terça-feira, 9 de janeiro de 2018

TURMALINA

Turmalina
Assim como as granadas, as turmalinas constituem um grupo de  minerais, e não uma espécie só. São onze espécies, mas as usadas como gema são, na sua maioria, variedades de elbaíta.  A turmalina preta é outra espécie, a schorlita.
Formam em geral cristais colunares alongados verticalmente, quase sempre com faces curvas e estriadas na direção de maior comprimento.
A cor é muito variável e, de acordo com ela, a elbaíta recebe nomes como rubelita (rosa ou vermelha), indicolita(azul),acroíta (inco­lor), verdelita (verde).
Um cristal de turmalina pode ter uma cor em cada extremidade e ainda uma terceira no centro ou ter uma cor por fora e outras no seu interior, distribuídas concentricamente.  A turmalina de duas cores é chamada de turmalina bicolor. Se tem cor rosa no centro e verde externamente, recebe o nome popular de turmalina melancia.
A indicolita é bastante rara e a schorlita, a mais comum.

 
 Turmalina-melancia bruta
Turmalina-melancia bruta
 
 Turmalina bicolor (lapidada) e com três cores (bruta)
Turmalina bicolor (lapidada) e com três cores (bruta)

São gemas opacas a transparentes, de brilho vítreo. A rubelita costuma ter muitas fissuras.
As mais usadas em jóias são as amarelo-esverdeadas, amarelo-mel, azul-escuras, vermelhas, verde-escuras e rosa.
São produzidas principalmente na Namíbia, no Brasil e nos EUA, vindo em seguida Rússia, Mianmar (ex-Birmânia), Sri Lanka (turmalina amarela), Índia e Madagascar. No Brasil, destaca-se o Estado de Minas Gerais, mas existem turmalinas também no Ceará, em Goiás e na Bahia.
Em 1978, no município de Conselheiro Pena (MG), descobriram-se vários cristais de rubelita gemológica com dezenas de quilogramas.
Não existe turmalina sintética no comércio de gemas.
O valor dessas gemas cresce com a intensidade da cor, mas entre as verdes, as mais claras (mais parecidas com a esmeralda) valem mais. Nas turmalinas bicolores, o valor maior corresponde ao maior contraste de cor. A turmalina Paraíba, a mais valiosa de todas as turmalinas, com a cor azul néon vale de US$ 15 a US$ 15.000 por quilate, para gemas de 0,5 a 3 quilates. A verde néon é um pouco menos cara: US$ 10 a US$ 9.000 por quilate.
Como as reservas brasileiras de turmalina Paraíba estão esgotadas e as da África estão no fim, esses preços deverão subir, se já não subiram.
As variedades rubelita, verdelita e bicolor variam de US$ 1 a US$ 280 por quilate, para gemas com 0,5 a 20 quilates. A indicolita é um pouco mais cara que elas: US$ 2 a US$ 480 por quilate. Dravita e uvita custam de US$ 3 a US$ 30 por quilate, para gemas com 0,5 a 1 quilate. A schorlita, a mais barata de todas, vale de US$ 0,20 a US$ 1,80 por quilate, para pedras com até 100 quilates.
TURMALINA PARAÍBA

Fonte: CPRM

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