Bahia é destaque na extração de minerais
A Bahia é um dos estados brasileiros mais promissores no que diz respeito à mineração, tanto que ela ocupa hoje a 5ª posição em produção de minerais do país. Dos 417 municípios baianos, 134 possuem um solo propício de onde são extraídos 43 minerais diferentes. Os destaques são para os municípios de Itagibá, com produção de níquel, Brumado com produção magnésia calcinada, em Jaguarari se produz cobre, ouro em Jacobina, e quartzo e feldspato nas cidades de Castro Alves, Santa Terezinha e Santo Antônio de Jesus.
A natureza foi bastante generosa com a Bahia em termos de ambientes geológicos com possibilidades de deter alto potencial mineral. O estado também é produtor de outros minérios como urânio, barita, cromo, talco, salgema, bentonita, manganês, petróleo, fosfato, manganês e calcário dolomítico.
Um destaque é a extração de areia siliciosa em Belmonte e a pedras ornamentais em várias regiões do Estado. O integrante do Conselho de Economia e Desenvolvimento Industrial da FIEB, Albert Hartmann, ressalta a importância da sílica e pedras ornamentais, da necessidade de desenvolver cadeias produtivas e de apresentar aos empresários de todo o país as potencialidades desses segmentos, a infraestrutura e tecnologia oferecida, os processos de inovação, o estímulo à competitividade e ao fomento de novos negócios.
“Possuímos a maior reserva de areia siliciosa de alta pureza do Brasil, com reservas estimadas em 10 milhões de toneladas, e especiais para a produção de vidro e fibra ótica. Por ter baixíssimos teores contaminantes, nossa sílica rivaliza com as melhores reservas do mundo. Por isso devemos atrair para a Bahia potenciais investidores do Brasil e exterior”, afirma Albert Hartmann.
Quanto às pedras ornamentais, Albert diz que todo o processo, da extração ao beneficiamento final, pode ser feito na Bahia para agregar valor, gerar emprego e renda e modernizar as tecnologias. Ele explica que também está reunindo empresas privadas, Governo do Estado e entidades representativas do setor para debater qual a melhor forma de implementar a indústria de transformação.
No 3º Fórum de Oportunidades de Investimentos que ocorreu no final de 2015, doze empresas, sendo dez de outros estados, manifestaram interesse em se instalar na Bahia para desenvolver a indústria de transformação do segmento, pois consideram a infraestrutura adequada, e sólidos os projetos apresentados.
Neste ano, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral está com o propósito de dar continuidade na identificação e no desenvolvimento de novas oportunidades para exploração mineral. A CBPM acredita que este é um momento muito bom para a maturação dos novos projetos e irá realizar trabalhos nas regiões de Mundo Novo e Bacia de Irecê, ambientes geológicos propícios às mineralizações de zinco, cobre e fosfato.
Essas substâncias são importantes, mas a Bahia e o Brasil estão carentes. No caso do fosfato, por exemplo, o Brasil produz apenas 3% da produção mundial e a Bahia, com ambientes propícios a essa substância tão importante para a agricultura, só participa com 4%.
A indústria extrativa mineral é responsável hoje por aproximadamente 2% do PIB da Bahia e é uma aliada na expansão da economia no Estado. Vale ressaltar que para atender a demanda acelerada dos novos investimentos, o governo investe em infraestrutura e verifica as condições do desenvolvimento sustentável, para que as empresas não possam causar danos à natureza.
Fonte: UPB
Nenhum comentário:
Postar um comentário