sábado, 14 de novembro de 2015

Caixas de recuperação de ouro em tamanho natural para os "low grade"

Caixas de recuperação de ouro em tamanho natural para os "low grade"

Os gauleses eram garimpeiros e mineradores excepcionais.

Carrinhos de ouro pesados ​​precederam o vencido rei Vercingetorix no desfile do triunfo de César em Roma, em 46 AC. Os gauleses garimpavam o ouro ha séculos nas grotas, na base dos morros, e eles formavam suntuosas joias para eles e para os seus deuses.
O Ouro celta (Galia) assombra desde os tempos antigos. Os autores gregos e romanos mencionam com espanto misturado com inveja a riqueza em ouro da Gália e os tesouros acumulados em santuários. César foi até acusado de destruir as cidades da Gália com o único objetivo de se aproveitar do ouro. A imagem do chefe Arverne Luérius lançando de sua carroça moedas de ouro e prata para seus compatriotas ficou nas mentes; os gauleses iam para a batalha vestindo tão somente suas próprias pulseiras e seu famoso torque (colar) em ouro.

Mas tanto ouro se originava de uma tecnologia e know how para o extrair a baixo custo, tecnologia que pode ser aplicada no Brasil nos locais normalmente anti econômicos por ser de baixo teor

A pesquisa realizada em torno de Cambo-les-Bains, no País Basco identificou cerca de cinquenta locais de mineração operados por uma técnica baseada na energia hidráulica: os córregos eram desviados e foram criados reservatórios de água no topo das montanhas auríferas (pireneus). A água caia nas encostas, lixiviavam o ouro de baixo teor no solo das mesmas; esses deslizamentos de terra eram canalizados sob forma de lama para o vale. A cada 10 m aproximadamente, pedras eram colocadas no fundo da grota/canal receptadora em pequenas barragens para formar as tariscas e bloquear a passagem do ouro. As partículas de ouro eram presas numa palha de bruyere (um tipo de samambaia comum nas montanhas da europa) cobrindo o fundo dos canais. Periodicamante, fechava-se a alimentação em água, deixava secar a palha e bastava queimar esta para recuperar o ouro nas cinzas. 

Na área de Cambo-les-Bains, o Bureau de Pesquisa Geológica e Mineração (BRGM) encontrou a presença de ouro no solo e correntes de água com baixo teor. Outras regiões, nas Ardenas, Pays de la Loire, Auvergne, Limousin, Aquitaine e em outros locais dos Pirinéus também contêm ouro sempre de baixo teor.

No Limousin, cerca de 230 minas de ouro antigas já foram inventariados pelo levantamento aéreo, foto-interpretação (estudo da cobertura fotográfica aérea de 1/10 000, conduzido pelo Instituto Geográfico nacional da França) A pesquisa de arquivo (estudos de engenheiros de minas do século passado e início do século XX, encontra menções a estas minas) e o estudo da toponimia de lugares do passado.

Essa tecnologia de caixa natural poderia ser adaptada no Tapajós em locais com fortes declives como no Botica, resguardados os cuidados com o meio ambiente

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