Por hobby, homem garimpa na praia do Gonzaguinha, em São Vicente
Mesmo pela diversão, James Silva Bastos já encontrou vários objetos, como seu anel de prata
19/11/2017 -
| James Silva Bastos ainda não encontrou um grande tesouro perdido (Foto: Luigi Bongiovanni/A Tribuna) |
Na areia das praias de São Vicente, o técnico em segurança do trabalho James Silva Bastos, 50 anos, achou um grande tesouro. Não é, contudo, uma arca cheia de moedas de ouro ou um colar de pedras preciosas. Mas, sim, um hobby, que, muitas vezes, é lucrativo.
Afinal, como define o garimpeiro vicentino das praias, "procurar objetos de valor, escondidos na areia, é uma terapia que relaxa, tranquiliza e, muitas vezes, também garante algumas surpresas agradáveis".
Há um ano e meio, ele decidiu investir no hobby. "Sempre tive interesse por esta atividade. Então, comprei o detector de metais pela internet e paguei R$ 900,00. Ainda não achei um grande tesouro escondido (risos). Mas não me arrependo, pois quando venho garimpar fico tão concentrado que nem vejo o tempo passar", conta o garimpeiro vicentino.
Aliás, James justifica seu contentamento com a atividade, enquanto garimpa nas areias da Praia do Gonzaguinha, em São Vicente.
"Quando tenho folga, venho garimpar. Em média, fico três ou quatro horas. O bom é que saio daqui tranquilo e relaxado. Também já saí, algumas vezes, com muitas moedas. Na última vez, achei um total de R$ 15,00", destaca.
| Detector de metais custou R$900; o anel de prata é um dos achados na praia (Luigi Bongiovanni/AT) |
Se por aqui o hobby de James ainda é algo pouco usual, no Rio de Janeiro já existe por décadas e até virou profissão de alguns, em praias como Copacabana e Ipanema.
Conforme relatos, um dos objetos mais valiosos encontrados em praias da Cidade Maravilhosa foi um anel de diamantes. Mas, em geral, os garimpeiros cariocas encontram correntes de ouro, bijuterias, moedas, anéis e brincos.
Medalhão
Além de moedas, James conta que também já achou alguns objetos de maior valor. Um deles, o técnico em segurança do trabalho exibe no dedo. "Recentemente, achei este anel de prata. Também garimpei um crucifixo de prata e um medalhão. Ambos estão bem guardados. Ainda não sei se eles têm valor histórico. Mas são muito bonitos", diz, satisfeito.
Segundo o garimpeiro vicentino, a atividade tem regras que devem ser seguidas pelos praticantes. "Por exemplo, para garimparmos em uma área particular temos de ter autorização do proprietário. Outra regra é sempre tapar os buracos que fazemos na areia, quando detectamos algum objeto".
| James faz garimpo por hobby em São Vicente (Foto: Luigi Bongiovanni/A Tribuna) |
Equipamento
Com vários modelos, que podem variar de preço – de R$ 200,00 a R$ 6.500,00 –, os detectores de metais são capazes de localizar objetos enterrados, inclusive, apontando o tipo de material (ouro, prata, ferro, alumínio e outros).
"O meu é um MP-3010 II. Com ele posso definir o tipo de metal encontrado e com profundidade de até 30 centímetros", comenta.
Os métodos de garimpo (chamado de garimpo urbano) incluem, ainda, o uso de esteiras para recolher objetos de valor do mar.
Fonte:Exame
Nenhum comentário:
Postar um comentário