A BUSCA ANCESTRAL DOS HUMANOS POR MINÉRIO
A interação do ser humano com os minerais e minérios remonta a tempos imemoriais. Fonte primeira da vida, do sustento do próprio ser humano, a natureza com suas potencialidades transformadas em recursos ambientais , foi, e continua sendo vista como a grande mãe provedora, fonte inesgotável de suprimentos para esse animal, que ao contrário dos demais, modifica profundamente o ambiente onde vive, visando a seus próprios interesses. A utilização dos minerais na fabricação de utensílios domésticos, bélicos e artísticos, insere-se nessa visão providencialista do homem para com a natureza. Enquanto a atividade de mineração (ou mineratória) se utiliza de instrumentos mais sofisticados para a extração de minérios localizados em depósitos subterrâneos, a de garimpo (ou garimpagem) é atividade artesanal, ocorrida em região de aluvião, que emprega instrumentos rudimentares, as práticas mineradoras, assim como as de garimpagem, aparecem como uma constante na maioria das sociedades humanas estudadas. Panelas e potes, vasos e lanças, jóias, adornos corporais e estátuas, enfim, objetos que têm nos minerais sua razão de ser, polvilham a história de grupos humanos os mais diferenciados no tempo e no espaço (NEVES, 2007).
Em quase todas as cosmogonias, narrativas que procuram explicar a criação do universo, e teogonias, cosmogonias centrada na deidade, há alusão a minerais como um dos elementos basilares das civilizações (PAULI, 2007), em função, provavelmente, dessa imbricada relação dos humanos com aqueles. No mundo ocidental cristão, por exemplo, a narrativa bíblica de Adão, palavra que significa “homem de barro”, é emblemática. Adão, segundo as escrituras sagradas, teria sido criado por Deus, a partir do barro da Terra e recebido do criador uma alma, quando este lhe soprou as narinas. (
Em quase todas as cosmogonias, narrativas que procuram explicar a criação do universo, e teogonias, cosmogonias centrada na deidade, há alusão a minerais como um dos elementos basilares das civilizações (PAULI, 2007), em função, provavelmente, dessa imbricada relação dos humanos com aqueles. No mundo ocidental cristão, por exemplo, a narrativa bíblica de Adão, palavra que significa “homem de barro”, é emblemática. Adão, segundo as escrituras sagradas, teria sido criado por Deus, a partir do barro da Terra e recebido do criador uma alma, quando este lhe soprou as narinas. (
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