Você já fez a sua offshore hoje?
O Panama Papers corresponde a 11.5 milhões de documentos de umas 220.000 empresas tipo offshore, que foram criadas pela empresa Mossack Fonseca.
Offshore Company é um nome genérico para uma empresa incorporada fora do país de residência dos seus diretores.
A maioria das offshores são constituídas em locais como as Bahamas, Luxemburgo, Suíça, Hong Kong, Ilhas Virgens, Panamá, Seychelles e outros locais onde as leis facilitam a criação destas empresas que recebem tratamento fiscal diferenciado.
Dada a estas facilidades, uma empresa pode ser constituída em apenas dois dias em média, a procura por offshores é simplesmente enorme. Isso atrai empresários honestos entre os quais a maioria das junior companies da mineração, que querem entrar no mercado internacional.
É raro uma mining junior listada em uma bolsa mundial que não tenha uma offshore.
Mas, do outro lado deste espectro estão, também, um sem número de desonestos que querem esconder o dinheiro ilegal, e o seu nome, em uma estrutura que muita vezes se emaranha em várias offshores interligadas operando em vários países diferentes.
O Panama Papers, que compreende 2,6 Terabytes de informação, está devassando e alvoroçando o mundo das offshores.
Nestes primeiros dias, já foram pegos vários “peixes grandes “ como o Presidente da Rússia Vladimir Putin que está ligado a offshores com mais de dois bilhões de dólares sem procedência.
Junto com Putin está o presidente da Ucrânia Poroshenko, da Argentina Macri e o primeiro ministro da Islândia que acaba de renunciar. Por enquanto centenas de políticos importantes, empresas e empresários já estão com o nome ligado ao Panama Papers na mídia mundial.
A maioria, com certeza, deverá ter uma explicação plausível e legalmente aceitável, mas muitos não conseguirão explicar a procedência e os objetivos do dinheiro. Neste grupo estarão os políticos e empresas corruptas, os traficantes de drogas, de armas e os bandidos de todas as cores e carteis.
Como não podia deixar de ser os brasileiros estão muito bem representados no Panama Papers.
A começar pelo infame Eduardo Cunha outros notórios como o ex-Ministro de Minas e Energia Edison Lobão tem, também, o nome associado ao escândalo. Estão sendo citadas empresas investigadas na Lava Jato como a Odebrecht, Shahin, Queiroz Galvão e até proprietários de apartamentos no famoso edifício do Balneário Guarujá, o mesmo prédio onde Lula diz não ser dono de um tríplex...
É, realmente, a ponta de um monstruoso iceberg da corrupção que emerge aos holofotes da mídia: uma Lava Jato mundial em esteroides.
Mais de 100 pessoas envolvidas no Panama Papers já estavam sendo investigadas pela Lava Jato.
E está apenas começando...
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