Argyle começa operação subterrânea
Argyle, na Austrália, é a maior mina de diamantes do mundo. Ela foi
descoberta em 1979 pela CRA em uma associação com a Ashton. A CRA,
posteriormente se fundiu à Rio Tinto .
Argyle é a primeira mina primária de diamantes que não está encaixada em
um kimberlito. A mineralização está hospedada em um olivina-lamproito
cujo diatrema tem um formato bastante diferente dos kimberlitos
tradicionais como Kimberley ou Premier na África do Sul.
A descoberta de Argyle mudou alguns paradigmas da pesquisa de diamantes.
A região havia sido varrida pela De Beers que usava os minerais
satélites para descobrir kimberlitos. Ocorre que por
Argyle ser um lamproito essa estratégia não funcionou e a De Beers
perdeu um dos maiores depósitos de diamantes do mundo. Posteriormente
observou-se que mesmo nas amostras da De Beers coletadas próximo a
Argyle, existiam microdiamantes que não foram detectados na fase da
pesquisa.
Argyle chegou a produzir um recorde de 42 milhões de quilates em 1994.
Graças a geometria do corpo a Rio Tinto foi forçada a implantar uma mina subterrânea
para continuar produzindo diamantes em Argyle. O método utilizado é
block caving que permite custos operacionais razoavelmente baixos para
uma mina subterrânea. A produção esperada da mina subterrânea será de 20
milhões de quilates por ano.
Argyle é a única mina no mundo a produzir os diamantes rosas (pink Diamonds) que fazem uma importante contribuição nos lucros da mina.
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