A capital do diamante na mira da polícia
Após megaoperação em Franca, Polícia e Ministério Público Federal trabalham para colocar doleiros, diamantários e negociadores na Cadeia
José A. Souza/DF
O município de Franca é conhecido internacionalmente pela produção de calçado masculino e do melhor basquetebol. Mas, também se destaca como importante pólo diamantário do país, especializado na lapidação e comercialização de gemas de diamante, com tradição e respeito no mercado externo. E, foi por este motivo, que a partir de 2007 equipes da Polícia Federal deram início às investigações na cidade para apurar um dos mais audaciosos esquemas de “fraude” contra a União no comércio de pedras preciosas. O primeiro resultado positivo das investigações ocorreu na última semana, quando pessoas da sociedade francana foram presas na chamada Operação Quilate. Além de veículos importados, pedras preciosas, armas, dinheiro e pedras preciosas foram apreendidas.
A procuradora geral da República, Daniela Pereira Batista Poppi, ao falar sobre o assunto a reportagem do Diário, revelou que para desmantelar essa quadrilha, o trabalho da Polícia não foi nada fácil, uma vez que o trabalho originou-se da extração de lavra em locais inadequados e proibidos como a região de Barretos, Frutal e Colômbia. Mesmo com as fiscalizações constantes de órgãos ambientais, alguns grupos, envolvidos no esquema insistiam em extrair pedras preciosas para o comércio ilegal de diamantes.
Ao concentrar as investigações naquela região, a polícia apurou que o centro das negociações estava bem próximo. Franca, que possuía tradição na exploração de diamantes e reunia várias pessoas de extremo conhecimento nesse comércio, estava sendo utilizada pelo grupo para as transações fraudulentas e ilegais, envolvendo pessoas de várias ramificações, que praticamente enriqueceram ilicitamente.
A cada passo da investigação, as equipes eram surpreendidas com novos acontecimentos e negociações vultuosas com empresários de vários países. Os compradores faziam negociações por telefone ou visitam Franca para a compra das pedras oriundos de países da Europa, Oriente Médio e América Central.
Daniela anunciou que o esquema envolvia vários grupos: extração de pedras preciosas, intermediários, negociadores, doleiros e empresários diamantários. Em Franca, além das pessoas que foram presos, outras pessoas estão envolvidas e suas prisões poderão ocorrer nos próximos dias, dependendo das investigações. “A proposta é pegar todos que têm ramificação direta com o esquema, seja doleiros, diamantários, negociadores e garimpeiros” revelou a Procuradora Geral da República.
Segundo ela, as escutas telefônicas, bem como investigações feitas é possível prever que a soma de negociações era vultuosa e ficará agora mais próxima da realidade com o número de documentos apreendidos, bem como informações condensadas durante a prisão de algumas pessoas, consideradas articuladoras do esquema da Operação Quilate. “Desvendamos apenas a ponta do iceberg. Tem muita coisa para se apurar ainda. E é possível que outras pessoas sejam presas” contou Daniela.
Ela explicou que serão apurados todos os tipos de crime como enriquecimento ilícito - se o dinheiro de bens de dinheiro proveniente do crime poderá no final ser apreendido -, além de outros como previstos no artigo 2° da Lei n. 8.176/91 (usurpação de bens minerais pertencentes à União); artigos. 180 (receptação), 288 (formação de quadrilha) e 334 (contrabando), ambos do CP; e art. 22 Lei n. 7.492/86 (crime contra o sistema financeiro nacional).
INVESTIGAÇÃO
O trabalho da Polícia e Ministério Público Federal tem a finalidade de desarticular ação criminosa internacional voltada para o comércio ilícito, no Brasil e no exterior, de diamantes e gemas, brutas e lapidadas, sem procedência legal, bem como para a realização de operações de câmbio não autorizadas.
O envolvimento de doleiros é porque o fluxo de moeda estrangeira decorrente do comércio ilícito de diamantes a estrangeiros possibilitava a efetivação por integrantes da quadrilha de operações de câmbio ilegais, consistentes em dólar-cabo e câmbio manual de dólares e euros.
Ao realizar o trabalho de investigação, a Polícia Federal contou com o respaldo da Procuradoria Geral da República, através da procuradora Daniela Poppi, que fortaleceu o pedido de 31 mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva junto a 2ª Vara Federal da Justiça Federal de Franca.
A procuradora geral da República, Daniela Pereira Batista Poppi, ao falar sobre o assunto a reportagem do Diário, revelou que para desmantelar essa quadrilha, o trabalho da Polícia não foi nada fácil, uma vez que o trabalho originou-se da extração de lavra em locais inadequados e proibidos como a região de Barretos, Frutal e Colômbia. Mesmo com as fiscalizações constantes de órgãos ambientais, alguns grupos, envolvidos no esquema insistiam em extrair pedras preciosas para o comércio ilegal de diamantes.
Ao concentrar as investigações naquela região, a polícia apurou que o centro das negociações estava bem próximo. Franca, que possuía tradição na exploração de diamantes e reunia várias pessoas de extremo conhecimento nesse comércio, estava sendo utilizada pelo grupo para as transações fraudulentas e ilegais, envolvendo pessoas de várias ramificações, que praticamente enriqueceram ilicitamente.
A cada passo da investigação, as equipes eram surpreendidas com novos acontecimentos e negociações vultuosas com empresários de vários países. Os compradores faziam negociações por telefone ou visitam Franca para a compra das pedras oriundos de países da Europa, Oriente Médio e América Central.
Daniela anunciou que o esquema envolvia vários grupos: extração de pedras preciosas, intermediários, negociadores, doleiros e empresários diamantários. Em Franca, além das pessoas que foram presos, outras pessoas estão envolvidas e suas prisões poderão ocorrer nos próximos dias, dependendo das investigações. “A proposta é pegar todos que têm ramificação direta com o esquema, seja doleiros, diamantários, negociadores e garimpeiros” revelou a Procuradora Geral da República.
Segundo ela, as escutas telefônicas, bem como investigações feitas é possível prever que a soma de negociações era vultuosa e ficará agora mais próxima da realidade com o número de documentos apreendidos, bem como informações condensadas durante a prisão de algumas pessoas, consideradas articuladoras do esquema da Operação Quilate. “Desvendamos apenas a ponta do iceberg. Tem muita coisa para se apurar ainda. E é possível que outras pessoas sejam presas” contou Daniela.
Ela explicou que serão apurados todos os tipos de crime como enriquecimento ilícito - se o dinheiro de bens de dinheiro proveniente do crime poderá no final ser apreendido -, além de outros como previstos no artigo 2° da Lei n. 8.176/91 (usurpação de bens minerais pertencentes à União); artigos. 180 (receptação), 288 (formação de quadrilha) e 334 (contrabando), ambos do CP; e art. 22 Lei n. 7.492/86 (crime contra o sistema financeiro nacional).
INVESTIGAÇÃO
O trabalho da Polícia e Ministério Público Federal tem a finalidade de desarticular ação criminosa internacional voltada para o comércio ilícito, no Brasil e no exterior, de diamantes e gemas, brutas e lapidadas, sem procedência legal, bem como para a realização de operações de câmbio não autorizadas.
O envolvimento de doleiros é porque o fluxo de moeda estrangeira decorrente do comércio ilícito de diamantes a estrangeiros possibilitava a efetivação por integrantes da quadrilha de operações de câmbio ilegais, consistentes em dólar-cabo e câmbio manual de dólares e euros.
Ao realizar o trabalho de investigação, a Polícia Federal contou com o respaldo da Procuradoria Geral da República, através da procuradora Daniela Poppi, que fortaleceu o pedido de 31 mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva junto a 2ª Vara Federal da Justiça Federal de Franca.
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