Pesadelos da Petrobras: o retorno da “ruivinha”
Publicado em: 17/11/2015
Finalmente os caminhos da Lava Jato chegam ao obscuro “negócio” de Pasadena.
Nesta segunda-feira, sem nenhuma cerimônia, a Lava Jato chuta a porta de um dos mais bem guardados segredos da Petrobras, denominado jocosamente de “ruivinha” pelos funcionários da estatal brasileira.
Ruivinha, pois a Refinaria de Pasadena estava “enferrujada” e precisava, urgentemente, de reparos, declarou o Engenheiro Agosthilde M. De Carvalho aos juízes e promotores da Lava Jato.
Apesar de todos os problemas conhecidos a desvalorizada “ruivinha” foi adquirida pela Petrobras, causando um prejuízo (por baixo) de 792 milhões de dólares.
Até aí nós já sabíamos.
O que não havia sido divulgado até hoje, são os números e os destinatários das gigantescas propinas que a compra desta “ruivinha” ocasionou.
Segundo o delator as propinas atingiram um valor de 60 milhões de reais e foram distribuídas ao responsável pela Diretoria Internacional da Petrobras, Mauro Comino, subordinado ao corrupto, já julgado e enjaulado, Nestor Cerveró.
O outro delator e corrupto confesso Fernando Baiano, também embolsou parte desta régia propina.
Este novo desdobramento da Operação Lava Jato, denominado ironicamente de Operação Corrosão, traz à justiça uma nova leva de corruptos e coloca em dúvida a própria presidência da estatal na época da aquisição.
Do outro lado desta história de horror um novo desdobramento da Lava Jato revela um nome que pode reverter tudo o que sabíamos do Mensalão do PT: o de Delúbio Soares.
Isto mesmo!
O nome do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, que está recebendo a sua liberdade condicional, foi citado pelo delator Salim Schahin, juntamente com o seu partido o PT e o fiel amigo e escudeiro do ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai.
O volta de Delúbio aos holofotes da justiça tira o sono do PT e pode levar o ex-tesoureiro de volta para a prisão de onde acaba de sair.
Apertem os cintos, é mais um tsunami de lama que se aproxima.
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