O Negócio Joalheiro e a Ética como Diferencial Competitivo
Há quem defina o conceito de ética como sendo a faculdade de abrir mão de interesses próprios em prol dos alheios. A definição faz sentido quando pensamos que, ao longo do processo civilizatório, o ser humano progressivamente migrou de uma ética particularista, marcada pelo respeito aos laços familiares, para uma ética universalista, de respeito às normas impessoais e universais que viabilizam a vida em sociedade.
Ao contrário da lei posta, cujo cumprimento é suscetível de ser exigido pela autoridade de plantão, o comportamento ético tem uma dimensão que extrapola o código civil. Ao omitir informações relevantes sobre um determinado produto, um corretor de imóveis ou um vendedor de automóvel, por exemplo, pode não estar, necessariamente, descumprindo a lei, mas estará infringindo o código de ética da profissão, estará burlando a essência daqueles valores que dignificam uma sociedade moderna e civilizada.
O comportamento ético vem ganhando evidência no mundo moderno onde o direito e os interesses difusos da sociedade se tornam cada dia mais relevante. Questões como sustentabilidade ambiental, responsabilidade intergerações -como a previdência social, a superação da desigualdade social e o repúdio à corrupção estão na agenda das pessoas comuns. Alinhada com esses novos desafios está a conduta ética que mira o bem comum, as relações estáveis e não o imediatismo do ganho fácil.
No nosso negócio da joalheria, os princípios abstratos da ética e da moral são colocados à prova diariamente. Na garantia do teor do ouro, na autenticidade e origem da gema, na qualidade do produto e na idoneidade da operação comercial o aspecto ético está presente o tempo todo.
O empresário preocupado com a sustentabilidade do seu negócio deve buscar no compromisso ético, na transparência de suas operações e na orientação do seu cliente o seu diferencial competitivo. Com esta conduta ele irá fidelizar e conquistar a confiança do consumidor.
A conduta de respeito às normas legais e de combate às transgressões requer ações tanto do Estado quanto da sociedade civil. A globalização, o avanço da economia digital e a crescente colaboração entre os órgãos de controle praticamente acabaram com a privacidade e com o sigilo das operações comerciais (vide as novas medidas da Receita Federal do Brasil nesta edição). O Estado, para o bem ou para o mal, está se defendendo. E a sua empresa? Você está refletindo sobre a sustentabilidade do seu negócio a longo prazo? Está preocupado com sua imagem no mercado? Tem procurado fidelizar o seu cliente agindo com relação a ele de uma forma ética e transparente?
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