segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Preço alto do lítio pode tornar Portugal uma potência dos carros elétricos


Preço alto do lítio pode tornar Portugal uma potência dos carros elétricos



É à quinta-feira que Martim Facada decide o preço do lítio. Quando não anda pelas minas da Bolívia, é no escritório da Industrial Minerals em Londres que o analista português contacta produtores e consumidores, até chegar ao valor que a cada semana serve de referência em todo o mundo. Hoje, o quilo do carbonato de lítio, aquele que é usado nas baterias, ronda os 23 dólares. Um preço “alto”, segundo o especialista, que Portugal pode aproveitar.
“Portugal ainda está numa fase júnior na exploração de lítio, mas tem muito potencial”, sublinha em entrevista ao DN/Dinheiro Vivo o analista da Metal Bulletin, a agência mais antiga do mundo que publica o preço dos minerais que não estão cotados. A prova desse potencial está nos mais de 40 pedidos de licenças de exploração que o governo já recebeu.
Mas nem tudo é fácil nesta corrida ao ouro do século XXI. Entre o desejo e a concretização podem passar “à vontade” mais de dez anos, o que por vezes afasta os investidores interessados no lucro rápido. Na melhor das hipóteses, Portugal começará a produzir os compostos de lítio usados na indústria automóvel no final de 2019. É essa a meta da Savannah Resources, uma empresa britânica que está a explorar uma mina em Trás-os-Montes. “Depois de se começar a produzir, ainda é preciso vender o material para fábricas de produção de carbonato e hidróxido de lítio, se a empresa que explora não tiver a sua própria fábrica”, explica o analista. É aqui que Martim Facada acredita que Portugal se pode posicionar.
Fonte: DN

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