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domingo, 25 de setembro de 2016

Tanzanita

Tanzanita

Tanzanita

Tanzanita


A Tanzanita é uma pedra extraordinária que só ocorre em um único lugar do mundo. Ela é azul e apresenta delicados pontos púrpura. Graças à sua aura incomum e à Tiffany de Nova York tornou-se, rapidamente, uma das pedras mais cobiçadas do mudo! A origem de seu nome é uma referência ao país onde é encontrada, a Tanzânia, na África. Muitas pessoas podem se surpreender ao ouvir o nome África ao lado de pedras preciosas, mas é neste continente onde encontra-se uma grande variedade de pedras excepcionais, entre elas a Tanzanita.
Em 1.967, quando foi descoberta, a Tanzanita foi batizada de " a pedra preciosa do século XX", devido não só à sua beleza  como também ao entusiasmo dos especialistas. Conta-se que seus descobridores perderam o fôlego quando avistaram, pela primeira vez, o azul profundo da Tanzanita.Isso aconteceu no norte da Tanzânia, nos Montes Meralani, perto da cidade de Arusha. Há milhões de anos atrás, xistos metamórficos (nome genérico que se dá a vários tipos de rochas metamórficas), gnaisses (espécie de rocha) e quartzitos formaram uma elevação de topo achatado ( inselberg) sobre uma vasta planície à sombra do Kilimanjaro. Estes cristais preciososcresceram em depósitos no interior dessas elevações incomuns e, por muito tempo, permaneceram escondidas do olhar humano até que, um dia, pastores que passando por Masai, avistaram o brilho de cristais reluzindo à luz do sol. Os pastores, então, pegaram esses cristais e os levaram para casa. Assim foi o descobrimento da Tanzanita.
O profundo azul da Tanzanita é fantástico e pode variar até uma tonalidade azul-violeta. A mais cobiçada e valiosa cor da Tanzanita é a que apresenta o fascinante efeito azul com toques brilhantes de púrpura, o que acontece, particularmente, nas pedras com mais de dez quilates. Dependendo do ângulo que você olhar para a Tanzanita, ela pode parecer azul, roxa ou marrom amarelado. 

Tonalidades variadas

Propriedades metafísicas: A Tanzanita é muito benéfica para os "workaholics" e para aqueles que estão sobrecarregados. Acalma a mente hiperativa e tem efeito relaxante, fazendo com que você fique um pouco mais devagar, no bom sentido.  Esses efeitos farão com que você readquira o equilíbrio, de modo que possa levar uma vida menos estressante, mais organizada, produtiva e saudável. 
Durante a meditação, a Tanzanita  com sua alta energia vibracional, facilita um profundo estado meditativo. Este cristal magnífico melhora as habilidades psíquicas e abre o coração, elevando o humor e trazendo sentimentos de paz. Devido à sua cor azul, a Tanzanita abre o chacra da garganta, incentivando clareza de comunicação. Ela pode, ainda, auxiliar nas comunicações com o mundo espiritual e ajudar a alcançarmos o conhecimento superior. É ótima para ajudar aqueles que desejam se tornar mais conscientes do "eu" espiritual e aguça o interesse em metafísica e nos questionamentos interiores. 
A Tanzanita ajuda o fluxo de positividade em toda a mente, nos torna menos exigentes e traz sorte e fortuna a seu portador. Ela age como um elixir para a alma e nos liberta de hábitos negativos. Transforma os impulsos destrutivos em construtivos, abre a consciência que nos faz enxergar como vivemos e ver outras formas de viver mais conscientemente.É a pedra ideal para aqueles que ainda não conseguiram reconhecer sua força. Dá confiança e nos ajuda , gradualmente, a nos abrir para novas possibilidades. Dissipa a letargia e traz os sentimentos reprimidos à tona, fazendo com que possam ser expressos. 
A Tanzanita é uma ferramenta maravilhosa para incentivar a recuperação de uma doença grave e do stress. Fortalece o sistema imunológico, regenera as células, trata do coração, baço, pâncreas, pulmões, cabeça, garganta e peito. Neutraliza a acidez e reduz inflamações. Estimula a fertilidade e cura doenças dos ovários e testículos. Recomenda-se usar a Tanzanita diretamente sobre a pele ou em joias e que deve ser usada por um longo período de tempo, por ser uma pedra de ação lenta.
Infelizmente, devido à exploração desenfreada da Tanzanita e por ser encontrada apenas em um único lugar do mundo, esta pedra esplêndida está ameaçada de extinção. 

Tanzanitas 


Autoriza Arpad Szuecs a comprar pedras preciosas.

Senado Federal
Subsecretaria de Informações
Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial.

decreto nº 37.352, de 17 de maio de 1955.
Autoriza Arpad Szuecs a comprar pedras preciosas.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 87, número I, da Constituição, e tendo em vista o Decreto-lei nº 466, de 4 de junho de 1938,
Decreta:
Artigo único. Fica autorizado Arpad Szuecs, de nacionalidade Húngara e residente em Belo Horizonte, Capital do Estado de Minas Gerais, a comprar pedras preciosas nos têrmos do Decreto-lei nº 466, de 4 de junho de 1938, constituindo título desta autorização uma via autêntica do presente decreto.
Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1955; 134º da Independência e 67º da República.
João Café Filho
J.M. Whitaker

4 comentários:

  1. http://www.jusbrasil.com.br/diarios/3525447/pg-40-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-07-12-1983
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  2. Espetacular. O seu pai merece uma biografia. Ele viveu em grandes momentos da história da humanidade na era moderna. No Brasil, apesar dos poucos contatos que mantive com ele, me contou fatos homéricos.
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    1. Obrigado pelas palavras dr. Ubaldino, vindo do sr. é uma honra, pois o sr. também merece uma biografia, pois assumiu vários cargos, diretor da Emprapa,em Brasília etc. e quase ministro da Agricultura na época do Tancredo Neves.Meu pai gostava muito do sr. e nós também. Abração
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Valor do diamante Vs. Valor da alexandrita

Valor do diamante Vs. Valor da alexandrita

Valor do diamante Vs. Valor da alexandrita
Alexandrita é mais rara que o diamante

Diamante e alexandrita são duas das pedras preciosas mais raras na Terra. Um diamante é criado devido a pressão e temperatura extremas aplicadas ao carvão no subterrâneo profundo. A alexandrita, que for nomeada em homenagem ao czar russo Alexander II em abril de 1834 quando foi descoberta em minas de esmeralda na região dos montes Urais, é ainda mais rara devido à combinação incomum de minerais que a forma. Tais minerais incluem titânio, ferro e crômio, que dão à alexandrita a qualidade rara de mudar de cor de acordo com a iluminação, indo do verde ao roxo.

Pedras naturais versus pedras sintéticas

A tecnoliga tornou possível que joalheiros criassem versões sintéticas tanto do diamante quanto da alexandrita, mas o verdadeiro valor está nas pedras naturais. A alexandrita natural é muito rara, e portanto extremamente valiosa. Até 1987, a única fonte de alexandrita estava na Rússia, até novos depósitos serem descobertos no Brasil. Diamantes são muito mais predominantes, e a Botswana, a Rússia e o Canadá são responsáveis por mais de 18,000,000 quilates cada por ano.

Clareza

A clareza descreve a ausência ou presença de defeitos numa pedra, que são chamadas de inclusões. Inclusões são causadas por vários motivos, como um cristal na pedra, ou linhas que podem ser granuladas ou macias. Diamantes e alexandritas são avaliadas quase na mesma escala. Os diamantes mais caros podem ser denominanos perfeitos. São criados a partir de um mineral, o carbono. Se tiverem inclusões, significa que possuem algum grau de defeitos. Como gemas coloridas sempre são uma combinação de mais de um elemento, defeitos estarão presentes. Existem escalas para avaliar essas imperfeições e como elas atingirão o valor das pedras. A que mais tiver defeitos ainda é valiosa, principalmente se for uma alexandrita.

Corte

O corte costumava ser o formato da pedra, mas joalheiros hoje avaliam as proporções em geral e como o corte realça o seu brilho. As pedras podem ser cortadas em uma variedade de tamanhos, mas seu valor será maior quanto mais facetas tiverem. O corte é aproximadamente 30% do valor de uma pedra, então o prejuízo de um corte ruim pode acabar saindo caro. O formato de uma pedra pode ser qualquer coisa desde um corte em forma de quadrado, pêra ou coração, dependendo de sua natureza e das facetas que a pessoa que a cortar estiver tentando exibir com seu trabalho. Quanto mais complexo for o corte de um diamante ou uma alexandrita, mais caro será.

Quilates

Quilate é um termo utilizado para expressar o peso de um diamante, sendo que um quilate equivale a 200 miligramas de peso em si - aproximadamente o mesmo peso de um clip de papel pequeno. Qualquer alexandrita acima de um quilate é extremamente rara e será muito mais valiosa que um diamante do mesmo tamanho.

Cor

Diamantes verdes são raros se comparados à pedras sem cor ou diamantes em outras cores. Eles são comparáveis em termos de beleza, mas não possuem a propriedade da alexandrita de mudar de cor dependendo da iluminação. Diamantes roxos também são caros, embora também não mudem de cor. A alexandrita é avaliada de acordo com as condições de ambas as suas cores. Ao se discutir sua cor principal em luz natural, o verde, matiz e saturação são analisadas. Esses termos se referem a quão verde ela será, tanto com traços de amarelo ou azul, e quão profunda a coloração da pedra parece ser, de verde quase transparente ao tom mais profundo. A mesma avaliação será utilizada para a sua cor secundária, que pode variar de um cinza lavanda para vermelho ou até mesmo marrom, tendo o roxo como a dor mais desejável. A saturação pode variar do roxo pálido ao violeta profundo.

A nobre, preciosa e rara Alexandrita

A nobre, preciosa e rara Alexandrita



Alexandrita 

O nome desta pedra rara é uma homenagem  ao Czar russo Alexandre II (1.818-1.881).Os primeiros cristais de Alexandrita foram encontrados em abril de 1.834, nas minas de Esmeraldas perto do rio Tokovaya, nos Montes Urais.Embora a Alexandrita seja uma pedra relativamente jovem, ela certamente, tem uma história nobre.Devido às suas cores, verde e vermelho, as principais cores do antigo Império Russo, ela se tornou a pedra nacional  da Rússia Czarista.
As Alexandritas de maior beleza são muito raras e muito difíceis de encontrar em joiasmodernas. Entretanto, pode-se vê-las nas antigas joias russas, pois era a pedra preferida dos mestres joalheiros russos antigos. George Frederick Kunst (1.856-1.932), joalheiro e gemólogo da Tiffany, também era fascinado por essa pedra e produziu uma bela série de aneis em platina e conjuntos com Alexandrita no final do século XIX e início do século XX.Ocasionalmente, a Alexandrita também foi usada nas joias da Inglaterra vitoriana.
A característica mais sensacional desta pedra é a sua surpreendente capacidade de alterar sua cor.Verde ou verde-azulado à luz do dia, a Alexandrita se torna vermelha, vermelho-arroxeado ou framboesa com a luz incandescente. Essa sua característica óptica a torna uma das pedras mais valiosas.

Czar Alexandre II

Devido à sua composição química, a Alexandrita é muito escassa.Ela é basicamente um Crisoberilo, um mineral composto de Crisoberilo incolor ou amarelo  transparente, Crisoberilo Olho de Gato e de Alexandrita que muda de cor.Ela difere de outros Crisoberilos já que não contém só ferro e titânio, mas também cromo, responsável pela maior parte de suas impurezas. E é este elemento que possibilita a espetacular mudança de cor.
Como muitas outras pedras preciosas, a Alexandrita também surgiu há milhões de anos , em um ambiente metamórfico.Mas, ao contrário de outras pedras, a Alexandrita necessita de condições geológicas específicas para se formar.O Berilo, um dos principais elementos químicos do Crisoberilo e o cromo, na Alexandrita, tem características contrastantes e, em regra, não ocorrem em conjunto, sendo encontados, usualmente, em determinados tipos de rochas.Essas rochas contrastantes não foram colocadas em contato uma com as outras apenas pela Natureza, mas também a falta de sílica, um dos principais elementos da crosta terrestre que,  impede o surgimento de Esmeralda. Este cenário ocorreu muito raramente na história da Terra e, por isso, os cristais de  Alexandrita são tão escassos.

Alexandrita dos Montes Urais

Desde que foi descoberta nos Montes Urais, a Rússia manteve-se como a principal fonte de Alexandrita do mundo. Quando se pensou que a fonte russa de Alexandrita tivesse se esgotado, o interesse pela pedra diminuiu sensivelmente, pois as outras Alexandritas encontradas não possuíam a mesma cor e efeito.Mas, esssa situação mudou, radicalmente, a partir de 1.987, quando foram encontradas Alexandritas em Hematita, Minas Gerais, um  distrito do município de Antônio Dias.As Alexandritas brasileiras apresentavam tanto uma mudança de cor boa quanto claridade.A Alexandrita brasileira não tem um verde tão intenso quanto a russa, mas a mudança de cor é claramente percebida e tem um efeito de cor que não havia sido constatado na Alexandrita russa.Em termos econômicos, Hematita é um dos mais importantes polos mundiais de Alexandrita.Pode-se encontrar a Alexandrita, ainda, no Sri-Lanka, na Tanzânia, índia, Mdagascar e no  Zimbabuê.Embora ainda seja uma raridade, depois da Rússia se tornar um país mais aberto e manter melhores relações comerciais com o mundo, alguns comerciantes de pedras preciosas puderam estocar Alexandritas russas.

Alexandrita brasileira

Ao se deparar com uma Alexandrita, provavelmente, você ficará fascinado com esse cristal, especialmente se  você a colocar sob diferentes fontes de luz.Certamente, você sentirá a magia misteriosa e à sabedoria que lhe são atribuídas.Ela considerada uma pedra de muito bons presságios. Em situações críticas, a Alexandrita reforça a intuição e ajuda a encontrar novos caminhos quando estamos frente a situações onde o uso da lógica não resolve o problema.A Alexandrita também é conhecida por aumentar a criatividade e inspirar a imaginação.Ela reforça a auto-estima e auxilia a experimentar a verdadeira felicidade.Fisicamente, essa preciosidade ajuda nas doenças do pâncreas e alivia dores no baço.

National Geographic - $400 Million Dollar Emerald HD

sábado, 24 de setembro de 2016

OPALA A RAINHA DAS PEDRAS PRECIOSAS

OPALA A RAINHA DAS PEDRAS PRECIOSAS

Opala é uma das mais belas pedras preciosas. Estas pedras podem piscar todas as cores do espectro, com um brilho que pode até superar o diamante. Esta preciosa opala varia de claro através do branco, cinza, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, magenta, rosa, ardósia, oliva, marrom e preto. Destes tons, o vermelho e o preto são os mais raros, enquanto os brancos e verdes são os mais comuns. Algumas espécies raras produzem flashes de cores brilhantes quando colocadas próximo a luz.
Recentemente uma nova Opala foi descoberta no distrito Welo da Etiópia, entre 2500-3200 metros acima do nível do mar. Esta nova pedra preciosa parece uma cena subaquática miniatura do oceano quando colocada contra a luz. Opalas, como a Welo Opala pode comandar preços por quilate que competem com os mais caros diamantes, rubis e esmeraldas.


Aqui está outra brilhante Opala, também chamadas de opalas de fogo mexicanas porque elas são encontrados no estado de Querétaro, no México. Parece que alguém colocou um pôr do sol dentro da pedra.


O Lightning Ridge Black Opala é outro exemplo impressionante.


A água-marinha Dom Pedro

A água-marinha Dom Pedro


 Já é antigo o meu fascínio pelas pedras. Algumas delas parecem mesmo brilhar por si só, tamanha a pureza e precisão de seus cortes. É uma arte milenar que só melhora com o tempo. As minhas preferidas são as Big Three: o rubi, a safira e a esmeralda. Tem também a tanzanita, a espinela, o citrino e essa de hoje, a água-marinha.

A água-marinha é uma pedra semipreciosa muito comum no Brasil. Seu colorido é azul, verde-azulado ou verde-mar e é muito utilizada em joias por sua grande dureza e limpidez.

Em 1953 a rainha Elizabeth II da Inglaterra foi presenteada pelo Brasil com um conjunto contendo um par de brincos, uma pulseira e um colar com um broche destacável, que mais tarde foi transformado em tiara. Todos feitos com enormes pedras de água-marinha brasileira.





  

No final de 1980, em Pedra Azul, Minas Gerais, um enorme cristal de água-marinha foi encontrado por três garimpeiros. Infelizmente, eles deixaram a pedra, no momento com um metro de comprimento, cair acidentalmente, quebrando-a em três pedaços menores que mais tarde seriam adquiridos por um comprador anônimo.



A parte maior e mais fina foi transformada no que é hoje conhecido como a Água-marinha Dom Pedro. As outras duas partes, ambas ainda mantendo uma cor excepcional, foram cortadas, facetadas em gemas menores e vendidas comercialmente. A porção quebrada do cristal a partir do qual a D. Pedro emergiu pesava pouco mais de 27 quilos e media em torno de 60 centímetros. Foi considerada demasiado extraordinária para ser lapidada em pedras menores. No entanto, não foi a maior pedra já encontrada. Este posto pertence a Marta Rocha, uma água marinha de 110 quilos encontrada em Minas Gerais em 1950.

A água-marinha Dom Pedro encontrou o seu caminho para as mãos de gemólogos e especialistas que perceberam a sua importância e potencial. O lapidador alemão Bernd Munsteiner foi o responsável por dar à pedra sua forma final: um obelisco de 35 centímetros de altura, 10 centímetros de largura na sua base e pesando impressionantes 10.363 quilates (mais de dois quilos).







A pedra inicialmente foi adquirida por um gemólogo alemão, mas anos mais tarde foi comprada por outra gemóloga americana, que a salvou de ser cortada em pedras menores. A Água-marinha Dom Pedro foi doada ao Smithsonian Institution em 2011 onde está em exibição atualmente.