Desastre da Samarco: a lama analisada em Baixo Guandu está contaminada por arsênio
Análises feitas pela Prefeitura de Baixo Guandu (parabéns ao Prefeito pela agilidade) mostram que a lama tem teores elevados de arsênio (2,63mg/L) que atingem, na amostra analisada, um valor dez vezes maior do que a OMS considera aceitável para a ingestão humana e 20 vezes maior do que o recomendado como valor máximo permitido pela Sabesp.
Nos Estados Unidos o nível de arsênio aceitável na água é de apenas 10 microgramas por litro, centenas de vezes menor do que o nível de arsênio analisado na lama da Samarco.
Da mesma forma o chumbo total analisado na lama (1,03mg/L) é 10 vezes mais elevado do que o nível aceitável pela Sabesp. Outros elementos pesados como o níquel (1,275mg/L) e o cromo (3,84mg/L) estão, também, muito elevados na amostra coletada e muito acima do que o Ministério da Saúde recomenda.
Se esses elementos tóxicos contaminarem as águas superficiais e subterrâneas o desastre será imensamente maior do que estamos imaginando.
Para exemplificar o tamanho do problema os níveis de arsênio detectados, possivelmente inorgânico, quando ingeridos pela população poderão, ao longo do tempo, levar a sérias doenças e ao câncer.
Se a lama não for retirada existe o perigo iminente da contaminação das águas.
É urgente que novas análises sejam feitas para confirmação do nível de contaminação desta lama. Deve ser iniciado, urgentemente, um monitoramento das águas superficiais e subterrâneas que poderão ser contaminadas com o tempo caso a lama não seja retirada.
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