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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Estranho objeto atravessa o Sistema Solar e intriga cientistas 

Estranho objeto atravessa o Sistema Solar e intriga cientistas



Concepção artística do asteroide interestelar Oumuamua (1I/2017 U1): Concepção artística do Oumuamua: viajante espacial veloz e misterioso© Divulgação Concepção artística do Oumuamua: viajante espacial veloz e misterioso
São Paulo — Um asteroide em forma de charuto atravessou o Sistema Solar em outubro, intrigando os astrônomos que o observaram por seu formato incomum. O objeto é o primeiro a ter sua origem confirmada como sendo de outro sistema estelar.
“Que descoberta fascinante!”, diz, num comunicado, Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. “É um visitante estranho de um sistema estelar distante. Seu formato não se assemelha ao de nenhum objeto que já tenhamos visto na vizinhança do Sistema Solar.”
O asteroide foi descoberto em 19 de outubro pela equipe que opera o telescópio Pan-STARRS1, da Universidade do Havaí, e ganhou o nome de Oumuamua. Depois, uma rede de telescópios ao redor do planeta passou a acompanhar o intrigante objeto espacial – incluindo o imenso telescópio do European Southern Observatory no deserto de Atacama, no Chile.
O Oumuamua também foi rastreado pelos telescópios espaciais Hubble e Spitzer, da Nasa, que giram na órbita terrestre. Inicialmente, pensou-se que se tratava de um cometa. Mas a observação de sua trajetória e de sua velocidade permitiu concluir que era um asteroide e que veio de fora do Sistema Solar.
O Oumuamua tem cerca de 400 metros de comprimento, mas apenas cerca de 40 metros de diâmetro. É feito de rocha com alto teor de metal e gira como uma broca, dando uma volta a cada 7,3 horas.
Um estudo publicado hoje na revista científica Nature afirma que o Oumuamua está, provavelmente, vagando pela Via Láctea há centenas de milhões de anos. Ele passou pelo Sol a 87,3 quilômetros por segundo. Nessa velocidade, deve escapar do alcance dos telescópios em poucas semanas.

Fonte: MSN

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Qual a diferença entre diamantes coloridos e gemas coloridas?

Qual a diferença entre diamantes coloridos e gemas coloridas?


Qual a diferença entre diamantes coloridos e gemas coloridas?
O diamante mais valioso é o da variedade branca (Jupiterimages/Goodshoot/Getty Images)
Existem duas categorias usadas no comércio de pedras preciosas: pedras preciosas, incluindo os diamantes, rubis, esmeraldas e safiras; e pedras semipreciosas, representando as demais. Essas últimas incluem pedras como ametista, berilo, granada, lápis-lazúli, topázio, turmalina, turquesa, zircão e muitas outras. Embora cada variedade de gema tenha uma cor característica, quase todas elas podem ocorrer em variadas cores.

Diamantes e suas cores

Os diamantes são encontrados em apenas um único tipo de rocha, o kimberlito, que se formou ao longo de bilhões de anos a partir da erupção de vulcões. Eles também podem ser encontrados no cascalho de leitos de rios, devido à pedras de kimberlito erodidas que foram arrastadas rio abaixo. O diamante é uma forma de carbono puro cristalizado, formando a substância natural mais dura que existe. Os diamantes mais caros e puros são transparentes ou brancos. Existem certos oligoelementos dentro da estrutura cristalina do diamante que podem dar à gema algumas cores diferentes. Por exemplo, a presença do boro pode resultar em uma cor azul, e a presença do nitrogênio pode resultar em um tom amarelado. As cores também podem ser consequência ​da irradiação (diamantes verdes) ou da deformação plástica da estrutura cristalina, podendo ocasionar tonalidades de castanho, cor de rosa e vermelho.

Esmeraldas, rubis e safiras

As esmeraldas são derivadas do mineral berilo, ou berílio silicato de alumínio. A cor verde é derivada de oligoelementos como o crômio ou o vanádio. A cor pode variar de um amarelo esverdeado até a um verde azulado. Somente as gemas de tons médios a escuros são consideradas esmeraldas. As demais são classificadas como ouro berilo quando forem de cor amarela ou dourada, morganite quando rosa, e água-marinha quando azul ou verde-azulado.
Rubis e safiras são variedades do mineral coríndon, um óxido de alumínio. Quando o coríndon é vermelho escuro, ele é chamado de rubi, e quando é de outra cor qualquer, é chamado de safira. As safiras podem variar em cor desde o rosa claro até o violeta, sendo que a cor depende da presença de elementos como crômio, titânio e ferro.

Pedras semipreciosas

Do mesmo jeito que as pedras preciosas, todas as pedras semiprecioas têm uma cor mais comum com a qual elas são frequentemente associadas. As ametistas são, em geral, naturalmente violetas, mas podem perder sua cor quase completamente sob luz solar intensa. As granadas são geralmente de um vermelho mais escuro, podendo possuir as cores laranja ou verde, mas nunca azul. O topázio, um silicato de alumínio e flúor, é quase sempre de um marrom amarelado, mas pode ser verde, azul, azul claro, rosa e até vermelho. Em todos os casos, a cor das diferentes "espécies" de cada gema depende de traços de elementos que se combinaram com os cristais. As cores de muitas das pedras podem ser melhoradas ou até mesmo mudadas na presença de calor ou irradiação.

Valor

O valor de um diamante depende da cor, do corte, da limpidez e da quantidade de quilates. Quanto mais transparente um diamante for, mais raro e caro ele será. A limpidez tem tudo a ver com a cor.Além disso, um diamante mal cortado não será tão valioso quanto um bem cortado, e quanto mais quilates, mais caro.
Como os diamantes, outras pedras preciosas também são avaliadas de acordo com os quatro "c". As pedras preciosas (esmeraldas, rubis e safiras) são de uma classe diferente em relação às pedras semipreciosas, mas mesmo assim elas dependem dos 4 cês. A cor de uma pedra preciosa pode ser alterada pela irradiação, e, usando disso, alguns vendedores sem escrúpulos podem alterar a cor de uma pedra para que ela pareça mais atraente e valiosa.

Fonte: Geologo.com

Nova plataforma digital da Vale reúne conteúdo sobre mineração e negócios para pesquisadores e acadêmicos

Nova plataforma digital da Vale reúne conteúdo sobre mineração e negócios para pesquisadores e acadêmicos


Um espaço digital que reúne diversos materiais sobre temas de grande relevância como mineração, economia, legado e reputação, para dar suporte a alunos no desenvolvimento de trabalhos acadêmicos de forma prática e intuitiva. Esta é a nova plataforma Vale na Universidade, que reúne conteúdo sobre mineração e a Vale, produzido por especialistas, além de materiais elaborados pelos empregados e conteúdo institucional, para que estudantes e pesquisadores possam conhecer melhor a mineração e a empresa.
A parceria de empresas com universidades é uma tendência no mundo. No Brasil, a Vale é uma das principais empresas que enxerga a oportunidade de relacionamento e abertura de diálogo com o público acadêmico. Até porque os universitários são os futuros profissionais e formadores de opinião.
A parceria da Vale com universidades começou em 2016, quando a área de comunicação corporativa, juntamente com as regionais da empresa, lançou o desafio de ressignificar a mineração para as principais universidades do Brasil, através do Prêmio Universitário da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje).
Em 2017, dando continuidade ao trabalho desenvolvido, a empresa estreitou a parceria com universidades do Rio de Janeiro. E assim nasceu o programa Vale na Universidade, com o objetivo de ampliar o entendimento sobre a indústria da mineração e a empresa.

Fonte: Vale

Em quatro anos, Lula recebeu R$ 27 mi em conta por palestras

Em quatro anos, Lula recebeu R$ 27 mi em conta por palestras

O ex-presidente Lula: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)© Reuters O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Empresa de palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a LILS recebeu em conta nada menos do que 27 milhões de reais em quatro anos, entre abril de 2011 e maio de 2015, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. O valor citado foi arrecadado, segundo a prestação de contas da empresa, com as 72 palestras que o ex-presidente teria feito no período, a custo de 200.000 dólares (cerca de 650.000 reais em valores de hoje) cada.
Alvo de um pedido de bloqueio de valores feito pelo Ministério Público Federal (MPF), Lula, que é dono de 98% do capital da empresa, afirmou durante participação no Congresso do PCdoB não possuir o dinheiro cobrado pelo MPF: 24 milhões de reais. “Já provei minha inocência, quero agora que eles provem. O cidadão deveria ter a decência de dizer onde eu tenho 24 milhões de reais”, declarou.
Ao todo, a movimentação financeira da LILS chegou a 52 milhões de reais no período e provocou suspeitas do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), ligado ao Ministério da Fazenda. O Coaf estranhou o fato que quase todos os valores que entraram na conta da empresa de palestras de Lula saiu no mesmo período, depositando em fundos de investimento uma quantia maior do que a arrecadada, pouco mais de 35 milhões de reais.
O bloqueio foi pedido pelo MPF ao juiz federal Vallisney de Souza Oliveira em um processo ao qual o ex-presidente e seu filho, Luís Cláudio Lula da Silva, respondem no âmbito da Operação Zelotes, da Justiça Federal em Brasília. O petista é acusado de tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro na compra de 36 caças da empresa sueca Gripen e na prorrogação de incentivos fiscais às montadoras de veículo
Antes de decidir sobre os valores, Vallisney determinou que o ex-presidente se manifeste sobre o bloqueio. Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou que a intenção do MPF “não tem qualquer base jurídica e materialidade” e que este processo é mais um que integra a “perseguição política” contra o petista.
“Não há no pedido apresentado pelo MPF indicação de provas a respeito das afirmações ali contidas, que partem de certezas delirantes sobre a ‘influência’ de Lula na compra de caças pelo País e na ausência de veto em relação a um dos artigos de uma medida provisória (MP 627/2013)”, argumentou o advogado.

Fonte: Veja

Vale nega que vai adiar venda de participação em mina de níquel

Vale nega que vai adiar venda de participação em mina de níquel


A Vale disse nesta segunda-feira que não há nenhuma decisão de adiar a venda de sua participação na mina de níquel Vale Nova Caledônia e que segue buscando um novo parceiro. Na sexta-feira, a Reuters noticiou que a Vale tinha decidido adiar o processo de venda de participação na mina de níquel da Nova Caledônia por considerar as propostas iniciais pelo ativo muito baixas, conforme duas fontes com conhecimento direto do assunto.
Em comunicado nesta segunda-feira, a mineradora brasileira informou que “o processo para encontrar um novo parceiro está em andamento” e faz parte de sua estratégia de gerar valor em todos os ativos e preservar uma sólida posição financeira.
Fonte: Exame

Cientistas alertam para risco de mais grandes sismos em 2018

Cientistas alertam para risco de mais grandes sismos em 2018


O artigo científico está publicado e foi apresentado no mês passado na reunião anual dos cientistas da Sociedade Americana de Geologia: no próximo ano é provável que se registe uma subida no número de grandes sismos em todo o mundo, particularmente nas regiões tropicais que são densamente povoadas.
A explicação é simples: os investigadores Roger Bilham, da Universidade do Colorado, nos EUA, e Rebecca Bendick, da universidade norte-americana de Montana, acreditam que as variações na velocidade de rotação da terra estão ligadas a uma atividade sísmica mais intensa, e em 2018 a rotação do planeta vai abrandar ligeiramente.
Ainda que estas flutuações na rotação da Terra sejam mínimas e alterem a duração do dia em apenas milésimos de segundos, podem implicar a libertação intensa de energia subterrânea. “A correlação entre a rotação da Terra e a atividade sísmica é forte e sugere que irá haver uma subida no número de terramotos intensos no próximo ano”, disse Roger Bilham ao Observer, a edição de domingo do The Guardian.
Fonte: DN

Se licença ambiental não sair, Anglo para produção em Minas

Se licença ambiental não sair, Anglo para produção em Minas


A Anglo American vive um dilema. A licença ambiental do Minas Rio precisa sair do papel no mês que vem para que a mineradora destrave a terceira fase do projeto, impedindo a paralisação das atividades e iniciando um investimento de R$ 1 bilhão em terras mineiras. O porte faraônico do complexo, que envolve o maior mineroduto do mundo (529 km), e constantes reuniões que devem ser realizadas com a comunidade, exigência do Ministério Público em decorrência de possíveis impactos nas cidades vizinhas a Conceição do Mato Dentro, no entanto, têm atrasado a obtenção do documento. O presidente da empresa no Brasil, Ruben Fernandes, é o entrevistado do Página 2 desta semana. Na Anglo American desde 2012, o executivo já foi diretor de Mineração da Votorantim Metais no Brasil e diretor de Operações da Vale Fertilizantes.
Qual a situação do Minas Rio hoje? A licença estava prevista para julho, depois agosto, depois setembro…. O prazo, agora, é dezembro. O processo de licenciamento é complexo. O Minas Rio como um todo, aliás, é complexo. Pela dimensão, pelo tamanho, é uma mina muito comprida. É diferente das minas de outras empresas, que são mais redondas, por exemplo. A nossa tem 12,5 quilômetros de extensão e isso gera uma complexidade maior. E também sugere uma complexidade de licenciamento técnico maior. Além disso, contribuíram para os atrasos consecutivos os pedidos do Ministério Público e o adiamento de audiências públicas.
E se a licença não sair em dezembro?
Temos minério para operar nove meses no ano que vem. Ou seja, até setembro. E só. Sem a fase três, que será garantida pela licença, ano que vem não temos minério. Com a fase três são no mínimo 15 anos a mais.
Se a licença não sair nos próximos nove meses, a Anglo para?
Para, porque não terá minério para trabalhar. O prazo máximo para a licença sair, sem que haja interrupções no processo produtivo, é dezembro. Temos minério para operar até setembro. Se atrasar dois, três quatro ou cinco meses, teremos um período sem minério. E temos que pensar como fazer isso. Não adianta diminuir a produção. Fica inviável economicamente.
Vocês estudam um plano de demissões?
Não, não pensamos nisso. Até porque acreditamos que a licença vai sair. Mas, se não sair, estamos pensando em férias coletivas, por exemplo. Existem alternativas operacionais para lidar com a situação.
Se a licença não sair a tempo, como a empresa vai cumprir os contratos de longo prazo?
Teremos que renegociar com os clientes, postergar as entregas. O impacto não será só em Minas Gerais, será no mundo todo.
Quantos clientes a Anglo American tem hoje?
Entre 15 a 20 clientes.
Quem é cliente da Anglo?
Todas as grandes siderúrgicas chinesas. Tem pelotizadoras do Oriente Médio também, basicamente.
Como o atraso na licença impacta a rentabilidade da Anglo American?
O projeto Minas Rio carrega um custo fixo muito grande. Por isso, o volume para nós é muito importante. Porque a gente consegue diluir esse custo. Então, quando a gente cai de uma posição de 17 milhões de toneladas por ano para 14 milhões de toneladas ano, por exemplo, isso gera impacto no custo violento. Quando eu salto para 26 milhões de toneladas eu melhoro muito a rentabilidade da empresa. Mas temos que lembrar que quando o minério vai acabando, ele vai piorando. Por isso, nosso último balanço apresentou redução de 6%. E isso não é bom para ninguém. Menor produção, menor CFEM. Só de impostos gerados, entre ICMS, ISS e IRFM foram R$ 123 milhões de janeiro a setembro.
E se a licença sair? Qual o cronograma?
Se conseguirmos a licença, já começamos a retirar uma camada superficial de minério e estocar esse material. Deixamos lá porque só vamos usar quando a barragem for alteada e a infraestrutura construída. Depois, construímos o alteamento e quando estiver pronto pedimos a Licença de Operação (OP). Afinal, nessa etapa ainda não poderemos tocar no minério, só construir e preparar para a operação.
A Licença de Operação é mais rápida de conseguir?
Se cumprirmos as condicionantes direitinho, e é o que vamos fazer, o processo é mais rápido. Porque toda a análise técnica, de água, de supressão vegetal, tudo já foi feito. Da Licença Prévia (que integra a Licença Ambiental) para a LO, a empresa precisa cumprir as condicionantes.
Na sua avaliação, depois do rompimento da barragem da Samarco ficou mais difícil conseguir as licenças?
O processo está mais rigoroso, mas isso é importante para que a sociedade entenda que ali tem uma robustez técnica.
Qual o método construtivo da barragem que será alteada em Conceição do Mato Dentro?
Vamos altear a barragem a jusante. Isso é importante destacar. A Samarco aumentou a barragem dela a montante. A forma como a Samarco fez funciona também e nem cabe a nós falar sobre isso. Mas o alteamento a jusante é um método muito mais conservador. É mais caro e, também, mais seguro. Isso, porque você não utiliza rejeito para o alteamento. Utiliza só o compacto, que dá uma robustez muito maior à barragem. E você aumenta a estrutura para fora da barragem.
Quando começa o alteamento?
Assim que conseguirmos a licença. Agora, estamos na fase da Licença de Implantação (LI) e da Licença Prévia (LP). A LI nos permite iniciar o alteamento. Precisamos fazer esse alteamento para depois operar na fase três.
O que é a fase três?
A fase um terminou em julho do ano passado, a fase dois começou em seguida e termina ano que vem. A fase três é muito maior e é, simplesmente, autorização para acessarmos o minério. A gente não precisa investir em planta de beneficiamento, em porto, em mineroduto, em nada disso. É, simplesmente, o acesso à mina. Ela tem duração de 15 anos e começa assim que terminarmos as construções de infraestrutura. Se a licença sair em dezembro e começarmos em janeiro, terminamos em agosto do ano que vem. Aí, entramos com pedido de Licença Operacional.
Qual a importância da fase três para o projeto?
O Minas Rio está todo dimensionado para a capacidade nominal de 26,5 milhões de toneladas. Como a fase três nos dá acesso ao minério, sem ela não conseguimos chegar a essa capacidade. Este ano, vamos produzir 17 milhões de toneladas, abaixo da capacidade. E no ano que vem, menos que isso, pois o minério está exaurindo, está acabando. O que eu tenho falado é que não se trata de uma expansão do negócio. Se trata de uma continuidade.
Como assim?
Quando falamos de fase três, falamos da mesma mina que é explorada atualmente. Ela é comprida, tem 12,5 km. Hoje, podemos operar um pedaço pequeno dessa mina. Com a fase três, poderemos entrar na mesma mina, em uma extensão maior. O projeto inicial já previa essa extensão.
Quantos pessoas trabalham na mina?
São 1,6 mil empregados diretos só na mina e quase o mesmo terceirizados. São 4 mil no projeto todo.
E quantos empregos serão gerados?
Com a liberação da licença vamos precisar contratar mão de obra, porque a produção vai aumentar. Antes disso, durante as obras de alteamento e de diques de contenção, serão gerados mais de 800 postos de trabalho. Para a fase da exploração, serão contratados 120 fixos. Todos os postos serão abertos para pessoas da região.
Quando foi dada entrada no pedido de licença?
Em 2015. Mas é um processo longo mesmo. Foi necessário fazer todo o estudo de cavidades. Existem mais de 80 cavidades na mina e precisamos estudar uma a uma. E tivemos que comprar terras para compensar essas cavidades. Há, ainda, a questão da água, de fauna e flora. É um processo longo. Mas os atrasos que tivemos agora foram relacionados a excesso de reuniões públicas. Fizemos as reuniões, conforme foi pedido, interagimos com as comunidades. Fizemos uma audiência pública com 1,6 mil pessoas em julho em Conceição do Mato Dentro.
Depois, o MP pediu mais duas reuniões fora de Conceição do Mato Dentro. Parte da planta de beneficiamento está em Alvorada de Minas e nós temos uma interação grande com outras comunidades, como Dom Joaquim. Mais tarde, o MP pediu mais duas reuniões públicas para Dom Joaquim e Alvorada de Minas. Fizemos as reuniões, que foram menores, pois as comunidades são menores mesmo. Explicamos a questão construtiva. E esse é o papel da empresa mesmo.
O rompimento da barragem é o maior medo das comunidades?
Depois da Samarco é o maior medo sim. Fica uma questão emocional. E existe também um rigor muito maior dos órgãos ambientais.
Qual o teor do minério?
Ele tem um teor mais baixo, de 40%, e por isso a gente tem um processamento mineral diferente. Através desse processamento, conseguimos um teor mais alto e uma qualidade muito melhor. Custa mais caro fazer. No Norte, o teor supera os 60%.
É difícil encontrar mão de obra para trabalhar na empresa?
Sim. Para isso, desenvolvemos projetos sociais. Hoje, está em vigor um projeto em parceria com Senai, que formou 631 pessoas até hoje. Destes, contratamos 523. Este ano, vamos formar 90 pessoas. No ano que vem, mais 90.
Que tipo de curso é oferecido?
São cursos diversos. Entre eles, operador de equipamento de mina, soldador, eletricista, tudo que uma mina precisa.
Fonte: Hojeemdia

domingo, 19 de novembro de 2017

Origem secreta das Esmeraldas

Origem secreta das Esmeraldas



Uma cuidadosa análise de algumas das esmeraldas mais famosas do mundo mostrou que pedras preciosas também têm histórias secretas. Três das pedras pertencentes à coleção de uma antiga família são originárias da Colômbia, de onde teriam sido retiradas no século XVI e não teriam pertencido, como contava a lenda, a Alexandre, o Grande.
Admirado por mais de 4.000 anos, o verde profundo das esmeraldas tem sido símbolo de imortalidade e juventude. Essas gemas foram admiradas pelos egípcios e romanos: o Imperador Nero observava os gladiadores através de uma lente de esmeraldas. Mas a história de muitas das melhores gemas do mundo freqüentemente se transforma em mitos e é muito difícil de mapear. Isso levou um grupo de pesquisadores da França e da Colômbia a utilizar as mais modernas técnicas para determinar a origem de nove das mais famosas esmeraldas, que cobrem um período da ocupação romana da França até o século XVIII. O estudo envolveu a vaporização de uma porção microscópica de cada uma das pedras com um raio laser e, então, analisar os isótopos de oxigênio que foram liberados.
Composição e temperatura
Isótopos de oxigênio em gemas como as esmeraldas refletem a composição e temperatura dos fluidos que eventualmente se cristalizaram para formar a pedra, assim como a composição e temperatura das rochas que o fluido atravessou em seu caminho antes de sua consolidação como gema. Há uma estreita faixa desses isótopos para cada local onde as esmeraldas foram descobertas ao redor do mundo. Juntamente com outros aspectos mais tradicionais da gemologia, tais como propriedades óticas e a incrustração de outros materiais, os pesquisadores podem usar esses valores dos isótopos para apontar onde a esmeralda "nasceu". Os pesquisadores, liderados por Gaston Giuliani, dos Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento e o Centro de Pesquisas Petrográficas e Geoquímicas, em Vandoeuvre, na França, testaram pedras das principais minas de esmeralda de todo o mundo.
Principais surpresas
Eles descobriram que algumas esmeraldas muito antigas vêm de depósitos supostamente descobertos durante o século XX, mostrando que estas minas eram conhecidas desde o tempo dos romanos. Uma das grandes surpresas foi o número de gemas das minas colombianas. Estas esmeraldas somente foram comercializadas mundialmente após a invasão espanhola da América Latina, no século XVI. E mais, três das quatro maiores esmeraldas analisadas da coleção da família indiana Nizam, supostamente vindas de minas asiáticas perdidas, vieram realmente da Colômbia e não, como conta a lenda, de Alexandre, o Grande (ao redor do ano 300 A.C.).
Os pesquisadores agora planejam aplicar as mesmas técnicas para estudar os rubis. "Este tipo de análise era inicialmente uma pequena parte do nosso trabalho", disse Giuliani. "Mas vimos que, como geólogos trabalhando com gemas e gemólogos, nós podemos dar uma contribuição para o estudo do comércio e da história humana."
Pesquisa publicada no jornal Science.

Fonte:  Site Inovação Tecnológica 

Estrela vizinha possui sistema planetário complexo

Estrela vizinha possui sistema planetário complexo


Estrela vizinha possui sistema planetário complexo
Esta concepção artística mostra como podem ser os recentemente descobertos cinturões de poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Próxima Centauro.[Imagem: ESO/M. Kornmesser]

Cinturões de poeira
O radiotelescópio ALMA, no Chile, detectou um disco de poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Próxima Centauro.
As observações revelam o brilho emitido por poeira fria em uma região situada a uma distância de Próxima Centauro equivalente a uma a quatro vezes a distância entre a Terra e o Sol.
Os dados indicam também a presença de um cinturão de poeira mais exterior e ainda mais frio, o que é consistente com a presença de um sistema planetário complexo.
Os cinturões de poeira são restos de material que não formou corpos maiores, tais como planetas. As partículas de rocha e gelo nessas formações variam em tamanho, desde os mais minúsculos grãos de poeira, menores que um milímetro, até a corpos do tipo de asteroides, com muitos km de diâmetro.
Os dois cinturões estão muito mais longe da Próxima Centauro do que o planeta Próxima b, o qual orbita a apenas 4 milhões de km de distância da estrela.
Sistema planetário complexo
Próxima Centauro é a estrela mais próxima do Sol. Trata-se de uma anã vermelha situada a apenas 4 anos-luz de distância, na constelação austral do Centauro. Em sua órbita encontra-se um planeta temperado do tipo terrestre, Próxima b, o exoplaneta mais próximo do Sistema Solar, descoberto em 2016.
Os novos dados revelam que este sistema é muito mais complexo do que se acreditava mesmo após a descoberta do exoplaneta.
"A poeira que rodeia a Próxima Centauro é importante porque, no seguimento da descoberta do planeta terrestre Próxima b, se trata da primeira indicação da presença de um sistema planetário elaborado, e não apenas de um único planeta, em torno da estrela mais próxima do nosso Sol," detalhou Guillem Anglada, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia (CSIC), na Espanha.
A poeira parece estender-se ao longo de algumas centenas de quilômetros além de Próxima Centauro e tem uma massa total de cerca de uma centésima da massa da Terra. Estima-se que esse cinturão tenha uma temperatura de cerca de -230 graus Celsius, ou seja, tão fria quanto o Cinturão de Kuiper, no Sistema Solar exterior.
"Este resultado sugere que a Próxima Centauro possa ter um sistema planetário múltiplo com uma história rica de interações que terão resultado na formação de um cinturão de poeira. Estudos adicionais poderão dar-nos informação sobre as localizações destes planetas adicionais ainda não identificados," disse Anglada.
O sistema planetário de Próxima Centauro é o alvo do projeto Starshot - para a futura exploração direta do sistema por meio de micronaves impulsionadas por velas a laser.

Fonte:  Site Inovação Tecnológica 

Que tal fabricar combustível usando diamantes?

Que tal fabricar combustível usando diamantes?


Que tal fabricar combustível usando diamantes?
O processo já funciona em escala de laboratório, e a equipe se prepara para construir uma planta-piloto. [Imagem: The Journal of Physical Chemistry C]

Fotossíntese artificial
Se queremos realmente levar a sério a redução da contribuição humana ao aquecimento global, talvez valha a pena investir nisso algumas das coisas mais valiosas que temos - diamantes, por exemplo.
Mais do que propondo, é o que está demonstrando ser possível uma equipe liderada pela professora Anke Krueger, da Universidade Wuerzburg, na Alemanha.
Krueger montou um sistema fotocatalítico - um catalisador baseado na luz - cujo elemento ativo é o diamante. Não os caríssimos diamantes do tipo gema, encontrados em joias, é claro, mas nanodiamantes sintéticos, produzidos industrialmente.
Lembrando bastante o funcionamento da fotossíntese, que reintroduz continuamente o dióxido de carbono (CO2) do ar no ciclo bioquímico da Terra, o sistema fotocatalítico usa o CO2 para produzir compostos fundamentais que podem ser usados para fabricar combustíveis líquidos para automóveis ou compostos importantes para a indústria química, como metanol, ácido fórmico, metano etc, todos hoje derivados do petróleo.
Diamante como fotocatalisador
O elemento central de todo o processo é o diamante sintético. Quando os elétrons recebem energia da luz durante uma reação química dentro do diamante, eles alcançam elevados níveis de energia.
É essa energia que é usada para quebrar as moléculas de CO2 e produzir o chamado C1, ligações carbono-carbono que estão na base de uma infinidade de reações de síntese orgânica - o átomo de carbono do CO2 é adicionado a uma molécula orgânica, formando ligações C-C.
"Nós não usamos materiais perigosos para fazer este processo, usamos água ou líquidos iônicos como solvente. E o próprio material de diamante não é tóxico. O dióxido de carbono é o gás de escape dos carros, centrais elétricas ou instalações de cimento, constantemente emitido pelo transporte e pela indústria, de modo que removê-lo do ar é benéfico, e não problemático.
"No momento, estamos em escala de laboratório, então o consumo de dióxido de carbono é muito pequeno, mas o objetivo é usar o máximo de dióxido de carbono possível para produzir algo útil a partir dele," disse Krueger.
A equipe pretende trabalhar na otimização do processo até o final do ano que vem, quando então espera envolver empresas privadas que possam investir em uma planta-piloto para demonstração da tecnologia.
Fonte:  Inovação Tecnológica