Garimpos racionais do Estado de Goiás –
Em vista de ter sido agraciado pelo povo goiano, através de seus dignos representantes na Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, com o honroso e dignificante Prêmio de Meio Ambiente Altamiro Moura Pachêco, Comenda Araguaia, sinto-me no dever e na obrigação de retribuir a este maravilhoso estado que me acolheu a partir de 1978, ofertando em contrapartida meus vastos conhecimentos tecnicos que consegui acumular através da minha brilhante carreira geológica de 42 anos de formado (UnB), no sentido de trazer luz e levar a bom termo um setor marginal e desinteressante aos olhos da Economia goiana como um todo, ou seja, o aproveitamento de pequenos depósitos minerais de facílima agregação paulatina de valores, que poderiam se prestar a curto, médio e longo prazo à alanvancagem econômica da sustentabilidade de municípios que hoje dormitam indelevelmente à sombra do ostracismo econômico.
Almejando a formulação de projetos detalhados, em relação à atividade Garimpeira Racional, bem como ao aproveitamento de pequenos depositos minerais, pretende-se utilizar nas áreas exauridas antropicamente, visando à recuperação destas áreas degradadas, mitigações afeitas a criatórios de alevinos nativos, no sentido de também repovoar piscosamente todas as Bacias dos rios efetivamente produtores de minérios; atendendo-se, não só projetos de psicultura afeitos às Cooperativas, como também aos particulares que venham a se interessar pelo associação e repovoamento piscoso.
Diversas atividades econômicas, poderão também compor o quadro de reativação da economia regional, capitaneada pela incrementação da extração mineral de pequenos depósitos; produção de blocos de granito, como também extração racional de diamante e ouro; além da psicultura em áreas exauridas. Pretende-se assim também viabilizar o desenvolvimento da fruticultura e da criação de pequenos animais domésticos, visando sobretudo, inclusive, a atividade agroindustrial promovida por empresas investidoras em nosso estado. O reflorestamento através de espécies nativas, poderá em muito contribuir para o surgimento de uma nova mentalidade produtiva em toda a região afeita ao propósito acima delineado, bastando para tal, suscitar o interesse das autoridades Estaduais e Federais; haja visto a, já determos a grande colaboração das prefeituras e dos municípios vizinhos aos jazimentos com potencial produtividade.
Pretende-se também, estabelecer junto às autoridades (judiciárias, executivas e legislativas), um termo de Compromisso de Responsabilidade e Ajustamento de Conduta, onde colocaremos um fato novo, que outrora não fora estabelecido; ou seja, a condução técnica realizada por um profissional experiente e legalmente habilitado pelo Crea.
Conforme extrae-se do Relatório Técnico elaborado pela Metago em 1993, a derrubada de barrancos dos rios Claro e Pilões, bem como de outros municípios lindeiros, contribuiu em muito para o agravamento das condições ambientais de todo ecossistema regional, fator que forçou o fechamento da atividade em todas as Regiões produtivas, pois o assoreamento e a destruição da Mata Ciliar trouxeram consequências nefastas e danosas à fauna local. No entanto, à luz de estudos modernos, a Geologia Ambiental permite a adequação e mitigação de extrações racionais em “monchões”, “sequeiros,” “virada” e “mergulho”, através do respeito à natureza, bastando para tal, ter-se um acompanhamento técnico preciso e efetivo proporcionado por geólogos capazes e devidamente habilitados pelo Crea.
Tal fato, justifica-se pelo agravamento das condições sociais e econômicas de muitas regiões potencialmente relevantes que vem sofrendo um espetacular êxodo de sua população, indo assim, inchar centros populacionais maiores. Uma das características benéficas da Mineração como um todo é proporcionar ao homem, a fixação definitiva em seu local de origem, o que deve ser incentivado em regiões com vocações para Mineração, embora em todo o Brasil observa-se o contrário, gerando o já tão comum agravamento social, observado em centros populacionais maiores. Daí, nosso intento e interesse de mais uma tentativa em procurar reativar a exploração mineral no estado, proporcionando ao homem nativo a honrosa possíbilidade de oferecer sustento digno à sua família.
Devemos sobretudo enfatizar e sustentar que as lavras garimpeiras e o aproveitamento de pequenos jazimentos legalmente constituídos sob a forma de Cooperativas Comunitárias, embutem e agasalham polpudos fatores produtores de riquezas altamente necessários à economia sustentável do Estado e do País. Seu amplo alcance social, os níveis de produção afeitos à pequenos núcleos quando somados, revelam um grande potencial produtor de ouro e diamante, dentre outros bens minerais, aproveitando abundantemente pequenos jazimentos que nunca seriam trabalhados por grupos que se assentam em jazidas e ocorrências maiores e que nunca efetuarão seu aproveitamento, por lhes serem anti-econômicos, dificultando portanto a entrada dos pequenos, consequentemente não gerando assim a riqueza salvadora, reação estratégica para subisistencia economica da população mais simples nestes dias de penúria, e de plena recessão e bagunça na área mineral, pois na verdade, tem estes depósitos estratégicos servidos somente à especulação e não à agregação de valores imprescindíveis à salvação do estado, bem como também do País.
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