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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Diamantes renderam 23 milhões de dólares


Diamantes renderam 23 milhões de dólares

O Estado angolano arrecadou, no segundo trimestre deste ano, 23 milhões de dólares em impostos resultantes da comercialização de diamantes, indica o relatório financeiro da Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam) apresentado ontem em Luanda. Durante o período em análise, a Sodiam obteve um volume de receita bruta na ordem dos 316,5 milhões de dólares, com a venda de 2,3 milhões de quilates, revelou ontem em Luanda o administrador da empresa.
Fernando Amaral lançou a notícia durante a segunda reunião de “Outlook”, que serviu para avaliar a comercialização de diamantes durante o segundo trimestre de 2018 e perspectivar a actuação da empresa no terceiro trimestre que tem início. O volume de receitas, disse, corresponde a um preço médio 136,69 dólares por quilate.
Dos resultados obtidos, mais de 295 milhões são provenientes da actividade industrial,  correspondendo a 93,2 por cento e 21,4 milhões da actividade artesanal, que corresponde a 6,8 por cento. Ao longo do segundo trimestre, informou, a comercialização de diamantes cresceu 15 por cento em relação ao primeiro trimestre em que a produção  ficou em 1,9 milhões  de quilates, sendo  85,7 por cento com proveniência kimberlítica e 14, 3 por cento de origem aluvionar. Dos mercados emergentes, como a China e a Índia, referiu, o país regista uma procura superior à prevista. O bom momento que a empresa atravessa é atestado pela facturação que ultrapassa os 300 milhões de dólares por mês.
A previsão da empresa, de acordo com Fernando Amaral, é aumentar os níveis de comercialização, recorrendo à compra dos diamantes extraídos artesanalmente, cujos preços serão controlados, a pedido do Executivo.  Sobre a comercialização do produto no mercado in-terno, Fernando Amaral disse que estão em análise os instrumentos que vão regular a actividade.  “Neste momen-to está a ser estudada, sendo certo que caberá à Sodiam a missão de abrir o mercado para os nacionais,  para compras a retalho ou para investimentos na lapidação”.
Cem por cento dos diamantes comercializados pela empresa ao longo do segun-do trimestre saíu das Lundas, sendo 85 por cento da Lunda-Sul e 15 por cento da Lunda-Norte. O director nacional de Mercados e Promoção de Comercialização do Ministério dos Recursos Minerais e dos Petróleos, Gaspar Filipe Sermão, que procedeu à abertura do seminário, lembrou que, no primeiro trimestre, o vo-lume de receitas diamantíferas situou-se nos 256 milhões de dólares.
Produção de Catoca
Por intermédio do seu director-geral adjunto para área técnica e financeira, António Galiano Celestino,  a Sociedade Mineira de Catoca também faz um balanço positivo do  segundo trimestre, tendo registado um crescimento de 17 por cento no número de quilates e de 20 por cento nas receitas, em relação ao primeiro trimestre. “No primeiro trimestre tivemos uma receita de cerca de 165 milhões de dólares e no segundo arrecadamos cerca de 198 milhões de dólares”, disse, salientando que a  produção da empresa é direccionada a vários mercados.
Actualmente, a Sociedade Mineira de Catoca contribui com quase 90 por cento da produção nacional de diamantes. Em 2017, para compensar a baixa de preços no mercado internacional, disse, a empresa viu-se obrigada a aumentar os níveis da produção, provocando o esgotamento rápido da mina. A empresa investe agora num novo kimbertlito e em sete outras concessões da própria mina para tratar cerca de 900 quilates para a produção de diamantes e a sua comercialização. A par da Sociedade Mineira de Catoca, a reunião con-tou com as apresentações das empresas Chitotolo, Cuango, Somiluana, Lulo, Luminas e Uari Cambange.
Fonte: Jornal de Angola

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