Exploração mineral: o seu projeto é seguro?
Estas empresas geralmente tem um setor destinado única e exclusivamente à geração de novos alvos. Esta unidade cria novos projetos e novas ideias que podem revolucionar o setor mineral.
Tudo o que diz respeito à geração de alvos e as etapas subsequentes da exploração mineral como mapeamentos geológicos, geofísicos, geoquímicos, sondagens, análises, cálculos de reservas, movimentos de pessoal e requerimentos de áreas passa a ser altamente confidencial.
O motivo é óbvio.
Uma fuga de informação antes que a empresa possa consolidar a sua posição de vantagem poderá significar a perda total, que muitas vezes supera a casa de bilhões.
Um excelente exemplo de estratégia preventiva foi a usada pela equipe da CRA, que havia descoberto diamantes em uma drenagem chamada Smoke Creek, em 1969, na Austrália.
A CRA sabia que a área era requerida e que os requerimentos iriam caducar em breve, ficando Smoke Creek para a empresa que requeresse primeiro.
No período entre a descoberta do diamante até o requerimento a CRA entrou em silêncio total. Ninguém mais falou ou mencionou a descoberta evitando assim a fuga de informações.
Na Austrália, para se requerer uma área é necessário que o requerente vá fisicamente ao local e coloque no chão os marcos que limitarão o pedido.
Foi então que a CRA mostrou que estava preparada para ganhar a corrida.
Alguns dias antes da data do requerimento, em outubro de 1979, eles compraram todos os mapas topográficos da região, alugaram todos os carros 4x4 disponíveis e todos os helicópteros existentes na região. E, para atrair a atenção de um possível competidor para outra região, a CRA requereu um grande bloco a 1.000km de distância.
Foi através desta estratégia bem planejada e executada que a empresa requereram a maior jazida primária de diamantes do planeta: o Lamproito de Argyle, que gerou dezenas de bilhões de dólares à Rio Tinto que acabou incorporando a CRA. Argyle continua em operação e ainda produz os mais espetaculares diamantes rosa do mundo.
Este é um caso onde a segurança bem planejada permitiu o sucesso e um lucro gigantesco à operadora.
Infelizmente, o que se vê não são exemplos como estes.
A cada dia que passa se torna mais fácil o roubo de informações vitais de empresas de exploração mineral.
É muito comum a venda de informações altamente confidenciais no mercado paralelo.
O seu projeto está protegido dessa ameaça? A cada dia que passa, é frequente vermos profissionais, que trabalharam em empresas de pesquisa, de todos os tamanhos, carregando nos seus pen-drives quase todas as informações confidenciais dos projetos de suas antigas empresas.
O mercado está, infelizmente, inundado com essa informação digital que é negociada frequentemente por alguns profissionais.
São poucas as empresas que sabem se proteger deste roubo digital e das suas consequências devastadoras.
A sua empresa está protegida?
Estude a lista abaixo e verifique o nível de risco dos seus projetos:
1. A empresa tem um contrato de confidencialidade para todos os funcionários que fala especificamente da cópia e fuga de informações?
2. O acesso à informação depende do nível técnico e hierárquico do funcionário?
3. Qualquer um tem acesso aos dados digitais ou existe uma proteção por senhas que segue uma hierarquia definida pela diretoria?
4. Qualquer um com acesso pode copiar dados sem antes ter que receber aprovação?
5. Os computadores com dados estão ligados a uma rede? A rede é protegida por senhas hierárquicas?
6. Esses computadores estão ligados à internet?
7. Esses computadores tem saídas USB?
8. Os funcionários da empresa usam notebooks próprios ou da empresa para trabalhar com os dados?
Esta lista pode ser ampliada e englobar todos os possíveis riscos à segurança da informação.
Como vemos, no mundo de hoje a fuga de informação é muito difícil de ser evitada. Qualquer um com um pen-drive, CD ou notebook pode, em segundos, copiar todas as informações vitais de um projeto.
Por mais que tentemos irão, quase sempre, existir várias opções para uma pessoa mal intencionada.
É pela facilidade que a tecnologia permite a cópia de dados que acredito que essa não é a melhor forma de endereçar o problema. É fácil mergulhar em um processo de segurança de dados que irá beirar a histeria coletiva. Ambientes assim podem ser péssimos para a moral e para o relacionamento empregado-empregador.
O foco tem que ser bem mais reduzido.
É claro que a empresa deva ter uma segurança inteligente instalada. No entanto os dois pontos mais importantes são: a qualidade do profissional que a empresa emprega e um bom contrato de confidencialidade que efetivamente proteja a empresa da fuga e do roubo de informações confidenciais.
Com esses dois pontos bem equacionados as chances de prejuízo serão minimizadas e você não terá o desprazer de ver o seu sucesso virar pó.
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