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sábado, 26 de maio de 2018

Semanário Bovespa: índice desvaloriza 1,91% diante da negatividade local

Semanário Bovespa: índice desvaloriza 1,91% diante da negatividade local

Nesta semana, o Ibovespa desvalorizou 5,07% em meio a negatividade na cena local. Caminhoneiros por todo o Brasil iniciaram no começo desta semana uma das maiores greves do país. A categoria protesta em rodovias federais e estaduais pela redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. Com o quadro,  o governo anunciou quatro quedas na cotação dos combustíveis, além de decretar intervenção federal, caso os caminhoneiros não liberem as rodovias. Ontem (25), era o 5º dia consecutivo que a categoria seguia parados, o que gerou o desbastecimento de gasolina e alimento no país.  Com o quadro, segundo a Economática, a Petrobras voltou a perder o posto de maior empresa brasileira de capital aberto em valor de mercado, além de perder R$45 bilhões na sessão de ontem (25).
Ontem (25), o indicador teve queda de 1,53%, cotado a 78.897,66 pontos.
Após 18 pregões em maio, o índice desvalorizou 8,38%. Houve 6 fechamentos positivos contra 12 negativos. Em abril, o indicador fechou com 86.115,50 pontos.pontos.
Já no comparativo com 2017, após 99 pregões, o Ibovespa subiu 3,27%. Já foram 51 fechamentos positivos contra 48 negativos. Ano passado, o índice fechou com 76.402,08 pontos.

Resumo da Semana

Na segunda-feira (21), o Ibovespa caiu 1,52%, cotado a 81.815,31 pontos. No dia seguinte, ele teve alta de 1,13%cotado a 82.738,88 pontos.
No meio da semana, o indicador recuou 2,26%, cotado a 80.867,29 pontos.Na quinta-feira (21), o indicador teve queda de 0,92%, cotado a 80.122,31 pontos.
Ontem (25), o indicador teve queda de 1,53%, cotado a 78.897,66 pontos.
Fonte: ADVFN

quarta-feira, 23 de maio de 2018

10 fatos valiosos que você não sabia sobre os diamantes

Os diamantes sempre foram objetos de desejo e demonstração de poder! O fascínio da humanidade por essa pedra se iniciou na Índia, 400 anos AC, e até hoje ela desperta a atenção e o desejo das pessoas.
Mas você sabia que essa pedra, considerada tão rara e valiosa, pode ser produzida artificialmente usando cabelo? Ou que ela já foi usada como forma de proteção, de cura e força?
Veja 10 curiosidades sobre essa fantástica pedra.

1. Existe um planeta e uma estrela feitos de diamante!

Planeta de diamante
Os cientistas descobriram um planeta que parece ser composto principalmente de carbono, e  um terço dele é formado por diamante puro!
Descoberto em 2004, esse planeta orbita uma estrela próxima da Via Láctea, e é chamado de "55 Cancri e".
Outra descoberta fantástica é a da existência de uma estrela que é essencialmente um diamante de 10 bilhões de trilhões de quilates. Essa estrela está localizada na constelação de Centauro, há 50 anos luz de distância da Terra.
Os cientistas batizaram a estrela de Lucy, em homenagem a música dos Beatles "Lucy in the Sky with Diamonds".

2. Os diamantes são quase tão antigos quanto a Terra

A maioria dos diamantes encontrados na natureza tem entre um a três bilhões de anos, sendo que a própria Terra é estimada em 4,5 bilhões de anos de idade. Isso faz com que os diamantes sejam quase tão antigos quanto nosso planeta.
Os diamantes são feitos de um único elemento, o carbono, e seu processo de criação acontece cerca de 160 quilômetros abaixo do solo. Essa distância é tanta que nós só conseguimos ter acesso aos diamantes que foram transportados para a superfície terrestre por meio de erupções vulcânicas.

3. O Brasil já foi o maior produtor de diamante do mundo

Diamante brasileiro
Diamante bruto encontrado em Minas Gerais
Os países que produziram mais diamantes mudaram ao longo do tempo. A Índia foi a primeira produtora de diamantes do mundo, começando nos anos 1400, quando os diamantes indianos começaram a ser vendidos em Veneza e em outros centros comerciais europeus.
Em 1700, o fornecimento de diamantes da Índia diminuiu e o Brasil se tornou a principal fonte mundial de diamantes. Ele manteve esse título até o final dos anos 1800, quando uma enorme reserva de diamantes foi descoberta na África do Sul.

4. Diamantes são quase indestrutíveis

A palavra diamante deriva do grego "adamas", que significa invencível ou indestrutível. Apesar do seu nome, e do diamante ser uma das substâncias naturais mais duras do mundo, ele não é indestrutível, tanto que pode ser lapidado. Geralmente são usados outros diamantes para conseguir arranhá-lo ou quebrá-lo.
Por muitos anos, o diamante já foi considerado o material mais rígido do planeta, porém agora o grafeno ocupa esse posto.

5. O maior diamante do mundo pesava mais de 3 mil quilates

Diamante Cullinan
Cullinan - O maior diamante do mundo
O maior diamante já descoberto foi chamado de Cullinan, e pesava 3106 quilates. Ele foi descoberto em 1905 na África do Sul. O dono da mina e os líderes sul-africanos deram esse diamante ao rei Eduardo VIII, do Reino Unido.
O Cullinan foi cortado em nove grandes diamantes, e em outros 100 menores. Os três maiores deles estão expostos na Torre de Londres, como parte das joias da coroa.

6. O diamante era usado para se ter força e proteção

Armadura
Alguns reis usavam diamantes em suas armaduras para terem mais força
Os antigos romanos e gregos acreditavam que os diamantes eram lágrimas dos deuses, ou estilhaços das estrelas que caíam na Terra.
Algumas culturas antigas também acreditavam que os diamantes davam força e coragem ao seu portador durante a batalha. Por isso, alguns reis usavam diamantes em suas armaduras.
Os romanos também herdaram a crença da mitologia indiana de que os diamantes tinham o poder de afastar o mal, se usados como talismãs.

7. Os diamantes criados no laboratório e os naturais têm a mesma estrutura química

ZIrcônia
Zircônias
Os diamantes criados no laboratório, chamados de zircônia, possuem a mesma estrutura química e propriedades físicas que os diamantes extraídos da Terra.
Mesmo para os gemólogos profissionais é difícil distinguir a diferença entre um diamante criado em laboratório e um extraídos, sem realizar testes com equipamentos especiais.

8. É possível fabricar diamante a partir de cabelo ou de grama

Os diamantes podem ser produzidos a partir de qualquer substância orgânica, como cabelo, grama ou cinzas de pessoas. Esse processo feito em laboratório é chamado de HPHT, que é a sigla para alta pressão e alta temperatura, em inglês.
Como a estrutura dos diamantes é formada por carbono, esse processo utiliza materiais que contenham esse elemento e os colocam em alta pressão e temperatura, simulando as condições encontradas no interior da Terra.
Porém, o resultado desse diamante artificial é sempre uma surpresa, uma vez que não se pode prever em qual cor ou formato que ele surgirá.

9. Existem diamantes de diversas cores

Diamante rosa
Os diamantes podem se desenvolver em diversas cores, dependendo dos minerais que estão presentes à medida que são formados.

10. A maioria dos diamantes não é usado para joias

Diamante industrial
Se você perguntar a uma pessoa o que ela pensa quando escuta a palavra “diamante”, possivelmente a primeira coisa que vai ouvir vai ser sobre um anel de noivado.
Porém, a verdade é que a grande maioria dos diamantes extraídos hoje não são usados para fazer joias, e sim para fins industriais. E esse foi também o primeiro uso que essa pedra teve pelos humanos.
O físico de Harvard, Peter Lu, e seus colegas descobriram que os antigos chineses usavam diamantes para polir eixos, há mais de 4.500 anos atrás.
Até hoje, 80% dos diamantes extraídos (cerca de 100 milhões de quilates) são utilizados para fins industriais de corte, perfuração, moagem e polimento.
Fonte: Geologo



VENDO DE PERTO AS ESMERALDAS COLOMBIANAS

VENDO DE PERTO AS ESMERALDAS COLOMBIANAS



                A Colômbia é conhecida como fonte das melhores esmeraldas produzidas atualmente, bem como o país que mais produz essa pedra preciosa (60% da produção mundial). Foi lá também que se encontrou, em 1999, o maior cristal de esmeralda já visto, com 2,5 kg, e que até junho de 2011 pelo menos não havia sido lapidado.    
          Recente viagem a Cartagena, importante cidade turística daquele país, permitiu-me ver de perto essas famosas esmeraldas e comprovar que são, de fato, muito bonitas. Há muitas joalherias espalhadas pela cidade, principalmente na sua parte antiga, e esmeraldas, claro, são a gema que elas mais vendem e exibem, tanto no estado bruto (foto abaixo) quanto lapidado. 

 
            Mesmo sabendo que se está no país que é o maior produtor do mundo, é natural que se tenha dúvida se aquela pedra linda que nos chamou a atenção tem realmente qualidade acima da média e se o preço que pedem por ela está, de fato, abaixo dos preços médios praticados no mercado internacional.  Tudo nos leva a crer que que estamos vendo esmeraldas lindas e a preço mais baixo do que pagaríamos no Brasil, mas será mesmo assim ?
            O Boletim Referencial de Preços, editado no Brasil, informa o preço de duas categorias de esmeraldas colombianas quanto à qualidade: boa (primeira) e excelente (extra). Mas, como o consumidor leigo no assunto pode saber qual é a boa e qual a extra? E qual a que não chega a ser nem boa?
Em Cartagena, uma das joalherias que visitamos reconhece quatro categorias: verde-escura, verde-clara, verde-azulada e verde-amarelada (da mais valiosa para a menos valiosa). Não sei se esta classificação é amplamente usada lá, mas ela existe e é, sem dúvida, bem mais compreensível para quem não é especialista.
Gosto não se discute, não é?  Pois então deixem-me dizer que, para mim, as esmeraldas verde-claras que vi eram mais bonitas, de cor mais viva, que as verde-escuras, que são mais caras.
            E com relação ao preço? São as gemas vendidas em Cartagena realmente mais baratas que as vendidas no Brasil?  Deve-se lembrar que aquela é uma cidade que vive do turismo, e cidades turísticas costumam ter preços altos. Em se tratando de um produto que sabem ser o melhor do mundo, com mais razão ainda pode-se esperar preços altos.
            Uma esmeralda de 2 ct (dois quilates ou 400 miligramas) muito bonita me foi oferecida lá por 3.400 dólares, ou seja, 1.700 dólares por quilate. Consultando de novo o Boletim Referencial de Preços, vê-se que, no Brasil, uma esmeralda colombiana lapidada de 1-2 ct vale entre 1.500 e 2.300 dólares por quilate se for boa e entre 2.300 e 4.500 dólares se for excelente. Gemas de 2 e 3 ct valem 2.500 a 3.500 dólares se forem boas e 3.500 a 8.000 dólares por quilate se forem excelentes. 
Portanto, dá para dizer, que os preços de Cartagena são, sim, baixos em relação aos praticados no Brasil. Mas recomenda-se pechinchar, porque os vendedores sempre reduzem o valor pedido inicialmente (e, além de pechinchar, peça uma esmeralda bruta de brinde).
E as joias de esmeralda vendidas na Colômbia? Pelo que vi, são bonitas, com um design predominantemente clássico. A montagem é feita sobretudo com ouro, tanto branco quanto amarelo. O conjunto acima, em ouro branco, com peças de 12 mm x 8 mm, pode ser comprado por 680 dólares.
            Das muitas joalherias, recomendamos a Joyería Caribe, que tem anexo um pequeno museu. Nele se podem ver esmeraldas brutas  classificadas pela cor, pequena réplica de uma mina subterrânea, cristais brutos belíssimos, como o da foto abaixo (com cerca de 3 cm), soltos ou na rocha, e outras coisas, além de observar ao vivo lapidadores trabalhando.

 

 
 


 


 

 
As esmeraldas colombianas ocorrem em veios com calcita, quartzo e pirita (foto abaixo). Elas provêm de várias minas, algumas das quais já produziam quando os espanhóis chegaram à América do Sul.


 As mais famosas são Muzo, El Chivor e Somondoco, mas há também Coscuez, Maripi, Peña Blanca e La Pita. A zona produtora fica na cordilheira dos Andes e ocupa uma área de 50 km x 250 km. Perguntei se era possível visitar essas minas, mas me disseram que não é uma viagem segura, mesmo para os colombianos. Mas, já foi muito bom ver o que vi em Cartagena.

Petrobras recua com incerteza sobre preços de combustíveis

Petrobras recua com incerteza sobre preços de combustíveis

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Investing.com – Em um cenário incerto com o aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais, o que reflete diretamente nos combustíveis no Brasil, as ações da Petrobras (BOV:PETR4) são negociadas em forte queda de 3,16% a R$ 23,94 para as preferenciais e de 1,69% a R$ 27,94 para as ordinárias.
Com a escalda do preço da gasolina e do diesel, cresceu a pressão no governo de Michel Temer para a mudança na política de preços da estatal. Apesar da sinalização de que nada deve mudar no atual governo, existe uma preocupação que caso a tendência alta do petróleo se mantenha, haja a necessidade de mudar a forma que o reajuste é repassado ao consumidor.
Na visão da Eurasia, é pouco provável que alguma mudança na política de preços da Petrobras aconteça no restante do governo de Michel Temer, que deve manter a autonomia da estatal na definição dos valores. O risco está, no entendimento da consultoria, no governo do futuro presidente, uma vez que o regime de preços flutuantes da Petrobras poderia ser vítima de pressão política, especialmente se um candidato quase-reformista ou de esquerda vencer as eleições
A Petrobras anunciou a redução no preço da gasolina nas refinarias de R$ 2,0433 para R$ 2,0306 por litro, e do diesel de R$ 2,3351 para R$ 2,3083. A decisão, segundo a estatal, não está relacionada as pressões e sim às oscilações dos preços nos mercados considerando o petróleo e o dólar.
Ontem, o governo fechou um acordo com o Congresso para zerar a cobrança da Cide sobre o óleo diesel, em contrapartida à aprovação do projeto para eliminar a desoneração da folha de pagamentos paulatinamente para todos os setores beneficiados nos próximos dois anos e meio.
Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse nesta terça-feira que os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), aceitaram votar o projeto que retoma a cobrança da parcela patronal do INSS sobre a folha de pagamento de diversos setores para compensar o fim da arrecadação com a Cide sobre o diesel.
Fonte: Investing.com

Diamante feito de cinzas atrai classe A e vira aposta do mercado funerário


Diamante feito de cinzas atrai classe A e vira aposta do mercado funerário

Foi-se o tempo em que o mercado fúnebre vivia de lápides e organização de velórios. Seguindo uma tendência mundial de agregar serviços e expandir a atuação, ele aumentou o faturamento de R$ 1,5 bilhão anuais, segundo a Associação Brasileira de Empresas e Diretores Funerários (Abredif), com a inclusão de mimos como o diamante feito de cinzas.
À primeira vista, pode soar estranho que um ente querido seu se transforme em um diamante, dando um novo significado ao luto e ao sentido de “levar alguém” sempre consigo.
“Um diamante feito com as cinzas de uma pessoa querida ganha outro sentido e fica muito mais valioso”, explica Claudio de Luna, proprietário da Funerária e Cemitério, que atua há mais de 20 anos nesse segmento. Para ele, ampliar o leque de serviços ao cliente é fundamental para sobreviver e agradar públicos mais exigentes.
A procura desse tipo de serviço, especialmente pela classe A, faz com que esse trabalho minucioso de transformar cinzas ou cabelos de um familiar ou pets em diamante tenha se profissionalizado, atingindo níveis de excelência, como explica Claudio.
“Podemos fazer um diamante a partir de cabelos ou cinzas recentes, bem como frutos de exumação”, conta. “Cada diamante é lapidado naturalmente de acordo com a sua composição e da concentração de carbono existente em cada pessoa”, complementa o executivo, que disponibiliza esse serviço juntamente com outros mimos, tais como coffee break em velórios, cremação de animais de estimação, entre outros.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos cinco anos, o crescimento do setor funerário foi em torno de 20%- o que comprova o movimento contrário desse mercado, que ignorou a crise econômica que até hoje afeta negativamente o País.
Embora trabalhoso, o processo de transformação de cinzas em diamante gera peças exclusivas e com certificado de autenticidade, o que, segundo o empreendedor Claudio de Luna, faz com que essa procura aumente cada vez mais.
“Por meio de uma tecnologia de alta pressão e temperatura, conseguimos moldar uma peça que ficará para sempre com um familiar da pessoa que faleceu e isso traz grande alento para quem fica”, explica.
Em geral, um diamante confeccionado com cinzas ou cabelo custa a partir de R$ 3 mil. O valor pode aumentar de acordo com o quilate e coloração da pedra e, depois, esse diamante pode dar origem a pingentes ou itens decorativos.
Fonte: http://www.funerariaecemiterio.com.br

China tenta controlar suprimento global de lítio


China tenta controlar suprimento global de lítio

A China está lentamente adquirindo controle sobre o fornecimento global de lítio, um importante mineral na cadeia de suprimento de produção de novas tecnologias.
Em 17 de maio, a Tianqi Lithium, com sede na China, pagou mais de US$ 4 bilhões para comprar uma participação considerável na Sociedad Química y Minera (SQM) do Chile, uma das maiores produtoras de lítio
 do mundo. A Tianqi comprou a participação na SQM da empresa canadense de fertilizantes Nutrien.
O lítio é um mineral essencial para a produção de baterias de alta capacidade, que alimentam os smartphones, os carros elétricos e as redes de energia renovável do mundo. Estima-se que a produção global de carros elétricos aumente drasticamente a demanda por lítio. Quem controla a produção de lítio tem grande influência sobre o preço e a cadeia de suprimentos para essas tecnologias emergentes.
A SQM é estrategicamente importante para o suprimento global de lítio porque talvez seja a produtora mais eficiente. Atualmente, existem dois métodos principais para produzir lítio comercial. A primeira técnica é a mineração de rocha dura, que depende da extração de lítio de minérios, como petalita, lepidolita ou espodumênio, um processo que é caro e demorado. A outra maneira é extrair o lítio da salmoura salina rica em lítio, também conhecida como salar.
Explorando as ocorrências naturais de concentrações de água de salmoura, a SQM é a produtora de lítio de menor custo do mundo. A empresa bombeia salmoura de reservatórios subterrâneos para piscinas retangulares gigantes em todo o deserto chileno. O líquido resultante após a evaporação – o cloreto de lítio – é então enviado para as refinarias para produzir carbonato de lítio.
O oligopólio global de lítio
Alguns grandes produtores de minerais controlam uma parte enorme da oferta global de lítio, mesmo antes do investimento da Tianqi na SQM.
A produtora de produtos químicos Albemarle Corp., sediada em Charlotte, é líder global do mercado na produção de lítio, com 18% de participação, de acordo com a Bloomberg. A chinesa Jiangxi Ganfeng Lithium Co. é a segunda maior com 17%, seguida da SQM do Chile, com 14%. A Tianqi é a quarta maior produtora com 12% de participação de mercado. A parte restante é dividida entre vários pequenos produtores.
Em termos de reservas, o Serviço Geológico dos Estados Unidos estimou em 2017 que o Chile teria as maiores reservas de lítio do mundo, com 7,5 milhões de toneladas, seguido pela China, com 3,2 milhões de toneladas. Argentina e Austrália são números três e quatro, respectivamente.
Mas esses números subestimam a concentração da oferta global de lítio nas mãos de poucos fornecedores interconectados. A mina de Greenbushes, na Austrália, é o maior depósito de mina do mundo. A Greenbushes é uma joint venture entre a Albemarle e a Tianqi, que por si só foi responsável por cerca de 35% da produção global de carbonato de lítio em 2017, segundo a Bloomberg.
A Tianqi também possui uma participação de controle na Talison Lithium, na Austrália, outro grande produtor global, segundo a Caixin, uma revista de negócios sediada na China.
Os dois maiores produtores chineses entre os cinco maiores do mundo – a Ganfeng e a Tianqi – são empresas privadas de capital aberto. Mas, considerando que ambos residem em setores estrategicamente importantes para o programa estatal “Feito na China 2025”, seus interesses se alinham com os do Partido Comunista Chinês. Por exemplo, Jiang Weiping, presidente da Tianqi, foi um delegado do Congresso Popular Nacional em março de 2018.
Qualquer pretensão de que a proposta de compra da SQM por parte da Tianqi fosse puramente econômica entre as duas empresas privadas foi frustrada no mês passado, antes da oferta ser sedimentada: o embaixador da China no Chile, Xu Bu, disse ao jornal La Tercera que qualquer interferência potencial dos reguladores chilenos para rejeitar o acordo da SQM poderia “resultar em influências negativas no desenvolvimento das relações econômicas e comerciais entre os dois países”, segundo uma reportagem do Financial Times.
Preços fixos e previsão mista
O ambiente de mercado atual é favorável à consolidação do setor. Após anos de aumento nos preços do lítio de 2014 a 2017, mais recentemente o preço do lítio se estabilizou na expectativa de aumento da produção, e os preços das ações dos produtores de lítio também caíram.
O preço à vista de 99% de carbonato de lítio puro importado para a China diminuiu 1,1% nos últimos seis meses, de acordo com o Asianmetal.com, um website que acompanha os preços de importação de commodities. O preço subiu cerca de 1% no ano passado.
O valor dos produtores de lítio e baterias também tem diminuído durante o mesmo período. O preço por ação do Global X Funds Lithium ETF, que acompanha o Índice Global Solactive de Lítio, compreendendo empresas dedicadas à mineração e exploração de lítio e produção de baterias de lítio, diminuiu quase 11% nos últimos seis meses encerrado em 18 de maio.
No longo prazo, os preços do lítio poderiam ter uma queda ainda maior devido ao aumento da oferta de baixo custo no Chile e na Austrália.
“Projetamos que 2018 seja o último ano do déficit global do mercado de lítio, seguido por superávits significativos emergentes para 2019 em diante”, escreveram os analistas do Morgan Stanley numa nota de pesquisa de 26 de fevereiro para clientes sobre os preços globais de lítio. “Seria preciso taxas de penetração de VE (veículo elétrico) muito maiores para compensar esses superávits e equilibrar o mercado, em nossa opinião.”
Os preços do lítio devem atingir cerca de US$ 13 mil por tonelada em 2018, antes de cair cerca de 45%, para US$ 7 mil por tonelada até 2021, segundo o Morgan Stanley.
Mas especialistas do setor de lítio acreditam que a demanda continuará a superar a oferta. Ken Brinsden, presidente-executivo da mineradora de lítio australiana Pilbara Minerals, disse à Reuters numa conferência de mineração no início do ano que Wall Street “está subestimando a rapidez com que o mercado está se movendo no lado da demanda”.
Tanto a China quanto a Índia estão aumentando os mandatos para a adoção de VE, e a Europa recentemente azedou em relação ao diesel e tem favorecido a eletrificação. Grande parte da angústia nos Estados Unidos em relação à adoção de VE centra-se na contínua perda de produção na Tesla Inc. Mas olhando para além da Tesla, o fato é que todas as grandes montadoras, da General Motors à Volvo, planejam aumentar drasticamente a produção de VE nos próximos três anos.
A China já controla um suprimento considerável de cobalto, níquel e outros metais de terras raras. Seu crescente controle sobre a produção de lítio traz ainda mais desconforto para a indústria global de VE, e pode desencadear uma corrida para garantir os recursos limitados. O domínio da China em matérias-primas para a indústria poderia prejudicar a capacidade dos fabricantes de automóveis ocidentais de competir no futuro.
A agência de classificação de risco Moody’s Investors Service alertou no início deste mês que uma oferta insuficiente de baterias poderia impedir que a Tesla alcançasse suas metas mensais de produção. Em 16 de maio, a Tesla fechou um acordo com a mineradora australiana Kidman Resources Ltd. pelo fornecimento de hidróxido de lítio para sua produção de baterias, embora não se espere que a mina produza pelo menos até 2021.
Fonte: Epoch