

Retábulos e objetos ornamentais de alabastro são encontrados na catedral de Santiago de Compostela, na Espanha, e no Victoria and Albert Museum, em Londres.

Fonte: Joia br

Empresas de mineração querem mudanças na MP que altera royalties do minério

Empresas de mineração querem mudanças na MP que altera royalties do minério


Empresas e entidades ligadas ao setor mineral vêm manifestando publicamente o descontentamento com o aumento dos royalties do minério, estabelecido por uma medida provisória (MP) assinada em julho pelo presidente Michel Temer. A divergência com o governo federal repercute no Congresso Brasileiro de Mineração, evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) que ocorre em Belo Horizonte até a próxima quinta-feira (21).
A MP 789/2017 alterou as alíquotas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), o conhecido royalty cobrado das empresas que atuam no setor. As mudanças precisam ser votadas no Câmara até o dia 28 de novembro para não perderem a validade. De acordo com o Ibram, mais de 500 emendas foram apresentadas e já há questionamentos se os deputados conseguirão analisar a matéria no prazo.
A expectativa da entidade, que representa as principais empresas e instituições brasileiras que atuam no setor mineral, é convencer os parlamentares a fazerem mudanças na MP. “Nós fomos pegos de surpresa, porque nos diziam que as alterações nos royalties ocorreriam ´por meio de um projeto de lei. De repente, veio a MP atropelando o debate. E o que foi apresentado traz algumas controvérsias do ponto de vista da indústria”, diz Marcelo Ribeiro Tunes, diretor de Assuntos Minerários do Ibram.
Entre as mudanças previstas na MP, a alíquota do nióbio (elemento químico usado como liga na produção de aços especiais e um dos metais mais resistentes à corrosão)  e do diamante sobem de 2% para 3%. A do ouro vai de 1% para 2%, enquanto a dos minerais da construção civil cai de 2% para 1,5%. Em relação à alíquota do minério de ferro, é previstos um escalonamento. Ele flutuará entre 2% e 4% conforme variações de índices do mercado internacional. Antes, o percentual era fixado em 2%.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, as alíquotas são ainda bem inferiores às praticadas em outros países. Na Austrália, por exemplo, os royalties do minério de ferro chegariam a 7,5% sobre o lucro.
Para Marcelo Ribeiro Tunes, essa comparação não deve ser feita de forma isolada. Ele diz que, ao olhar a carga tributária como um todo, se verifica que o custo da mineração no Brasil é muito alto. O diretor do Ibram lamenta também que especifidades não tenham sido consideradas para as mudanças. “Nós temos mais de 90 substâncias mineiras e cada um delas há processos e situações diferentes. Há minerais com mais de uma destinação”, argumenta.
Marcelo considera que o volume de emendas apresentadas por diversos setores envolvidos no assunto mostra que faltou diálogo. “O potássio, por exemplo, era taxado em 3%. E isso sempre foi apontado como um problema porque nós importamos 90% do potássio que consumimos. A proposta era diminuir para 2%. O deputado Leonardo Quintão, que relatou o projeto ainda durante o governo anterior, tinha concordado. Na última hora, ele manteve em 3%. Então há emendas de diversos envolvidos. Empresas que trabalham com ouro, por exemplo, também sugerem um escalonamento nos moldes no minério de ferro”, conta.
Outra mudança estabelecida pela MP é que as alíquotas passarão a incidir sobre a receita bruta e não mais sobre o faturamento líquido da venda do minério. A queixa do Ibram é que, dessa forma, o royalty incidirá sobre serviços que não são mineração, como o transporte. A entidade alega que, para alcançar o mercado chinês, um dos principais compradores, é preciso vencer a concorrência da Austrália, que está bem mais próxima. Por esta razão, o aumento dos custos com transporte reduziriam a competitividade do Brasil.
Novo marco legal
A MP que alterou as alíquotas dos royalties do minério não foi uma medida isolada. Junto com ela, o presidente Michel Temer assinou mais duas MPs. Uma prevê a criação da Agência Nacional de Mineração (ANM) e a futura extinção do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A nova estrutura será uma autarquia especial com autonomia administrativa e financeira e a expectativa é que ela tenha uma melhor nível de gerenciamento das atividades do setor.
A terceira MP muda diversos pontos do Código de Mineração, criado nos anos 1960 e atualizado pela última vez em 1996. São alteradas normas para a pesquisa no setor, para as concessões, para a aplicação de multas, entre outros. “É um momento histórico de mudanças pragmáticas rumo à modernização institucional e regulatória demandada há mais de três décadas pelo setor”, disse o Vicente Lôbo, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia. Presente no Congresso Brasileiro de Mineração representando o ministro, ele negou que as novas alíquotas da Cfem irão reduzir os investimentos das empresas no país.
De acordo com Vicente Lôbo, o novo marco legal da mineração faz parte de um conjunto de medidas que buscam um novo caminho de desenvolvimento, direcionado para a retomada do crescimento e para a busca incessante do progresso. “Estamos reconhecendo que os recursos públicos das empresas estatais são escassos para financiar novos investimentos no grau necessário e, assim, a parceria com o setor privado é absolutamente fundamental”.
Para o secretário, a maior vantagem das novas MPs é trazer segurança jurídica, uma vez que o marco legal anterior levou a abertura de uma série de ações judiciais envolvendo a mineração. “Este cenário de intensa judicialização aumenta a desconfiança dos investidores. Daí a importancia da revisão dos marcos legais.” Ele também citou como benefícios a ampliação do investimento de pesquisa, a geração de novas jazidas, a diversificação da matriz mineral brasileira, a superação do passivo processual e a desburocratização do setor.
Clóvis Torres, diretor-executivo da Vale e presidente do conselho diretor do Ibram, reconheceu que o governo atendeu algumas demandas históricas do setor, mas lamentou as mudanças na Cfem. “De uma hora para outra ficou bem mais caro minerar no Brasil. E não houve a contrapartida para fomentar os investimentos. Se já estava difícil atrair investimentos externos para o setor mineral, a perspectiva ficou ainda mais nublada”, disse.
O Congresso Brasileiro de Mineiração ocorre em conjunto com o ExpoIbram e é um dos maiores eventos do mundo com este tema. A previsão é que sejam mobilizadas 40 mil pessoas. São 450 estandes e há participação de empresários e empresas de 28 países. A programação inclui uma vasta agenda de debates.
Fonte: EBC Agência Brasil

De olho no Fed, cobre sobe com dólar enfraquecido

De olho no Fed, cobre sobe com dólar enfraquecido


Os futuros de cobre operam em alta, favorecidos por um enfraquecimento do dólar e com investidores aguardando o resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
 Por volta das 8h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,18%, a US$ 6.545,00 por tonelada.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro avançava 0,39%, a US$ 2,9810 por libra-peso, às 8h23 (de Brasília).
 O índice WSJ do dólar, que acompanha a moeda dos EUA em relação a uma cesta de 16 outras divisas, perde força nos negócios da manhã, favorecendo a compra de contratos de cobre e de outros metais básicos.
Mas tarde, às 15h (de Brasília), o Fed anuncia sua decisão de política monetária. O BC americano não deve elevar juros hoje, mas pode sinalizar quando virá um futuro aumento. Além disso, espera-se que o Fed dê início à redução de seu balanço patrimonial, estimado em US$ 4,5 trilhões.
 Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados: o zinco subia 0,42% no horário indicado acima, a US$ 3.123,50 por tonelada; o estanho avançava 0,44%, a US$ 20.720,00 por tonelada; o níquel aumentava 1,87%, a US$ 11.345,00 por tonelada; o chumbo ganhava 1,01%, a US$ 2.450,00 por tonelada; e o alumínio exibia alta ainda mais expressiva, de 2,04%, a US$ 2.172,00 por tonelada.
Fonte: IstoÉ

Mineradoras buscam soluções tecnológicas para resíduos

Mineradoras buscam soluções tecnológicas para resíduos


Um bilhão e meio de toneladas de resíduos de mineração, somente em 2011, principalmente provenientes de uma única empresa do setor. Para se ter uma ideia, as maiores cidades do mundo produziram, em 2012, 1 bilhão e 300 milhões de toneladas de lixo. Esse volume de rejeitos vem mobilizando estudos ao redor do mundo e foi o tema de uma das palestras do 17º Congresso Brasileiro de Mineração, no Expominas, em Belo Horizonte.
Uma das palestrantes sobre “Os desafios para a gestão de resíduos de mineração” foi a gerente de tecnologia e ecoeficiência da Samarco, Alessandra Prata de Almeida. A empresa é responsável pela Barragem do Fundão que se rompeu despejando 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos, principalmente no Rio Doce. O acidente completa dois anos no próximo dia 5 de novembro.
Além de armazenamento mais seguro deste gigantesco volume de rejeitos de minério, as empresas buscam soluções tecnológicas com novas utilizações. A Samarco já trabalha com a fabricação de ladrilhos hidráulicos e blocos pré-moldados, utilizados pela construção civil, substituindo tijolos e blocos de concreto.
“Ainda não voltamos a operar, mas tiramos muitas lições do episódio e aprofundamos nossas pesquisas”, admitiu Alessandra Almeida.
A agricultura é outro setor que é fonte de estudos para o aproveitamento de rejeitos. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eder de Souza Martins, outro palestrante, mostrou como alguns tipos de rocha podem substituir os fertilizantes de solo. Para se ter uma ideia, 95% do potássio usado na fertilização agrícola é importado, sendo que em 2025 a dependência será total.
“O Brasil tem muito potencial, mas precisamos de muita logística, pois a maioria das jazidas de rocha fica distante dos principais locais de grandes plantações”, disse Eder Martins.
A palestra foi aberta pelo diretor geral da Amira, Joe Cucuzza. A entidade, com sede na Austrália, é responsável por estudos mundiais sobre rejeitos. “Não podemos mais trabalhar de forma isolada. Indústrias, governos e universidades devem unir esforços na busca de solução para o aumento substancial do volume de rejeito nos últimos anos”, alerta Cucuzza.
Fonte: Hoje em Dia

   

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Âmbar, Mineral de Origem Orgânica

Âmbar, Mineral de Origem Orgânica
Âmbar, Mineral de Origem OrgânicaÂmbar é um mineral de origem orgânica, derivado de resinas de árvores coníferas que, enterradas  durante milhões de anos, sofreram um processo de fossilização. Quimicamente, consiste em uma mistura de resinas e substâncias betuminosas, de fórmula C10H16O.

Devido às singulares propriedades que possui, o âmbar era utilizado como amuleto pelas antigas civilizações. Atualmente, é empregado na fabricação de bijuterias e objetos decorativos.

É encontrado na forma de nódulos irregulares de coloração amarelo-parda, às vezes turva devido à inclusão de minúsculas bolhas de ar. Ao queimar-se, desprende um odor agradável, fundindo-se em temperaturas entre 280 e 290o C. Insolúvel em água, o âmbar se dissolve em éter e clorofórmio. Quando transparente, apresenta um índice de refração entre 1,53 e 1,55.

Uma das propriedades mais conhecidas do âmbar é a facilidade com que se eletriza ao sofrer atrito. Utiliza-se essa característica para diferenciá-lo de outras substâncias de aspecto semelhante. Constitui, ainda, uma fonte de informação preciosa para os paleontólogos, uma vez que é possível encontrar, em seu interior, fósseis de insetos e plantas há muito extintos.

Os mais importantes depósitos desse mineral são os do mar Báltico. O âmbar ocorre também na Romênia, na costa da Sicília e em Myanmar (Birmânia), perto de Myitkina.
Fonte: Geologo.com