quarta-feira, 1 de março de 2017

Próximo da falência, ex-mineradora de Eike Batista é saqueada no Amapá


Mineradora foi vendida em 2007 por Eike e atualmente vive drama financeiro.
Portas, janelas, cabos e notebooks foram levados em recentes furtos.

Do G1 AP, com informações da Rede Amazônica no Amapá
Sem escoar minério desde 2014, a mineradora inglesa Zamin, em Santana, a 17 quilômetros de Macapá, apresenta as consequências do abandono. Imagens feitas pela Rede Amazônica no Amapá nesta segunda-feira (27) mostram que parte da estrutura da empresa foi saqueada e os cabos das locomotivas que fazem interligação ao sistema de tração foram cortados.
O cenário atual é pior que o encontrado em maio de 2016, quando o G1 teve acesso a área externa da mineradora.
Mineradora Zamin é saqueada no Amapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Mineradora Zamin é saqueada no Amapá (Foto:
Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)
A Zamin vive um drama financeiro desde 2013, quando o porto particular para exportar manganês desabou em Santana. A empresa atualmente tenta evitar a falência em um processo de recuperação judicial dez anos depois da primeira exportação, feita em 2007, ainda sob a administração do ex-bilionário Eike Batista. A dívida envolve 321 credores e chega a R$ 1,5 bilhão.
Além do mato alto no entorno dos maquinários da ferrovia e demais estruturas, no interior dos prédios é notável a ação de vandalismo. Janelas e portas foram arrombadas e levadas. Além disso, documentos estão danificados e existe a estimativa de furtos de pelo menos 80 notebooks deixados pela empresa, informou a Rede Amazônica no Amapá.
No almoxarifado, foram levados carretéis de cabos e pneus ainda não usados. Problema semelhante foi encontrado no setor de desembarque do minério, onde bombas e pequenos geradores para dar funcionamento à esteira de transbordo também foram furtados. Nenhum dos crimes recentes chegou a ser registrado por câmera de segurança porque o sistema interno também virou alvo de ação de vândalos.
Cabos foram cortados e levados de locomotivas de mineradora (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Cabos foram cortados e levados de locomotivas de mineradora (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)
Drama da Zamin
Depois da primeira exportação da mineradora, em 2007, quando ainda era chamada de MMX, as ações foram vendidas no mesmo ano para a Anglo American, que revendeu à Zamin, última administradora da concessão. A produção parou após o desabamento do porto privado da empresa.
Por causa do ostracismo provocado pelas empresas, a mineração sofreu a primeira intervenção em julho de 2015, quando o governo do estado decretou a perda da ferrovia concedida à Zamin. O caso foi parar na Justiça, que manteve a caducidade.
No local onde funciona a mineradora, em Santana, apenas um vigilante toma conta do espaço. Geradores e peças de máquinas pesadas foram furtados, segundo a Secretaria de Estado de Transportes (Setrap), e precisam ser ressarcidos ao Amapá, que passou a ter posse de grande parte da infraestrutura da ferrovia montada às margens do rio Amazonas.
Objetos viraram alvos de vândalos em área de mineradora do Amapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Objetos viraram alvo de vândalos em área de mineradora do Amapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)
Parte administrativa da Zamin está deteriorada (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Parte administrativa da Zamin está deteriorada (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)
Maquinário teve peças levadas em furtos na  Zamin (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Maquinário teve peças levadas em furtos na Zamin (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)

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