A educação muda vidas (de todos nós)
Brasil
O detento Rodrigo Antônio Monteiro, 38 anos, cumpre pena na penitenciária Geraldo Beltrão (PB), que propõe a ressocialização dos apenados por meio de leitura e estudo, dispondo de um sistema de ensino e de uma estrutura com biblioteca e sala de aula. Aprovado em primeiro lugar nas vagas reservadas a cotistas, com média 591,82, para o curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) pelo Enem Para Privados de Liberdade (Enem-PPL) em 2016, Rodrigo aguarda com esperança a confirmação de que poderá cursar a faculdade na modalidade de Educação à Distância.
Já Bruna Sena, 17 anos, estudante de escola pública e moradora de um conjunto habitacional da periferia de Ribeirão Preto (SP), conquistou o primeiro lugar de um dos mais disputados vestibulares do Brasil: o de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que teve 75,58 candidatos por vaga no exame da Fuvest 2017. A jovem é a primeira pessoa da família a ingressar na universidade e agradece o estímulo dos professores do curso preparatório popular do qual era bolsista. Embora ainda não saiba a área na qual irá se especializar, Bruna tem uma certeza: “atenderá pessoas de baixa renda, que precisam de ajuda”.
Mundo
Amy Carton, de 94 anos, acaba de se formar, com média 4,0 (de 5,0), no curso à distância da faculdade de Artes da Southern New Hampshire University (SNHU), nos Estados Unidos. A senhorinha teve de interromper os estudos em 1964, após se divorciar, para criar os quatro filhos. Em entrevista à revista People, ela conta que nunca abandonou o sonho de se formar, embora a vida “se metesse pelo caminho” e o atrasasse. Também encoraja àqueles que, como ela, tiverem a oportunidade de voltar à escola: “Isso nos faz continuar a viver.” Amy já se matriculou no mestrado e planeja escrever um livro para crianças.
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