sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Bahia mira expansão do setor de joias

Bahia mira expansão do setor de joias


Quinto maior produtor de minerais do Brasil e segundo maior na produção de gemas e joias, a Bahia busca visibilidade internacional com a realização, em Salvador, do XV Congresso da Confederação Mundial da Joalheria (CIBJO). O evento, que se realiza pela primeira vez na América Latina, foi abertonesta segunda-feira, 4, estendendo-se até esta quarta-feira, 6, no Hotel Sheraton.
Empresários e autoridades do setor de mais de 60 países participam do congresso. “Com a realização deste evento na Bahia, a gente coloca os nossos dois pés no mercado internacional e agora é só trabalhar para fincar nossas bases”, afirmou o engenheiro Rafael Valverde, superintendente de indústria e mineração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).
Durante o evento, a Bahia pretende expor seu portfólio na área, destacando a produção de quartzo rutilado, como é chamado o quartzo puro, popularmente conhecido como “cristal de rocha”. A pedra é produzida no município de Novo Horizonte,  na Chapada Diamantina, que esta semana deve receber a visita de uma comitiva de participantes do congresso da CIBJO. “O mercado agora passa a nos enxergar de maneira direta, e a nossa estratégia é potencializar uma futura marca das gemas da Bahia”, antecipou Valverde.
Referência
No discurso de abertura do congresso, o governador baiano Rui Costa (PT)  oficializou para os participantes as intenções do estado. “Estamos querendo estruturar a cadeia produtiva, não só ficar na extração, mas incentivar a lapidação e a criação de design, que agregue valor e renda”, disse.
“Não queremos nos destacar apenas pelo nosso parque mineral, mas queremos contar com estrutura que transforme isso em joias e design, fazendo com que a Bahia possa ser referência em não só ter as maiores minas, mas poder transformar essas pedras em joias”. Uma das ações estatais destacadas foi o Centro Gemológico instalado no Pelourinho, que orienta pequenas empresas e promove capacitação, como a de designer em joias. “A ideia é estimular a cadeia como um todo”, frisou Rui, destacando a produção em municípios, como Santa Luz, Campo Formoso e Senhor do Bonfim.
Diamantes
As atenções do setor na Bahia estão centradas, no momento, no projeto da empresa Lipari Mineração. A empresa pretende reativar a produção baiana de diamantes, explorando uma mina no município de Nordestina, na região do semiárido.
Depois de mais de cinco anos de pesquisas, a empresa anunciou investimentos de R$ 100 milhões para a produção em escala comercial. O projeto é uma das vitrines da Bahia apresentada no congresso da CIBJO.
O presidente da Confederação, Gaetano Cavalieri, destacou o sucesso da edição do evento na Bahia. “Nunca tivemos tão expressiva desde que a CIBJO se associou a Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006″, afirmou. Ele destacou a importância do setor para as economias dos países em desenvolvimento.
“Embora seja considerado um artigo de luxo, as gemas e joias geram receita, numa cadeia produtiva essencial para a economia dos países”. Representantes da ONU no e evento, Nassir Al-Nasser e Alberto Padova, frisaram a importância da produção fincada às leis trabalhistas e de sustentabilidade.

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