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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Vale fará provisão adicional de R$1,5 bi no balanço do 2º tri referente ao caso Samarco

Vale fará provisão adicional de R$1,5 bi no balanço do 2º tri referente ao caso Samarco



A mineradora Vale informou nesta terça-feira que fará provisão adicional de 1,5 bilhão de reais no balanço do segundo trimestre referente a obrigações pelo rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em novembro de 2015 em Mariana (MG). Distrito de Bento Rodrigues coberto de lama após colapso de barragem da Samarco, em Mariana 06/11/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

“A Vale reafirma seu comprometimento com a reparação e compensação dos impactos do rompimento da barragem da Samarco, assegurando provisão adicional para programas gerenciados pela Fundação Renova”, disse a empresa em comunicado.

A Fundação Renova é uma instituição independente criada para reparar danos causados pelo rompimento da barragem, que deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e poluiu o rio Doce, desde a cidade de Mariana, em Minas Gerais, até o litoral do Estado do Espírito Santo.

O montante, segundo a Vale, será reconhecido “nas suas demonstrações contábeis intermediárias de 30 de junho de 2018, que totalizam o valor presente das estimativas da sua responsabilidade secundária no suporte aos trabalhos da Fundação Renova, e são equivalentes a 50 por cento das obrigações adicionais da Samarco pelos próximos 12 anos”.

De acordo com a mineradora, a provisão inicial de 3,7 bilhões de reais, feita no segundo trimestre de 2016, foi baseada nas estimativas preliminares do custo total dos 42 programas a serem implementados pela Fundação Renova, de acordo com o primeiro acordo com autoridades, em março de 2016.

“A Fundação Renova foi posteriormente estabelecida em 30 de junho de 2016 e, após substancial progresso no desenvolvimento e execução dos programas, as estimativas foram revisadas e os dispêndios desses programas atualizados”, afirmou.

O balanço do segundo trimestre da Vale deve ser publicado em 25 de julho.

Por Marta Nogueira
Fonte: Reuters

Cientista brasileira procura vida no oceano da lua Titã


Cientista brasileira procura vida no oceano da lua Titã

Em declarações à Lusa, à margem da 42.ª assembleia do Comité para a Investigação Espacial (COSPAR, na sigla inglesa), Rosaly Lopes explicou que o projeto está focado no oceano de Titã, uma lua de Saturno que possui muitos hidrocarbonetos e tem, por debaixo de uma crosta de gelo, um oceano de água líquida. ”Estou começando a trabalhar num projeto muito grande” que “é focado em astrobiologia”, afirmou a cientista, salientando que a equipa de pesquisa junta análise de “geofísica, geologia, química, astrobiologia, para saber se tem possibilidade de vida ter-se desenvolvido no oceano de Titã”.
A possibilidade de vida extraterrestre em Titã é o mais recente desafio na longa carreira de Rosaly Lopes, que trabalha no Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA em Pasadena, Califórnia. A cientista é também vice-presidente do programa científico do COSPAR 2018, que decorre até 22 de julho em Pasadena. A investigação do oceano de Titã baseia-se nas informações recolhidas pela missão Cassini, dados teoréticos e experiências em laboratório.
O envolvimento de Rosaly Lopes acontece depois de a investigadora ter deixado o cargo de diretora da sessão planetária do JPL, que desempenhou durante cinco anos. Além de Titã, a investigadora também está integrada na missão europeia Juice, que vai enviar uma nave para explorar as luas de Júpiter em 2022. ”Estamos começando a planear observações do sistema de Júpiter”, disse a responsável, que é ainda editora chefe da revista científica Icarus, fundada por Carl Sagan e onde são publicados artigos de ciências planetárias.
Esta é uma área que está em grande expansão, também graças ao reforço orçamental da NASA por parte da administração de Donald Trump. As ciências planetárias receberam um aumento de 7,9% para 6,2 mil milhões de dólares (5,89 mil milhões de euros), uma fatia importante do orçamento total de 19,9 mil milhões de dólares da NASA.
“Estamos numa época muito boa para as ciências planetárias e exploração espacial, porque tem muitas missões mandadas pela Agência Espacial Europeia, além da NASA, e também outros países como Japão, China, Índia”, disse Rosaly Lopes. A cientista elogiou alguns projetos privados de exploração espacial, como os dos empresários Jeff Bezos e Elon Musk, mas sublinhou a importância das missões com financiamento público: “A NASA e as agências espaciais têm que fazer os projetos que não faz sentido fazer na área privada.” Rosaly Lopes, que nasceu e cresceu no Rio de Janeiro, licenciou-se em astronomia em 1978, em Londres, onde viveu 13 anos.
Especializou-se em geologia e vulcanologia planetária e doutorou-se em 1986, iniciando uma carreira científica marcada por vários prémios e descobertas importantes. Durante a participação na missão Galileo a Júpiter, descobriu 71 vulcões ativos na lua de Io, passando mais tarde para a equipa de investigação da Cassini.
Fonte: RTP

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Diamantes são mais comuns do que se imaginava, diz MIT

Diamantes são mais comuns do que se imaginava, diz MIT

Após analisar ondas sonoras sísmicas, pesquisa concluiu que há um quatrilhão de toneladas de diamantes sob a superfície da Terra
19/07/2018 - 


Lesedi La Rona, o maior diamante bruto do mundo com 1.109 quilates (Foto: Donald Bowers/Getty Images)
Diamantes são bem mais comuns do que se pensava, afirma um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Para ser mais preciso, diamantes são mil vezes mais comuns do que achávamos. Essa mudança vem por conta de uma nova estimativa feita usando dados sísmicos.
A equipe.
Mas pode deixar sua expectativa por um diamante de lado. Segundo o estudo, tais depósitos estão cerca de 145 a 240 quilômetros abaixo da superfície — uma profundidade inacessível para mineração.

Os cristais estão em rochas conhecidas como raízes cratônicas, que são extremamente antigas e são a base da maioria das placas tectônicas. A estimativa dos pesquisadores é de que de 1% a 2% dessas rochas sejam diamantes.
“Isso mostra que diamantes talvez não sejam esse mineral exótico, mas, na escala geológica, uma coisa relativamente comum”, diz Ulrich Faul, cientistas do departamento de terra, atmosfera e ciências planetárias do MIT em comunicado.
O início da pesquisa foi motivado pela observação de um comportamento inusitado de ondas sonoras que atravessaram as raízes cratônicas — essas ondas sonoras aceleravam de forma inesperada quando passavam por lá.
“O diamante é especial de diversas maneiras”, diz Faul no comunicado. “Uma de suas propriedades especiais é que a velocidade do som em um diamante é duas vezes maior do que no mineral dominante nas rochas do manto superior.”
O estudo chegou à conclusão que as variações da velocidade do som observadas em dados de agências geológicas ao longo dos anos seriam explicadas pela presença de 1% a 2% de diamantes na formação dessas porções de rochas.
É impossível confirmar a teoria sem uma escavação inédita. “Nós vimos todas as diferentes possibilidades, de todos os ângulos, e essa é a única explicação razoável que sobrou”, explica Faul.
“Nós não podemos chegar até ele, mas, mesmo assim, há muito mais diamantes do que pensamos antes.”
Fonte:  Época NEGÓCIOS?

BHP tem produção recorde de minério de ferro no ano; trimestre supera previsões


BHP tem produção recorde de minério de ferro no ano; trimestre supera previsões

A mineradora BHP Billiton registrou produção recorde de minério de ferro para o ano fiscal 2018, com a extração no quarto trimestre superando as expectativas, e a empresa ainda definiu uma meta mais elevada para o ano atual.
“A produção do ano fiscal de 2018 da BHP veio alinhada ou ligeiramente acima das nossas expectativas em todos os principais segmentos”, afirmou o Jefferies em um relatório. A produção de minério de ferro na maior mineradora do mundo subiu para 72 milhões de toneladas durante os três meses até junho, comparado com 70 milhões de toneladas há um ano.A produção do ano inteiro chegou a 275 milhões de toneladas.  A meta de produção da BHP para o ano fiscal 2019 foi fixada entre 273 milhões e 283 milhões de toneladas.
“Nós entregamos um forte resultado ao final do ano fiscal 2018, com um aumento de 8 por cento na produção anual e uma produção recorde em Western Australia Iron Ore, Queensland Coal e na nossa mina de cobre Spence, no Chile”, afirmou o presidente-executivo da BHP, Andrew Mackenzie.
A BHP também disse que espera registrar uma despesa de 650milhões de dólares em seus resultados fiscais de 2018, após o rompimento de uma barragem da Samarco no Brasil, em 2015.
Fonte: R7

Agravamento de tensão comercial derruba ações da Vale e siderúrgicas

Agravamento de tensão comercial derruba ações da Vale e siderúrgicas







Investing.com – Comum novo agravamento na tensão comercial entre Estados Unidos e União Europeia, as ações da Vale (VALE3) e das principais siderúrgicas brasileiras operam em queda na sessão desta quinta-feira na bolsa paulista. O presidente americano, Donald Trump, reiterou as ameaças de tarifar os automóveis europeus se não houver acordo que considere justo.
Diante disso, as ações da Usiminas (USIM5) operam em queda de 3,21% a R$ 8,14, com as da Gerdau (GGBR4) perdendo 2,83% a R$ 15,81. Para os ativos da CSN (CSNA3), o dia é de desvalorização de 2,47% a R$ 7,89.
No caso da mineradora Vale, a jornada é de baixa de 2,31% a R$ 50,26, com Bradespar (BRAP4) recuando 2,2% a R$ 29,34.
A comissária de Comércio da União Europeia disse na quinta-feira que espera que uma missão da UE a Washington alivie as disputas comerciais transatlânticas, mas que o bloco está preparando uma lista de importações norte-americanas para serem sobretaxadas caso os Estados Unidos imponham tarifas sobre automóveis europeus.
A comissária de Comércio, Cecilia Malmstrom , viajará a Washington em 25 de julho com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, com o objetivo de manter conversas centradas no comércio com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os Estados Unidos impuseram tarifas sobre o aço e o alumínio da UE em 1º de junho e Trump está ameaçando estender tais tarifas aos carros e autopeças do bloco.
Malmstrom disse que o setor automotivo dos EUA é saudável e que ninguém envolvido no setor pediu tarifas.
A UE já impôs suas próprias tarifas de importação sobre 2,8 bilhões de euros em produtos norte-americanos, que variam de bourbon a motocicletas. As medidas correspondentes para a tarifas sobre os carros seriam muito mais altas.
Com Reuters. 
Fonte: ADVFN

Petrobras recebe plataforma para o Campo de Lula, na Bacia de Santos

Petrobras recebe plataforma para o Campo de Lula, na Bacia de Santos







A Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) anunciou a chegada na quarta-feira (18) ao Brasil de mais uma plataforma de petróleo destinada ao Sistema de Produção do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos. A P-67 desatracou do estaleiro da COOEC, na cidade de Qindao, na China, em maio último.
Segundo a Petrobras, a plataforma está ancorada na Baía de Guanabara, e após o desembaraço aduaneiro e o término das inspeções, seguirá para o pré-sal da Bacia de Santos.
O sistema de produção de Lula Norte é operado pela Petrobras, que detém 65% de participação em um consórcio que tem ainda como parceira a Shell (25%) e a Galp (10%) e está previsto para entrar em produção no quarto trimestre deste ano.
A P-67 tem capacidades de produção de 150 mil barris de óleo por dia, de compressão e tratamento de 6 milhões de metros cúbicos diários de gás e de armazenamento de 1,6 milhão de barris. A unidade conta, ainda, com sistemas de tratamento de água produzida, de injeção de água e de remoção e reinjeção de CO2.

Pagamento de dívida

Em nota, a Petrobras informou ter realizado também na quarta-feira (18) uma operação de extensão do prazo de pagamento de uma dívida que a estatal tem com o banco Mizuho, no valor de US$ 1 bilhão. O vencimento ocorreria em duas etapas, sendo uma em 2020 e a outra em 2022.
As novas condições da linha de crédito incluem vencimento em 2024, além de custos financeiros mais competitivos. Segundo a estatal, a operação está em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos da companhia, “que visa à melhora do perfil de amortização e do custo da dívida, levando em consideração a meta de desalavancagem prevista em seu Plano de Negócios e Gestão 2018-2022”.
Fonte: ADVFN