O cristal é importante matéria-prima usada em armamentos sofisticados, bem como no campo elétrico, em telas de microcomputadores portáteis e em mostradores de certos brinquedos e relógios eletrônicos. Justamente o seu emprego em armamentos fez com que ao tempo da guerra mundial o quartzo fosse importado do Brasil, com relevância para Corinto, já naquela época grande produtor.
Atualmente o cristal é também usado em grande escala como elemento de decoração e enfeites, existindo na cidade pequenas indústrias que se dedicam ao setor, a principal delas de propriedade de João Araújo de Almeida, que tem vários pontos de comercialização de seus produtores derivados do quartzo.
Ao tempo do conflito mundial, quando se iniciou a procura da preciosa pedra para comercialização, não era muito fácil encontrar-se lavras com grande quantidade do material explorado, como agora o é. Ao contrário, às vezes perdiam-se dias e semanas de trabalho porque o cristal não aparecia.
Era o que freqüentemente acontecia com um dos pioneiros da extração da pedra em nosso município, Sr. Aristides Cirino de Souza, que se dedicou afinco por muito tempo no trabalho de pesquisa e lapidação das pedras.
Lá pelos idos de 1942 até 1944, aristides e muitos outros cristaleiros exploravam várias regiões como a Serra do Cabral, Lassance, Beltrão e Tomaz Gonzaga, sendo a nossa cidade já naquela época ponto de referência dos compradores.
Nos dias de hoje o cristal ainda existe, trás renda aos cristaleiros e garimpeiros. Só não é como antigamente, a exportação caiu, e o baixo fluxo de compradores na cidade na área de quartzo está levando á falência muitos de seus produtores.
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