quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O desastre da Samarco e os prejuízos iminentes à Vale e BHP

O desastre da Samarco e os prejuízos iminentes à Vale e BHP



 
O desastre da Samarco já começa a interferir nos lucros futuros das mineradoras Vale e BHP, as responsáveis pelo maior desastre ambiental do continente.

A Vale espera ter uma queda de produção, em 2015, de três milhões de toneladas de minério e em 2016 de nove milhões de toneladas. O prejuízo será aumentado, pois trata-se de um minério mais nobre que é pelotizado e tem um preço de mercado superior ao dos finos que a Vale costuma vender.

A mineradora brasileira informa que deixará de vender, temporariamente, o minério de ferro da mina Fazendão para a Samarco, mais prejuízos a serem computados. Isso sem contar com as causas trabalhistas que irão se acumular, assim que começarem as demissões.

Além da queda nas vendas, devido ao desastre e a paralisação imposta pelo MP, a Vale deverá receber, também, um gigantesco impacto negativo no seu fluxo de caixa, pois terá que pagar e ressarcir à todos os proprietários, que tudo perderam. Esses reembolsos ocorrerão ao longo de centenas de quilômetros de rio devastado e ainda não foram computados. E não serão só as casas da vila, pois muito perderam, também, as suas chácaras e sítios produtivos que agora estão cobertos pela lama estéril da Samarco.

Do outro lado do prejuízo existirão as muitas multas ambientais e as caras e longas reabilitações ambientais do Vale do Rio Doce que podem durar décadas.

Sem contar, é lógico, com a natural perda de valor de mercado das mineradoras nas bolsas de valores, que será uma consequência natural do desastre.

Os impactos do rompimento das barragens irão repercutir por muitas décadas e deverão atingir somas de vários bilhões de dólares, o que está tirando o sono dos acionistas e dos executivos das duas empresas.

Os ambientalistas querem que a Vale e a BHP façam a completa recuperação dos rios afetados pelo gigantesco assoreamento de lama ferruginosa que vai matar completamente a flora e a fauna dessas massas de água.

Além disso, a Samarco terá que recuperar a água, que era potável e utilizada por várias comunidades e cidades do Vale do Rio Doce, que hoje dependem dos pequenos volumes do líquido precioso entregues, a conta gotas, por carros-pipas .

Enquanto os dirigentes, políticos e entidades discutem medidas e estratégias paliativas os acionistas se preparam para a dura aterrisagem.

Eles sabem que esses custos são a ponta de um gigantesco iceberg e que as causas judiciais contra a mineradora serão muitas e irão causar um rombo sem precedente no caixa das duas megaempresas...

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