A Associação dos Mineradores do Canada levantou pontos importantíssimos referentes aos elevados custos operacionais dos projetos e minas situados na remota região do norte do país.
A região, um verdadeiro deserto gelado, é desabitada e não tem infraestrutura adequada.
Em muitos casos só é possível operar no norte canadense, durante os 6 meses do verão. No inverno pouquíssimos operadores conseguem produzir alguma coisa. A maioria simplesmente fecha.
Os custos são elevadíssimos.
Segundo a associação o custo de implantação de uma mina nesta rica região é duas vezes e meio maior do que o de regiões com melhor infraestrutura.
Isso é só a implantação e o CAPEX.
Depois disso, a situação pode piorar, com os custos operacionais inflados que estão ameaçando a existência de um grande número de projetos.
Com as crises e o desaquecimento da economia chinesa muitas minas, que antes eram econômicas, estão aos poucos deixando de ser. Em 2007 o Canadá era o quinto maior produtor do mundo de 14 bens minerais, e hoje, só de 10.
É uma questão de vida ou morte da mineração e, consequentemente, da economia do país.
O Governo começa a discutir se o custo de implantação e da infraestrutura, que é pago pelas mineradoras, não deve, também, ser repartido por todos. Afinal o insucesso de um será o prejuízo de todos.
Os canadenses reconhecem os esforços dos mineradores no controle ambiental e na gigantesca contribuição à economia e à sociedade.
Segundo o CEO da associação, Pierre Graton, “nós não podemos viver sem a mineração em um mundo moderno”.
Foto operação em Alberta paralisada pelo inverno – huffingtonpost -
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