A sul-africana De Beers, que um dia controlou o comércio mundial de diamantes com mão de ferro, avisa que se novas grandes descobertas não forem feitas, a oferta de diamantes será bem menor do que a procura em menos de 5 anos.
Em outras palavras: os preços do diamante podem subir à estratosfera.
A informação está contida no Diamond Insight Report publicado pela De Beers. O relatório afirma categoricamente que as descobertas atuais não estão suprindo na mesma proporção do consumo.
A causa desta previsão é conhecida.
As grandes minas de Botswana, África do Sul, Namíbia e Austrália estão atingindo a exaustão ou reduzindo a produção em função de problemas tecnológicos, custos elevados e lavras subterrâneas profundas.
A falta de pesquisa mineral para diamantes desde 2008 é o principal fator da não descoberta de novas jazidas kimberlíticas nos últimos anos.
O fenômeno foi intensamente sentido no Brasil.
Em 2008 o nosso país vivia momentos de grande agitação na pesquisa de diamantes com grandes descobertas feitas pelas junior companies D10, Octa Mineração, e Vaaldiam.
Com a crise veio a falta de financiamentos e todos os principais projetos e descobertas foram simplesmente paralisadas.
Voltamos a estaca zero.
Hoje, em função da ausência de minas primárias de diamantes o Brasil é relegado pelas mineradoras como pouco prospectável para diamantes primários, uma verdadeira falácia criada pela crise que quebrou as empresas de pesquisa.
O que veremos, em poucos anos no Brasil e no mundo, é a retomada da pesquisa mineral com foco no diamante primário.
Possivelmente veremos, também, o retorno das grandes empresas como a De Beers e Rio Tinto que um dia fecharam os seus programas e saíram, com o rabo no meio das pernas, deixando para trás inúmeros desempregados.
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