Catoca anuncia produção de oito milhões de quilates
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro
Amelin, que foi nomeado presidente executivo em Março de 2015, adiantou à agência noticiosa Angop que a comercialização dos oito milhões de quilates representará para a empresa um resultado superior a 138 milhões de dólares (23 mil milhões de kwanzas).
O presidente executivo da Sociedade Mineira de Catoca, uma das empresas que mais contribui para os cofres do Estado angolano, adiantou que pretende fazer com que a empresa “passe a estar entre as três maiores do mundo na extracção de diamantes em termos de facturação.”
Sergei Amelin adiantou que o valor de mercado dos diamantes em bruto de Angola ascendeu, no ano passado, a 988,36 milhões de dólares (cerca de 165 mil milhões de kwanzas), para um total de 8,7 milhões de quilates, permitindo alcançar um lucro operacional de 194,9 milhões de dólares e líquido de 134,6 milhões de dólares (32,5 e 22,4 mil milhões de kwanzas).
Do resultado do ano em curso, apontou, cinco milhões de dólares (834 milhões de kwanzas) serão destinados à realização de projectos sociais em Saurimo, sobretudo para a melhoria da qualidade de vida dos mais de dois mil trabalhadores nacionais estrangeiros da companhia.
Projectos sociais
Entre estes projectos conta-se o programa habitacional da Vila Sagrada Esperança, na cidade de Saurimo, Merenda Escolar, Catoca Solidária e o de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social que, em parceria com o Governo da Província da Lunda Sul, se dedica à produção da mandioca, piscicultura e fruticultura, bem como o estancamento de ravinas e o melhoramento das estradas.
No programa da Merenda Escolar, a Sociedade Mineira de Catoca patrocina a oferta de leite de soja e pão a 40 mil alunos dos sete aos 12 anos de idade ,de 48 escolas primárias, assim como uniforme e material escolar para todas as escolas do mesmo nível dos arredores de Catoca.
Considerada das empresas que mais contribui para o Estado em impostos, Catoca, declarou Sergei Amelin, traçou como metas aprofundar a cadeia de valor e diversificação da actividade, assim como inovar em tecnologias e técnicas produtivas, factores que podem levar ao aumento da produção.
Em 2016, a empresa investiu, em meios fixos e infra-estruturas, cerca de 66,9 milhões de dólares (11.155 milhões de kwanzas), empregues na construção do moinho-3 da segunda central de tratamento e modernização da primeira central de tratamento e do sistema de transporte combinado de estéril e minério.
O encaixe obtido pelas operações foi de 250,14 milhões de dólares (41.710 milhões de kwanzas), suficientes para fazer face aos compromissos da empresa, sendo amortizada a dívida de 31,8 milhões de dólares (5.169 milhões de kwanzas) com instituições bancárias.
Operações de produção
Para os resultados alcançados em 2016, Catoca extraiu um valor de massa mineira acima do previsto (+1,3 por cento) e inferior ao realizado no ano anterior (-4,7 por cento), somando 13,96 milhões de metros cúbicos.
Responsável pela extracção de mais de 75 por cento dos diamantes angolanos, de acordo com dados da Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam), o projecto diamantíro de Catoca é uma empresa angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes.
Além do kimberlito de Catoca, na Lunda Sul, a empresa tem participação maioritária em concessões como a do Luemba, Gango, Quitúbia, Luangue, Vulege, Tcháfua e Luaxe.
A Sociedade Mineira de Catoca, que explora o quarto maior kimberlito do mundo a céu aberto, tem como accionistas a Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama), o grupo russo Alrosa e a LL International Holding (do grupo israelita Lev Leviev).
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